quinta-feira, outubro 25, 2007
Grelhas e gralhas
É por isso desejável que potenciem os recursos de um e outro meio. Por exemplo, disponibilizando de forma fácil e directa nas respectivas páginas online as grelhas de programação, já que, como se verifica, encontrá-las nas páginas dos jornais é, por estes dias, coisa rara.
A que horas a TSF passa o programa Mundo Digital? Passa todos os dias? Não sabemos, pois a grelha de programas não está actualizada. O espaço "Cromos TSF" ainda existe?
E na Renascença, que até tem apostado bastante no seu site. Sabemos quem é o locutor de serviço a determinadas horas, mas não sabemos a que horas vai para o ar determinado espaço ou programa. Pelo menos de forma directa. É que, por exemplo, o programa Diga Lá Excelência tem um link na página da rádio, mas só sabemos o horário se lermos o texto referente à última edição.
A Antena 1 está bem.
segunda-feira, outubro 22, 2007
Público com podcasts
Os conteúdos giram em torno dos temas abordados no suplemento, mas que no formato podcast são motivo para uma curta conversa.
A explicação para a iniciativa e o podcast sobre a podosfera portuguesa.
sábado, outubro 13, 2007
Infografia também na RR
Via Jornalismo e Comunicação .
quinta-feira, outubro 11, 2007
Qual a razão para ...
A TSF inclui excertos das aberturas dos noticiários televisivos da SIC, TVI e RTP 1 no final do noticiário das 20h.
Das duas uma: ou o tema de abertura é notícia e é tratado convenientemente pela redacção da rádio ou não é.
É diferente de uma revista de imprensa, comum nas edições da manhã da rádio, ainda assim fora dos noticiários. A revista de imprensa tem subjacente uma componente de informação útil. Ajuda os leitores a escolher o jornal para ler naquele dia. Parece-me irrelevante falar das aberturas dos noticiários televisivos quando já não poderão ser vistos.
E quem ouve rádio para, precisamente, escapar às aberturas das televisões?!
terça-feira, outubro 02, 2007
TSF com nova grelha
O que há de novo:
Humor - com espaços a cargo de Ana Bola e Maria Rueff (ainda não ouvi) e o Tubo de Ensaio de Bruno Nogueira ( Já ouvi. Na TSF prefiro espaços de humor de critica da actualidade. Daquilo que ouvi - ainda é prematuro, claro - não me parece ser essa a linha).
Desporto - a novidade parece ser só o formato. Trata-se de Jogo Jogado, um espaço onde "só se falará de futebol". A ideia é juntar três comentadores que vão falar de tácticas e das opções dos treinadores !!
Entrevista e debate - José Fragoso e João Marcelino vão conduzir um programa semanal com os protagonistas da actualidade. Será ao domingo.
Há ainda um programa sobre novas tecnologias intitulado Mundo Digital.
sexta-feira, setembro 28, 2007
O provedor e a Antena Aberta
O provedor do ouvinte concluiu uma série de programas nos quais analisou o programa “Antena Aberta” emitido diariamente na Antena 1.
Trata-se de um espaço no qual os ouvintes participam em directo dando a sua opinião acerca de um tema proposto pela emissora. O programa é conduzido por um jornalista.
José Nuno Martins conclui que a existência de um programa com tais características não é consentâneo com os propósitos de uma rádio de serviço público.
Para JNM no programa Antena Aberta “pontificam a imprecisão e também o excesso, como aconteceu, de modo grave, na emissão de 4 de Julho”.
O provedor lembra que recebeu várias queixas de ouvintes referindo-se à existência de tais imprecisões e insultos.
Para o provedor, a Antena Aberta resume-se a uma “sequência de opiniões avulsas de pessoas comuns, expostas de modo relativamente caótico, sumariamente pontuadas por intervenções esparsas de dois, três ou mais Especialistas convocados pela Produção”.
O programa Antena Aberta, por ser feito em directo e permitir a participação dos ouvintes sem que exista uma prévia filtragem das intervenções, encerra vários riscos. Alguns deles enunciados por José Nuno Martins.
Considero, contudo, que os programas com estas características são um importante instrumento para contribuir para a diversidade e pluralidade do discurso radiofónico. E, por esta razão, uma relevante competência do Serviço Público.
Ainda para mais se lembrarmos que no cenário radiofóncio nacional não existem muitos espaços com aquelas características. Recordemos Andrew Crisell (1994) que classificou este tipo de programas em três categorias: Exibicionista, confessional e expressivo.
Ora, em muitos espaços radiofónicos nacionais, a participação dos ouvintes resume-se à transmissão da sua voz através da rádio. Pedem discos, contam anedotas (exibicionista) ou falam dos seus problemas pessoais (confessional). Raramente são colocados perante o desafio de se posicionarem em relação a um assunto público (expressivo).
Por outro lado, uma análise mais atenta aos espaços informativos, em particular os noticiários das rádios portuguesas (incluindo a pública) verifica-se que a palavra dos cidadãos, mesmo quando o tema lhes diz particular interesse, raramente é emitida, preferindo-se as fontes oficiais, aliás uma tendência do jornalismo em geral e não apenas da rádio. Por exemplo, numa notícia sobre um qualquer protesto de professores, ouviremos a posição do governo e dos sindicatos. Ponto final.
A presença dos cidadãos e das suas opiniões no debate público, que nos dias de hoje se faz num cenário mediático, é importante. Cabe aos media assegurar, com regras e rigor, instrumentos no sentido de que essa participação se efective. Um desafio também para a rádio pública.
Os problemas de mau uso da Língua Portuguesa, a falta de educação (expressão minha) de alguns participantes ou a impreparação para alguns temas, são situações lamentáveis, mas não devem obstruir o principal objectivo de um programa como a Antena Aberta.
O último programa do provedor dedicado à Antena Aberta pode ser ouvido aqui
Act: Manuel Pinto, no Jornalismo e Comunicação, também comenta a posição do provedor. Para ler aqui.
quarta-feira, setembro 26, 2007
O milagre e a Carlsberg
Falar de milagre, quando o Fátima jogou com o FC Porto (e acabou por ganhar); falar de "estudantes" e da "lição bem estudada" quando joga a Académica. E o que dizer dos "velhos do Restelo" quando algo corre mal com o Belenenses ?!
2 - Carlsberg - O jornalismo (e os jornalistas) são excelentes veículos de publicidade. As empresas agradecem. Por estes dias tem-se ouvido falar muito em Taça da Liga - Carlsberg Cup. E de há muito que se fala em Liga BWin. Perder-se-ia rigor informativo se se falasse apenas em Taça da Liga e em Primeira Liga de futebol ?
Com excepção do ciclismo, onde o nome da maior parte das equipas é o da empresa patrocinadora (ex. Bom Petisco Tavira) noutros casos a opção deveria passar por não referir a marca comercial.
terça-feira, setembro 25, 2007
quinta-feira, setembro 20, 2007
Mourinho e também Scolari
Quem ainda duvidasse do peso do futebol na agenda mediática portuguesa certamente que a "Operação Mourinho - Scolari" contribui para os esclarecer.
Primeiro Mourinho e depois Scolari preencheram a maior parte do tempo dos principais noticiários da TSF, Antena 1 e Rádio Clube. A Renascença, apesar de não ter ignorado o assunto, longe disso, foi mais contida.
Ficou demostrada a dimensão mundial do evento.
Não havia factos, mas havia que preencher os noticiários. E houve opinião. Muita opinião. Demasiada opinião.
segunda-feira, setembro 10, 2007
Mudanças no Rádio Clube
Via Meios e Publicidade.
quinta-feira, setembro 06, 2007
O Rádio Clube quer mais 100 mil ouvintes
Diz Osório: "No mínimo dos mínimos queremos ser ouvidos por 220 mil ouvintes todos os dias".
