O Provedor do Ouvinte da RDP iniciou no última semana uma conversa com o director-adjunto de Novos Formatos da RTP, Jorge Alexandre Lopes, sobre o papel da rádio no contexto das novas tecnologias. O primeiro programa está aqui. Adelino Gomes prossegue a conversa que pode ser escuta na sexta-feira em antena.
Já que é de rádio e novas tecnologias que se fala, parece-me adequado que o programa do provedor seja disponibilizado online, mesmo antes de ser ouvido em todos canais da RDP, como actualmente acontece.
Mostrar mensagens com a etiqueta Rádio e Internet. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rádio e Internet. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
quarta-feira, janeiro 27, 2010
As fotos na rádio
Entre muitas outras coisas, a presença da rádio na Internet trouxe uma série de novos desafios e questões deontológicas aos jornalistas.
A provedora da NPR analisa a colocação de uma fotografia no site da rádio pública norte-americana. A foto foi considerada por uns como desnecessária e por outros como uma mais-valia que ajudou a compreender a informação. Afinal de contas, o problema já se colocava nos jornais e na televisão, agora com a chegada da imagem a esta "nova rádio", os jornalistas da rádio terão também que se preocupar com estas questões.
O texto está aqui.
A provedora da NPR analisa a colocação de uma fotografia no site da rádio pública norte-americana. A foto foi considerada por uns como desnecessária e por outros como uma mais-valia que ajudou a compreender a informação. Afinal de contas, o problema já se colocava nos jornais e na televisão, agora com a chegada da imagem a esta "nova rádio", os jornalistas da rádio terão também que se preocupar com estas questões.
O texto está aqui.
domingo, janeiro 24, 2010
Novo visual da tsf.pt
A TSF mudou a aparência do seu site e acrescentou-lhe outras funcionalidades. Há agora mais presença de vídeo e no topo surgem os principais temas noticiados, mas agora acompanhados com fotografia. 

Uma das principais alterações tem a ver com a possibilidade que os utilizadores têm agora de comentar as notícias. Antes era apenas possível o envio de comentários por mail.

Uma das principais alterações tem a ver com a possibilidade que os utilizadores têm agora de comentar as notícias. Antes era apenas possível o envio de comentários por mail.
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Nova grelha da Altitude
E que tal participar na definição da grelha de programas da rádio que costuma ouvir? É o que a Rádio Altitude está a solicitar. Através de uma rede social criada pela estação (necessita pois de registo) os cibernautas/ouvintes poderão dar sugestões sobre a nova programação da Altitude que deverá arrancar no dia 1 de Fevereiro.
domingo, dezembro 27, 2009
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Acerto de contas
Outros afazeres têm-me impedido de actualizar o blogue. De tal forma que passei sem dar conta que o Rádio e Jornalismo já existe há 4 anos. Completou-os no dia 3 de Dezembro!!!
Adiante: fiz aqui referência aos Prémios Obciber e agora quero dar os parabéns aos vencedores, em particular aos autores do trabalho Vidas de Silêncio da Renascença.
Ainda em relação às jornadas Obciber quero sublinhar a apresentação de Isabel Reis que tem estudado a utilização do áudio nas peças jornalísticas dos sites das rádios. No evento, a autora apresentou A linguagem radiofónica no áudio das cibernotícias das rádios
Adiante: fiz aqui referência aos Prémios Obciber e agora quero dar os parabéns aos vencedores, em particular aos autores do trabalho Vidas de Silêncio da Renascença.
Ainda em relação às jornadas Obciber quero sublinhar a apresentação de Isabel Reis que tem estudado a utilização do áudio nas peças jornalísticas dos sites das rádios. No evento, a autora apresentou A linguagem radiofónica no áudio das cibernotícias das rádios
segunda-feira, novembro 30, 2009
Prémios de ciberjornalismo
À semelhança do ano passado, o Obciber - Observatório de Ciberjornalismo vai distinguir os melhores ciberjornais e trabalhos jornalísticos. A votação decorre até ao dia 2 de Dezembro.
No campo dos sites da rádio, apenas a Renascença está representada.
