domingo, janeiro 21, 2007

A auto-regulação segundo Fidalgo

Numa entrevista ao DN, Joaquim Fidalgo fala dos provedores dos media, em especial daqueles que exercem essa função nos jornais. É uma entrevista interessante na qual o professor da Universidade do Minho se debruça sobre vários assuntos, incluindo o recente caso que envolve uma jornalista do Público.

sábado, janeiro 20, 2007

Novidades do Rádio Clube

No Público deste Sábado:

Pacheco Pereira, Filomena Mónica, Dias Loureiro e Vital Moreira no RCP

José Pacheco Pereira, Maria Filomena Mónica, Dias Loureiro e Vital Moreira são quatro dos cinco comentadores do Programa da Manhã do novo Rádio Clube Português, cujas emissões arrancam dia 29. A cada um caberá a missão de falar sobre um tema à sua escolha com o locutor João Adelino Faria na rubrica Rede de Influência. O quinto nome será conhecido na próxima semana. Diariamente, o programa contará também com um espaço de 30 minutos para analisar o tema do dia feito por um jornalista de um grupo fixo que inclui o director adjunto do PÚBLICO, Manuel Carvalho, Inês Serra Lopes, Maria João Avillez, Nuno Rogeiro e Mário Ramires. Estes irão debater o tema com um convidado, também jornalista, em que se contam, por exemplo, Teresa de Sousa (PÚBLICO) e Carlos Rosado Carvalho. Este modelo é uma espécie de transposição para a rádio do programa Edição da Noite que João Adelino Faria fazia na SIC Notícias.


Para quem queria propor uma agenda diferente não está nada mal tendo em conta os nomes anunciados. Gente que não aparece nos media !!!!

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Duas visões ...

Duas notícias sobre as declarações de Maria José Morgado numa conferência promovida pelo PS para debater o referendo ao aborto.

A primeira é a da Rádio Renascença. Principais enfoques: aborto ilegal potencia corrupção. A lei não é uma varinha mágica que tudo vá resolver.

A segunda é a da TSF. Principal enfoque: Maria José Morgado defende o voto no "Sim".

A da Renascença ...

Clínicas em Portugal são slot machines

O aborto ilegal potencia a corrupção e há clínicas em Portugal que são autênticas “máquinas de fazer dinheiro”, referiu Maria José Morgado durante uma conferência promovida pelo Grupo Parlamentar do PS.

A Procuradora Geral Adjunta deixou ainda acusações aos médicos e reconheceu que os problemas que estão na base do aborto vão subsistir mesmo com uma eventual alteração da lei.

Maria José Morgado defendeu hoje que o aborto ilegal é um "negócio de dinheiro sujo" que potencia a corrupção, comparando algumas clínicas que realizam abortos em Portugal a slot machines.

"Há clínicas em Portugal que são «slot machines» de ganhar dinheiro", afirmou Maria José Morgado, numa conferência na Assembleia da República.

No entanto, alertou Maria José Morgado, "a lei não é uma varinha mágica", sublinhando que os problemas sociais na base do aborto vão subsistir.

"Mas é desejável que existam regras, maior controlo, a clandestinidade é o vale-tudo", afirmou Morgado.

A Procuradora-Geral Adjunta considerou a lei actual "injusta, excessiva e que não corresponde à censurabilidade social" da prática de aborto.

... E a da TSF

Aborto ilegal é «excessivo» e potencia a corrupção

A Maria José Morgado defendeu, esta quarta-feira, o «sim» no referendo ao aborto, porque a actual lei é «injusta e excessiva», embora considere que a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez não deveria ser «relativa».

Convidada no debate promovido pelo PS sobre o referendo ao aborto, no Parlamento, a Procuradora-Geral Adjunta disse que a «criminalização do aborto manter-se-á para além das 10 semanas», sendo assim uma «descriminalização relativa e limitada a um período temporal».

Para Maria José Morgado, a alteração da lei, que será referenciada a 11 de Fevereiro, é uma necessidade social, moral e jurídica.

«Esta duplicidade na unidade significa que a mulher é portadora do bem jurídico tutelado», embora seja «ela própria titular de direitos fundamentais protegidos da constituição e que têm eficácia directa» independentemente de qualquer outra norma da constituição, justificou, apresentando argumentos jurídicos.

Maria José Morgado defende ainda que o voto «sim» no referendo será também um voto na luta contra a corrupção, tendo em conta que «o aborto ilegal é um negócio que produz dinheiro sujo», não tributado e «que circula em canais clandestino».

sábado, janeiro 13, 2007

Para contrariar...


