quinta-feira, julho 24, 2008

Maus ventos no Rádio Clube - parte II

O jornalista Artur Cassiano deixou o Rádio Clube. A notícia é do Meios&Publicidade que cita Luís Osório: "Confirmo que Artur Cassiano apresentou a demissão e que esta foi aceite".
A direcção de informação do RCP será agora assegurada por Luís Osório que diz estar a preparar a nova temporada e que continua a contar com João Adelino Faria.

sexta-feira, julho 18, 2008

A memória da rádio

Os caminhos da investigação que me encontro a desenvolver sobre o jornalismo radiofónico conduziram-me a algumas personalidades, jornalistas que marcaram (e marcam) a história da informação radiofónica portuguesa.
Entre conversas e "estórias" sobressai uma inquetação: onde páram os noticiários dos anos 60 do Rádio Clube Português? E os da RR do início dos anos 70?

A rádio vai ficando sem memória!

quinta-feira, julho 17, 2008

Maus ventos no Rádio Clube

As notícias do Meios&Publicidade e do Correio da Manhã sobre a reacção de Luís Osório à eventual saída de dois jornalistas do Rádio Clube - João Adelino Faria e Artur Cassiano - denuncia aquilo que do lado de cá já nos tínhamos apercebido: que no RC as coisas não vão bem.

Se o período da manhã continua a cumprir os objectivos a que se propôs, informar e proporcionar espaços interessantes de debate e de análise, já no resto do dia são notórias as dificuldades para a estação se impor como uma alternativa no panorama radiofónico português. Desde a saída de Ana Sousa Dias as coisas ainda ficaram pior. Se é certo que lhe podem ser atribuídas algumas responsabilidades naquilo que Luís Osório chama de "uma falta de adaptação notória ao meio rádio", a verdade é que no Janela Aberta não faltavam conversas interessantes, com perguntas inteligentes. Era um final de tarde que, apesar de tudo, continha momentos agradáveis de escuta.

O Verão terá que ser bom conselheiro para o Rádio Clube. Parece óbvio ao lado de lá (quem faz a rádio) e ao lado de cá (quem a ouve) que urge repensar o modelo.

sábado, julho 12, 2008

Ana Sousa Dias ainda no Janela Aberta

A rádio é mesmo o meio mais rápido. Ainda há quem duvide,mas é.
Já aqui tinha feito referência à falta de actualização dos sites das rádios no que diz respeito a várias matérias, mas em particular à programação. É que com os jornais de costas voltadas para a rádio resta-nos (a nós ouvintes) a net para saber o que está a dar na rádio.

O Rádio Clube continua a insistir no programa Janela Aberta com Ana Sousa Dias, quando a jornalista já lá não está há algum tempo !!!

quinta-feira, julho 03, 2008

Provedor do ouvinte na net

Já está disponível no site da RTP (e também da RDP) informação sobre o novo provedor do Ouvinte, Adelino Gomes. Depois de ter assumido a função no dia 26 de Junho, falta agora saber quando regressará o programa do ombudsman da rádio pública que segundo a emissora manterá o título "Em Nome do Ouvinte".

quarta-feira, julho 02, 2008

Critérios

Não ouvi nos noticiários do final da tarde de hoje do Rádio Clube, nem li no site, qualquer referência à Operação Furacão.
O tema mereceu tratamento jornalístico, pelo menos a concorrência (TSF e RR), deu-lhe alguma relevância.

Programas de rádio na net

Há programas de rádio que se complementam na net. A lista vai sendo actualizada.
As primeiras duas propostas:
Mundo Digital
Mais Cedo ou Mais Tarde

terça-feira, julho 01, 2008

E chegaram as férias...

... noticiários ligeiramente mais curtos. Espaços/rubricas suspensas. Mais música em antena. Mais rádio igual entre si. Fruto do esvaziamento temporário das redacções.
Para quem escuta resta a oportunidade para voltar a ouvir vozes menos frequentes no éter. Boas vozes. Como na TSF. João Paulo Baltazar e Carlos Vaz Marques nas manhãs da rádio fazem recordar outros tempos. Bons tempos.

quinta-feira, junho 26, 2008

Os 6 pontos

A velocidade da rádio por vezes atraiçoa. O caso dos 6 pontos que o Benfica perdeu, poderia ter perdido ou poderá perder fez a rádio desta manhã dar notícias para todos os gostos. Não foi só a rádio, porque os jornais também o fizeram. Aliás, jornais aos quais a rádio foi buscar a notícia. Lá para o final da manhã já havia sons.
Um exemplo: na TSF às 9h30 o assunto estava arrumado: o Benfica não perdeu pontos, mas o jornal de Desporto, dez minutos depois, começava assim: “Benfica pode perder 6 pontos”. Às 10 tudo arrumado novamente.

segunda-feira, junho 23, 2008

Adelino Gomes inicia funções

Segundo o Público, Adelino Gomes iniciou hoje funções como Provedor do Ouvinte da RDP.
Ao diário, Adelino Gomes refere que o cargo que irá desempenhar é um vaivém entre os ouvintes, os profissionais e a própria estrutura da empresa. Sobre o papel do provedor e a relação com os jornalistas, o novo ombudsman considera que "Há uma dificuldade de relacionamento com a redacção e, no caso da rádio e da televisão, também com o sector da programação"

sábado, junho 21, 2008

Blogouve-se

O blogouve-se foi o primeiro blogue pelo qual me interessei verdadeiramente. O debate feito, inicialmente, em torno da rádio era para mim estimulante. Depois o leque de temas foi-se alargando, mas continuei a seguir, quase diariamente, o trabalho do João Paulo.

Com cinco anos acaba, prematuramente, digo eu, mas as razões invocadas são mais que aceitáveis.

Resta-me desejar felicidades ao João Paulo e faço votos para que nos voltemos a encontrar na blogosfera.

quinta-feira, junho 19, 2008

Cabides

Deixemos por agora a reverência jornalística perante Scolari, ou as exaustivas manifestações de apoio à selecção nas intervenções de comentadores, repórteres, pivots …E tomemos os inócuos directos das conferências de imprensa de jogadores da selecção como um erro que será corrigido em próximas oportunidades.
Fixemo-nos, por momentos, nas estórias que nascem a mote do futebol e do Euro. Dos portugueses que na Suiça têm feito vida. Dos arquitectos, dos engenheiros, dos empresários dos farmacêuticos, dos estudantes. Fixemo-nos, ainda, na cultura, no património e nas tradições de Basileia ou de Genebra.
São estórias que não vêm à antena no dia-a-dia da rádio, mas que agora se penduram no futebol e nos atiram para quadros diferentes daqueles que escutamos rotineiramente.
A TSF e a Antena 1 apostaram forte nos especiais feitos a partir da Suiça. E fizeram bem.

quarta-feira, junho 04, 2008

Rádio Euro

Um exemplo mais do aproveitamento que a rádio faz da Internet. A RDP criou uma rádio online para acompanhar o Euro 2008.

