quarta-feira, abril 04, 2007
Audiências de rádio
A Marktest analisou durante o mês de Março, a propósito dos 82 anos de emissões regulares em Portugal, a audiência da rádio portuguesa. Sublinho algumas ideias retiradas dos quatro artigos disponibilizados:
1- Os portugueses ouvem mais rádio em comparação com 1994, altura em que surgiu o Bareme Rádio. A diferença não é muito significativa, ( é de apenas 0,3). Há 13 anos a audiência acumulada de véspera situava-se nos 56,1 e em 2006 foi de 56,3.
2 - Já me parece mais significativo o facto de se ouvir cada vez mais rádio no carro e menos em casa. Do mesmo modo, a escuta de rádio na Internet está igualmente a crescer, embora represente uma pequena parcela da escuta global de rádio em Portugal. Mas regista-se a tendência.
3 - O tempo médio de escuta diária de rádio é de três horas, mas quando é feita no trabalho é muito superior, mais de seis horas.
4 - Para a Markest, o facto do tempo médio de escuta de rádio ser manter nas 3 horas desde 1997, é sinónimo da forte relação entre a rádio e os ouvintes.
Os quatro artigos:
Os Portugueses estão a mudar os seus hábitos de audiência de Rádio
Os Portugueses e a Rádio – evolução e alteração de comportamentos
Portugueses ouvem mais rádio no carro
4,7 milhões de Portugueses ouvem mais de 3 horas de rádio todos os dias
terça-feira, abril 03, 2007
M80 já emite
segunda-feira, abril 02, 2007
RUC de parabéns
Parabéns.
quarta-feira, março 28, 2007
Rádio cor-de-rosa
Só agora ouvi o espaço de Cláudio Ramos nas tardes do Rádio Clube. Ali há um pouco de tudo daquilo que o género tem para oferecer.
Nota negativa para o Rádio Clube.
terça-feira, março 27, 2007
Ainda o relatório do provedor do ouvinte
Sobre José Nuno Martins:
"Nuno Martins mostra-se mais acutilante e menos optimista. Refere que "certos" dos seus "interlocutores internos" pareceram não ter entendido o seu papel e critica-lhes "a atitude demasiado defensiva" enquanto programadores.
Em concreto, e para além das críticas já referidas ao Desporto e à Antena 3, queixa-se do horário atribuído ao seu programa nas antenas 1, 2 e 3, por nunca ter sido "proposto ao maior número de ouvintes de cada emissora"; e acusa a Direcção de Programas de não assumir nenhuma das suas recomendações - nem quanto às escolhas musicais, que entende deverem passar a ser exclusivamente centradas na música portuguesa, na Antena 1, nem quanto à procura de novos públicos e à regeneração dos novos profissionais, na Antena 2.
Os "substantes índices de profundidade e de fundamentação" das críticas dos ouvintes tornam difícil "ignorá-las tão reiterada e persistentemente", observa o provedor, que não esquece o caso do programa Ritornello, cujo realizador, Jorge Rodrigues, entrou em confronto público com a direcção do canal cultural da RDP, originando "elevado fluxo de correspondência, muitas vezes apresentada em termos despropositados e também de modo "induzido"".
Nota também, de forma seca, que os responsáveis do Desporto não adoptaram os "modelos de solução" que apresentou para o problema dos relatos simultâneos de futebol e que a empresa não encetou "qualquer acção de formação" que combatesse o "mau uso ou uso indevido da língua portuguesa por apresentadores e locutores, jornalistas e comentadores das várias estações do serviço público".
Do que os portugueses gostam e não gostam na televisão e rádio públicas, no Público, via Clube de Jornalistas
terça-feira, março 20, 2007
Jornalismo e Democracia na JJ

O número 29 da revista JJ, do Clube de Jornalistas, referente aos meses Janeiro/Março, tem como tema de capa "Jornalismo e Democracia". Trata-se de uma abordagem que é feita a propósito do Seminário Internacional de Jornalismo e Actos de Democracia que decorreu em Lisboa no passado mês de Novembro.
A revista apresenta entrevistas com alguns dos congressistas daquele encontro que decorreu na Escola Superior de Comunicação Social. São os casos de Doris Graber, Kees Brants e James Stanyer.
No campo da rádio é publicado um artigo do qual sou autor e que resulta da comunicação que apresentei no referido Seminário. O texto publicado na JJ tem por título "A cobertura radiofónica da campanha presidencial de 2006".
Sopcom discute Comunicação e Cidadania
"Comunicação e Cidadania" é o tema do V Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM) que decorrerá entre os dias
As inscrições decorrem até ao próximo dia 30 de Junho.