Para atingir a meta, o Rádio Clube aposta em nomes conhecidos do grande público, como Maria João Avillez e Ana Sousa Dias, e na ideia de uma rádio de proximidade com uma forte aposta na informação local.
De acordo com o Meios e Publicidade, estão a ser equacionados "dois ou três nomes" para o cargo de director de informação, que é actualmente ocupado por Luís Osório. João Adelino Faria manter-se-á como sub-director de informação. No desporto, a aposta vai para o acompanhamento dos três grandes na liga portuguesa de futebol e na Liga dos Campeões, bem como dos jogos da selecção nacional.
Congresso SOPCOM
Eis a lista de comunicações sobre rádio:
A Rádio na Internet em Portugal: A Ausência de Participação num Meio em Mudança
Pedro Portela, Universidade do Minho
Jornalismo Público: possibilidades e limites de atuação em uma rádio educativa
Tacyana Karinna Arce Rodrigués, Centro Universitário de Belo Horizonte e Universidade Federal de Minas Gerais
A publicidade radiofónica como elemento de resgate da cidadania
Luciana Panke, Universidade Federal do Paraná
Rádio-Escola: a comunicação como prática educativa
Alessandra Oliveira Araújo, Universidade Federal do Ceará
Radio: nuevas experiencias para la educación en comunicación audiovisual
Juan José Perona Páez, Mariluz Barbeito Veloso, Anna Fajula Payet, Universidade Autónoma de Barcelona
Edição online da RTP – Rádio e Televisão de Portugal: um serviço público digital ou o público à espera do serviço?
Ricardo Nunes, Escola Superior de Educação de Setúbal
Resultados de pesquisa da rede digital de comunicação e intercâmbio – RedeIFES uma infovia para rádio e televisão pública
Carlos Alberto Martins da Rocha e João Somma Neto, Universidade Federal do Paraná
O Congresso pode ser acompanhado na Internet. Está também disponível um blogue com diversas informações sobre o encontro.
quarta-feira, setembro 05, 2007
Sons búlgaros

O tempo era de descanso mas, mesmo assim, deu para escutar alguma coisa (pelo menos o que era perceptível) da rádio que se faz na Bulgária.
A passagem para um regime democrático e a recente adesão à União Europeia provocaram mudanças no país e no cenário mediático búlgaro. Prova disso é o aparecimento da FM+, a primeira rádio privada da Bulgária, criada em 1992.
A Radio Nacional da Bulgária continua a ser uma das mais populares do país onde existem diversas estações privadas, algumas delas com apostas em determinados géneros musicais como é o caso da Jazz FM ou da Classic FM.
Os hits da pop britânica e norte-americana prevalencem na maior parte das estações, muitas delas bastante recentes, como é o caso da Radio Fresh.
Sobre os noticiários é que não há nada a dizer. O búlgaro é, para o blogueiro, imperceptível.
terça-feira, setembro 04, 2007
segunda-feira, setembro 03, 2007
A Antena 1 sabe
A primeira - o uso e abuso que a Antena 1 faz da expressão "A Antena 1 sabe..." nos noticiários da estação. A propósito do assalto à dependência do BPI em Viseu, soube-se que eram três e não dois os assaltantes. Soube-se porque a Rádio no Ar de Viseu sabia, a TSF sabia e provavelmente outras rádios também sabiam, mas a Antena 1 não abdicou de referir que "A Antena 1 sabe que são três ...". A expressão dá a entender aos ouvintes que se trata de uma informação em exclusivo, (ou em primeira-mão) o que não correspondeu, pelo menos neste caso, à realidade. A Antena 1 fá-lo com frequência.
Segunda - O triunfo da rádios locais. Foi curioso verificar que TSF e Antena 1 colocaram no ar intervenções do mesmo repórter da Rádio no Ar de Viseu que acompanhava o caso do assalto à dependência do BPI.
A TSF recorreu ainda à Rádio Jornal do Fundão para obter as declarações de Marques Mendes a propósito de outro tema.
Terceira - Apreciei ouvir o Jornal de Desporto da Antena 1 às 18h e picos. Abrir com o Marítimo, mesmo num jornal temático, é coisa que vê (ouve) pouco. Raramente se escapa ao triângulo dos três grandes.
sábado, agosto 04, 2007
quarta-feira, agosto 01, 2007
Prisa compra no Chile
(ViaMeios e Publicidade)
sábado, julho 28, 2007
Leituras
Giving voice to the voiceless: How the Internet can fulfill public radio's mission
quinta-feira, julho 12, 2007
Não gosta da sua voz ?
Fica, de qualquer forma, o artigo de Al Tompkins disponível no Poynter Online.
quarta-feira, julho 11, 2007
Outros relatos
O texto assinado por Aurélio Márcio recorda nomes como Desidério Amaro "que trouxe o toque brasileiro à rádio portuguesa", Domingos Lança Moreira que "quase fez interromper as relações diplomáticas entre Portugal e Espanha com os relatos do hóquei em patins". Aurélio Márcio fala ainda de "um miúdo sensacional" referindo-se a Carlos Cruz, e do "trio da modernidade": Ribeiro Cristóvão, Fernando Correia e Jorge Perestrelo.No suplemento de 16 páginas, há ainda espaço para o aparecimento da TSF, para Alves dos Santos - "o comentarista que o país inteiro consagrou", frase que se ouvia na Reanscença -, Artur Agostinho e David Borges, entre outros.
Então, também se falava na morte da rádio, em particular do desparecimento dos relatos de futebol: a ameaça vinha dos "automóveis com TV e piloto automático...".
segunda-feira, julho 09, 2007
sexta-feira, julho 06, 2007
A rádio é uma carabina. A TV uma caçadeira
Rudolph Giuliani não tem anúncios na televisão, apostando a toda a força na rádio. Os anúncios nas estações de rádio por todo o país são acompanhados de entrevistas também a programas de rádio. Ken Glodstein, que chefia o projecto publicidade na Universidade do Wisconsin reconhece que " a rádio é uma carabina e é muito mais eficiente, enquanto a televisão é uma caçadeira".
A rádio foi o primeiro meio de comunicação social a possibilitar que os eleitores ouvissem a voz de quem iam votar. Foi com a rádio, segundo alguns autores, que nasceu a política da imagem e se começou a personalizar mediaticamente os candidatos.
Na eleição de 1924, nos EUA, Calvin Coolidge percebeu que apostar na rádio seria uma estratégia acertada. Percebeu as potencialidades do meio e como poderiam esconder a falta de atributos noutros campos.
Diria Coolidge: "I can't make an engaging, rousing or oratorial speech... but I have a good radio voice, and now I can get my message across without acquainting the public with my lack of oratorial ability". (Crook, 1998)
quinta-feira, julho 05, 2007
Paulo Alves Guerra
Os últimos programas do provedor do Ouvinte da RDP foram dedicados ao “Império dos Sentidos”, o programa da manhã da Antena 2.
A série de programas foi motivada, segundo o provedor, por um alargado rol de queixas dos ouvintes perante duas situações: o formato do programa e o desempenho do seu apresentador, o jornalista Paulo Alves Guerra.
Da audição do programa do provedor do ouvinte percebo que um dos aspectos que mais incomoda os ouvintes da Antena 2 é o estilo de apresentação de Paulo Alves Guerra. O discurso pleno de interjeições, pausado, quiça em demasia, não parece ser do agrado dos ouvintes das manhãs do segundo canal da rádio pública, ainda para mais quando Paulo Alves Guerra utiliza um tom e um ritmo próprios de uma rádio de palavra, como é o caso da TSF, mas que não é caso da Antena 2.
A acompanhar, portanto.
Uma nota final: De acordo com José Nuno Martins, Paulo Alves Guerra foi contactado para comentar as críticas ao programa, mas recusou falar sobre o assunto. É pena.
quarta-feira, julho 04, 2007
A rádio vai morrer? II
Luís Santos refere-se a um estudo que vem demonstrar que afinal os mais jovens continuam a ser atraídos pela escuta radiofónica.