Chama-se Rádio Euro e pode ser escutada exclusivamente na net aqui.

terça-feira, maio 27, 2008

Rosendo

José Manuel Rosendo é um privilegiado e ele sabe disso. A oportunidade que a sua rádio lhe dá para se deslocar em reportagem ao Médio Oriente não é para muitos nos dias que correm, de contenção e emagrecimento das redacções.

Rosendo tem-nos dado excelentes reportagens. Nesta terça-feira deu-nos a conhecer uma Faixa de Gaza isolada do Mundo. Para ouvir.

domingo, maio 25, 2008

Ainda sobre o provedor cessante

Parece-me importante referir que José Nuno Martins, apesar do seu mandato ter terminado no dia 30 de Abril, continua em funções. Não apresenta o programa "Em Nome do Ouvinte", mas continua a responder aos ouvintes.

No site da RTP está disponível o relatório final de actividade do provedor.

sexta-feira, maio 23, 2008

Adelino Gomes será o novo Provedor do Ouvinte

De acordo com o Publico.pt Adelino Gomes será o novo Provedor do Ouvinte da RDP. Adelino Gomes reúne, do meu ponto de vista, as melhores condições para desempenhar tais funções.
Tem uma vastíssima experiência na rádio (Rádio Clube Português, RDP e foi um dos criadores do curso de jornalistas da TSF, que os profissionais daquela estação tanto se orgulham de terem frequentado). Adelino Gomes é igualmente um profissional cuja competência e conhecimento poucos contestarão, razão pela qual é reconhecido pelos seus pares.

A escolha de Adelino Gomes é ainda feliz, do meu ponto de vista, porque reúne dois outros elementos: à experiência enquanto jornalista (não apenas na rádio, mas também na televisão e na imprensa, onde ainda exerce a actividade no Público) junta o ensino do jornalismo no ensino superior.

Pessoalmente, considero que dificilmente a Administração da RDP poderia ter tido uma escolha mais acertada. Aliás, já aqui tinha escrito, que a escolha de um novo provedor do Ouvinte deveria recair sobre um jornalista.

De acordo com a notícia do Público.pt, Adelino Gomes já aceitou o cargo, faltando apenas o parecer do Conselho de Opinião.

Declaração de interesses do blogueiro: Fui aluno de Adelino Gomes na faculdade e dele tenho as melhores recordações.

quinta-feira, maio 22, 2008

O festival de Cannes na Antena 1...

... e também aqui. Até domingo. A sugestão veio tarde, mas vale a pena passar por lá para ouvir ou voltar a ouvir os trabalhos de Tiago Alves, João Paulo Alcobia e João Lopes.

quarta-feira, maio 21, 2008

56,57,58...

Só quem nunca fez jornalismo poderá não compreender como ocorrem certos erros (gralhas ?!!). Mas há outros mesmo dificeis de entender:

Notícia da TSF: O jornalista Torcato Sepúlveda morreu esta quarta-feira, no Hospital de Almada, por motivos de doença. Tinha 58 anos.

Notícia da Lusa (via sapo): Torcato Sepúlveda, de 56 anos, morreu hoje,

Notícia do Público: O jornalista Torcato Sepúlveda morreu hoje, aos 57 anos.

Erro (gralha ?!!!) lamentáveis numa notícia que certamente ninguém gostou de fazer.
Torcato Sepúlveda foi um grande jornalista. O blogueiro lamenta o seu desaparecimento.

TSF com site renovado

O novo site da TSF já está online.

A renovação trouxe maior clareza na definição dos vários items disponíveis na página.
O site apresenta três ligações principais: Actualidade, programas e serviços. Ao entrar numa delas, o utilizador encontrará numa segunda barra, as ligações correspondentes.

No topo da página aparece-nos uma barra com algumas palavras-chave que fazem a actualidade informativa. Clicando nelas permite-nos obter as notícias que com a palavra-chave estão relacionadas.

Continua a predominar a cor azul e o site apresenta algumas novidades antes anunciadas como a presença de vídeos da Liga portuguesa de futebol. Interessante é também a presença de gráficos (na economia) e de mais secções temáticas. Há também um novo espaço onde se podem ver as notícias mais vistas.

A frequente utilização dir-nos-á da sua eficácia, mas à partida parece-me positiva a mudança.

Os imigrantes e o lixo de Berlusconi

... nos Sinais de hoje.

terça-feira, maio 20, 2008

Formar a próxima geração da rádio

A rádio pública norte-americana (NPR) está preocupada com as gerações futuras de repórteres de rádio e por isso tem em acção programas de formação.

Uma leitura interessante no blogue de Mark Glaser.

sexta-feira, maio 16, 2008

TSF com novo site

A TSF anunciou que a renovação do seu site estará pronta até ao final de Maio.
Expectativa, pois, para ver como será um dos sites mais antigos da rádio em Portugal. A TSF foi das primeiras emissoras a apostar nesta plataforma, mas nos últimos anos viu-se, no meu entender, ultrapassada pela aposta que a Renascença tem feito no seu site com a disponibilização de novos produtos e ferramentas, como o Página 1, videos ou vários dossiers com infografia animada. A aposta no online no caso da emissora católica tem passado ainda pelo crescimento da redacção multimédia.
A TSF, recorde-se, foi a primeira rádio a disponibilizar programas seus em formato podcast.

Segundo o Meios&Publicidade a renovação do site passará por continuar a ser uma caixa de ressonância ("aproximar a antena do online é um dos objectivos desta mudança do site que, diz o responsável, irá “reflectir online as máximas da TSF”. Isso passa pela colocação das breaking news e das manchetes de antena também no site") e um complemento da emissão hertziana (“Vamos ter os vídeos da Reuters e futebol, com os vídeos da Liga Nacional, garantidos pelo grupo [SportTV]”).

Até ao final do mês estará online.

O Público também escreve sobre o assunto.

quinta-feira, maio 15, 2008

Jornalismo ao domicílio

Para quem estiver interessado... Uma iniciativa inspirada na ideia de que toda a vida merece ser contada. É como pôr um jornalista na sua vida, dizem os responsáveis pela empresa Memoralia, que pretende, através do jornalismo, imortalizar a vida de qualquer cidadão.
A ideia parece ter pegado para a imprensa e para a TV, mas quem sabe um dia na rádio!!!

segunda-feira, maio 05, 2008

Página 1 renovado

O Página 1, jornal da Renascença em formato pdf, foi renovado. A principal alteração tem a ver com a periodicidade. Era editado duas vezes por dia, mas a partir de agora passa a chegar aos subscritores apenas às 17 horas.