A Tivoli Audio propõe um regresso ao passado para redescobrir o prazer de ouvir rádio, contrariando a tendência do digital.
Em 2000 criou o Tivoli Audio Model One. Um receptor de rádio AM/FM com um altifalante de um lado, um botão de sintonia analógica do outro, um comutador AM/FM/AUX e outro de volume ao centro.
Hoje há já modelos para todos os gostos.
Lê-se na Dia D, a revista de economia do Público:
"Há modelos criados a pensar no ipod, com um berço específico; aparelhos que integram um relógio (analógico, claro!) (...)".
A ideia é voltar a ter prazer na escuta radiofónica, que o digital ainda não proporciona: cortes na transmissão via Internet, dificuldade de captação nos portáteis etc.

Anuncia a revista que o último modelo deve chegar a Portugal no próximo mês. Custará 990 euros !

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Rádios na net

Um trabalho interessante do El Mundo sobre as rádios na Internet. O texto faz uma abordagem à realidade espanhola e tem por título Las Ventajas de emitir desde la red - Las radios de Internet.

Obrigado ao Ricardo Batista pela dica.

sábado, janeiro 06, 2007

Fernando Correia II

O Rádio Clube não perdeu tempo. Fernando Correia saiu da TSF na quarta-feira e hoje já o Público notícia a sua contratação para a rádio de Luís Osório.

O jornalista, que começou a fazer rádio em 1956, acaba assim por voltar aos estúdios da Sampaio e Pina, de onde saiu em 1987 - na altura para ajudar a fundar a TSF, na equipa de Emídio Rangel. Fernando Correia esteve aos microfones do RCP entre 1974 e 1979, ano em que a estação deu lugar à Rádio Comercial.
(...)
O jornalista não adiantou qual é o novo desafio que o RCP lhe propôs - "A Bancada Central acabou. Não é isso que eu vou fazer", afirmou.


A noticia do Público adianta ainda que o novo projecto do Rádio Clube avança no dia 15 de Janeiro.

Num país de futebol ... uma rádio de futebol

A edição alargada de Bola Branca, na Renascença, que foi para o ar na sexta feira depois das 22h30 teve quase meia hora de duração. Jesualdo, mais Jesualdo, depois o Benfica no Dubai, ainda a Taça de Portugal etc, etc. Houve tempo para tudo do mundo da bola.

Do Dakar que começava no dia seguinte. Em Portugal. Com o maior número de participantes nacionais. Dois minutos !!!

sexta-feira, janeiro 05, 2007

RDP África com mais duas frequências

A RDP África vai passar a emitir também para Coimbra e Faro em virtude da atribuição, por parte do Governo, de duas frequências regionais. As outras rádios não gostaram. Ficam aqui os argumentos estampados no Diário de Notícias:


Os operadores de rádios privadas estão contra o despacho governamental, de 28 de Novembro de 2006, que atribuiu à RDP África duas novas frequências regionais em Faro e Coimbra.

José Faustino, da Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), considera que "neste momento era preferível não atribuir frequências, pelo menos até se mexer na Lei da Rádio ou fazer alterações".
A mesma opinião tem José Fragoso, director da TSF, uma vez que não percebe "porque é que a RDP há-de ter mais frequências e ainda por cima por um decisão administrativa".

José Luís Ramos Pinheiro, administrador do Grupo Renascença, levanta várias questões em torno desta decisão: "Será mais uma linha de estatização de que o Governo tem dado provas?", "deve-se a razões de serviço público?" ou "será que o Governo anda a confundir serviço público com serviço prestado pelo Estado?"

A atribuição das licenças à RDP África, para passar a emitir a partir de Faro e Coimbra, deveu-se a "uma cobertura limitada a Lisboa e à pretensão de alargar o serviço para que seja prestado por todo o País", justificou ao DN o ministro da tutela, Augusto Santos Silva.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Uma mão cheia de questões para 2007

Pergunta UM - O Rádio Clube vai ser de facto uma rádio generalista, ou Luís Osório não quis dizer que se trata de uma rádio informativa que vai concorrer directamente com a TSF?

Pergunta DOIS - Que rádio local vai deixar de o ser em 2007? Em 2006 foi a vez da Rádio Mais (Amadora) e da Rádio Ocidente (Sintra). Pelo menos estas. Na Grande Lisboa ainda há meia dúzia delas que se mantêm fiéis ao princípio. 2007 trará mais baixas?

Pergunta TRÊS - Haverá efeito de contágio na questão dos provedores? Darão as rádios privadas algum passo no sentido de criar provedores do ouvinte?

Pergunta QUATRO - E o DAB deixará de estar confinado à RDP ou alguém virá assumir que o sistema não tem vantagens suficientes para o FM português?