P.S. - As notícias sobre a morte da rádio surgem com tal frequência que decidi criar uma etiqueta onde agrupar, a partir de agora, esses textos. Assim fica tudo organizadinho !
segunda-feira, junho 25, 2007
Revista JJ

Saiu o númeo 30 da revista JJ do Clube de Jornalistas. Nesta edição encontro vários artigos que têm a rádio como tema principal ou que a abordam de forma indirecta.
O tema de abertura "Cooperativismo: Desafio ou Utopia ?" da autoria de Helena de Sousa Freitas faz uma viagem ao mundo das cooperativas de jornalistas. A autora dá especial enfoque ao caso da TSF.
É de lembrar, ainda, que a maior parte das rádios locais portuguesas possui aquele modelo de gestão, ou seja, são cooperativas de radiodifusão.
Sobre a TSF, pode ler-se no artigo:
"(...) o modelo de uma cooperativa era o mais democrático, pois cada um dava a sua opinião e o seu voto em todas as decisões".
Destaco a crónica de João Paulo Guerra "Ainda me lembro ..." na qual o jornalista faz um percurso por eventos que vivenciou na Renascença e no Rádio Clube (então ainda Português).
Escreve JPG:
"Lembro-me, na noite de 25 de Novembro de 1967, quando já havia umas centenas de mortos contados nas inundações de Lisboa e arredores, a Censura decidir que a partir daquele momento não morria mais ninguém".
Por fim, refiro o texto que assino intitulado "O referendo ao aborto na rádio - O olhar da classe política".
sexta-feira, junho 22, 2007
A rádio vai morrer?
A principal conclusão do seminário, segundo o DN, é catastrófica: A Rádio vai morrer muito em breve.
Mas, apesar de tal determinação, a verdade é que não encerra nada de novo. Há muito que se sentencia a morte da rádio. Contudo, confesso a minha preocupação ao ver tal unânimidade entre pessoas com um peso tão significativo na rádio em Portugal como são os casos de António Sala ou Luís Filipe Costa.
Entre os argumentos invocados para a morte da rádio sublinho os seguintes:
Luís Filipe Costa:
- "A rádio vai morrer muito em breve e só a publicidade é que decidirá por quanto tempo é que ela se mantém."
- Para Luís Filipe Costa o actual estado de coisas deve-se "às novas tecnologias, como a Internet ou o iPod".
Luís Osório:
- "(...) as receitas publicitárias não param de descer - muito mais se forem vistas à escala da Europa. Por outro, falta a ousadia de pensar que não existem desafios". Para Osório, actualmente, "todas [rádios] se parecem imitar umas às outros."
António Sala:
- "A televisão esmaga a rádio, é uma luta desleal"
Segundo o DN, só Luís Montez se mostrou mais optimista: "Com a chegada da Internet, a rádio ganhou imenso".
Uma nota final:
A rádio tem demonstrado ser o meio de comunicação que melhor se tem adaptado às novas tecnologias de informação e isso, parece-me ser, pelo menos, um sinal de que poderá (e está) encontrar novos caminhos.
segunda-feira, junho 18, 2007
Escrever para rádio
Secrets to writing short
Sound for the eyes
When old radio dogs learn to use pics
quinta-feira, junho 14, 2007
O provedor de rádio segundo o provedor de rádio
Da entrevista que José Nuno Martins deu à revista Aprender, sublinho as seguintes passagens:
Expectativas – “Não estava à espera de uma participação tão qualificada. Não é tanto pela quantidade, mas é pela qualidade da análise do ouvinte português. Isso sim surpreende-me.”
Defensor ou mediador ? – “A convicção é que ele é um defensor do ouvinte. Usei na altura uma expressão que sei que foi muito mal recebida na empresa. Eu disse que tinha mudado de trincheira. É que isto é uma batalha. Para fazer passar o conceito de que o consumidor tem direitos, é uma coisa completamente inédita na cabeça dos profissionais.”
terça-feira, junho 12, 2007
Tese sobre rádio
A tese tem por título Estratégias de programação na rádio em Portugal: o caso da RFM na transição para o digital e teve a orientação do prof. doutor Francisco Rui Cádima.
Não pude assisitir às provas da Paula, mas no blogue Indústrias Culturais, Rogério Santos, que foi um dos arguentes, colocou um post sobre o que lá se passou.
Parabéns para a nova doutora.
Rádios universitárias em debate
O debate está integrado na Prova de Aptidão Profissional que Marco Ribeiro, aluno do Curso Técnico de Comunicação/Marketing, Relações Públicas e Publicidade da Escola Profissional de Comércio Externo, no Porto, está a desenvolver.
As entradas são gratuitas e o debate decorrerá no auditório Venepor.
Tratando-se da prestação de provas para a finalização de um curso, o blogueiro saúda a iniciativa e deseja boa sorte ao aluno finalista.
Aguardo ainda que o debate possa ser disponibilizado em podcast.
sexta-feira, junho 08, 2007
Revista
A revista Aprender da Escola Superior de Educação de Portalegre dedicou pela primeira vez o seu tema central à Comunicação.O número 32 contém três textos sobre rádio:
- Uma entrevista ao Provedor do Ouvinte, José Nuno Martins;
- "O discurso da publicidade na rádio - uma proposta de leitura", de Cláudia Pacheco (ESEP);
- "O dispositivo informativo na rádio - temas e estrutura do noticiário radiofónico português", artigo do qual sou autor.
A edição da Aprender contém ainda outros artigos enquadrados no tema central, nomeadamente:
- "Uma experiência pessoal no Mundial da Alemanha", de Carlos Ferro (editor de Desporto do Diário de Notícias)
- "A blogosfera como palco para a discussão pública - o caso dos blogues de professores" (Sónia Pacheco, Educadora de Infância).
- "Las lenguas peninsulares: «continuum» comunicativo" (Cordélia Santiño - ESEP)
- "Estratégias linguísticas de distanciamento no discurso jornalístico" (Teresa Oliveira - ESEP e Janete Bessa Neves - Universidade Católica do Rio de Janeiro)
- "Comunicação e Desenvolvimento" (Sara Pina - ESEP)
- "A globalização do conceito de direitos humanos - o contributo das ONG" (Sónia Lamy - ESEP).
- "As categorias temáticas dominantes nos telejornais" (Nuno Brandão - texto originalmente publicado na revista Trajectos nº1, do ISCTE.)
- "O ESEPJornal - Estrutura e organização de um projecto de jornalismo escolar" (Lopo Pizarro e Luís Bonixe - ESEP).
Num dos próximos posts darei algumas notas sobre a entrevista a José Nuno Martins.
quinta-feira, maio 31, 2007
Fixos ou móveis ?
Uma das características da informação radiofónica é o seu imediatismo e a curta distância temporal entre a ocorrência dos factos e a sua enunciação na emissão. Por isso, ocorrem com relativa frequência, situações em que, sobre o mesmo assunto, são dadas informações diferentes. O dispositivo informativo da rádio permite-lhe actualizar e, de certo modo corrigir, essas situações nos noticiários seguintes. Compreende-se quando se fala de acontecimentos que ainda estão a decorrer e que a rádio disse "em primeiro lugar".
Mas, não parece ser este o caso. Por isso, acabo por não perceber, afinal, que radares se prepara o governo para instalar.
terça-feira, maio 22, 2007
Prémios ACIME
Na rádio, a vencedora foi a jornalista Anabela Góis, da Rádio Renascença, com a reportagem "SOS Imigrante". O trabalho pode ser escutado no site da emissora
sábado, maio 19, 2007
Tese sobre rádio
O blogueiro deseja-te boa sorte.
Via Indústrias Culturais.
sexta-feira, maio 18, 2007
Afinal os jovens não ouvem só Shakira !!!
Não deixam de impressionar os números revelados pelo The Independent se se tiver em conta que a programação da Classic FM gira em torno de grandes compositores, cuja música (pensa-se) está mais afastada dos interesses dos jovens.