Segundo a organização "O congresso reunirá centenas de académicos, investigadores, formadores e profissionais do campo da comunicação. Muitos dos investigadores são oriundos de (ou mantêm ainda as ligações a) empresas do campo da comunicação e dos media.".
quarta-feira, março 14, 2007
A M80 e a preferência dos holandeses pela rádio
A primeira dá conta do lançamento da M80, uma rádio do grupo Média Capital Rádios que deverá preencher o espaço musical deixado vago pela mudança de programação do Rádio Clube Português, ou seja uma rádio virada para os êxitos músicais de outros tempos.
A notícia não explica qual a frequência que vai utilizar.
A segunda notícia revela que na Holanda, a rádio é o meio de comunicação preferido.
sexta-feira, março 09, 2007
O provedor do ouvinte sobre o provedor do ouvinte
É um extenso documento que se refere à actividade desenvolvida em 2006 e no qual JNM reflecte sobre um conjunto alargado de questões relacionadas com a sua experiência. O ombudsman aborda matérias como o conceito do serviço público de radiodifusão, a relação dos ouvintes com a rádio e as funções de um provedor de Rádio. Pontos que antecedem a reflexão de José Nuno Martins sobre o seu exercício em concreto.
Detive-me na componente Jornalismo/Informação.
Algumas ideias:
- Na totalidade das estações do universo RDP, o provedor recebeu 69 queixas referentes à informação o que representa 10,4% da totalidade de queixas recebidas (661).
- Das queixas recebidas e que dizem respeito à Informação, 44 demonstraram uma critica negativa, 18 neutral e apenas 7 positiva.
- Os critérios jornalísticos utilizados pelos jornalistas, o programa Antena Aberta e o programa Contraditório foram os aspectos mais apontados pelos ouvintes, sendo que o provedor sublinha ainda o facto de terem aparecido outros comentários genéricos referentes à informação da RDP.
José Nuno Martins admite que, tendo em conta práticas de outros provedores de rádio no estrangeiro, esperaria mais queixas em matéria de informação. Não foi o que se verificou no caso português.
JNM considera haver uma "relativa pacificação do Ouvinte em relação à prática do Jornalismo radiofónico no Serviço Público, designadamente quando cotejamos o volume de correspondência que se exprime de modo muito mais expressivo relativamente à PROGRAMAÇÃO de uma única Estação – a ANTENA 1, com o conjunto das Mensagens que dizem respeito a assuntos do JORNALISMO e da INFORMAÇÃO afinal relacionados com TODAS as Estações do Grupo RDP." (p.45)
Em matéria de jornalismo e informação, o provedor conclui:
"foram para mim bem claros o exercício de reflexão apropriado acerca de procedimentos menos correctos dos Jornalistas e o esforço de rigor que a estrutura mantém patente no relativamente baixo volume de críticas expressas e, finalmente a atitude cooperante assumida pelo Director
de Informação nas suas relações com o Provedor. Relatório de Actividade 2006
102 Entendi dever considerar como SINAL DE EXCELÊNCIA do Serviço Público de
Radiodifusão, um Programa de JORNALISMO E INFORMAÇÃO apresentado na ANTENA 1 –
COREIA DO NORTE – UM SEGREDO DE ESTADO, de Rita Colaço." (pp.101-102)
O relatório completo está aqui.
segunda-feira, março 05, 2007
As rádios comunitárias no Brasil
- Beatriz Brandão Polivanov, na sua comunicação “A busca pela legalização: conflitos e negociações entre o Ministério das Comunicações e as rádios Comunitárias”, apresentada na Universidade Fernando Pessoa, enquadra aquelas emissoras no registo daquilo a que Hall chama de “novo local”. Um localismo que emerge da globalização e que com ela se confronta na tentativa de criar mecanismos de sobrevivência identitária.
domingo, março 04, 2007
Informação e rádios locais
Anoto algumas ideias da comunicação que apresentei na segunda edição das Jornadas Internacionais de Jornalismo da Universidade Fernando Pessoa e cujo título é “As Rádios Locais em Portugal – da proximidade à diminuição da oferta informativa local”.
Elsa Moreno Moreno (2002) enfatiza o papel das rádios locais no sentido de potenciar a cidadania. Bernardo Díaz Nosty (1997) sublinha a necessidade das rádios locais se ajustarem ao seu ambiente sob pena de estarem a cavar a sua autodestruição. E Chantler e Harris (1997) sugerem que as notícias são dos poucos conteúdos que tornam o som de uma rádio local distinto das demais.
- Fará, neste quadro teórico, todo o sentido que as rádios locais portuguesas apostem na informação local como sinónimo da sua afirmação.
- Os quase vinte anos de emissões legalizadas das rádios locais portuguesas demonstram, contudo, outra realidade, olhando, por exemplo para a Grande Lisboa: mudança de propriedade de rádios locais e transformação em emissoras musicais com pouca ou nenhuma informação local; deslocação dos estúdios e redacção para fora dos concelhos aos quais estão atribuídas as frequências; afastamento físico da realidade local.
A Rádio musical e a Internet
A segunda edição das Jornadas Internacionais de Jornalismo decorreu na última sexta-feira, dia 2 de Março, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto.