O jornal passa a ter secções e em cada dia um tema que será aprofundado. Foi ainda criado um painel de comentadores.


A direcção da Renascença espera com estas alterações "apresentar um produto melhorado e chegar ainda mais longe. Neste momento o primeiro jornal digital da rádio portuguesa é lido diariamente por 18 mil pessoas".

Cimbalino e alcagoitas

A propósito do fecho da Brasileira, no Porto, Tiago Alves falava-nos nas edições do início da tarde (editadas a partir da invicta) dos últimos cimbalinos que ali se tomaram hoje. Interessante a referência a um termo portuense e ainda por cima com o "a" bem aberto na locução.
Alguns contestarão o seu uso (é uma rádio nacional), pela minha parte acho que o todo do país se conta na rádio (e não só) a partir das suas partes. Seja com o cimbalino do Porto ou com as alcagoitas do Algarve!

quinta-feira, maio 01, 2008

Fim de percurso II

Manuel Acácio deixou o Fórum TSF. O último programa conduzido pelo jornalista foi para o ar na quarta-feira. Depois de segunda-feira este espaço será editado pela jornalista Margarida Serra.

Manuel Acácio conduziu o Fórum durante vários anos. Tantos que não me recordo se houve muitos mais que o fizeram antes. Lembro-me de Eduarda Maio.
A voz radiofónica tem destas coisas. Para além de ser o veículo para a transmissão das palavras, sinaliza-nos o momento radiofónico que escutamos.

O Fórum já se confundia com a voz de Manuel Acácio.

Os primeiros dias hão-de ser estranhos de escutar!

Fim de percurso I

José Nuno Martins terminou o seu primeiro (e único) mandato como provedor do Ouvinte da rádio pública portuguesa. No último programa que foi para o ar no dia 25 de Abril, JNM lembrou as dificuldades de quem teve por função iniciar uma prática como a que desempenhou durante dois anos. Referiu-se à inexistência de colaboração por parte de alguns responsáveis, das exigências de um serviço público de rádio e à perda de identidade da rádio pública provocada pela integração na actual estrutura organizativa de todo o audiovisual público português.

Globalmente, parece-me que o seu mandato foi positivo. Iniciou uma prática na rádio e isso é, por si só, meritório se nos recordarmos que em Portugal a tradição de uma crítica ao meio radiofónico é praticamente inexistente nas suas diversas dimensões (programação, informação, questões técnicas) e não me refiro só em relação à rádio privada. JNM abriu esse canal e deu voz, era essa a sua função, aos que o pretenderam fazer.

O provedor assumiu-se, erradamente a meu ver, como um defensor do Ouvinte e não da Rádio. Não sei se decidiu mais vezes a favor dos ouvintes. Fê-lo muitas vezes, mas é bom que se diga que também esteve contra o que quem escuta a rádio defendeu.
Um desses exemplos foi quando, abertamente, contestou o programa Antena Aberta.

JNM foi acutilante e não escondeu uma "guerra" contra quem com ele não quis colaborar. Procurou ter um estilo próprio.

Fui, e sou, um defensor de um provedor com experiência acumulada no jornalismo para o tratamento de questões jornalísticas. Apesar de considerar que JNM não esteve mal na avaliação que fez de algumas delas, parece-me que isso deve ser tido em conta na escolha do próximo provedor.

quarta-feira, abril 23, 2008

Provedor do ouvinte

O nome que irá substituir José Nuno Martins no cargo de provedor do Ouvinte foi chumbado pelo Conselho de Opinião da RTP. A Administração da rádio e televisão públicas propôs Francisco José Oliveira, que foi um dos fundadores da Rádio Nova, mas o Conselho de Opinião considerou que a pessoa em causa não reunia condições para as funções “em termos de notoriedade, formação académica, relação com a rádio pública ou conhecimento do papel do provedor do ouvinte”.

Sobre o relatório do provedor.

terça-feira, abril 22, 2008

Rádio Clube em Leiria

De acordo com o Meios&Publicidade o Rádio Clube continua a sua expansão geográfica. Desta vez estabeleceu uma parceria com a Central FM, de Leiria. A emissora local vai emitir programas do Rádio Clube.
O Rádio Clube ganha com a parceria. E a Central FM?
Este tipo de parcerias são, do meu ponto de vista, bem mais vantajosas para as rádios locais quando são establecidas entre emissoras locais de diferentes espaços geográficos.
Assim a Central FM ganhará, certamente, algo mas falta saber o quê. A notícia também não diz.

quarta-feira, abril 16, 2008

Quando a rádio vai perdendo o seu espaço...

... as reacções dos protagonistas logo após o jogo entre o Sporting e o Benfica foram quase todas escutadas na rádio a partir da emissão da SIC.

segunda-feira, abril 14, 2008

Que rádio para a amanhã?

Os autores do blogue Un Monde de Sons, associado ao jornal Le Monde,colocaram a questão aos profissionais da rádio francesa Para ir ouvindo todas as semanas

Novidades na TSF

Manuel Acácio é o chefe de redacção e Cristina Laimen a editora-executiva da estação informativa.

Via Meios e Publicidade.

quinta-feira, abril 10, 2008

E a quota de música?

Afinal a quota de música portuguesa é cumprida, diz a ERC.
Afinal não é, diz a confederação dos meios.

Aqui

Íntima Fracção

Referência obrigatória para o primeiro programa de rádio português no site de um jornal.
O Íntima Fracção está agora disponível em podcast no Expresso Online.

quarta-feira, março 26, 2008

Revista JJ

Do mais recente número da revista JJ (Janeiro/Março) do Clube de Jornalistas, assinaldo dois textos: O de Nobre-Correia que estabelece uma comparação entre os sistemas mediáticos português e espanhol e onde há espaço, naturalmente, para a rádio e uma entrevista a José Manuel Rosendo, jornalista da Antena 1.

Na entrevista, Rosendo aborda um conjunto de questões que me parecem relevantes sobre o jornalismo radiofónico. Aqui ficam algumas passagens:

- "Eu acho que a rádio se demitiu, em termos gerais. Não estou a falar da RDP, estou a falar da rádio. E a rádio demitiu-se porque a rádio tem medo da palavra".

- "(...) quem define a rádio parece que tem medo da palavra. Depois há outra coisa: parece que temos obrigação de ter o elixir da boa disposição. Há uns programas com graça e piada; parece que tudo tem que ter graça e piada. Para isso há espaço".

- "A grande arma da rádio, em relação aos outros meios de comunicação, é o imediatismo, a capacidade de reacção, que a televisão, de algum modo, também já vai acompanhando. (...) A rádio demitiu-se disso. Se olharmos para as programações, são cada vez mais formatadas. Eu hoje já sei a que horas e o que vou ouvir amanhã".