A Classic FM tem uma audiência estimada em 6,5 milhões de ouvintes, sendo que 472 mil são jovens, segundo o The Independent.
Seria interessante perceber que números têm a Antena 2 e a Classe FM para apresentar nesta matéria.
quarta-feira, maio 16, 2007
A rádio, o cão e o seu dono
A rádio não é muito dada a faits-divers, mas hoje a história da detenção de José Mourinho pela polícia inglesa, depois de ter impedido que o seu cão fosse levado pelas autoridades britânicas, foi o principal tema da manhã informativa, em particular na Antena 1.
segunda-feira, maio 14, 2007
Disponível revista do Observatório da Comunicação
Destaco os dois textos que abordam, de forma directa, a rádio.
Nico Carpentier em The on-line community media database RadioSwap as a translocal tool to broaden the communicative rhizome escreve sobre a forma como a rádio se adapta às novas tecnologias de informação e de como delas tira partido, encontrando novos mecanismos de afirmação e interacção junto da audiência. O artigo de Carpenter analisa o site RadioSwap que funciona como uma plataforma de partilha de conteúdos radiofónicos.
João Paulo Meneses assina o texto Os equívocos da rádio generalista: reflexões sobre a rádio em Espanha, nos EUA e em Portugal no qual o autor reflecte sobre os conteúdos da rádio, questionado, em certa medida, a definição de rádio generalista atribuída, no caso português, a emissoras como o Rádio Clube, Antena 1 ou Rádio Renascença.
sexta-feira, maio 11, 2007
Os novos sons da RDP !
O provedor foi, ele próprio vitima, daqueles "ruídos de fundo" e revelou que já teve de parar uma gravação de um programa por causa ... das obras.
Confesso que tais sons me passaram despercebidos, mas a situação tem tanto de absurda como de incompreensível para uma rádio com os meios da RDP.
Esta história faz lembrar outros tempos da rádio.
P.S. - O programa já está disponível no site do provedor
quinta-feira, maio 10, 2007
quarta-feira, maio 09, 2007
RDP e RTP com direcção de informação conjunta
A administração da RTP está também a preparar a criação de uma direcção de Informação comum para a RDP e a RTP, tendo nomeado um grupo de trabalho para apresentar uma proposta no prazo de 30 dias, noticia a Lusa.
O grupo será constituído pelo director de Informação da RTP, Luís Marinho, e pelo seu adjunto José Alberto Carvalho, bem como os responsáveis pela área informativa das rádios do grupo estatal, João Barreiros e Ricardo Alexandre.
terça-feira, maio 08, 2007
Auto-rádios
Ainda é deles que a maior parte dos ouvintes escutam a rádio. Ainda.
Via Segundo Choque.
segunda-feira, maio 07, 2007
Da rádio desta manhã
É um tema a que já se fez referência neste blogue: a tradução (dobragem) de sons dos protagonistas das notícias.
No noticiário das 10h de hoje, a TSF emitiu uma peça sobre as eleições francesas. Utilizou quatro sons: dois de François Hollande, um de Ségolène Royal e um último, de curta duração, no qual se ouvem apenas aplausos e palavras de apoio à candidata socialista: "Ségolène Merci". Se neste último caso a não tradução do som é perfeitamente compreensível (é curto e a sua função é, sobretudo, a de criar uma imagem no ouvinte), quanto aos restantes não se percebe a razão da sua manutenção na língua original. São informativos e explicativos. Perdeu-se boa parte da mensagem.
2ª nota: A rádio em directo !!!!
Tal como a TSF, a Antena 1 dedicou o seu programa Antena Aberta à análise dos resultados das eleições na Madeira.
A meio do programa, Eduarda Maio identifica um dos participantes. O ouvinte intervém breves segundos. Ouve-se com insistência o telemóvel a tocar.
Eduarda Maio - Está aí atrapalhado com o seu télemovel.
Ouvinte - É o meu patrão que me está a chamar.
A rádio em directo é também isto !!!!
segunda-feira, abril 30, 2007
Disponível anuário da comunicação
No sector da rádio assinalo três artigos.
No primeiro, são expostos os dados relativos à audiência de rádio com base no Bareme Rádio da Marktest e o cenário da radiodifsão portuguesa (número de rádios existentes, de postos emissores, rádios por distrito etc). (pp. 104-110).
Destaco também o artigo de Rogério Santos "A Rádio em Portugal - estado da arte em 2006" no qual o autor faz uma retrospectiva do sector e projecta o ano de 2007. Diz Rogério Santos:
"(...)espera-se, para 2007, a realização de concurso para frequências ainda livres para cobertura local. (...) a rádio irá distribuir crescentemente os seus conteúdos áudio pela Internet, aos leitores de mp3, à Mobile TV, ao cabo, em Triple Play e noutras plataformas, em contínua reinvenção de um meio que começou há mais de oitenta anos".
(pp. 220-223)
E por fim, o artigo de João Porto (Grupo Renascença) "Medir o quê? Quando? e para Quê? Como se medem as audiências em Portugal? Como se medirão no futuro?".
Escreve o autor:
"(...) resta esperar e acompanhar de perto as diferentes experiências de implementação do sistema de audimetria PPM, já em curso em diversos países, cuja divulgação nacional permitirá aprender mais e melhor, o caso português. Porque não há dúvida de que, mais cedo ou mais tarde, a evolução para o sistema de audimetria medido por PPM será um facto". (pp. 258-261)
Relatos
Para o Benfica-Sporting, as rádios apostaram forte, à medida do acontecimento, mas as diferenças entre a TSF, Antena 1, RR e Rádio Clube são quase inexistentes. Dois repórteres de pista, para o detalhe das jogadas. Comentadores para enquadrar o ouvinte na táctica e estratégia do jogo (a Antena 1 e o Rádio Clube acrescentaram comentadores de abrbitragem). E, claro, o relato. Emotivo, espontâneo e vivo.
O que distingiu as diferentes emissões?
A TSF apostou num relato a duas vozes, fazendo lembrar o tempo (que pelas piores razões já não volta) de Fernando Correia e Jorge Perestrelo.
O relato a duas vozes (cada uma acompanha o ataque de uma das equipas) tem a vantagem de conferir à narração uma dinâmica e vivacidade que apenas um relator não consegue imprimir, ainda para mais tratando-se de um jogo de futebol que, se for intenso, proporciona excelentes momentos de rádio.
A Antena 1 adoptou o mesmo sistema: duas vozes. E com o mesmo objectivo. Mas Paulo Sérgio já andou pela TSF no tempo de Correia e Perestrelo.
Antena 1 e TSF foram iguais, também, na utilização de elementos sonoros com o objectivo de aumentar, no ouvinte, a sensação de intensidade do jogo. Numa e noutra emissora, os últimos cinco minutos do encontro foram relatados sobre uma trilha sonora rápida que, uma vez mais, proporciona a impressão de ritmo e ajuda a criar o espectáculo e a transferir a emoção para o ambiente do ouvinte.
Raramente, o relato questiona o próprio espectáculo e quando o faz é no sentido de o incentivar. Qual adepto empolgado.
Os repórteres de pista que procuram a reacção dos protagonistas e a introdução de comentadores, que explicam e enquadram o acontecimento, contribuem para a informação. A utilização de efeitos sonoros potencia o espectáculo.
No relato radiofónico convergem espectáculo e informação em registos cujas fronteiras são muito ténues e por isso alvo de discussão em torno da sempre renovada questão do relato de futebol ser ou não um “acto jornalístico”.
Já não é fácil andar pelas ruas e encontrar adeptos de radiozinho colado ao ouvido. Os tempos são outros. Os relatos de futebol na rádio são, nos dias que correm, para quem não pode, de todo, ver o jogo na televisão.