No campo dos sites da rádio, apenas a Renascença está representada.
terça-feira, novembro 17, 2009
Leituras
Dois textos sobre rádio no número mais recente da OBS, a revista do Observatório da Comunicação:
Radio and the Web: Communication Strategies of Spanish Radio Networks on the Web (2006-2008)
Point of listening in a radio fiction: the eternal problem
Radio and the Web: Communication Strategies of Spanish Radio Networks on the Web (2006-2008)
Point of listening in a radio fiction: the eternal problem
terça-feira, novembro 10, 2009
Resposta: rádio
Como manter os utilizadores mais tempo num site? Pergunta-se no Periodistas 21.
Ouvindo rádio online (streaming e todas as outras formas de áudio).
Una radio, Onda Cero, tiene el récord de tiempo por visita en la categoría de Noticias (OJD) con más de media hora. ¿La receta? Radio en directo y un buen archivo de audios de sus programas, como reconoce Francisco Sierra, director de Contenidos de Antena 3 Multimedia..
Ouvindo rádio online (streaming e todas as outras formas de áudio).
Una radio, Onda Cero, tiene el récord de tiempo por visita en la categoría de Noticias (OJD) con más de media hora. ¿La receta? Radio en directo y un buen archivo de audios de sus programas, como reconoce Francisco Sierra, director de Contenidos de Antena 3 Multimedia..
segunda-feira, novembro 09, 2009
O Muro de Berlim na RR
Que o futuro da rádio está na Internet parece já uma frase redutora de tão dita que tem sido. Mas a realidade portuguesa mostra-nos que, pelo menos no campo da informação, nem sempre esse discurso é acompanhado pelo investimento em recursos humanos, utilização de ferramentas ou até criatividade...
Não me parece ser o caso da Renascença que tem feito uma aposta muito séria na sua presença online.
A reportagem multimédia que assinala os 20 anos da queda do Muro de Berlim é disso um excelente exemplo.
Para ver Muro de Berlim 20 Anos
Não me parece ser o caso da Renascença que tem feito uma aposta muito séria na sua presença online.
A reportagem multimédia que assinala os 20 anos da queda do Muro de Berlim é disso um excelente exemplo.
Para ver Muro de Berlim 20 Anos
terça-feira, novembro 03, 2009
O programa do provedor e a Internet
Agrada-me o programa do provedor do Ouvinte da RDP.
Em comparação com o seu antecessor, José Nuno Martins, Adelino Gomes tem trazido à antena mais temas relacionados com o jornalismo radiofónico e isso, confesso, agrada-me bastante, sobretudo porque contribui para a abordagem de questões jornalísticas no contexto da rádio, que em Portugal pouca atenção têm merecido, até dos próprios jornalistas.
Há, no entanto, um aspecto que gostaria de ver alterado e que tem a ver com a disponibilização do programa do provedor na Internet. Com efeito, este só pode ser escutado via online depois de passar em todas as estações do universo da rádio pública. Ou seja, à terça-feira.
Não entendo.
A Internet é um canal do serviço público de rádio, tal como os restantes. Não é o outro canal. Se o programa está gravado porque não colocá-lo de imediato no site?
Não podemos negligenciar o facto de haver muitos ouvintes (certamente a maioria) que ouve a rádio pública pela via, digamos, tradicional, mas também não nos podemos esquecer que há cada vez mais ouvintes que escutam os programas através da net.
Disponibilizar o programa do Ouvinte no site, sem ter de esperar pela sua difusão em todos os canais da rádio seria, a meu ver, responder a um direito que todos os "ciber-ouvintes" têm de escutar a rádio pública quando e onde desejam, afinal duas vantagens da rádio online.
Aliás, a Internet parece de algum modo secundarizada neste aspecto. Se consultarmos o horário do programa na página do provedor não encontramos qualquer referência ao dia em que o espaço é disponibilizado online.
Vem tudo isto a propósito da intenção deste blogueiro em querer hoje deixar o link para o último programa do provedor, no qual Adelino Gomes abordou o tratamento jornalístico dado aos partidos nas últimas eleições, e não conseguir encontrar o dito programa. É que vale mesmo a pena ouvir.
Em comparação com o seu antecessor, José Nuno Martins, Adelino Gomes tem trazido à antena mais temas relacionados com o jornalismo radiofónico e isso, confesso, agrada-me bastante, sobretudo porque contribui para a abordagem de questões jornalísticas no contexto da rádio, que em Portugal pouca atenção têm merecido, até dos próprios jornalistas.