- "Eu acho que deveria haver mais espaço para a reportagem, mas para isso tem que haver mais investimento. Hoje faz-se muita rádio na redacção."

José Manuel Rosendo foi entrevistado a propósito do seu livro "De Istambul a Nassíria - Crónicas da Guerra no Iraque".

A edição já está disponível online. Aqui.

quinta-feira, março 20, 2008

Mostrar ou não mostrar?

É uma questão que agora também já diz respeito à rádio.

Mostrar ou não mostrar o vídeo de uma professora e uma aluna que lutam por um telemóvel em plena sala de aula?

No seu site, a TSF mostra o vídeo tal como foi divulgado no You Tube. O site da RTP (que inclui a RDP) mostra parte desse vídeo mas não identifica nem a professora nem a aluna. A Renascença faz referência ao caso, mas não mostra o vídeo.

São novas realidades para a rádio que já não vive unicamente do som e que por isso terá de lidar com questões, que para o meio, são novas. Como neste caso.

quarta-feira, março 12, 2008

Sobre as rádios comunitárias, a nova lei e o jornalismo

Do debate sobre as Rádios Comunitárias que teve lugar na Escola Superior de Educação de Portalegre sublinho a intenção da Associação Portuguesa de Radiodifusão de propor ao Governo a inserção daquela tipologia no quadro legal português que entrará em fase de revisão.
Aquela intenção foi anunciada por José Faustino, o presidente da APR, que pretende assim resolver o problema de algumas rádios locais portuguesas que se encontram em situação muito difícil de sobrevivência e às quais o actual quadro legal não dá resposta.

A ideia de José Faustino assenta, no meu ponto de vista, num princípio correcto, ou seja, é preciso reequacionar o mapa da radiodifusão local que é assimétrico e que está refém de um quadro legal pouco flexível e de reduzida aplicação à realidade. A Lei da Rádio trata uma rádio local da Grande Lisboa do mesmo modo que o faz em relação a outra, por exemplo, de São Pedro do Corval (Reguengos), exigindo o mesmo número de horas de emissão, de noticiários etc. Contudo, o mercado publicitário de uma e outra é muito diferente.

A APR propõe, assim, que para além do factor geográfico (actualmente as rádios locais emitem para concelhos), seja introduzido o factor demográfico. Significa, segundo José Faustino, que deve ser criada uma divisão na tipologia da rádio com base no número de potenciais ouvintes. Uma rádio que está inserida num concelho com 100 mil habitantes deve ser classificada de forma diferente de outra que atingirá 10 mil pessoas.

A proposta da APR sugere a existência de “um modelo misto” que implica, segundo as palavras do presidente da APR, uma grau de profissionalização, mas também de amadorismo. Ou seja, torna a lei mais flexível e diversificada. É neste ponto que Faustino estabelece uma comparação com as rádios comunitárias, embora admita que o modelo que propõe bem como a futura designação não seja exactamente essa.

José Faustino admitiu a complexidade desta questão e, por isso, por aquilo que percebi, a proposta está ainda em fase de preparação. Em breve seguramente haverá outros detalhes.

O que me parece menos correcto, por aquilo que ouvi, tem a ver com o que José Faustino apresentou como três certezas:

1ª as rádios, mesmo quando classificadas como comunitárias (ou com outra designação similar) vão poder continuar a angariar publicidade, apesar dos custos serem mais reduzidos, em especial com os recursos humanos (a ideia é possibilitar o amadorismo). Mas essa captação de publicidade estará sujeita a algumas limitações? Por exemplo, uma menor percentagem de tempo por hora, em relação às outras rádios? Não se criarão condições de concorrência desleal, pois uma rádio não totalmente profissionalizada poderá disputar o mercado publicitário de forma igualitária com outra que tem custos muito mais reduzidos?

2ª o subsidio por parte das autarquias tem que passar a ser possível. É uma matéria recorrente. Desde o primeiro projecto de lei com vista à legalização das rádios piratas, proposto em 1983 por Jaime Ramos e Dinis Alves, que se fala no assunto. Não tem sido possível e do meu ponto de vista bem.

3ª todos poderão passar a dar voz à informação e não apenas os jornalistas. É uma ideia já anteriormente defendida por José Faustino. O pressuposto em que assenta esta proposta da APR tem a ver com as dificuldades das rádios locais em empregar jornalistas. Percebo o princípio, mas não concordo com a solução. A informação, quando emitida nos noticiários, deve ser seleccionada, tratada e difundida exclusivamente por jornalistas, não concebo outro quadro.
Se o que se pretende é permitir que algumas rádios não sejam obrigadas a empregar jornalistas, então que a lei seja flexível no sentido de permitir que as rádios, quando classificadas de determinada forma, não tenham que emitir noticiários. Se há noticiário tem que haver jornalistas.
A este propósito, Beatriz Polivanov, investigadora brasileira que participou no debate a partir do Brasil, onde as Rádios Comunitárias já existem, referiu que a informação nas tais rádios brasileiras é emitida por pessoas que pertencem à comunidade e que não têm qualquer formação jornalística, a informação baseia-se na leitura dos jornais.
Ler jornais ao microfone não é jornalismo nem é rádio.

segunda-feira, março 10, 2008

Leituras

O blogue Jornalismo e Comunicação anuncia que estão disponíveis online várias edições da revista Comunicação&Sociedade da Universidade do Minho. Dos números que podem ser consultados na net há dois artigos sobre rádio.

Rádio em Portugal: tendências e grupos de comunicação na actualidade de Rogério Santos e
Internet y las nuevas formas de participación de los oyentes en los programas de rádio de Susana Herrera Damas.

Entre Espanha e Camacho

Uma segunda-feira com uma agenda anormalmente preenchida. Os noticiários da rádio dividiram-se esta manhã entre Camacho e Espanha com um pé no rescaldo da marcha dos professores do último Sábado.
Desta vez não houve necessidade de recorrer aos programas de fim-de-semana nem às intervenções de Marcelo Rebelo de Sousa.
Um destaque merecido para a emissão da Antena 1 a partir de Madrid.

quinta-feira, março 06, 2008

Debate sobre rádios comunitárias

A 12º edição das Jornadas da Comunicação da ESE de Portalegre vai decorrer entre os dias 10 e 13 de Março. Os alunos do curso de Jornalismo e Comunicação, que organizam a iniciativa, escolheram vários temas que estarão em debate durante os quatro dias.
Também há espaço para a rádio com o debate intitulado "Rádios Comunitárias: uma realidade desconhecida em Portugal" e no qual participarão José Faustino, da Associação Portuguesa de Radiodifusão, Luís Mendonça, Universidade FM e Beatriz Polivanov, investigadora que trabalha o tema no contexto brasileiro. O debate será na terça-feira às 21h00.