O tema do encontro, que reuniu investigadores, professores, alunos e profissionais da comunicação, foi “Porquê estudar o Jornalismo?”.
Do programa destaco a sessão que juntou Felipe Pena, da Universidade Federal Fluminense, Barbie Zelizer, University of Pennsylvania e Brian McNair, University of Strathclyde.
Rogério Santos construiu, no seu blogue, um texto sobre a intervenção de Barbie Zelizer.
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Escuta de rádio na Internet está a crescer
O estudo mostra ainda que quem ouve rádio pela Internet o faz, preferencialmente, em casa.Parabéns à TSF
Parabéns!
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Página 1 já disponível
É a parte visível da rádio em mudança, motivada pelas novas tecnologias de informação.
Lembro uma frase de Jesús Saiz Olmo (2005: 17) que caracteriza assim o futuro jornalista da rádio:
"(...) elabora un contenido que sirve para una locucion clásica, redacta una pieza dirigida a un PAD y además, realiza ora, que no tiene sentido difundir para la gran mayoria, pero que puede interesar a un segmento concreto de la audiencia y, probablemente, vaya destinada a un servicio de pago. El mismo redactor desarrollará las tres piezas utilizando, según convenga, textos imágenes y sonidos: un periodista multimedia".
Mais sobre o Página 1 no DN .
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Act. As coisas passam-se como a rádio as conta ...
La radio, toujours en tête, se voit ainsi créditée d'une augmentation de 3 points, 57 % des personnes interrogées estimant que "les choses se sont passées vraiment ou à peu près" comme ce média les a relatées. La presse écrite se place au second rang avec une crédibilité de 51 % (en hausse de 3 points), devant la télévision, qui gagne toutefois 4 points. Internet, apparu en 2005 dans le baromètre, obtient une crédibilité de 30 %, contre 24 % en 2006.
Act: O Diário de Notícias escreve hoje (21 Fev. 2007) sobre o mesmo assunto.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Renascença em PDF
A Renascença já nos tinha dado a possibilidade de VER reportagens no seu site. Agora anuncia que vai possibilitar em breve notícias num formato PDF para que possam ser impressas e lidas.
(viaJornalismo e Comunicação).
domingo, fevereiro 11, 2007
Leitura
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
A informação no Rádio Clube
Tudo gira em torno do tema que o Rádio Clube elegeu naquele dia. Os noticiários abrem invariavelmente com esse tema. Primeiro com uma breve enunciação. Depois com o seu desenvolvimento, aproveitando os comentários produzidos pelos seus próprios comentadores.
As restantes notícias acabam por não ter um grande grau de aprofundamento no Minuto-a-Minuto.
As manhãs do Rádio Clube são sedutoras para o ouvinte. Há uma constante procura pela atenção de quem escuta. À hora certa, João Adelino Faria anuncia o tema principal. Não desenvolve. Entra um separador. Depois são lidos os outros temas da actualidade utilizando um formato pouco frequente em Portugal: João Adelino Faria lê pequenas frases e outro jornalista acrescenta algo mais. A ideia é conceder mais ritmo à leitura dos títulos, que só uma voz não possibilita. Por isso, é também utilizada uma trilha sonora rápida.
Depois João Adelino Faria anuncia as temperaturas. O trânsito em directo. Em Lisboa. No Porto. Voltamos às temperaturas (com outra voz). Três minutos depois voltamos ao noticiário. Agora sim com desenvolvimento.
O Rádio Clube tem um formato interessante por apontar para um conceito de rádio explicativa. Explora o tema principal com comentadores. Há debate e muita opinião, mas tal como já tinha verificado anteriormente, a aposta não vai para os noticiários.
São, quanto a mim, mais pobres se comparados com a Antena 1 e TSF. Os da Renascença têm muitas notícias mas há menos desenvolvimento.
No Rádio Clube escasseiam os directos nos noticiários (para não dizer que não os há) e há poucas vozes. São raros os temas (exceptuando o tema do dia) em que há desenvolvimento por uma segunda voz, para além do pivot.
Tudo gira em torno do tema do dia e isso enfraquece, não só os noticiários, mas também os jornais temáticos.
Nestes primeiros dias, parece-me que o Rádio Clube tem ganho a aposta de diariamente ter a sua própria agenda. Já quanto a marcar a agenda dos outros media é outra conversa.
Há, da parte do Rádio Clube, uma aposta na reportagem com passagem de excertos durante a manhã, o único período do dia que, quanto a mim, trouxe alguma novidade em termos informativos. A tarde e a noite, por viverem apenas dos noticiários, não são alternativa.
João Adelino Faria abusa das «notas de rodapé»: "Estamos todos hoje com muito humor" ou "Está frio na minha terra". Cansa.
Não gosto da trilha sonora para a informação. É televisiva, onde é fundamental fazer “um bom filme”. Na rádio não.
É só uma questão de gosto pessoal!!!