Ainda há quem veja na TV e ouça na rádio, mas já nem isso é eficaz, por causa do desfasamento do som. É que o golo chega primeiro na rádio !
sexta-feira, abril 27, 2007
O futuro da rádio, segundo Duroux
La radio reste un média d'avenir, diz Axel Duroux, presidente da RTL France
Nos 6,4 millions d'auditeurs forment une communauté. Ce qu'ils attendent, c'est qu'on imagine de nouvelles formes d'écoute, que l'on approfondisse ce que nous pouvons leur apporter, et non pas qu'on dilue notre offre sous de multiples formes.
Il ne faut pas oublier son identité. La radio, c'est un savoir-faire. On peut trouver des sources de développement qui lui soient propres, et qui à terme deviennent des sources de profit.
quinta-feira, abril 26, 2007
Leitores de notícias com fim anunciado
BBC News, News 24, the radio networks ... have changed over the years and the traditional role of the news reader, as opposed to a correspondent or presenter, has virtually died out over the services.
Fica o registo, apesar de em Portugal o cenário não ser esse, pois quem apresenta os boletins informativos na rádio e na televisão são sempre jornalistas.
sábado, abril 21, 2007
A rádio no Rádio Clube
Foi no programa Fim-de-Semana conduzido, excepcionalmente na edição desta semana, por Nuno Domingues e Nuno Costa Santos a quem agradeço o convite feito a este blogueiro para estar presente na agradável conversa que contou ainda com a Paula Cordeiro, do NetFM, João de Sousa, professor de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa e coordenador do projecto Radiolab e Alexandra Fernandes, docente no ISCTE.
A conversa começou por assinalar a reduzida atenção noticiosa que os jornais dão ao sector da rádio, quando é feita a comparação com os outros media, mas durante três horas o Rádio Clube quis contrariar essa tendência e julgo que em boa hora.
sexta-feira, abril 20, 2007
Franceses procuram mais informação
L'intérêt du public pour l'élection présidentielle rend le sourire aux radios généralistes. La dernière vague de mesure d'audience de la radio, opérée par Médiamétrie pour la période janvier-mars 2007, montre en effet une hausse générale de l'écoute des grandes stations d'information.
La présidentielle stimule l'écoute des radios généralistes
Prémios ACIME
Está disponível até ao próximo dia 11 de Maio a votação on-line para a atribuição do Prémio de Jornalismo pela Tolerância do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME). O prémio pretende reconhecer os melhores trabalhos jornalísticos de 2006 sobre a temática da Imigração e das Minorias Étnicas.
A monotorização feita pelo ACIME encontrou apenas trabalhos das rádios Renascença, Antena 1 e TSF.
Os candidatos do sector da rádio estão aqui.
Via Indústrias Culturais.
quinta-feira, abril 19, 2007
Nova rádio da Renascença e novo programa no Rádio Clube
A primeira dá conta dos estudos que a Renascença está a efectuar para o lançamento de uma nova rádio, que deverá ser uma estação - tal como os responsáveis da RR anunciaram há algum tempo atrás - destinada a um público mais idoso. A mesmo notícia fala da mudança de instalações da Renascença que deverá acontecer dentro de dois anos.
A segunda notícia tem a ver com o novo espaço na programação do Rádio Clube. Chama-se Toda a Tarde e vai para o ar entre as 16h e as 20h de Sábado.
Diz Luís Osório:
A ideia de que todas as histórias poderão ser grandes histórias vão, neste programa, ser provadas ao máximo
segunda-feira, abril 16, 2007
Mais um passo para a dança...
Paula Cordeiro faz referência ao desaparecimento da Quimica FM, uma rádio que surgiu em Setembro de 2006 e terminou as emissões no final de Janeiro. Esteve no ar quatro meses !!!
Ouvia-se em 105.4, frequência inicialmente atribuída ao Rádio Clube de Cascais.
Danças no éter
A Mega FM, música para a malta jovem, ouve-se em 92.4, onde em tempos se ouviu a Rádio Energia, que agora não se ouve em lado nenhum.
A Romântica já se sintonizou em 101.1, que era antes da Rádio Arremesso, mas agora lá sintoniza-se a Best Rock que também já se ouviu em 96.6, a tal onde agora se ouve a M80, frequência que, por sua vez, já serviu os sons do Rádio Clube Português e a desaparecida Radiogeste. A Cidade FM, que agora se ouve em 91.6, já se ouviu em 107.2, mas, quem por lá passar nos dias que correm, vai ouvir a Romântica que substituiu a Foxx.
E a Foxx? Foi-se.
A Mix FM ouve-se em 103.0 mas por lá já se ouviu a Rádio Margem Sul e depois a Nostalgia, que é agora passado. Ainda na “outra banda”, nos 96.2 da MFM já foi possível sintonizar a Metropolitana FM e a Rádio Sul e Sueste, sem esquecer a Super FM depois de ter estado nos 106.2 onde agora se ouve outra FM: a Classe.
Ainda falta a rádio mais latina das latinas: a Tropical FM, que se ouve em 95.3 depois de ali se ter ouvido, em tempos idos, o Rádio Clube da Moita. E a Radar que se ouve em 97.8, depois da Voz de Almada. E a Kiss FM Lisboa que se sintoniza em 93.7 depois da Rádio Mais. E a Mega FM Sintra em 88.0 depois da Rádio Ocidente…
O blogueiro confessa a sua incapacidade para acompanhar todos os passos desta dança. Quem se lembrar de outros, faça favor…
sexta-feira, abril 13, 2007
Más notícias para o Rádio Clube
A nota que sublinho diz respeito ao Rádio Clube. A Audiência Acumulada de Véspera relativa ao primeiro trimestre de 2007 (que inclui a nova linha de programação da estação) revela uma quebra significativa.
Na newsletter da Meios e Publicidade pode ler-se o seguinte:
A Antena 3 com uma AAV de 3,8% (crescimentos de 5,6% e 8,6%, homólogo e última vaga, respectivamente), surge à frente do RCP, que neste período, que já engloba o seu novo posicionamento (a estação iniciou esta fase a 29 de Janeiro), obtém quedas significativas. A AAV de 2,2% significa uma perda de 8,3% em relação ao último trimestre de 2006 e de 31,3% quando a comparação é feita com os mesmos meses do ano transacto.
quinta-feira, abril 12, 2007
A M80, a Best Rock e outros delírios
Sobre a M80, a mais recente rádio da Media Capital Rádios, não encontro, naquilo que já ouvi, uma programação com grande dose de originalidade. Parece-me a reedição da Nostalgia. A M80 vive sobretudo dos hits musicais das décadas de 70,80 e 90.
Mas interessa-me, sobre esta nova aposta da MCR, sublinhar as modificações entretanto verificadas no espaço radiofónico da Grande Lisboa e na tendência que as rádios, ditas locais, estão a seguir nesta região do país.
A frequência 101.1 está atribuída ao concelho da Moita, onde funcionou em tempos a Rádio Arremesso. Recentemente ouvia-se a Romântica FM, que agora se ouve em 107.2, substituindo a Foxx. A frequência de 107.2 pertence à Amadora e nela emitia, há uns bons anos, a Rádio Cidade.
Perante este novo quadro, parece-me importante sublinhar dois aspectos que mostram a tendência das rádios locais na Área Metropolitana de Lisboa:
1- A inexistência de frequências disponíveis no concelho de Lisboa está a fazer com que as empresas de radiodifusão, que pretendem chegar à capital, adquiram frequências dos concelhos limítrofes para assim poderem disputar um mercado mais apetecível.
Vejam-se algumas alterações recentes que ilustram esta tendência:
Rádio Mais (Amadora) é hoje a Kiss FM.Lisboa.
Rádio Ocidente (Sintra) é hoje Mega FM Sintra
Rádio Voz de Almada é hoje a Radar FM
Rádio Arremesso é agora Best Rock FM.
