terça-feira, março 20, 2007

Sopcom discute Comunicação e Cidadania


"Comunicação e Cidadania" é o tema do V Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM) que decorrerá entre os dias 6 e 8 de Setembro, na Universidade do Minho (UM). Nesses dias, serão discutidas temáticas de campos diversos como os da Internet, jornalismo, publicidade, relações públicas ou educação para os media.
As inscrições decorrem até ao próximo dia 30 de Junho.
Segundo a organização "O congresso reunirá centenas de académicos, investigadores, formadores e profissionais do campo da comunicação. Muitos dos investigadores são oriundos de (ou mantêm ainda as ligações a) empresas do campo da comunicação e dos media.".



quarta-feira, março 14, 2007

A M80 e a preferência dos holandeses pela rádio

Na newsletter de Março do Obercom sublinho duas notícias sobre rádio:

A primeira dá conta do lançamento da M80, uma rádio do grupo Média Capital Rádios que deverá preencher o espaço musical deixado vago pela mudança de programação do Rádio Clube Português, ou seja uma rádio virada para os êxitos músicais de outros tempos.
A notícia não explica qual a frequência que vai utilizar.

A segunda notícia revela que na Holanda, a rádio é o meio de comunicação preferido.

sexta-feira, março 09, 2007

O provedor do ouvinte sobre o provedor do ouvinte

Já está disponível o relatório de actividade do primeiro provedor do Ouvinte português, José Nuno Martins.

É um extenso documento que se refere à actividade desenvolvida em 2006 e no qual JNM reflecte sobre um conjunto alargado de questões relacionadas com a sua experiência. O ombudsman aborda matérias como o conceito do serviço público de radiodifusão, a relação dos ouvintes com a rádio e as funções de um provedor de Rádio. Pontos que antecedem a reflexão de José Nuno Martins sobre o seu exercício em concreto.

Detive-me na componente Jornalismo/Informação.

Algumas ideias:
- Na totalidade das estações do universo RDP, o provedor recebeu 69 queixas referentes à informação o que representa 10,4% da totalidade de queixas recebidas (661).

- Das queixas recebidas e que dizem respeito à Informação, 44 demonstraram uma critica negativa, 18 neutral e apenas 7 positiva.

- Os critérios jornalísticos utilizados pelos jornalistas, o programa Antena Aberta e o programa Contraditório foram os aspectos mais apontados pelos ouvintes, sendo que o provedor sublinha ainda o facto de terem aparecido outros comentários genéricos referentes à informação da RDP.

José Nuno Martins admite que, tendo em conta práticas de outros provedores de rádio no estrangeiro, esperaria mais queixas em matéria de informação. Não foi o que se verificou no caso português.

JNM considera haver uma "relativa pacificação do Ouvinte em relação à prática do Jornalismo radiofónico no Serviço Público, designadamente quando cotejamos o volume de correspondência que se exprime de modo muito mais expressivo relativamente à PROGRAMAÇÃO de uma única Estação – a ANTENA 1, com o conjunto das Mensagens que dizem respeito a assuntos do JORNALISMO e da INFORMAÇÃO afinal relacionados com TODAS as Estações do Grupo RDP." (p.45)

Em matéria de jornalismo e informação, o provedor conclui:

"foram para mim bem claros o exercício de reflexão apropriado acerca de procedimentos menos correctos dos Jornalistas e o esforço de rigor que a estrutura mantém patente no relativamente baixo volume de críticas expressas e, finalmente a atitude cooperante assumida pelo Director
de Informação nas suas relações com o Provedor. Relatório de Actividade 2006
102 Entendi dever considerar como SINAL DE EXCELÊNCIA do Serviço Público de
Radiodifusão, um Programa de JORNALISMO E INFORMAÇÃO apresentado na ANTENA 1 –
COREIA DO NORTE – UM SEGREDO DE ESTADO, de Rita Colaço." (pp.101-102)


O relatório completo está aqui.

segunda-feira, março 05, 2007

As rádios comunitárias no Brasil

- Beatriz Brandão Polivanov, na sua comunicação “A busca pela legalização: conflitos e negociações entre o Ministério das Comunicações e as rádios Comunitárias”, apresentada na Universidade Fernando Pessoa, enquadra aquelas emissoras no registo daquilo a que Hall chama de “novo local”. Um localismo que emerge da globalização e que com ela se confronta na tentativa de criar mecanismos de sobrevivência identitária.