Os alunos decidiram ainda atribuir um tributo ao jornalista, da televisão, mas também da rádio, Joaquim Furtado.

quarta-feira, março 05, 2008

Rádio Zero

A Rádio Zero, um projecto da Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico, comemora dois anos de existência.

A rádio emite exclusivamente através da net e aproveitou o aniversário para lançar uma nova grelha de programação.

Parabéns.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

20 razões que me têm feito estar ligado à TSF

1 – Os noticiários das manhãs da rádio da primeira metade da década de 90.
2 – E também a opinião e o comentário.
3 – A rede noticiosa: correspondentes nacionais e estrangeiros.
4 – Sena Santos.
5 – David Borges. Carlos Vaz Marques.Luís Proença, João Paulo Baltazar e João Almeida
6 – Ana Catarina Santos e Cristina Lai Men
7 – O Grande Júri.
8 – Freud e Maquiavel.
9 – O Postigo de Fernando Alves.
10 – E os Sinais.
11 – As reportagens em directo de Maria Flor Pedroso a partir do Parlamento.
12- O cinema dito por Tiago Alves e Lara Marques Pereira.
13- Os relatos a dois de Fernando Correia e Jorge Perestrelo.
14- E também os de Carlos Daniel.
15- E os especiais informativos sobre os grandes jogos de futebol.
16- As escolhas musicais quando eram feitas pelos locutores. Sem playlist.
17- Os Cromos.
18- O Fórum.
19- As grandes reportagens da TSF.
20- Uma nova forma de fazer jornalismo radiofónico em Portugal.


Parabéns pelas duas décadas de existência.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Da rádio desta manhã

Uma rádio diferente para conhecer aqui e ouvir aqui

Quem ainda não experimentou, aproveite para ouvir hoje o relato da Antena 1 do Naval-Vitória de Setúbal às 15 horas só na net.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Rede europeia de rádios

A comissária europeia para a comunicação anunciou a criação de uma rede de rádios nacionais e regionais europeias que deverá começar a emitir a partir de Abril com o objectivo de produzir e difundir conteúdos informativos sobre as questões europeias.
A rede será liderada pela alemã Deutsche Welle e pela francesa Radio France International e, no caso português, segundo a Lusa, contará com a participação da rádio Europa-Lisboa.
O projecto arrancará com 16 rádios de treze países e as emissões serão difundidas em 10 línguas.
A rede consistirá na transmissão diária de programas informativos, de análise, de opinião e de debate em várias frequências a partir de Abril. Os programas deverão atingir um público estimado em 19 milhões de ouvintes só na União Europeia e em 30 milhões no resto do mundo.

Obrigado ao Ricardo pela dica.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

A rádio na outra margem

Para ouvir, os sinais de Fernando Alves. O mote é a conferência da AMARC que decorre esta semana na Colômbia, mas Alves fala-nos de uma rádio solidária e com um papel activo junto das comunidades.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Rituais

É inquestionável o crescimento da imprensa gratuita em Portugal. Sejam títulos locais ou regionais, sejam de âmbito nacional. Mas continuam a ser ignorados nas revistas de imprensa das principais rádios portuguesas.
Não percebo qual é o critério.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Escuta de rádio na internet

De acordo com a Marktest, os sites das rádios portuguesas foram visitados em 2007 por perto de 1,6 milhões de internautas.
A TSF foi a rádio cujo site foi mais vezes visitado, enquanto que o da Rádio Cidade mereceu da parte dos visitantes mais tempo para a sua consulta.
Os números divulgados têm, como sempre, várias interpretações.
Por exemplo, se olharmos para a lista dos sites, verificamos que, com excepção do site da Cotonete, todas as outras rádios nasceram e emitem no espaço hertziano. Constatamos ainda a predominância de sites de rádios destinadas a um público mais jovem, o que tratando-se de Internet não é de estranhar.















Para lembrar este estudo realizado igualmente pela Marktest

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Sons da rádio também na net II

E aqui está mais um sítio na net onde se podem encontrar bons trabalhos jornalísticos da rádio portuguesa. Neste caso da TSF. O site do jornalista João Morais no qual coloca uma série de reportagens que efectuou para aquela emissora.Há muito por onde escolher, mas gostaria de propor a escuta desta.

P.S. - Agradeço a quem me deixou a ligação para este site, que não conhecia.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Novidades na RR

1 - A quinta rádio do grupo Renascença (Depois do Canal 1 da RR, RFM, Mega FM e Mega FM-Sintra) destinada a um público sénior deverá arrancar até Junho.
No capítulo da informação pode ler-se o seguinte na notícia da M&P:

A nível informativo a estação irá manter sinergias com a Renascença que deverá assumir os blocos informativos, estando, no entanto, prevista a produção de informação própria.

A deliberação da ERC sobre o pedido da Renascença. E a opinião de Emidio Rangel

2 - Depois da saída de Arsénio Reis para a TSF, a Renascença tem agora Eunice Lourenço como chefe de redacção da emissora.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

terça-feira, janeiro 29, 2008

O Rádio Clube, um ano depois

Tal como há um ano, a aposta no novo figurino do Rádio Clube, mais virado para a informação, beneficiou de um fértil dia informativo.
No dia 29 de Janeiro de 2007 o tema do dia girou em torno da campanha para o referendo ao Aborto, que começaria no dia seguinte. João Adelino Faria e Nuno Domingues, sempre mais o primeiro que o segundo, conduziram a primeira emissão do Minuto-a-Minuto centralizada num inquérito feito aos deputados sobre a interrupção voluntária da gravidez. Doze meses depois, o Rádio Clube voltou a ter a agenda do seu lado com a notícia, embora surgida mais tarde, da remodelação no governo de Sócrates.

São dias como estes que os jornalistas gostam. Não que profetizem a desgraça, mas por se sentirem colocados à prova. Então os de rádio… Não há muito tempo um jornalista de uma rádio dizia-me que precisava de uma guerra, farto que estava de ‘picar’ o ponto de conferência de imprensa em conferência de imprensa !!!

Ora, o que fica, um ano depois, do novo Rádio Clube?

A mais-valia – As manhãs. São dinâmicas e informativas e que ficaram a ganhar com a entrada de Ana Bernardino. João Adelino Faria fica mais ‘solto’ para fazer o que realmente sabe fazer muito bem: conversar e entrevistar. As manhãs do Rádio Clube oferecem realmente uma agenda diferente da concorrência. Não vale a pena discutir se marcam ou não a agenda dos outros media, mas possibilitam outros olhares e isso, parece-me, é positivo.
As manhãs do Rádio Clube têm ainda um bónus: uma revista da imprensa internacional.
O Minuto-a-Minuto está centralizado na figura de João Adelino Faria, mas seria injusto não destacar o excelente papel desempenhado diariamente por Nuno Domingues.