Há, no entanto, um aspecto que gostaria de ver alterado e que tem a ver com a disponibilização do programa do provedor na Internet. Com efeito, este só pode ser escutado via online depois de passar em todas as estações do universo da rádio pública. Ou seja, à terça-feira.
Não entendo.
A Internet é um canal do serviço público de rádio, tal como os restantes. Não é o outro canal. Se o programa está gravado porque não colocá-lo de imediato no site?
Não podemos negligenciar o facto de haver muitos ouvintes (certamente a maioria) que ouve a rádio pública pela via, digamos, tradicional, mas também não nos podemos esquecer que há cada vez mais ouvintes que escutam os programas através da net.
Disponibilizar o programa do Ouvinte no site, sem ter de esperar pela sua difusão em todos os canais da rádio seria, a meu ver, responder a um direito que todos os "ciber-ouvintes" têm de escutar a rádio pública quando e onde desejam, afinal duas vantagens da rádio online.
Aliás, a Internet parece de algum modo secundarizada neste aspecto. Se consultarmos o horário do programa na página do provedor não encontramos qualquer referência ao dia em que o espaço é disponibilizado online.
Vem tudo isto a propósito da intenção deste blogueiro em querer hoje deixar o link para o último programa do provedor, no qual Adelino Gomes abordou o tratamento jornalístico dado aos partidos nas últimas eleições, e não conseguir encontrar o dito programa. É que vale mesmo a pena ouvir.
terça-feira, outubro 27, 2009
Um site para as rádios inglesas
No Reino Unido estuda-se a criação de um único site que disponibilize todas as rádios. O objectivo é fazer com que a rádio não perca o comboio das novas tecnologias:
There is a sense of urgency to the project because of the pace of technological change. The senior most figure in British radio has told The Independent that British radio “faces a real threat” of being “left behind” in a future media world where consumers obtain their music from free and legal websites.
There is a sense of urgency to the project because of the pace of technological change. The senior most figure in British radio has told The Independent that British radio “faces a real threat” of being “left behind” in a future media world where consumers obtain their music from free and legal websites.
sexta-feira, outubro 16, 2009
NPR criou um guia para o uso das redes sociais
A National Public Radio acaba de disponibilizar um guia para os seus jornalistas sobre o uso das redes sociais.
As NPR grows to serve the audience well beyond the radio, social media is becoming an increasingly important aspect of our interaction and our transparency with our audience and with a variety of communities. Properly used, social networking sites can also be very valuable newsgathering and reporting tools and can speed research and extend a reporter's contacts, and we encourage our journalists to take advantage of them.
E por cá, porque é que ainda ninguém fez nada parecido? Os jornalistas da rádio portuguesa também andam nas redes sociais.
As NPR grows to serve the audience well beyond the radio, social media is becoming an increasingly important aspect of our interaction and our transparency with our audience and with a variety of communities. Properly used, social networking sites can also be very valuable newsgathering and reporting tools and can speed research and extend a reporter's contacts, and we encourage our journalists to take advantage of them.
E por cá, porque é que ainda ninguém fez nada parecido? Os jornalistas da rádio portuguesa também andam nas redes sociais.
domingo, outubro 04, 2009
Como re-inventar a rádio de informação
1 News is content (topical content with the power to connect with the listener)
2 Consider how news can contribute to your station’s success
3 Use news to get your station noticed
4 Define a unique brief for your news team
5 Resource to best deliver the news brief
6 Topical content can make money
7 Cultivate all rounders
8 Include journalists in station wide decisions
9 Invest in news but expect to return a profit
10 Give your news and topical content the big sell
O texto completo está aqui .
2 Consider how news can contribute to your station’s success
3 Use news to get your station noticed
4 Define a unique brief for your news team
5 Resource to best deliver the news brief
6 Topical content can make money
7 Cultivate all rounders
8 Include journalists in station wide decisions
9 Invest in news but expect to return a profit
10 Give your news and topical content the big sell
O texto completo está aqui .
segunda-feira, setembro 28, 2009
As imagens da rádio na noite eleitoral
Destaco duas iniciativas levadas a cabo pela rádio na cobertura da noite eleitoral e ambas nos sites das emissoras.
