quinta-feira, dezembro 07, 2006

Mais sobre o novo RCP

A conta gotas vamos conhecendo mais alguns pormenores acerca do projecto do novo Rádio Clube.

No programa Clube de Jornalistas, Luís Osório, director da estação, para além de ter adiantado o nome do pivot das manhãs informativas, João Adelino Faria, que será também director-adjunto, anunciou que já foi contratado outro jornalista para as noites, que Osório pretende que sejam "um espaço nobre e de culto na rádio em Portugal".

Outra informação que me parece relevante é o facto do Rádio Clube passar a desdobrar as suas emissões em programas locais a emitir, entre as 12 e as 17h, em cada uma das emissoras locais pertencentes ao RCP.

De acordo com o jornal Público, as manhãs informativas do Rádio Clube vão estender-se até às 12h, quando o mais comum é terminarem depois do noticiário das 10h.

Julgo, contudo, que o mais importante é verificar o que o Rádio Clube fará na prática com tantas ideias e em relação a um aspecto em particular: as potencialidades do meio Rádio para marcar a agenda do dia.

Ribeiro Cardoso, o pivot deste programa do Clube de Jornalistas, introduziu o tema: As rádios abrem noticiários com as manchetes dos jornais. Osório concordou: "A rádio deixou de ter notícias próprias. A agenda da rádio é a agenda das agendas".

É injusto generalizar, mas em boa parte isso sucede e, por isso, a verdadeira pedrada no charco na informação radiofónica em Portugal, julgo, deverá passar por inverter esse cenário.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

João Adelino Faria no RCP

A informação está no site do Clube de Jornalistas. A tal figura de referência do jornalismo português a contratar para as manhãs do Rádio Clube é João Adelino Faria.

O programa do Clube de Jornalistas de hoje é dedicado à importância da informação na rádio. Foi na gravação do programa que Luís Osório revelou que JAF seria o pivot das manhãs do Rádio Clube. O programa começa, mais ou menos, às 23h30.

Leituras

Duas comunicações sobre podcasting apresentadas no III Congresso Online do Observatorio para la Cibersociedad que terminou no passado dia 3 de Dezembro.


Podcasting: origem, tendências e influência em uma comunicação mais livre da autoria de José António Gelado, considerado o primeiro podcaster espanhol.

Podcasting:uma nova forma de transmitir a informação da autoria de Joan Frígola Reig.

terça-feira, dezembro 05, 2006

RTP cria conteúdos para cegos

É uma iniciativa que se saúda. O site da RTP passou a incluir uma versão áudio de alguns dos seus conteúdos para pessoas com necessidades especiais.

A notícia vem na newsletter do Meios e Publicidade:
De acordo com as informações avançadas pelo operador de serviço público, o serviço ontem estreado, e que não requer qualquer tipo de instalação, “consiste na vocalização dos conteúdos apresentados no normal formato de texto, referindo-se portanto a notícias, programações de televisão e rádio e outros conteúdos“.

Os conteúdos estão aqui.

domingo, dezembro 03, 2006

O primeiro ano

Assinalo hoje o primeiro ano de vida deste blogue. Agradeço a todos os que por aqui têm passado.

sábado, dezembro 02, 2006

A Renascença, o aborto e o jornalismo

Seria de esperar que um tema como o referendo ao aborto suscitasse uma série de debates paralelos relativamente à matéria principal. E um desses debates será (e já está a ser) a forma como os media fazem a sua cobertura noticiosa.

A Rádio Renascença optou por assumir publicamente a sua posição que é próxima à da Igreja Católica, o que naturalmente (digo eu) não surpreende. A posição tomada numa nota que está disponível no site da emissora suscitou algumas reacções que julgo poderem dividir-se em duas visões:

A primeira tem a ver com o tornar claro aos olhos da opinião pública as mensagens difundidas, neste caso, pela Rádio Renascença. Ou seja, se a emissora assume uma determinada posição numa questão, então as mensagens por ela difundidas passam a ser melhor percepcionadas pelos ouvintes em face desse posicionamento. E quem não gosta muda de canal.

A segunda tem mais a ver com a preservação de um conjunto de valores (alguns deles considerados sagrados) da classe jornalística. Quer isto significar que os meios de comunicação social existem para informar e não para tomar posições acerca das matérias.

A Renascença quer estar nos dois lados da questão. Ou seja, por um lado assume-se como defensora do Não, mas por outro refere que Nos seus espaços informativos, a Renascença actuará com a objectividade própria dos meios de comunicação social. Saberá, por isso, ouvindo as diversas partes, distinguir factos e propaganda; notícia e opinião.

Será isto possível?