A desilusão – As Noites. Luís Osório chegou a dizer que pretendia que as noites fossem um “espaço nobre e de culto na rádio em Portugal". Tem razão. Esperava-se (espera eu, pelo menos) que ele oferecesse esse novo dinamismo. Não me parece que tal suceda. É verdade que as noites na rádio não interessam a quem gere a rádio. Não dá lucro. A televisão é uma forte concorrente. O horário radiofónico das 20 horas não é aliciante, mas faz mesmo falta um programa de informação que organize a velocidade do dia radiofónico. Só encontro isso na Renascença. O Rádio Clube oferece-nos, no fundo, uma escuta renovada da Bancada Central.

Entre a mais-valia e a desilusão fica:
- A “Janela Aberta” com entrevistas muito bem conduzidas por Ana de Sousa Dias e algumas reportagens interessantes. Ana de Sousa Dias corrige a pouco e pouco algumas falhas inciais nas ligações entre espaços do programa;
- Os noticiários, que continuo a encará-los como o resto da actualidade depois de uma manhã cheia. Aqui o Rádio Clube volta à agenda, digamos, comum e expectável.
- Os desdobramentos da emissão que, com pena minha, ainda não consegui ouvir, pois escuto a emissão de Lisboa.

…E um desejo. Que as magras audiências não sejam pretexto para acabar com esta nova linha do Rádio Clube. Para quem procura informação na rádio seria uma enorme perda.

terça-feira, janeiro 22, 2008

TSF

A equipa directiva da TSF está agora completa depois das saídas de José Fragoso, para a RTP e Luís Proença para a SIC. Paulo Baldaia é o director da TSF e Arsénio Reis, até agora na Renascença, será o director-adjunto da emissora da Controlinveste.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Fragoso deixa a TSF - Act

José Fragoso, até agora director da TSF, deixa o cargo para desempenhar as funções de director de programas da RTP.

Ficaremos à espera do nome que substituirá Fragoso na TSF.

Act: ... Paulo Baldaia será o novo director da TSF.

Para ler também no DN.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Audiências

O sobe e desce das audiências de rádio: no último trimestre de 2007 ouviu-se mais rádio, segundo o Bareme da Markest.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

O estudo das rádios locais portuguesas

Tenho verificado o que me parece ser um aumento de interesse no estudo das rádios locais portuguesas.

No último ano fui contactado por quatro futuros mestres (de três universidades portuguesas) cujas investigações, por certo, muito contribuirão para o melhor conhecimento deste sector da rádio portuguesa.

Gostaria de assinalar este facto que me parece extremamente importante, tendo em conta a escassez de trabalhos deste género no contexto português.

Boa sorte para as investigações.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Alcochete nas rádios

O anúncio de José Sócrates sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa proporcionou uma boa tarde informativa na rádio portuguesa.
Na emissão hertziana, TSF e Antena 1 prolongaram as emissões com comentários, reacções, históricos e reportagens a partir, primeiro dos arredores do campo de Tiro de Alcochete e depois da Ota.
Mas o enfoque acabaria por ser dado à questão política, sublinhando-se as declarações do ministro Mário Lino proferidas há alguns meses sobre a margem sul.

No online também houve acompanhamento. O site da RDP, beneficiando das sinergias com a televisão pública, disponibilizou vídeos. A TSF e Renascença apresentam sons dos protagonistas: o anúncio de Sócrates, as reacções mais diversas. No online replicou-se, contudo, a emissão hertziana.
Destaco o Rádio Clube que foi o primeiro a fazer uma ligação para o relatório do LNEC. Ao final da tarde já era possível fazer o download do mesmo documento a partir do site da RDP.

Uma passagem pelas rádios locais que ainda emitem na zona envolvente a Alcochete, permitiu verificar que o tratamento informativo, que nem sempre existiu, não apresentou qualquer mais-valia que poderia advir do conhecimento da região e proximidade com a população local.

Na maior parte dos casos, a começar pela Eco FM, que é a rádio local de Alcochete, a colagem à informação emitida pelos órgãos nacionais foi evidente.
Quem visitar, por exemplo, o site da Pal FM (rádio local de Palmela) encontra apenas duas notícias desta quinta-feira: uma sobre o Festróia e outra acerca da AutoEuropa.

Novidades na TSF

Um programa sobre a Europa e outro que abordará a história do cinema são as próximas novidades na TSF.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Recordar a X

É para muitos, ainda hoje, um dos projectos radiofónicos mais interessantes que surgiram em Portugal no pós-25 de Abril.

A XFM não teve vida longa, nem muito fácil. Enquanto esteve no ar possibilitou a escuta de grandes vozes e de um interessante conceito de estética radiofónica. Mas faliu aos olhos de uma nova rádio virada para a viabilidade financeira e à procura de audiências.

Ficam quatro momentos do seu final, estampados nas páginas do Público.




Museu da Rádio

Junto-me à indignação manifestada por outros em relação ao encerramento definitivo do Museu da Rádio.

Vale a pena ler o que se escreveu sobre o assunto no
A Rádio em Portugal e no Indústrias Culturais

sábado, dezembro 29, 2007

Votos para 2008

- Assistiremos à consolidação da aposta da Renascença no multimédia. 2007 marcou o lançamento de iniciativas muito interessantes neste capítulo como são os casos do Pagina Um, da inclusão de reportagens em vídeo e de infografia animada. O Grupo Reanscença anunciou que em 2008 irá lançar canais temáticos online. Ficaremos à espera.

- A Antena 1 também deu um importante contributo no campo do multimédia emitindo pela primeira vez relatos exclusivos na internet. E já agora a TSF que a propósito do programa de entrevistas “Discurso Directo” começou a disponibilizar vídeos no seu site. Experiências que devem ter seguimento em 2008.

- De regresso ao universo da Renascença, esperamos pela tal rádio dirigida ao público sénior. Também se aguarda para 2008 mais novidades acerca da TSF, cujo grupo a que pertence, a Controlinveste, anunciou a criação de novos canais.

- E a Record FM já começou a emitir em 107.7?

- 2008 será ainda o ano da revisão da Lei da Rádio
Certamente que estará em cima da mesa um sem-número de propostas de alteração da actual lei. Espera-se uma lei virada para os desafios do online e da digitalização e que dê coerência à tipologia da rádio portuguesa. Não se pode continuar a chamar rádios locais a todas as emissoras que têm uma frequência local. Mas o jornalismo, mesmo nas rádios locais, deve continuar a ser assegurado por jornalistas.