A Antena 1, em conjunto com a RTP, voltou a apostar no Mobile Journalism (Mojo), desta vez envolvendo um maior número de recursos, depois de uma primeira experiência realizada nas europeias pelos jornalistas Rita Colaço e Paulo Nuno Vicente.

A Antena 1 faz um balanço extremamente positivo da iniciativa revelando que a página foi visitada por mais de um milhão e meio de visitantes.
Por outro lado, merece referência a iniciativa da Renascença que, prosseguindo o seu objectivo de transformar o site numa webtv, resolveu fazer um directo "televisivo" da noite eleitoral.

São duas boas iniciativas que podem apontar caminhos para algumas ferramentas e práticas que o jornalismo virá, eventualmente, a utilizar com maior frequência numa plataforma online.
É claro que nesta fase estamos apenas a falar de experiências interessantes, pois há que aperfeiçoar métodos.
Por exemplo, no site da Renascença o que se viu foi verdadeiramente um directo de um programa de rádio. Ou seja, as câmaras estavam lá, mas os protagonistas (jornalistas e convidados em estúdio) fizeram de conta que elas efectivamente não estavam presentes (jornalistas que passam à frente da câmara, convidados que se despedem dos jornalistas em frente à câmara, etc). Mas valeu pela iniciativa.
No caso do mobile journalism da Antena 1 os problemas tiveram mais a ver com a qualidade (ou falta dela) de algumas imagens e sons. Questões que, julgo eu, de momento a tecnologia disponível não resolve.
Valeram as experiências
A Antena 1, em conjunto com a RTP, voltou a apostar no Mobile Journalism (Mojo), desta vez envolvendo um maior número de recursos, depois de uma primeira experiência realizada nas europeias pelos jornalistas Rita Colaço e Paulo Nuno Vicente.
A Antena 1 faz um balanço extremamente positivo da iniciativa revelando que a página foi visitada por mais de um milhão e meio de visitantes.
Por outro lado, merece referência a iniciativa da Renascença que, prosseguindo o seu objectivo de transformar o site numa webtv, resolveu fazer um directo "televisivo" da noite eleitoral.
São duas boas iniciativas que podem apontar caminhos para algumas ferramentas e práticas que o jornalismo virá, eventualmente, a utilizar com maior frequência numa plataforma online.
É claro que nesta fase estamos apenas a falar de experiências interessantes, pois há que aperfeiçoar métodos.
Por exemplo, no site da Renascença o que se viu foi verdadeiramente um directo de um programa de rádio. Ou seja, as câmaras estavam lá, mas os protagonistas (jornalistas e convidados em estúdio) fizeram de conta que elas efectivamente não estavam presentes (jornalistas que passam à frente da câmara, convidados que se despedem dos jornalistas em frente à câmara, etc). Mas valeu pela iniciativa.
No caso do mobile journalism da Antena 1 os problemas tiveram mais a ver com a qualidade (ou falta dela) de algumas imagens e sons. Questões que, julgo eu, de momento a tecnologia disponível não resolve.
Valeram as experiências
sexta-feira, setembro 25, 2009
Coisas interessantes da campanha na rádio
Na rádio:
Os Jornais de Campanha da Antena 1 com Maria Flôr Pedroso.
Os Fóruns da TSF com os líderes dos principais partidos.
O Bloco de Notas da Renascença.
Nos sites:
A visão histórica dos resultados das legislativas desde 1975 que a RTP/RDP disponibiliza.
A ideia do MOJO (Mobile Journalism) experimentada nas Europeias e agora levada novamente à prática.
A cobertura multiplataforma da Antena 1 (rádio hertziana, site, MOJO, Twitter, blogues)
A reiterada aposta numa linguagem multimédia nas peças da Renascença (presença de texto, som, fotografia e vídeo).
A campanha em imagens da Renascença.
Os Jornais de Campanha da Antena 1 com Maria Flôr Pedroso.
Os Fóruns da TSF com os líderes dos principais partidos.
O Bloco de Notas da Renascença.
Nos sites:
A visão histórica dos resultados das legislativas desde 1975 que a RTP/RDP disponibiliza.
A ideia do MOJO (Mobile Journalism) experimentada nas Europeias e agora levada novamente à prática.