- A autora propõe uma reflexão acerca da negociação entre os proprietários das rádios comunitárias e o governo brasileiro, tendo em conta o processo de legalização daquelas emissoras.

- Polivanov coloca como hipótese de trabalho a seguinte questão: Em que medida a aceitação e reconhecimento das rádios comunitárias se enquadra no multiculturalismo e aceitação da diferença?

- Existirão actualmente cerca de 8 mil rádios comunitárias no Brasil, contudo 90 por cento são ilegais. A luta pela sua legalização tem envolvido uma série de questões alvo de negociação, que a autora problematiza no texto.

- A programação comunitária, gestão colectiva, interactividade, valorização cultural local, cidadania, democratização, serviço à comunidade e pluralismo na programação são algumas das características que definem uma rádio comunitária.

- De acordo com Beatriz Polivanov, a realidade é, no entanto, outra. Muitos dos projectos de rádios comunitárias resultam da iniciativa de indivíduos com ambições políticas que criam aquelas emissoras para se promoverem. Segundo a autora, existirão perto de duas mil rádios de políticos e cerca de quatro mil de carácter religioso.

- A autora conclui que as rádios comunitárias no Brasil representam propostas de “diferença”, mas reconhece a existência de “restrições que acabam por marcar a contenção da diferença”. Termina Polivanov: “inúmeras delas [rádios] se dizem comunitárias mas não o são de fato”.

domingo, março 04, 2007

Informação e rádios locais

Anoto algumas ideias da comunicação que apresentei na segunda edição das Jornadas Internacionais de Jornalismo da Universidade Fernando Pessoa e cujo título é “As Rádios Locais em Portugal – da proximidade à diminuição da oferta informativa local”.

- O quadro teórico seguido no texto enquadra as rádios livres no contexto da comunicação alternativa, na tentativa de fazer emergir novas vozes para o espaço radiofónico. Neste contexto teórico, Umberto Eco enquadra as rádios livres numa nova era da liberdade de expressão.

- Historicamente, a informação foi um campo de afirmação das rádios locais por possibilitarem o tratamento de temas que a rádio estatizada não abordava.

- Quando se fala em informação local sugere-se a observação do real baseada nas especificidades locais.

Elsa Moreno Moreno (2002) enfatiza o papel das rádios locais no sentido de potenciar a cidadania. Bernardo Díaz Nosty (1997) sublinha a necessidade das rádios locais se ajustarem ao seu ambiente sob pena de estarem a cavar a sua autodestruição. E Chantler e Harris (1997) sugerem que as notícias são dos poucos conteúdos que tornam o som de uma rádio local distinto das demais.

- Fará, neste quadro teórico, todo o sentido que as rádios locais portuguesas apostem na informação local como sinónimo da sua afirmação.

- Os quase vinte anos de emissões legalizadas das rádios locais portuguesas demonstram, contudo, outra realidade, olhando, por exemplo para a Grande Lisboa: mudança de propriedade de rádios locais e transformação em emissoras musicais com pouca ou nenhuma informação local; deslocação dos estúdios e redacção para fora dos concelhos aos quais estão atribuídas as frequências; afastamento físico da realidade local.

- O artigo conclui que os novos projectos de rádios locais estão vocacionados para o entretenimento, reduzindo redacções e espaços para a informação local. Há menos vozes e menos temas locais diminuindo a representatividade dos cidadãos no espaço público mediático.