- 2008 dir-nos-à quem será o próximo provedor do ouvinte da RDP. José Nuno Martins já deu a entender que não pretende continuar no cargo (é bom que o próximo provedor seja um académico). JNM é provedor da RDP desde Abril de 2006. Completará, pois, este ano os dois anos de mandato.

- Deverá ser a prova de fogo do Rádio Clube. Depois da entrada em 2007 com um conjunto de propostas, algumas delas muito interessantes, as audiências acabaram por não corresponder, seguramente, ao que os seus responsáveis desejariam. A meio de 2007 já se sentiram alterações: mudaram as tardes, alguns espaços do fim-de-semana e foi nomeado um novo director de informação. Os profissionais e o maior grupo de rádios em Portugal hão-de querer mais em 2008. Aliás, anunciaram que querem mais.

- Aguardamos ainda para 2008 o arranque do arquivo sonoro online da RDP

O blogueiro deseja um excelente 2008 para todos.

domingo, dezembro 09, 2007

Quando a rádio marca a agenda...

... já não são muitos os exemplos que a rádio do contexto multimediático em que vivemos nos dá.
Tenho reparado, contudo, que por entre notícias repescadas dos jornais e a cobertura de serviços de agenda, a rádio, neste caso a TSF, tem conseguido colocar temas nos noticiários de outros media (em particular a televisão).

Refiro-me ao programa "Discurso Directo". Primeiro a entrevista a Durão Barroso. Depois Mário Soares e este fim-de-semana Rui Pereira. A rádio forneceu os sons e como cada vez menos isso sucede julgo ser de assinalar.

O programa conduzido por José Fragoso e João Marcelino, que resulta de uma parceria entre a TSF e o DN, mereceu também uma inovação no site da emissora.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Reportagem TSF

É uma falha imperdoável. Ainda aqui não se tinha destacado um dos espaços mais importantes e, infelizmente, escassos da rádio portuguesa.

A Reportagem TSF é um elogio ao jornalismo radiofónico.
Bons temas. Outras vozes e excelentes trabalhos jornalísticos.
Tal como diz Cebrian Herreros, a reportagem radiofónica é o género que melhor aproveita as potencialidades sonoras do meio.
Os tempos que correm não estão para isso. Há menos jornalistas nas redacções e os que estão têm, sobretudo, que acorrer à actualidade previsivel, marcada por antecedência na agenda. Mesmo na rádio é assim!

Poucas redacções se dão ao luxo de "prescindir" de um jornalista para trabalhar durante uma, duas, três semanas num único tema.

Sugiro apenas dois bons trabalhos:

O Meu Filho Chocolate
e
Um Metro de Vida

segunda-feira, dezembro 03, 2007

E a rádio renasce ...

Em dia de aniversário do Rádio e Jornalismo aqui fica a ligação para um bom texto de Gustavo Cardoso.

A Terceira Vida da Rádio

O meu obrigado aos que por aqui têm passado.

quarta-feira, novembro 28, 2007

TSF prepara novos canais

A notícia é do Meios&Publicidade, mas não apresenta muitos dados sobre o assunto.

Lê-se apenas isto:
"Na rádio do grupo, TSF, estão igualmente previstos o lançamento de novos canais temáticos. Contactado pelo M&P, José Fragoso, director da estação, escusou-se a avançar mais detalhes."

quarta-feira, novembro 21, 2007

Grelhas sem gralhas

Aqui há dias escrevia que a grelha de programação da TSF não estava actualizada. Programas e espaços da nova "temporada" não constavam no site da emissora, mas ainda lá estavam outros que já não eram emitidos. É justo agora referir que os ouvintes da TSF já podem consultar a grelha devidamente actualizada.

O fim da rádio, outra vez

O fim da Rádio FM?

Os novos sons da TSF

A TSF estreou esta semana os novos sons da emissora. Nota-se a mesma serenidade e ritmo próprios de uma rádio informativa.
Quanto a mim, o tapete sonoro que é utilizado para a leitura dos títulos dos noticiários está um bocado rápido. É verdade que o objectivo deste tipo de sons é precisamente o de criar ritmo e um ambiente apelativo para os ouvintes que só a palavra não consegue transmitir. Outra estratégia, passaria pela alternância de vozes na leitura desses mesmos títulos, algo que as rádios nacionais não utilizam. Mas preferia a trilha anterior.
Provavelmente é só uma questão de hábito!

Mais sobre esta mudança na TSF. Aqui.

A rádio com novo blogue

Apesar de ter sido criado em Setembro, só agora dei por este novo blogue. Chama-se Mais Telefonia e é de autoria de Jorge Dias.
Fica a ligação: Mais Telefonia

sexta-feira, novembro 02, 2007

Novo provedor do Ouvinte na Altitude

O novo Provedor do Ouvinte da Rádio Altitude, Guarda, inicia este sábado funções. Trata-se de Hélder Sequeira e substitui António Dias de Almeida, que ocupou o cargo entre Fevereiro de 2006 e Junho de 2007.

António Dias de Almedia será, assim, o primeiro provedor do ouvinte da rádio portuguesa, uma vez que José Nuno Martins, da RDP, só entrou em funções em Abril de 2006, tendo o primeiro programa sido emitido no dia 9 de Setembro do mesmo ano, apesar da lei que criou esta figura no audiovisual público português ter data de Fevereiro de 2006.

sábado, outubro 27, 2007

Sons da história

A RDP vai disponibilizar online alguns dos sons que fizeram a história da emissora. A notícia vem no Público e refere que o acesso será livre a um conjunto de sonoridades. Ainda não há uma data para que os sons estejam disponíveis, mas os interessados podem ficar com uma ideia daquilo que vão encontrar partindo de um excerto de uma reportagem disponivel no site do Público.

O blogueiro fica à espera que sejam disponibilizados alguns bons noticiários.

sexta-feira, outubro 26, 2007

quinta-feira, outubro 25, 2007

Grelhas e gralhas

A Internet e a rádio parecem encontrar cada vez mais formas para se completarem.

É por isso desejável que potenciem os recursos de um e outro meio. Por exemplo, disponibilizando de forma fácil e directa nas respectivas páginas online as grelhas de programação, já que, como se verifica, encontrá-las nas páginas dos jornais é, por estes dias, coisa rara.

A que horas a TSF passa o programa Mundo Digital? Passa todos os dias? Não sabemos, pois a grelha de programas não está actualizada. O espaço "Cromos TSF" ainda existe?

E na Renascença, que até tem apostado bastante no seu site. Sabemos quem é o locutor de serviço a determinadas horas, mas não sabemos a que horas vai para o ar determinado espaço ou programa. Pelo menos de forma directa. É que, por exemplo, o programa Diga Lá Excelência tem um link na página da rádio, mas só sabemos o horário se lermos o texto referente à última edição.