A cobertura que a RR tem feito ao acontecimento em termos informativos sugere-me três tendências:
1 – o tratamento seguindo uma perspectiva religiosa do tema divulgando com frequência a posição da Igreja Católica. Dois exemplos:
Primeiro , Segundo .
2- reforço da perspectiva do Não, por exemplo no dia da aprovação da proposta de referendo no parlamento, no noticiário das 18h ouviram-se declarações de deputados do PS que votaram contra e de seguida a RR deu conta de uma nota de D. José Policarpo;
3- posição favorável ao Não manifestada, em espaços de opinião, por jornalistas com responsabilidades editoriais. Por exemplo a opinião da editora de política, Angela Silva.

Deve-se, contudo, fazer notar que a cobertura noticiosa que a Renascença fez no passado dia 29 durante o noticiário das 20h, em que acompanhou a comunicação do Presidente da República, em nada ficou a dever à da TSF e Antena 1. Directo da comunicação de Cavaco Silva e depois uma ronda pelas principais reacções, do Sim ao Não e da esquerda à direita.

Para acompanhar esta matéria aqui, aqui e aqui .

domingo, novembro 26, 2006

Jornalistas portugueses no podcasting

Para além de Sena Santos, há mais jornalistas no universo do podcasting nacional. Paulo Nuno Vicente e Rita Colaço, jornalistas da Antena 1, editam desde o início do mês o Pó de FM

Escrevem os autores na apresentação do podcast:
"(...)o que fica no ouvido depois de assentar o pó das notícias. Podcast dos jornalistas da Antena 1, Paulo Nuno Vicente e Rita Colaço. A rádio que vive na margem dos dias".

Quem conhece mais podcasts criados por jornalistas portugueses ?

quarta-feira, novembro 22, 2006

Rádio Clube comemora 75 anos

O Rádio Clube Português completa hoje 75 anos de vida. A emissora está a realizar uma longa emissão comemorativa da data.

Numa primeira audição, nas primeiras horas da manhã, retive as seguintes notas divulgadas pelo director da estação, Luís Osório sobre o novo formato do Rádio Clube que estará no ar, segundo Osório, a partir de Janeiro.

O director começou por reforçar a ideia de que o Rádio Clube será uma rádio "generalista, mas com muita informação". A estação terá a partir do início do próximo ano, "um grande programa da manhã" que Osório classificou como sendo "um programa jornalístico, com debate e polémica".

No decorrer do programa comemorativo dos 75 anos de vida do RCP, o director da estação não quis, contudo, avançar com o nome de quem vai ser o coordenador das manhãs da estação. "Será uma figura de referência no jornalismo".

Luís Osório manifestou ainda a intenção de fazer uma rádio que crie a sua própria agenda, afastada da agenda mediática que propõe sistematicamente os mesmos temas.

A emissão comemorativa inclui uma série de depoimentos de personalidades nacionais, como Cavaco Silva ou Jorge Sampaio e entrevistas a antigos profissionais da estação. Recupera sons históricos que, só por essa razão, vale a pena sintonizar a estação durante o dia de hoje.

O Público e o DN publicam hoje textos sobre os 75 anos do Rádio Clube.

Incontornável é também a leitura do livro de Rogério Santos, "As Vozes da Rádio", onde o autor aborda os pioneiros da radiodifusão portuguesa. A obra possui um interessante capítulo sobre o Rádio Clube Português.

sábado, novembro 18, 2006

Colóquio do IREN

Paula Cordeiro faz um resumo do que se discutiu no último colóquio do Internacional Radio Research Network (IREN) que se realizou em Bruxelas entre os dias 8 e 10 de Novembro.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Seminário de Jornalismo e actos de democracia

Decorreu no início da semana o II seminário Internacional de Jornalismo e Actos de Democracia, promovido pelo Centro de Investigação Media e Jornalismo.

Das inúmeras comunicações ali apresentadas retiro a conclusão (talvez arriscada dada a diversidade de perspectivas ali postas a discussão) de um aligeiramento do tratamento jornalístico de actos de democracia como campanhas eleitorais, congressos partidários ou fins de mandato, próximo do registo do entretenimento, enfatizando o espectáculo e a dramatização do discurso.

Os campos da mediatização da política ali analisados situaram-se sobretudo na imprensa e na televisão. A rádio, de que se fala neste blogue, foi pouco abordada. Eu apresentei uma comunicação com o título Os sons da campanha presidencial de 2006 – Uma análise ao discurso jornalístico da cobertura radiofónica cujas ideias principais colocarei num dos próximos posts.

Sugiro ainda a leitura do artigo de Mágda Rodrigues Cunha intitulado Campanhas políticas e tecnologias digitais publicado na revista Comunicação e Cultura nº2 da Universidade Católica e que foi apresentada numa das sessões do seminário. A autora refere-se com frequência ao papel da rádio na comunicação política.

Dada a escassez de rádio no encontro, o blogueiro fica-se por aqui, mas sugere o blogue Indústrias Culturais, no qual Rogério Santos (que apresentou uma excelente comunicação sobre a cobertura de congressos partidários) disponibiliza uma série de vídeos sobre o seminário.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Mega FM Sintra já emite

Segundo o Meios e Publicidade, a Mega FM Sintra já iniciou as suas emissões. A rádio pode ser ouvida em 88.0.