E outras modificações mais antigas:
Rádio Sul e Sueste (Barreiro) – MFM
Rádio Margem Sul (Barreiro) – Mix FM
Rádio Clube da Moita – Tropical FM
Rede A (Almada) – Rádio Capital
Quase todas estas mudanças implicaram a mudança dos estúdios de emissão para Lisboa, afastando-se, por essa razão, das localidades às quais foram atribuídas as frequências.
2 – Informação.
Com estas alterações, verificou-se também a redução de espaços informativos dedicados à informação local, pois muitas destas rádios estão classificadas como temáticas musicais e as que não estão (porque não podem) também não apostam na informação local.
O que diz a lei da rádio (artº 39)
1 - Os operadores radiofónicos que forneçam serviços de programas generalistas ou temáticos informativos devem produzir, e neles difundir, serviços noticiosos regulares.
2 - Os serviços de programas referidos no número anterior devem, recorrendo a produção própria, difundir um mínimo de três serviços noticiosos respeitantes à sua área geográfica, obrigatoriamente transmitidos entre as 7 e as 24 horas, mediando entre eles um período de tempo não inferior a três horas.
Será que o fazem?
segunda-feira, abril 09, 2007
"Boooooom dia, Açooooreeeees"
quarta-feira, abril 04, 2007
Audiências de rádio
A Marktest analisou durante o mês de Março, a propósito dos 82 anos de emissões regulares em Portugal, a audiência da rádio portuguesa. Sublinho algumas ideias retiradas dos quatro artigos disponibilizados:
1- Os portugueses ouvem mais rádio em comparação com 1994, altura em que surgiu o Bareme Rádio. A diferença não é muito significativa, ( é de apenas 0,3). Há 13 anos a audiência acumulada de véspera situava-se nos 56,1 e em 2006 foi de 56,3.
2 - Já me parece mais significativo o facto de se ouvir cada vez mais rádio no carro e menos em casa. Do mesmo modo, a escuta de rádio na Internet está igualmente a crescer, embora represente uma pequena parcela da escuta global de rádio em Portugal. Mas regista-se a tendência.
3 - O tempo médio de escuta diária de rádio é de três horas, mas quando é feita no trabalho é muito superior, mais de seis horas.
4 - Para a Markest, o facto do tempo médio de escuta de rádio ser manter nas 3 horas desde 1997, é sinónimo da forte relação entre a rádio e os ouvintes.
Os quatro artigos:
Os Portugueses estão a mudar os seus hábitos de audiência de Rádio
Os Portugueses e a Rádio – evolução e alteração de comportamentos
Portugueses ouvem mais rádio no carro
4,7 milhões de Portugueses ouvem mais de 3 horas de rádio todos os dias
terça-feira, abril 03, 2007
M80 já emite
segunda-feira, abril 02, 2007
RUC de parabéns
Parabéns.
quarta-feira, março 28, 2007
Rádio cor-de-rosa
Só agora ouvi o espaço de Cláudio Ramos nas tardes do Rádio Clube. Ali há um pouco de tudo daquilo que o género tem para oferecer.
Nota negativa para o Rádio Clube.
terça-feira, março 27, 2007
Ainda o relatório do provedor do ouvinte
Sobre José Nuno Martins:
"Nuno Martins mostra-se mais acutilante e menos optimista. Refere que "certos" dos seus "interlocutores internos" pareceram não ter entendido o seu papel e critica-lhes "a atitude demasiado defensiva" enquanto programadores.
Em concreto, e para além das críticas já referidas ao Desporto e à Antena 3, queixa-se do horário atribuído ao seu programa nas antenas 1, 2 e 3, por nunca ter sido "proposto ao maior número de ouvintes de cada emissora"; e acusa a Direcção de Programas de não assumir nenhuma das suas recomendações - nem quanto às escolhas musicais, que entende deverem passar a ser exclusivamente centradas na música portuguesa, na Antena 1, nem quanto à procura de novos públicos e à regeneração dos novos profissionais, na Antena 2.
Os "substantes índices de profundidade e de fundamentação" das críticas dos ouvintes tornam difícil "ignorá-las tão reiterada e persistentemente", observa o provedor, que não esquece o caso do programa Ritornello, cujo realizador, Jorge Rodrigues, entrou em confronto público com a direcção do canal cultural da RDP, originando "elevado fluxo de correspondência, muitas vezes apresentada em termos despropositados e também de modo "induzido"".
Nota também, de forma seca, que os responsáveis do Desporto não adoptaram os "modelos de solução" que apresentou para o problema dos relatos simultâneos de futebol e que a empresa não encetou "qualquer acção de formação" que combatesse o "mau uso ou uso indevido da língua portuguesa por apresentadores e locutores, jornalistas e comentadores das várias estações do serviço público".
Do que os portugueses gostam e não gostam na televisão e rádio públicas, no Público, via Clube de Jornalistas
terça-feira, março 20, 2007
Jornalismo e Democracia na JJ

O número 29 da revista JJ, do Clube de Jornalistas, referente aos meses Janeiro/Março, tem como tema de capa "Jornalismo e Democracia". Trata-se de uma abordagem que é feita a propósito do Seminário Internacional de Jornalismo e Actos de Democracia que decorreu em Lisboa no passado mês de Novembro.
A revista apresenta entrevistas com alguns dos congressistas daquele encontro que decorreu na Escola Superior de Comunicação Social. São os casos de Doris Graber, Kees Brants e James Stanyer.
No campo da rádio é publicado um artigo do qual sou autor e que resulta da comunicação que apresentei no referido Seminário. O texto publicado na JJ tem por título "A cobertura radiofónica da campanha presidencial de 2006".
Sopcom discute Comunicação e Cidadania
"Comunicação e Cidadania" é o tema do V Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM) que decorrerá entre os dias
As inscrições decorrem até ao próximo dia 30 de Junho.
Segundo a organização "O congresso reunirá centenas de académicos, investigadores, formadores e profissionais do campo da comunicação. Muitos dos investigadores são oriundos de (ou mantêm ainda as ligações a) empresas do campo da comunicação e dos media.".
quarta-feira, março 14, 2007
A M80 e a preferência dos holandeses pela rádio
A primeira dá conta do lançamento da M80, uma rádio do grupo Média Capital Rádios que deverá preencher o espaço musical deixado vago pela mudança de programação do Rádio Clube Português, ou seja uma rádio virada para os êxitos músicais de outros tempos.
A notícia não explica qual a frequência que vai utilizar.
A segunda notícia revela que na Holanda, a rádio é o meio de comunicação preferido.
sexta-feira, março 09, 2007
O provedor do ouvinte sobre o provedor do ouvinte
É um extenso documento que se refere à actividade desenvolvida em 2006 e no qual JNM reflecte sobre um conjunto alargado de questões relacionadas com a sua experiência. O ombudsman aborda matérias como o conceito do serviço público de radiodifusão, a relação dos ouvintes com a rádio e as funções de um provedor de Rádio. Pontos que antecedem a reflexão de José Nuno Martins sobre o seu exercício em concreto.
Detive-me na componente Jornalismo/Informação.
Algumas ideias:
- Na totalidade das estações do universo RDP, o provedor recebeu 69 queixas referentes à informação o que representa 10,4% da totalidade de queixas recebidas (661).
- Das queixas recebidas e que dizem respeito à Informação, 44 demonstraram uma critica negativa, 18 neutral e apenas 7 positiva.
- Os critérios jornalísticos utilizados pelos jornalistas, o programa Antena Aberta e o programa Contraditório foram os aspectos mais apontados pelos ouvintes, sendo que o provedor sublinha ainda o facto de terem aparecido outros comentários genéricos referentes à informação da RDP.
José Nuno Martins admite que, tendo em conta práticas de outros provedores de rádio no estrangeiro, esperaria mais queixas em matéria de informação. Não foi o que se verificou no caso português.
