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segunda-feira, abril 16, 2007

Mais um passo para a dança...

Uma prova mais do dinamismo empresarial da radiodifusão local portuguesa!!!

Paula Cordeiro faz referência ao desaparecimento da Quimica FM, uma rádio que surgiu em Setembro de 2006 e terminou as emissões no final de Janeiro. Esteve no ar quatro meses !!!

Ouvia-se em 105.4, frequência inicialmente atribuída ao Rádio Clube de Cascais.

Danças no éter

A Mega FM, música para a malta jovem, ouve-se em 92.4, onde em tempos se ouviu a Rádio Energia, que agora não se ouve em lado nenhum.

A Romântica já se sintonizou em 101.1, que era antes da Rádio Arremesso, mas agora lá sintoniza-se a Best Rock que também já se ouviu em 96.6, a tal onde agora se ouve a M80, frequência que, por sua vez, já serviu os sons do Rádio Clube Português e a desaparecida Radiogeste. A Cidade FM, que agora se ouve em 91.6, já se ouviu em 107.2, mas, quem por lá passar nos dias que correm, vai ouvir a Romântica que substituiu a Foxx.

E a Foxx? Foi-se.

A Mix FM ouve-se em 103.0 mas por lá já se ouviu a Rádio Margem Sul e depois a Nostalgia, que é agora passado. Ainda na “outra banda”, nos 96.2 da MFM já foi possível sintonizar a Metropolitana FM e a Rádio Sul e Sueste, sem esquecer a Super FM depois de ter estado nos 106.2 onde agora se ouve outra FM: a Classe.

Ainda falta a rádio mais latina das latinas: a Tropical FM, que se ouve em 95.3 depois de ali se ter ouvido, em tempos idos, o Rádio Clube da Moita. E a Radar que se ouve em 97.8, depois da Voz de Almada. E a Kiss FM Lisboa que se sintoniza em 93.7 depois da Rádio Mais. E a Mega FM Sintra em 88.0 depois da Rádio Ocidente…

O blogueiro confessa a sua incapacidade para acompanhar todos os passos desta dança. Quem se lembrar de outros, faça favor…

quinta-feira, abril 12, 2007

A M80, a Best Rock e outros delírios

Sobre a M80, a mais recente rádio da Media Capital Rádios, não encontro, naquilo que já ouvi, uma programação com grande dose de originalidade. Parece-me a reedição da Nostalgia. A M80 vive sobretudo dos hits musicais das décadas de 70,80 e 90.

Mas interessa-me, sobre esta nova aposta da MCR, sublinhar as modificações entretanto verificadas no espaço radiofónico da Grande Lisboa e na tendência que as rádios, ditas locais, estão a seguir nesta região do país.

Com a M80, que emite em 96.6, uma das cinco frequências do concelho de Lisboa, a Best Rock FM, também do grupo Media Capital, passou a ouvir-se em 101.1, uma frequência que não pertence a Lisboa, apesar da rádio se projectar para a capital.

A frequência 101.1 está atribuída ao concelho da Moita, onde funcionou em tempos a Rádio Arremesso. Recentemente ouvia-se a Romântica FM, que agora se ouve em 107.2, substituindo a Foxx. A frequência de 107.2 pertence à Amadora e nela emitia, há uns bons anos, a Rádio Cidade.

Perante este novo quadro, parece-me importante sublinhar dois aspectos que mostram a tendência das rádios locais na Área Metropolitana de Lisboa:

1- A inexistência de frequências disponíveis no concelho de Lisboa está a fazer com que as empresas de radiodifusão, que pretendem chegar à capital, adquiram frequências dos concelhos limítrofes para assim poderem disputar um mercado mais apetecível.

Vejam-se algumas alterações recentes que ilustram esta tendência:

Rádio Mais (Amadora) é hoje a Kiss FM.Lisboa.

Rádio Ocidente (Sintra) é hoje Mega FM Sintra

Rádio Voz de Almada é hoje a Radar FM

Rádio Arremesso é agora Best Rock FM.

E outras modificações mais antigas:

Rádio Sul e Sueste (Barreiro) – MFM

Rádio Margem Sul (Barreiro) – Mix FM

Rádio Clube da Moita – Tropical FM

Rede A (Almada) – Rádio Capital

Quase todas estas mudanças implicaram a mudança dos estúdios de emissão para Lisboa, afastando-se, por essa razão, das localidades às quais foram atribuídas as frequências.