A cobertura multiplataforma da Antena 1 (rádio hertziana, site, MOJO, Twitter, blogues)
A reiterada aposta numa linguagem multimédia nas peças da Renascença (presença de texto, som, fotografia e vídeo).
A campanha em imagens da Renascença.
quinta-feira, setembro 24, 2009
Pequenos e grandes
A questão volta sempre à ordem do dia em altura de campanha eleitoral. Que cobertura noticiosa é (deve) dada aos chamados pequenos partidos?
Um olhar pela rádio, constatamos duas situações: a primeira que os pequenos partidos são tratados sobretudo com o recurso à entrevista, que tem fundamentalmente o objectivo de dar a conhecer as principais ideias sobre alguns temas. A segunda, que os pequenos partidos aparecem nas notícias apenas quando quebram a rotina.
Em relação a este segundo aspecto, vale a pena recordar o que nos dizem Harvey Molotoch e Marilyn Lester sobre o acesso aos media. Os autores estabelecem três níveis de acesso aos meios de comunicação social.
Recordo dois deles:
“Habitual” quando as práticas de um indivíduo, ou grupo, que ocupa determinada posição coincidem com a produção dos media, conduzindo a que as suas práticas sejam frequentemente noticiadas e “Disruptivo”, quando indivíduos ou grupos para verem as suas realizações nos media, necessitam de perturbar a ordem gerando a surpresa, agitação ou choque.
Ou seja, ou os pequenos partidos irrompem com acções sensacionais, inéditas ou pouco esperadas ou não são notícia. Deste ponto de vista, há que admitir alguma razão aos partidos com menor expressão quando se queixam do tratamento que os media lhes dão, pois na realidade a presença de noticias sobre os seus actos de campanha nos principais espaços informativos da rádio é pouco menos que nula.
Aliás, não deixa de ser curioso verificar que uma das poucas vezes que um pequeno partido (neste caso movimento) apareceu nos principais noticiários da rádio portuguesa foi justamente a propósito das várias acções de contestação levadas a cabo pelo MMS devido, no entendimento do movimento, à falta de equidade no tratamento noticioso.
Tudo o resto que se tem ouvido é atirado, normalmente, para os tais espaços de entrevista (que é pela sua natureza, pontual) ou para os jornais de campanha da rádio, emitidos fora do horário nobre.
Há aqui uma certa, e inevitável, comparação (provocatória, admito). É que, o jornalismo político (pelo menos aquele que se faz em altura de campanha) está mais parecido com o “jornalismo de futebol”. No mundo da bola, por mais que um pequeno clube tenha bons jogadores, ganhe jogos, etc, só será notícia se jogar contra um grande ou se houver salários em atraso. Já no caso dos grandes clubes, bastará um treino bem “esgalhado” para abrir noticiários.
O problema é que o jogo da política não é o mesmo do futebol e deste ponto de vista seria preciso que o jornalismo procurasse uma intervenção mais abrangente e plural, começando, por exemplo, pela multiplicidade de plataformas de que dispõe para o fazer.
Se olharmos para os sites das rádios portuguesas não nos restarão dúvidas de que a diferença, em relação à rádio, do tratamento noticioso nesta matéria se resume à diversidade do uso de ferramentas expressivas que, naturalmente, não existem na rádio dita tradicional (vídeos, fotos, infografias, etc).
O conteúdo dos sites é, com honrosas e raras excepções, o mesmo da rádio e por isso quem aparece nas notícias da versão digital já apareceu ou vai aparecer na hertziana e ainda por cima a dizer as mesmas coisas.
Um olhar pela rádio, constatamos duas situações: a primeira que os pequenos partidos são tratados sobretudo com o recurso à entrevista, que tem fundamentalmente o objectivo de dar a conhecer as principais ideias sobre alguns temas. A segunda, que os pequenos partidos aparecem nas notícias apenas quando quebram a rotina.
Em relação a este segundo aspecto, vale a pena recordar o que nos dizem Harvey Molotoch e Marilyn Lester sobre o acesso aos media. Os autores estabelecem três níveis de acesso aos meios de comunicação social.
Recordo dois deles:
“Habitual” quando as práticas de um indivíduo, ou grupo, que ocupa determinada posição coincidem com a produção dos media, conduzindo a que as suas práticas sejam frequentemente noticiadas e “Disruptivo”, quando indivíduos ou grupos para verem as suas realizações nos media, necessitam de perturbar a ordem gerando a surpresa, agitação ou choque.