No próximo post anotarei algumas ideias da comunicação de Beatriz Brandão Polivanov, com o título “A busca pela legalização: conflitos e negociações entre o Ministério das Comunicações e as rádios Comunitárias”

A Rádio musical e a Internet

A segunda edição das Jornadas Internacionais de Jornalismo decorreu na última sexta-feira, dia 2 de Março, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto.
O tema do encontro, que reuniu investigadores, professores, alunos e profissionais da comunicação, foi “Porquê estudar o Jornalismo?”.
Do programa destaco a sessão que juntou Felipe Pena, da Universidade Federal Fluminense, Barbie Zelizer, University of Pennsylvania e Brian McNair, University of Strathclyde.
Rogério Santos construiu, no seu blogue, um texto sobre a intervenção de Barbie Zelizer.

No campo da rádio, foram apresentadas três comunicações nas sessões de tema livre, uma delas de minha autoria e que tem por título “As Rádios Locais em Portugal – Da proximidade à diminuição da oferta informativa local”.
Beatriz Brandão Polivanov, da Universidade Fluminense do Rio de Janeiro, apresentou a comunicação com o título “A busca pela legalização: conflitos e negociações entre o Ministério das Comunicações e as rádios Comunitárias” e João Paulo Meneses apresentou o texto intitulado “Internet: Potencialidades e ameaças para a rádio musical”.

Outros compromissos na Invicta impediram-me de assistir à apresentação de JPM, mas da leitura da comunicação disponível nas Actas das Jornadas detecto os seguintes pontos principais do seu texto:

- Meneses parte do princípio de que o conceito de rádio, tal como o conhecemos actualmente, está a mudar devido às transformações impostas pela emergência da Internet.

- Neste particular, JPM considera que a rádio está a passar por um segundo choque, depois da televisão ter provocado o primeiro.

- João Paulo Meneses reflecte sobre as vantagens e desvantagens da Internet para o meio rádio, equacionando possibilidades de convergência, em especial com a rádio musical.

- A análise enquadra-se num registo normativo que considera a rádio tradicional como um meio em declínio (audiências a descer, programação desadequada) e vê a Internet como uma plataforma apetecível para o relançamento, já não de uma rádio hertziana, mas de uma nova comunicação sonora (chame-se rádio, para simplificar) caracterizada pela produção individual, pela escolha individualizada e pela multiplicidade de serviços que acrescenta às mensagens sonoras.

- Com um enfoque especial nos mais jovens, o autor recorre a exemplos e a estudos que demonstram as virtualidades da Internet e de como esta pode significar, mais do que uma ameaça para a rádio, uma real possibilidade de convergência.

- João Paulo Meneses conclui que o futuro da rádio musical passa pela convergência musical e por melhores conteúdos.


Nos próximos posts voltarei ao meu texto e ao trabalho de Beatriz Polivanov.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Escuta de rádio na Internet está a crescer

A Marktest está a assinalar os 82 anos de emissões regulares de rádio em Portugal e iniciou a publicação na sua newsletter de uma série de artigos relacionados com o meio radiofónico.

O primeiro artigo analisa a evolução da escuta de rádio através da Internet.


Apesar de reconhecer que a principal forma de escuta de rádio em Portugal é ainda através do FM, o estudo da Marktest sublinha a tendência de crescimento do número de indíviduos que ouvem rádio recorrendo à Internet.

O estudo mostra ainda que quem ouve rádio pela Internet o faz, preferencialmente, em casa.

Parabéns à TSF

A TSF assinala hoje 19 anos de existência. Interessante a ideia de colocar em emissão sons antigos da estação.

Parabéns!

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Página 1 já disponível

A Renascença disponibiliza a partir de hoje o Página 1. Tratam-se de notícias disponíveis em PDF a partir do site da RR. O Página 1 tem oito páginas e é actualizado duas vezes ao dia: 12h30 e 17h30.

É a parte visível da rádio em mudança, motivada pelas novas tecnologias de informação.