Lê-se na notícia:
De acordo com o grupo, esta emissora conta com “200 mil potenciais jovens ouvintes”, sendo que a emissão da Mega FM Sintra vai ter “uma importante componente local, focando o património, a vida, os locais e os ambientes” da região.

sábado, novembro 04, 2006

O ensino do jornalismo visto pelos estudantes

O ensino do jornalismo e o acesso à profissão são temas recorrentes e que têm estado na agenda de professores, estudantes e jornalistas. No início, a questão centralizava-se em saber qual a melhor formação para os jornalistas: A tarimba ? ou a formação superior ? Agora questionam-se sobretudo duas coisas: que cursos superiores de jornalismo? e que oferta de emprego para as centenas de jovens que anualmente ingressam nos cerca de 30 cursos existentes em Portugal ?

Perto de uma centena de estudantes de jornalismo e comunicação estão reunidos em Leiria para discutir estas e outras questões relacionadas com a sua formação e futuro profissional.

No painel “O ensino da comunicação em Portugal: Que cursos? Que profissionais? Que futuro?”, no qual participei, retive as seguintes notas que emergiram do profícuo debate ali produzido.

Os alunos de jornalismo e comunicação manifestaram a sua preocupação com a aplicação do processo de Bolonha que inevitavelmente trará consequências para a sua formação. Questionaram, sobretudo, se o sistema que os co-responsabilizará no desenho do seu currículo formativo é o mais adequado. Fará sentido que o aluno tenha uma formação geral principal na área da comunicação e outra, de menor relevância, noutra área científica oferecida pela instituição de ensino? Questionou uma estudante da Universidade do Algarve.

Das várias questões levantadas pelos estudantes destaco estas:
Qual a importância de possuir um curso superior de comunicação para o exercício do jornalismo? Qual a razão para a desadequação dos cursos face à realidade, tendo em conta o grande peso da teoria quando comparada com a prática? E por fim, qual a área da comunicação com mais oferta de emprego?

Mas a principal inquietação dos estudantes teve a ver com os estágios, nomeadamente a forma como os alunos são recebidos nas redacções ou gabinetes de comunicação, o aproveitamento que é feito do “trabalho gratuito” e a falta de formação dos jornalistas ou profissionais da comunicação para acolher e perceber a especificidade de um estágio curricular. Foi até proposta a criação de um ranking público de empresas como forma de clarificar quais os melhores e os piores locais de estágio.

O encontro decorre até domingo na Escola Superior de Educação de Leiria.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Sena Santos

Aqui há semanas Eduardo Prado Coelho escrevia no Público como considerava importante o regresso de Sena Santos à rádio. "A uma qualquer rádio", escreveu Prado Coelho.

Sena Santos regressou, anunciou o blogue Chão de Papel. Regressou a uma qualquer "rádio". À nova rádio (será ?) Sena Santos pode ser ouvido em podcast.

Assim vai o Mundo são crónicas nas quais Sena Santos nos diz a actualidade num estilo inconfundível. A não perder.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Mais ouvintes para a rádio ...

Continuam os altos e baixos dos números da rádio portuguesa. A Marktest anuncia que entre Julho e Setembro de 2006, a rádio ganhou 13 mil ouvintes em relação ao período homólogo de 2005.

Entre as mais ouvidas não há grandes novidades: o grupo Renascença assume-se como o líder com a RFM e o Canal 1 nos dois primeiros lugares.

O Público e o Meios e Publicidade têm os detalhes.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Podcomer nomeado para BOB

O blogue do podcast Podcomer de Andréia Alonso está entre os nomeados para o Best of the Blogs Awards promovido anualmente pela rádio Deutche Welle. A notícia vem hoje no Público.

O blogue serve de suporte ao Podcast que foi um dos primeiros a aparecer no cenário português e até à data, o único de culinária. Andréia Alonso esteve num encontro de podcasting realizado na Escola Superior de Educação de Portalegre. Parte da sua intevenção pode ser ouvida aqui.

Para além deste blogue, está também nomeado o Diário de um Quiosque de Pedro Silva.

Os resultados serão divulgados no dia 11 de Novembro, mas desde já os parabéns para ambos os autores.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Leituras

O artigo sobre podcasts na educação que resulta da comunicação apresentada por Adelina Moura e Ana Amélia Carvalho no 3º Encontro de Weblogs que recentemente decorreu no Porto. O texto está publicado na revista Prisma.com e tem por título: Podcast: Potencialidades na Educação.

O artigo que Paula Cordeiro assina na revista Media XXI. O texto não está online, mas a autora colocou-o no blogue Netfm. O artigo faz referência ao surgimento da rádio Quimica FM.

O artigo do Correio da Manhã em que se fala dos provedores da rádio e da televisão pública e das remotas possibilidades do sector privado vir a adoptar ombudsmen num futuro próximo.
Privadas: estações de TV e Rádio descartam cargo
Não aos provedores