Pergunta CINCO – Como vai a Renascença tratar o tema da Interrupção Voluntária da Gravidez durante a campanha para o respectivo referendo?

terça-feira, janeiro 02, 2007

Doutoramento sobre auto-regulação no jornalismo

Joaquim Fidalgo, professor na Universidade do Minho e ex-provedor do Leitor do Público, vai defender naquela instituição, no próximo dia 5 de Janeiro, a sua tese de doutoramento cujo título é «O lugar da ética e da auto-regulação na identidade profissional dos jornalistas».

Embora não se focalizando em concreto na rádio, Joaquim Fidalgo aborda a figura do provedor e equaciona a auto-regulação com a emergência de novas realidades motivadas pelo uso das novas tecnologias de informação no campo do jornalismo (blogues, podcasting etc).

Num texto que recebi de Luís Santos (a quem agradeço) pode ler-se o seguinte:

"O trabalho toma como ponto de partida o estudo de uma das figuras da auto-regulação do jornalismo, o Provedor do Leitor, avançando depois para a tentativa de inscrever este objecto de estudo em contextos mais latos que ajudem a compreendê-lo, não apenas em si mesmo, mas na sua relação mais global com as exigências do processo de informação mediática nas sociedades contemporâneas e com o papel específico que nele desempenham os jornalistas. Assim, o provedor é analisado enquanto “caso exemplar” entre os mecanismos de auto-regulação dos media – ou seja, os processos voluntários de escrutínio e controlo da conduta dos meios de comunicação social.
(...)
Tendo em conta o contexto actual do jornalismo – que se vê perante a necessidade de equacionar a sua relação com a auto-edição (por exemplo, os blogs, podcasts ou videocasts), com a edição colaborativa (wikis) e com a produção alternativa de informação (os espaços do chamado ‘jornalismo cidadão’) – o autor sugere uma reflexão aprofundada sobre o que é mais característico e diferenciador da actividade jornalística e da sua particular incidência social, emergindo neste contexto a centralidade de uma particular exigência ética e deontológica, ligada menos ao “quem faz o quê, onde e quando”, e mais ao “como” se trabalha a informação da actualidade, “porquê” e “para quê”."
(...)
"O Júri da prova será composto pelos Doutores Aníbal Augusto Alves (Universidade do Minho), Moisés de Lemos Martins (Universidade do Minho), Manuel Pinto (Universidade do Minho), Helena Sousa (Universidade do Minho), Xosé Lopez Garcia (Universidade de Santiago de Compostela) e Estrela Serrano (Escola Superior de Comunicação Social)".

Boa sorte para Joaquim Fidalgo.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

2007 segundo a Renascença e 2006 segundo a Cadena Ser

Dois trabalhos para ouvir (e ver) no site da Renascença que perspectivam como vai ser 2007. Aqui e aqui.

E como foi 2006 no site da Cadena Ser. Resumen del Año

Um Bom Ano para todos.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

A campanha presidencial na rádio e na TV

O Diário de Notícias publica hoje um texto com as principais conclusões da Tese de Mestrado da jornalista Sandra Sá Couto. A investigadora analisou os noticiários das 20h00 das televisões RTP, TVI e SIC durante a última campanha eleitoral para a eleição do Presidente da República.

São interessantes as conclusões no que diz respeito à cobertura feita pela televisão, na medida em que algumas delas coincidem com um estudo que realizei e do qual resultou uma comunicação que apresentei no II Seminário Internacional de Jornalismo e Actos de Democracia que decorreu em Novembro, em Lisboa.

Analisei os noticiários das 9 horas das rádios Renascença, TSF e Antena 1 nos últimos dez dias de campanha. O meu trabalho não tem, como é óbvio, a dimensão de uma tese de mestrado, mas mesmo assim é interessante verificar que alguns dos resultados obtidos em relação à televisão também ocorreram na rádio.

Por exemplo:

O candidato Mário Soares foi aquele que mereceu mais tempo para a cobertura dos seus actos de campanha. Sucedeu na Televisão, conforme é dito no texto do DN, e na Rádio: 21,20% do tempo dedicado pelas três rádios à campanha eleitoral foi ocupado para noticiar informações sobre o candidato apoiado pelo Partido Socialista.

Sandra Sá Couto concluiu, entretanto, que foi com o candidato Cavaco Silva que os jornalistas das televisões preferiram abrir os noticiários das 20h. No caso da rádio é diferente, pois raramente RR, TSF ou Antena 1 abriram os noticiários das 9 com informações sobre a campanha. Contudo, no espaço dedicado à campanha no interior do noticiário, foi uma vez mais Mário Soares que mais vezes teve honras de abertura.