Actualmente, concelhos como Amadora, Barreiro, Almada ou Moita, apesar de terem duas frequências locais, não possuem verdadeiramente uma rádio local, o que nos leva ao segundo ponto.

2 – Informação.

Com estas alterações, verificou-se também a redução de espaços informativos dedicados à informação local, pois muitas destas rádios estão classificadas como temáticas musicais e as que não estão (porque não podem) também não apostam na informação local.

O que diz a lei da rádio (artº 39)

1 - Os operadores radiofónicos que forneçam serviços de programas generalistas ou temáticos informativos devem produzir, e neles difundir, serviços noticiosos regulares.
2 - Os serviços de programas referidos no número anterior devem, recorrendo a produção própria, difundir um mínimo de três serviços noticiosos respeitantes à sua área geográfica, obrigatoriamente transmitidos entre as 7 e as 24 horas, mediando entre eles um período de tempo não inferior a três horas.

Perante isto, cabe, por exemplo, à Radar FM informar sobre Almada. À M80 sobre Lisboa e à Kiss FM Lisboa sobre a Amadora, uma vez que todas estas emissoras estão classificadas como Generalistas.

Será que o fazem?

Há três décadas foi criada aquela que terá sido a primeira rádio pirata portuguesa: A Rádio Juventude surgida em 1977.

Ainda faz sentido falar em rádios locais?

terça-feira, abril 03, 2007

M80 já emite

Ainda não ouvi, mas segundo o Diário Digital a rádio M80, a nova estação da Media Capital Rádios, destinada aos ouvintes com idade entre os 35 e os 55 anos, começou esta segunda-feira a emitir para Lisboa e Porto. Na capital, a M80 pode ser ouvida na frequência 96,6 (substitui a Best Rock FM) e no Porto a frequência é 89,5.

quarta-feira, março 14, 2007

A M80 e a preferência dos holandeses pela rádio

Na newsletter de Março do Obercom sublinho duas notícias sobre rádio:

A primeira dá conta do lançamento da M80, uma rádio do grupo Média Capital Rádios que deverá preencher o espaço musical deixado vago pela mudança de programação do Rádio Clube Português, ou seja uma rádio virada para os êxitos músicais de outros tempos.
A notícia não explica qual a frequência que vai utilizar.

A segunda notícia revela que na Holanda, a rádio é o meio de comunicação preferido.

domingo, março 04, 2007

Informação e rádios locais

Anoto algumas ideias da comunicação que apresentei na segunda edição das Jornadas Internacionais de Jornalismo da Universidade Fernando Pessoa e cujo título é “As Rádios Locais em Portugal – da proximidade à diminuição da oferta informativa local”.

- O quadro teórico seguido no texto enquadra as rádios livres no contexto da comunicação alternativa, na tentativa de fazer emergir novas vozes para o espaço radiofónico. Neste contexto teórico, Umberto Eco enquadra as rádios livres numa nova era da liberdade de expressão.

- Historicamente, a informação foi um campo de afirmação das rádios locais por possibilitarem o tratamento de temas que a rádio estatizada não abordava.

- Quando se fala em informação local sugere-se a observação do real baseada nas especificidades locais.

Elsa Moreno Moreno (2002) enfatiza o papel das rádios locais no sentido de potenciar a cidadania. Bernardo Díaz Nosty (1997) sublinha a necessidade das rádios locais se ajustarem ao seu ambiente sob pena de estarem a cavar a sua autodestruição. E Chantler e Harris (1997) sugerem que as notícias são dos poucos conteúdos que tornam o som de uma rádio local distinto das demais.

- Fará, neste quadro teórico, todo o sentido que as rádios locais portuguesas apostem na informação local como sinónimo da sua afirmação.

- Os quase vinte anos de emissões legalizadas das rádios locais portuguesas demonstram, contudo, outra realidade, olhando, por exemplo para a Grande Lisboa: mudança de propriedade de rádios locais e transformação em emissoras musicais com pouca ou nenhuma informação local; deslocação dos estúdios e redacção para fora dos concelhos aos quais estão atribuídas as frequências; afastamento físico da realidade local.

- O artigo conclui que os novos projectos de rádios locais estão vocacionados para o entretenimento, reduzindo redacções e espaços para a informação local. Há menos vozes e menos temas locais diminuindo a representatividade dos cidadãos no espaço público mediático.


No próximo post anotarei algumas ideias da comunicação de Beatriz Brandão Polivanov, com o título “A busca pela legalização: conflitos e negociações entre o Ministério das Comunicações e as rádios Comunitárias”