Ou seja, ou os pequenos partidos irrompem com acções sensacionais, inéditas ou pouco esperadas ou não são notícia. Deste ponto de vista, há que admitir alguma razão aos partidos com menor expressão quando se queixam do tratamento que os media lhes dão, pois na realidade a presença de noticias sobre os seus actos de campanha nos principais espaços informativos da rádio é pouco menos que nula.
Aliás, não deixa de ser curioso verificar que uma das poucas vezes que um pequeno partido (neste caso movimento) apareceu nos principais noticiários da rádio portuguesa foi justamente a propósito das várias acções de contestação levadas a cabo pelo MMS devido, no entendimento do movimento, à falta de equidade no tratamento noticioso.
Tudo o resto que se tem ouvido é atirado, normalmente, para os tais espaços de entrevista (que é pela sua natureza, pontual) ou para os jornais de campanha da rádio, emitidos fora do horário nobre.
Há aqui uma certa, e inevitável, comparação (provocatória, admito). É que, o jornalismo político (pelo menos aquele que se faz em altura de campanha) está mais parecido com o “jornalismo de futebol”. No mundo da bola, por mais que um pequeno clube tenha bons jogadores, ganhe jogos, etc, só será notícia se jogar contra um grande ou se houver salários em atraso. Já no caso dos grandes clubes, bastará um treino bem “esgalhado” para abrir noticiários.
O problema é que o jogo da política não é o mesmo do futebol e deste ponto de vista seria preciso que o jornalismo procurasse uma intervenção mais abrangente e plural, começando, por exemplo, pela multiplicidade de plataformas de que dispõe para o fazer.
Se olharmos para os sites das rádios portuguesas não nos restarão dúvidas de que a diferença, em relação à rádio, do tratamento noticioso nesta matéria se resume à diversidade do uso de ferramentas expressivas que, naturalmente, não existem na rádio dita tradicional (vídeos, fotos, infografias, etc).
O conteúdo dos sites é, com honrosas e raras excepções, o mesmo da rádio e por isso quem aparece nas notícias da versão digital já apareceu ou vai aparecer na hertziana e ainda por cima a dizer as mesmas coisas.
domingo, setembro 20, 2009
Gerações e os media online
Paula Cordeiro levou a cabo um estudo intitulado "Gerações e os media online". No seu blogue deixou algumas das conclusões a que chegou.
Para ver aqui.
Para ver aqui.
Propostas de programas para a Zero
A webradio Zero está a aceitar propostas de programas.
No comunicado que recebi lê-se o seguinte:
A Rádio Zero abriu a época de recepção de maquetes para a escolha de novos programas para a grelha de programação. Qualquer ideia é válida, qualquer programa pode ser feito.
A Rádio Zero é uma rádio baseada em Lisboa, com emissão via web e é uma das fundadoras da rede internacional de rádios RADIA. Tem como objectivos divulgar e promover a exploração do suporte rádio enquanto conteúdo, forma e/ou tecnologia, privilegiando abordagens não ortodoxas e de autor.
Valorizamos o experimentalismo, a originalidade e, acima de tudo, o livre pensamento!
Se tens ideias para montar um programa de rádio, faz da Zero a tua oficina!
As propostas devem ser enviadas para o seguinte mail: programacao@radiozero.pt
No comunicado que recebi lê-se o seguinte:
A Rádio Zero abriu a época de recepção de maquetes para a escolha de novos programas para a grelha de programação. Qualquer ideia é válida, qualquer programa pode ser feito.
A Rádio Zero é uma rádio baseada em Lisboa, com emissão via web e é uma das fundadoras da rede internacional de rádios RADIA. Tem como objectivos divulgar e promover a exploração do suporte rádio enquanto conteúdo, forma e/ou tecnologia, privilegiando abordagens não ortodoxas e de autor.
Valorizamos o experimentalismo, a originalidade e, acima de tudo, o livre pensamento!
Se tens ideias para montar um programa de rádio, faz da Zero a tua oficina!
As propostas devem ser enviadas para o seguinte mail: programacao@radiozero.pt
Subscrever:
Mensagens (Atom)