JNM considera haver uma "relativa pacificação do Ouvinte em relação à prática do Jornalismo radiofónico no Serviço Público, designadamente quando cotejamos o volume de correspondência que se exprime de modo muito mais expressivo relativamente à PROGRAMAÇÃO de uma única Estação – a ANTENA 1, com o conjunto das Mensagens que dizem respeito a assuntos do JORNALISMO e da INFORMAÇÃO afinal relacionados com TODAS as Estações do Grupo RDP." (p.45)
Em matéria de jornalismo e informação, o provedor conclui:
"foram para mim bem claros o exercício de reflexão apropriado acerca de procedimentos menos correctos dos Jornalistas e o esforço de rigor que a estrutura mantém patente no relativamente baixo volume de críticas expressas e, finalmente a atitude cooperante assumida pelo Director
de Informação nas suas relações com o Provedor. Relatório de Actividade 2006
102 Entendi dever considerar como SINAL DE EXCELÊNCIA do Serviço Público de
Radiodifusão, um Programa de JORNALISMO E INFORMAÇÃO apresentado na ANTENA 1 –
COREIA DO NORTE – UM SEGREDO DE ESTADO, de Rita Colaço." (pp.101-102)
O relatório completo está aqui.
segunda-feira, março 05, 2007
As rádios comunitárias no Brasil
- Beatriz Brandão Polivanov, na sua comunicação “A busca pela legalização: conflitos e negociações entre o Ministério das Comunicações e as rádios Comunitárias”, apresentada na Universidade Fernando Pessoa, enquadra aquelas emissoras no registo daquilo a que Hall chama de “novo local”. Um localismo que emerge da globalização e que com ela se confronta na tentativa de criar mecanismos de sobrevivência identitária.
domingo, março 04, 2007
Informação e rádios locais
Anoto algumas ideias da comunicação que apresentei na segunda edição das Jornadas Internacionais de Jornalismo da Universidade Fernando Pessoa e cujo título é “As Rádios Locais em Portugal – da proximidade à diminuição da oferta informativa local”.
Elsa Moreno Moreno (2002) enfatiza o papel das rádios locais no sentido de potenciar a cidadania. Bernardo Díaz Nosty (1997) sublinha a necessidade das rádios locais se ajustarem ao seu ambiente sob pena de estarem a cavar a sua autodestruição. E Chantler e Harris (1997) sugerem que as notícias são dos poucos conteúdos que tornam o som de uma rádio local distinto das demais.
- Fará, neste quadro teórico, todo o sentido que as rádios locais portuguesas apostem na informação local como sinónimo da sua afirmação.
- Os quase vinte anos de emissões legalizadas das rádios locais portuguesas demonstram, contudo, outra realidade, olhando, por exemplo para a Grande Lisboa: mudança de propriedade de rádios locais e transformação em emissoras musicais com pouca ou nenhuma informação local; deslocação dos estúdios e redacção para fora dos concelhos aos quais estão atribuídas as frequências; afastamento físico da realidade local.
A Rádio musical e a Internet
A segunda edição das Jornadas Internacionais de Jornalismo decorreu na última sexta-feira, dia 2 de Março, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto.
O tema do encontro, que reuniu investigadores, professores, alunos e profissionais da comunicação, foi “Porquê estudar o Jornalismo?”.
Do programa destaco a sessão que juntou Felipe Pena, da Universidade Federal Fluminense, Barbie Zelizer, University of Pennsylvania e Brian McNair, University of Strathclyde.
Rogério Santos construiu, no seu blogue, um texto sobre a intervenção de Barbie Zelizer.
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Escuta de rádio na Internet está a crescer
O estudo mostra ainda que quem ouve rádio pela Internet o faz, preferencialmente, em casa.Parabéns à TSF
Parabéns!
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Página 1 já disponível
É a parte visível da rádio em mudança, motivada pelas novas tecnologias de informação.
Lembro uma frase de Jesús Saiz Olmo (2005: 17) que caracteriza assim o futuro jornalista da rádio:
"(...) elabora un contenido que sirve para una locucion clásica, redacta una pieza dirigida a un PAD y además, realiza ora, que no tiene sentido difundir para la gran mayoria, pero que puede interesar a un segmento concreto de la audiencia y, probablemente, vaya destinada a un servicio de pago. El mismo redactor desarrollará las tres piezas utilizando, según convenga, textos imágenes y sonidos: un periodista multimedia".
Mais sobre o Página 1 no DN .
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Act. As coisas passam-se como a rádio as conta ...
La radio, toujours en tête, se voit ainsi créditée d'une augmentation de 3 points, 57 % des personnes interrogées estimant que "les choses se sont passées vraiment ou à peu près" comme ce média les a relatées. La presse écrite se place au second rang avec une crédibilité de 51 % (en hausse de 3 points), devant la télévision, qui gagne toutefois 4 points. Internet, apparu en 2005 dans le baromètre, obtient une crédibilité de 30 %, contre 24 % en 2006.
Act: O Diário de Notícias escreve hoje (21 Fev. 2007) sobre o mesmo assunto.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Renascença em PDF
A Renascença já nos tinha dado a possibilidade de VER reportagens no seu site. Agora anuncia que vai possibilitar em breve notícias num formato PDF para que possam ser impressas e lidas.
(viaJornalismo e Comunicação).
domingo, fevereiro 11, 2007
Leitura
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
A informação no Rádio Clube
Tudo gira em torno do tema que o Rádio Clube elegeu naquele dia. Os noticiários abrem invariavelmente com esse tema. Primeiro com uma breve enunciação. Depois com o seu desenvolvimento, aproveitando os comentários produzidos pelos seus próprios comentadores.
As restantes notícias acabam por não ter um grande grau de aprofundamento no Minuto-a-Minuto.
As manhãs do Rádio Clube são sedutoras para o ouvinte. Há uma constante procura pela atenção de quem escuta. À hora certa, João Adelino Faria anuncia o tema principal. Não desenvolve. Entra um separador. Depois são lidos os outros temas da actualidade utilizando um formato pouco frequente em Portugal: João Adelino Faria lê pequenas frases e outro jornalista acrescenta algo mais. A ideia é conceder mais ritmo à leitura dos títulos, que só uma voz não possibilita. Por isso, é também utilizada uma trilha sonora rápida.
Depois João Adelino Faria anuncia as temperaturas. O trânsito em directo. Em Lisboa. No Porto. Voltamos às temperaturas (com outra voz). Três minutos depois voltamos ao noticiário. Agora sim com desenvolvimento.
O Rádio Clube tem um formato interessante por apontar para um conceito de rádio explicativa. Explora o tema principal com comentadores. Há debate e muita opinião, mas tal como já tinha verificado anteriormente, a aposta não vai para os noticiários.
São, quanto a mim, mais pobres se comparados com a Antena 1 e TSF. Os da Renascença têm muitas notícias mas há menos desenvolvimento.
No Rádio Clube escasseiam os directos nos noticiários (para não dizer que não os há) e há poucas vozes. São raros os temas (exceptuando o tema do dia) em que há desenvolvimento por uma segunda voz, para além do pivot.
Tudo gira em torno do tema do dia e isso enfraquece, não só os noticiários, mas também os jornais temáticos.
Nestes primeiros dias, parece-me que o Rádio Clube tem ganho a aposta de diariamente ter a sua própria agenda. Já quanto a marcar a agenda dos outros media é outra conversa.
Há, da parte do Rádio Clube, uma aposta na reportagem com passagem de excertos durante a manhã, o único período do dia que, quanto a mim, trouxe alguma novidade em termos informativos. A tarde e a noite, por viverem apenas dos noticiários, não são alternativa.
João Adelino Faria abusa das «notas de rodapé»: "Estamos todos hoje com muito humor" ou "Está frio na minha terra". Cansa.
Não gosto da trilha sonora para a informação. É televisiva, onde é fundamental fazer “um bom filme”. Na rádio não.