Outra semelhança tem a ver com o nível de mediação. Quer na televisão, quer na rádio o tempo dedicado para a emissão da voz dos candidatos é inferior à dos jornalistas. Há, porém, um dado que diverge de acordo com a notícia do DN. Se na televisão é frequente passar nas reportagens excertos de apoiantes, na rádio isso é praticamente inexistente. Excepção do candidato Mário Soares, cujos soundbites rivalizam com o dos apoiantes. Isto tem a ver com facto da rádio se ter “colado” ao discurso produzido nos comícios e de a partir de determinada altura o candidato apoiado pelo PS ter tido a seu lado elementos do Governo. Os jornalistas da rádio optaram por passar os excertos dos ministros em detrimento dos do candidato.

Outra semelhança tem a ver com o conteúdo das peças. Tal como na televisão, na rádio os jornalistas privilegiaram a estratégia e as críticas entre candidatos.

Por fim, também na rádio, Garcia Pereira foi o candidato menos noticiado.

terça-feira, dezembro 19, 2006

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Outros tempos ...

Chegou-me às mãos (Obrigado Sarah) uma das edições do dia 2 de Maio de 1945 do britânico Daily Mail. O jornal fala da morte de Hitler e o que salta à vista são as frequentes referências à forma como a rádio deu a conhecer ao mundo aquele facto, demonstrando que se tratava, na época, do principal meio de comunicação de massas.

Num artigo intitulado "Wagnerian concert of Death - 90 minutes of radio suspense" é feito o relato de como a rádio alemã deu a notícia ao Mundo.

"While the world waited in suspense, the solemn music of Wagner rolled out from the last stations of the Reich". A Rádio alemã esteve das 21 às 22h25 a adiar a notícia, lê-se no Daily Mail. Entre os frequentes avisos, "Achtung, achtung !", a rádio ia passando Wagner.

Depois noticiou: "(...) our Führer has fallen this afternoon in his command post in the Reich Chancellery fighting to his last breath against Bolshevism".

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Que papel para a rádio informativa ?

A opinião é unânime: "É na televisão que as pessoas têm o seu primeiro contacto com a informação, porque lêem poucos jornais". A conclusão é dos próprios directores da área informativa da RTP e da SIC.

Se é assim, que papel cabe à rádio informativa, tendo em conta que:

“La rádio será, pues, la primeira en suministrar la «primera notícia» de un acontecimento y ésta es una de las principales características del periodismo radiofónico” (Prado, 1985: 23).

“Rádio news is everywhere – in the car, at home, in offices, on the street, in restaurants and stores – everywhere” (Bartlett, 1995:30).

Conceitos de rádio desactualizados ?

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Mais sobre o novo RCP

A conta gotas vamos conhecendo mais alguns pormenores acerca do projecto do novo Rádio Clube.

No programa Clube de Jornalistas, Luís Osório, director da estação, para além de ter adiantado o nome do pivot das manhãs informativas, João Adelino Faria, que será também director-adjunto, anunciou que já foi contratado outro jornalista para as noites, que Osório pretende que sejam "um espaço nobre e de culto na rádio em Portugal".

Outra informação que me parece relevante é o facto do Rádio Clube passar a desdobrar as suas emissões em programas locais a emitir, entre as 12 e as 17h, em cada uma das emissoras locais pertencentes ao RCP.

De acordo com o jornal Público, as manhãs informativas do Rádio Clube vão estender-se até às 12h, quando o mais comum é terminarem depois do noticiário das 10h.

Julgo, contudo, que o mais importante é verificar o que o Rádio Clube fará na prática com tantas ideias e em relação a um aspecto em particular: as potencialidades do meio Rádio para marcar a agenda do dia.

Ribeiro Cardoso, o pivot deste programa do Clube de Jornalistas, introduziu o tema: As rádios abrem noticiários com as manchetes dos jornais. Osório concordou: "A rádio deixou de ter notícias próprias. A agenda da rádio é a agenda das agendas".

É injusto generalizar, mas em boa parte isso sucede e, por isso, a verdadeira pedrada no charco na informação radiofónica em Portugal, julgo, deverá passar por inverter esse cenário.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

João Adelino Faria no RCP

A informação está no site do Clube de Jornalistas. A tal figura de referência do jornalismo português a contratar para as manhãs do Rádio Clube é João Adelino Faria.

O programa do Clube de Jornalistas de hoje é dedicado à importância da informação na rádio. Foi na gravação do programa que Luís Osório revelou que JAF seria o pivot das manhãs do Rádio Clube. O programa começa, mais ou menos, às 23h30.

Leituras

Duas comunicações sobre podcasting apresentadas no III Congresso Online do Observatorio para la Cibersociedad que terminou no passado dia 3 de Dezembro.


Podcasting: origem, tendências e influência em uma comunicação mais livre da autoria de José António Gelado, considerado o primeiro podcaster espanhol.

Podcasting:uma nova forma de transmitir a informação da autoria de Joan Frígola Reig.