Lembro uma frase de Jesús Saiz Olmo (2005: 17) que caracteriza assim o futuro jornalista da rádio:

"(...) elabora un contenido que sirve para una locucion clásica, redacta una pieza dirigida a un PAD y además, realiza ora, que no tiene sentido difundir para la gran mayoria, pero que puede interesar a un segmento concreto de la audiencia y, probablemente, vaya destinada a un servicio de pago. El mismo redactor desarrollará las tres piezas utilizando, según convenga, textos imágenes y sonidos: un periodista multimedia".

Mais sobre o Página 1 no DN .

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Renascença em PDF

Em relação à Renascença parece-me que a "Boa Onda da Rádio" está a significar uma empenhada aposta num novo conceito de rádio, virada para um conjunto de serviços disponíveis em diferentes suportes.
A Renascença já nos tinha dado a possibilidade de VER reportagens no seu site. Agora anuncia que vai possibilitar em breve notícias num formato PDF para que possam ser impressas e lidas.

(viaJornalismo e Comunicação).

domingo, fevereiro 11, 2007

Leitura

A newsletter do Obercom sugere um texto no qual é feita uma análise ao sector da rádio em Itália e na Europa. Chama-se L'evoluzione della Rádio.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

A informação no Rádio Clube

O formato informativo do Rádio Clube aponta para um grande programa de informação matinal, relegando para segundo plano os noticiários.

Tudo gira em torno do tema que o Rádio Clube elegeu naquele dia. Os noticiários abrem invariavelmente com esse tema. Primeiro com uma breve enunciação. Depois com o seu desenvolvimento, aproveitando os comentários produzidos pelos seus próprios comentadores.
As restantes notícias acabam por não ter um grande grau de aprofundamento no Minuto-a-Minuto.

As manhãs do Rádio Clube são sedutoras para o ouvinte. Há uma constante procura pela atenção de quem escuta. À hora certa, João Adelino Faria anuncia o tema principal. Não desenvolve. Entra um separador. Depois são lidos os outros temas da actualidade utilizando um formato pouco frequente em Portugal: João Adelino Faria lê pequenas frases e outro jornalista acrescenta algo mais. A ideia é conceder mais ritmo à leitura dos títulos, que só uma voz não possibilita. Por isso, é também utilizada uma trilha sonora rápida.

Depois João Adelino Faria anuncia as temperaturas. O trânsito em directo. Em Lisboa. No Porto. Voltamos às temperaturas (com outra voz). Três minutos depois voltamos ao noticiário. Agora sim com desenvolvimento.

O Rádio Clube tem um formato interessante por apontar para um conceito de rádio explicativa. Explora o tema principal com comentadores. Há debate e muita opinião, mas tal como já tinha verificado anteriormente, a aposta não vai para os noticiários.
São, quanto a mim, mais pobres se comparados com a Antena 1 e TSF. Os da Renascença têm muitas notícias mas há menos desenvolvimento.

No Rádio Clube escasseiam os directos nos noticiários (para não dizer que não os há) e há poucas vozes. São raros os temas (exceptuando o tema do dia) em que há desenvolvimento por uma segunda voz, para além do pivot.
Tudo gira em torno do tema do dia e isso enfraquece, não só os noticiários, mas também os jornais temáticos.

Nestes primeiros dias, parece-me que o Rádio Clube tem ganho a aposta de diariamente ter a sua própria agenda. Já quanto a marcar a agenda dos outros media é outra conversa.
Há, da parte do Rádio Clube, uma aposta na reportagem com passagem de excertos durante a manhã, o único período do dia que, quanto a mim, trouxe alguma novidade em termos informativos. A tarde e a noite, por viverem apenas dos noticiários, não são alternativa.
João Adelino Faria abusa das «notas de rodapé»: "Estamos todos hoje com muito humor" ou "Está frio na minha terra". Cansa.