É só uma questão de gosto pessoal!!!
terça-feira, janeiro 30, 2007
Vozes
E onde pára a Mariana Marques Vidal? Não conheço pessoalmente, mas a sua voz prendeu-me várias vezes ao RCP.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
... foi desta
Tenho estado a ouvir desde as 9h30 da manhã. Num primeiro dia noto uma manhã dinâmica, com debate, pontos de vista (embora com as vozes de sempre) e opinião.
O tema do dia no Rádio Clube não surpreende, a um dia do início da campanha para o referendo ao aborto. Trataram o tema com a realização de um inquérito aos deputados e com isso quiseram marcar a agenda. A reportagem “Uma viagem a Badajoz para abortar” serviu de fio condutor a uma série de debates.
À hora dos fóruns (TSF e Antena 1) o Rádio Clube promoveu um debate com partidários do Sim e do Não (aqui não houve novidade: o debate foi entre políticos, como quase sempre). O fórum da TSF foi também dedicado ao aborto. Na Antena Aberta (Antena 1) falou-se de ambiente e de portagens à entrada das grandes cidades.
E na Renascença? A boa onda da rádio !!!
Algumas “brancas” (momentos sem som na emissão), registos magnéticos que não entraram com o nível de som adequado, separadores que não ouvimos denunciaram alguma necessidade de afinar a máquina. Normal para um primeiro dia. Mas a “branca” que antecedeu a entrada de Fernando Correia em antena foi um bocadinho longa…
Pelo dia fora: Os Xutos e Pontapés. A crítica televisiva. O programa da tarde “Janela Aberta”. A Banda Sonora, programa no qual figuras públicas escolhem e comentam temas musicais. E claro “O Lugar Cativo” de Fernando Correia.
Os noticiários parecem não ser o ponto forte da nova programação. Os títulos são pouco dinâmicos. Não ouvi directos. São de curta duração, se comparados com os da Antena 1 e da TSF. São uma espécie do “resto da actualidade”, sendo que o principal são os temas abordados nos debates da rádio. Gostei mais dos da tarde.
Só não gostei das frequentes defesas em causa própria.
Maria João Avillez sobre o inquérito aos deputados: “foi um scoop . Ninguém se lembrou disto”. Ainda Avillez, mas agora sobre a votação dos juízes do Tribunal Constitucional, referiu que não viu ser dada grande amplitude noticiosa ao facto do resultado da votação ter sido pela margem miníma.
Respondeu João Adelino Faria: “Ainda cá não estávamos”.
Menos positivo: a conversa entre João Adelino Faria e Nuno Costa Santos a chegar ao meio-dia. A ideia é criar um espaço de humor em que NCS comenta as notícias da agenda do dia do Rádio Clube. João Adelino Faria participa nas graçolas sobre os temas que antes noticiou.
Foi só o primeiro dia.
quinta-feira, janeiro 25, 2007
É desta...
No DN escreve-se que se trata da primeira rádio de informação generalista.
Com a junção destes dois conceitos (informação e generalista) quer dizer-se exactamente o quê? É assim tão inédito no contexto português ? Não percebo porquê?
domingo, janeiro 21, 2007
A auto-regulação segundo Fidalgo
sábado, janeiro 20, 2007
Novidades do Rádio Clube
Pacheco Pereira, Filomena Mónica, Dias Loureiro e Vital Moreira no RCP
José Pacheco Pereira, Maria Filomena Mónica, Dias Loureiro e Vital Moreira são quatro dos cinco comentadores do Programa da Manhã do novo Rádio Clube Português, cujas emissões arrancam dia 29. A cada um caberá a missão de falar sobre um tema à sua escolha com o locutor João Adelino Faria na rubrica Rede de Influência. O quinto nome será conhecido na próxima semana. Diariamente, o programa contará também com um espaço de 30 minutos para analisar o tema do dia feito por um jornalista de um grupo fixo que inclui o director adjunto do PÚBLICO, Manuel Carvalho, Inês Serra Lopes, Maria João Avillez, Nuno Rogeiro e Mário Ramires. Estes irão debater o tema com um convidado, também jornalista, em que se contam, por exemplo, Teresa de Sousa (PÚBLICO) e Carlos Rosado Carvalho. Este modelo é uma espécie de transposição para a rádio do programa Edição da Noite que João Adelino Faria fazia na SIC Notícias.
Para quem queria propor uma agenda diferente não está nada mal tendo em conta os nomes anunciados. Gente que não aparece nos media !!!!
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Duas visões ...
A primeira é a da Rádio Renascença. Principais enfoques: aborto ilegal potencia corrupção. A lei não é uma varinha mágica que tudo vá resolver.
A segunda é a da TSF. Principal enfoque: Maria José Morgado defende o voto no "Sim".
A da Renascença ...
Clínicas em Portugal são slot machines
O aborto ilegal potencia a corrupção e há clínicas em Portugal que são autênticas “máquinas de fazer dinheiro”, referiu Maria José Morgado durante uma conferência promovida pelo Grupo Parlamentar do PS.
A Procuradora Geral Adjunta deixou ainda acusações aos médicos e reconheceu que os problemas que estão na base do aborto vão subsistir mesmo com uma eventual alteração da lei.
Maria José Morgado defendeu hoje que o aborto ilegal é um "negócio de dinheiro sujo" que potencia a corrupção, comparando algumas clínicas que realizam abortos em Portugal a slot machines.
"Há clínicas em Portugal que são «slot machines» de ganhar dinheiro", afirmou Maria José Morgado, numa conferência na Assembleia da República.
No entanto, alertou Maria José Morgado, "a lei não é uma varinha mágica", sublinhando que os problemas sociais na base do aborto vão subsistir.
"Mas é desejável que existam regras, maior controlo, a clandestinidade é o vale-tudo", afirmou Morgado.
A Procuradora-Geral Adjunta considerou a lei actual "injusta, excessiva e que não corresponde à censurabilidade social" da prática de aborto.
... E a da TSF
Aborto ilegal é «excessivo» e potencia a corrupção
A Maria José Morgado defendeu, esta quarta-feira, o «sim» no referendo ao aborto, porque a actual lei é «injusta e excessiva», embora considere que a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez não deveria ser «relativa».
Convidada no debate promovido pelo PS sobre o referendo ao aborto, no Parlamento, a Procuradora-Geral Adjunta disse que a «criminalização do aborto manter-se-á para além das 10 semanas», sendo assim uma «descriminalização relativa e limitada a um período temporal».
Para Maria José Morgado, a alteração da lei, que será referenciada a 11 de Fevereiro, é uma necessidade social, moral e jurídica.
«Esta duplicidade na unidade significa que a mulher é portadora do bem jurídico tutelado», embora seja «ela própria titular de direitos fundamentais protegidos da constituição e que têm eficácia directa» independentemente de qualquer outra norma da constituição, justificou, apresentando argumentos jurídicos.
Maria José Morgado defende ainda que o voto «sim» no referendo será também um voto na luta contra a corrupção, tendo em conta que «o aborto ilegal é um negócio que produz dinheiro sujo», não tributado e «que circula em canais clandestino».
sábado, janeiro 13, 2007
Para contrariar...

A Tivoli Audio propõe um regresso ao passado para redescobrir o prazer de ouvir rádio, contrariando a tendência do digital.
Em 2000 criou o Tivoli Audio Model One. Um receptor de rádio AM/FM com um altifalante de um lado, um botão de sintonia analógica do outro, um comutador AM/FM/AUX e outro de volume ao centro.
Hoje há já modelos para todos os gostos.
Lê-se na Dia D, a revista de economia do Público:
"Há modelos criados a pensar no ipod, com um berço específico; aparelhos que integram um relógio (analógico, claro!) (...)".
A ideia é voltar a ter prazer na escuta radiofónica, que o digital ainda não proporciona: cortes na transmissão via Internet, dificuldade de captação nos portáteis etc.
Anuncia a revista que o último modelo deve chegar a Portugal no próximo mês. Custará 990 euros !