Não gosto da trilha sonora para a informação. É televisiva, onde é fundamental fazer “um bom filme”. Na rádio não.
É só uma questão de gosto pessoal!!!

terça-feira, janeiro 30, 2007

Vozes

No Rádio Clube, gostei de voltar a ouvir o Anibal Rebelo. A Elisabete Pato. Ainda não ouvi a Cátia.

E onde pára a Mariana Marques Vidal? Não conheço pessoalmente, mas a sua voz prendeu-me várias vezes ao RCP.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

... foi desta

A nova programação do Rádio Clube arrancou hoje.
Tenho estado a ouvir desde as 9h30 da manhã. Num primeiro dia noto uma manhã dinâmica, com debate, pontos de vista (embora com as vozes de sempre) e opinião.
O tema do dia no Rádio Clube não surpreende, a um dia do início da campanha para o referendo ao aborto. Trataram o tema com a realização de um inquérito aos deputados e com isso quiseram marcar a agenda. A reportagem “Uma viagem a Badajoz para abortar” serviu de fio condutor a uma série de debates.

À hora dos fóruns (TSF e Antena 1) o Rádio Clube promoveu um debate com partidários do Sim e do Não (aqui não houve novidade: o debate foi entre políticos, como quase sempre). O fórum da TSF foi também dedicado ao aborto. Na Antena Aberta (Antena 1) falou-se de ambiente e de portagens à entrada das grandes cidades.
E na Renascença? A boa onda da rádio !!!

Algumas “brancas” (momentos sem som na emissão), registos magnéticos que não entraram com o nível de som adequado, separadores que não ouvimos denunciaram alguma necessidade de afinar a máquina. Normal para um primeiro dia. Mas a “branca” que antecedeu a entrada de Fernando Correia em antena foi um bocadinho longa…

Pelo dia fora: Os Xutos e Pontapés. A crítica televisiva. O programa da tarde “Janela Aberta”. A Banda Sonora, programa no qual figuras públicas escolhem e comentam temas musicais. E claro “O Lugar Cativo” de Fernando Correia.

Os noticiários parecem não ser o ponto forte da nova programação. Os títulos são pouco dinâmicos. Não ouvi directos. São de curta duração, se comparados com os da Antena 1 e da TSF. São uma espécie do “resto da actualidade”, sendo que o principal são os temas abordados nos debates da rádio. Gostei mais dos da tarde.

Só não gostei das frequentes defesas em causa própria.
Maria João Avillez sobre o inquérito aos deputados: “foi um scoop . Ninguém se lembrou disto”. Ainda Avillez, mas agora sobre a votação dos juízes do Tribunal Constitucional, referiu que não viu ser dada grande amplitude noticiosa ao facto do resultado da votação ter sido pela margem miníma.
Respondeu João Adelino Faria: “Ainda cá não estávamos”.

Menos positivo: a conversa entre João Adelino Faria e Nuno Costa Santos a chegar ao meio-dia. A ideia é criar um espaço de humor em que NCS comenta as notícias da agenda do dia do Rádio Clube. João Adelino Faria participa nas graçolas sobre os temas que antes noticiou.

Foi só o primeiro dia.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

É desta...

A nova programação do Rádio Clube arranca no dia 29. Um dia antes do início da campanha para o referendo. Altura boa, portanto, para apostar forte na informação.

No DN escreve-se que se trata da primeira rádio de informação generalista.
Com a junção destes dois conceitos (informação e generalista) quer dizer-se exactamente o quê? É assim tão inédito no contexto português ? Não percebo porquê?

domingo, janeiro 21, 2007

A auto-regulação segundo Fidalgo

Numa entrevista ao DN, Joaquim Fidalgo fala dos provedores dos media, em especial daqueles que exercem essa função nos jornais. É uma entrevista interessante na qual o professor da Universidade do Minho se debruça sobre vários assuntos, incluindo o recente caso que envolve uma jornalista do Público.

sábado, janeiro 20, 2007

Novidades do Rádio Clube

No Público deste Sábado:

Pacheco Pereira, Filomena Mónica, Dias Loureiro e Vital Moreira no RCP

José Pacheco Pereira, Maria Filomena Mónica, Dias Loureiro e Vital Moreira são quatro dos cinco comentadores do Programa da Manhã do novo Rádio Clube Português, cujas emissões arrancam dia 29. A cada um caberá a missão de falar sobre um tema à sua escolha com o locutor João Adelino Faria na rubrica Rede de Influência. O quinto nome será conhecido na próxima semana. Diariamente, o programa contará também com um espaço de 30 minutos para analisar o tema do dia feito por um jornalista de um grupo fixo que inclui o director adjunto do PÚBLICO, Manuel Carvalho, Inês Serra Lopes, Maria João Avillez, Nuno Rogeiro e Mário Ramires. Estes irão debater o tema com um convidado, também jornalista, em que se contam, por exemplo, Teresa de Sousa (PÚBLICO) e Carlos Rosado Carvalho. Este modelo é uma espécie de transposição para a rádio do programa Edição da Noite que João Adelino Faria fazia na SIC Notícias.


Para quem queria propor uma agenda diferente não está nada mal tendo em conta os nomes anunciados. Gente que não aparece nos media !!!!

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Duas visões ...

Duas notícias sobre as declarações de Maria José Morgado numa conferência promovida pelo PS para debater o referendo ao aborto.

A primeira é a da Rádio Renascença. Principais enfoques: aborto ilegal potencia corrupção. A lei não é uma varinha mágica que tudo vá resolver.

A segunda é a da TSF. Principal enfoque: Maria José Morgado defende o voto no "Sim".

A da Renascença ...

Clínicas em Portugal são slot machines

O aborto ilegal potencia a corrupção e há clínicas em Portugal que são autênticas “máquinas de fazer dinheiro”, referiu Maria José Morgado durante uma conferência promovida pelo Grupo Parlamentar do PS.

A Procuradora Geral Adjunta deixou ainda acusações aos médicos e reconheceu que os problemas que estão na base do aborto vão subsistir mesmo com uma eventual alteração da lei.

Maria José Morgado defendeu hoje que o aborto ilegal é um "negócio de dinheiro sujo" que potencia a corrupção, comparando algumas clínicas que realizam abortos em Portugal a slot machines.

"Há clínicas em Portugal que são «slot machines» de ganhar dinheiro", afirmou Maria José Morgado, numa conferência na Assembleia da República.

No entanto, alertou Maria José Morgado, "a lei não é uma varinha mágica", sublinhando que os problemas sociais na base do aborto vão subsistir.

"Mas é desejável que existam regras, maior controlo, a clandestinidade é o vale-tudo", afirmou Morgado.

A Procuradora-Geral Adjunta considerou a lei actual "injusta, excessiva e que não corresponde à censurabilidade social" da prática de aborto.

... E a da TSF

Aborto ilegal é «excessivo» e potencia a corrupção

A Maria José Morgado defendeu, esta quarta-feira, o «sim» no referendo ao aborto, porque a actual lei é «injusta e excessiva», embora considere que a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez não deveria ser «relativa».

Convidada no debate promovido pelo PS sobre o referendo ao aborto, no Parlamento, a Procuradora-Geral Adjunta disse que a «criminalização do aborto manter-se-á para além das 10 semanas», sendo assim uma «descriminalização relativa e limitada a um período temporal».

Para Maria José Morgado, a alteração da lei, que será referenciada a 11 de Fevereiro, é uma necessidade social, moral e jurídica.

«Esta duplicidade na unidade significa que a mulher é portadora do bem jurídico tutelado», embora seja «ela própria titular de direitos fundamentais protegidos da constituição e que têm eficácia directa» independentemente de qualquer outra norma da constituição, justificou, apresentando argumentos jurídicos.

Maria José Morgado defende ainda que o voto «sim» no referendo será também um voto na luta contra a corrupção, tendo em conta que «o aborto ilegal é um negócio que produz dinheiro sujo», não tributado e «que circula em canais clandestino».