A Antena 1 está bem.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Público com podcasts

Já tem um mês, mas só agora dei por eles. O Público disponibiliza desde Setembro podcasts do Digital - o suplemento de Tecnologia do jornal.

Os conteúdos giram em torno dos temas abordados no suplemento, mas que no formato podcast são motivo para uma curta conversa.

A explicação para a iniciativa e o podcast sobre a podosfera portuguesa.

sábado, outubro 13, 2007

quinta-feira, outubro 11, 2007

Qual a razão para ...

... as aberturas dos telejornais serem notícia na rádio?

A TSF inclui excertos das aberturas dos noticiários televisivos da SIC, TVI e RTP 1 no final do noticiário das 20h.
Das duas uma: ou o tema de abertura é notícia e é tratado convenientemente pela redacção da rádio ou não é.

É diferente de uma revista de imprensa, comum nas edições da manhã da rádio, ainda assim fora dos noticiários. A revista de imprensa tem subjacente uma componente de informação útil. Ajuda os leitores a escolher o jornal para ler naquele dia. Parece-me irrelevante falar das aberturas dos noticiários televisivos quando já não poderão ser vistos.

E quem ouve rádio para, precisamente, escapar às aberturas das televisões?!

terça-feira, outubro 02, 2007

TSF com nova grelha

Foram apresentadas as novidades da nova grelha da TSF.

O que há de novo:
Humor - com espaços a cargo de Ana Bola e Maria Rueff (ainda não ouvi) e o Tubo de Ensaio de Bruno Nogueira ( Já ouvi. Na TSF prefiro espaços de humor de critica da actualidade. Daquilo que ouvi - ainda é prematuro, claro - não me parece ser essa a linha).

Desporto - a novidade parece ser só o formato. Trata-se de Jogo Jogado, um espaço onde "só se falará de futebol". A ideia é juntar três comentadores que vão falar de tácticas e das opções dos treinadores !!

Entrevista e debate - José Fragoso e João Marcelino vão conduzir um programa semanal com os protagonistas da actualidade. Será ao domingo.

Há ainda um programa sobre novas tecnologias intitulado Mundo Digital.

sexta-feira, setembro 28, 2007

O provedor e a Antena Aberta

O provedor do ouvinte concluiu uma série de programas nos quais analisou o programa “Antena Aberta” emitido diariamente na Antena 1.

Trata-se de um espaço no qual os ouvintes participam em directo dando a sua opinião acerca de um tema proposto pela emissora. O programa é conduzido por um jornalista.

José Nuno Martins conclui que a existência de um programa com tais características não é consentâneo com os propósitos de uma rádio de serviço público.

E porquê?

Para JNM no programa Antena Aberta “pontificam a imprecisão e também o excesso, como aconteceu, de modo grave, na emissão de 4 de Julho”.

O provedor lembra que recebeu várias queixas de ouvintes referindo-se à existência de tais imprecisões e insultos.

JNM baseia-se naquilo que considera ser o carácter pouco jornalístico do programa, uma vez que a recolha das opiniões dos ouvintes não resulta de uma pesquisa e o moderador nem sempre consegue impedir a utilização por parte dos participantes de termos e expressões menos próprias. Por outro lado, a participação é feita em directo, ou seja, sem a possibilidade de filtrar as intervenções. (Ver a experiência da NPR).

A linguagem utilizada, o grau de impreparação dos ouvintes para comentar alguns temas e a impossibilidade de verificar a identificação dos participantes são outros factores negativos atribuídos a este género de programas.

Para o provedor, a Antena Aberta resume-se a uma “sequência de opiniões avulsas de pessoas comuns, expostas de modo relativamente caótico, sumariamente pontuadas por intervenções esparsas de dois, três ou mais Especialistas convocados pela Produção”.

E por isso, quem trabalha na Rádio Pública deve “preservar a correcção formal em todos os momentos de uma emissão” e ter em conta “sempre a coerência das formulações estéticas, o equilíbrio dos conteúdos, a adequação da linguagem radiofónica e também o uso adequado da própria língua portuguesa, como aspectos que não podem ser esquecidos nem iludidos por quem trabalha na Rádio”.

Conclui JNM: “o todo caótico não me parece consentâneo com os planos de credibilidade, idoneidade e fiabilidade que devem caracterizar os Programas da Rádio Pública”.

O programa Antena Aberta, por ser feito em directo e permitir a participação dos ouvintes sem que exista uma prévia filtragem das intervenções, encerra vários riscos. Alguns deles enunciados por José Nuno Martins.

Considero, contudo, que os programas com estas características são um importante instrumento para contribuir para a diversidade e pluralidade do discurso radiofónico. E, por esta razão, uma relevante competência do Serviço Público.

Ainda para mais se lembrarmos que no cenário radiofóncio nacional não existem muitos espaços com aquelas características. Recordemos Andrew Crisell (1994) que classificou este tipo de programas em três categorias: Exibicionista, confessional e expressivo.

Ora, em muitos espaços radiofónicos nacionais, a participação dos ouvintes resume-se à transmissão da sua voz através da rádio. Pedem discos, contam anedotas (exibicionista) ou falam dos seus problemas pessoais (confessional). Raramente são colocados perante o desafio de se posicionarem em relação a um assunto público (expressivo).

Por outro lado, uma análise mais atenta aos espaços informativos, em particular os noticiários das rádios portuguesas (incluindo a pública) verifica-se que a palavra dos cidadãos, mesmo quando o tema lhes diz particular interesse, raramente é emitida, preferindo-se as fontes oficiais, aliás uma tendência do jornalismo em geral e não apenas da rádio. Por exemplo, numa notícia sobre um qualquer protesto de professores, ouviremos a posição do governo e dos sindicatos. Ponto final.

A presença dos cidadãos e das suas opiniões no debate público, que nos dias de hoje se faz num cenário mediático, é importante. Cabe aos media assegurar, com regras e rigor, instrumentos no sentido de que essa participação se efective. Um desafio também para a rádio pública.

Os problemas de mau uso da Língua Portuguesa, a falta de educação (expressão minha) de alguns participantes ou a impreparação para alguns temas, são situações lamentáveis, mas não devem obstruir o principal objectivo de um programa como a Antena Aberta.



O último programa do provedor dedicado à Antena Aberta pode ser ouvido aqui

Act: Manuel Pinto, no Jornalismo e Comunicação, também comenta a posição do provedor. Para ler aqui.

quarta-feira, setembro 26, 2007

O milagre e a Carlsberg

1 - Bengalas - Há bengalas e bengalas, mas algumas, pela insistência, já chateiam um bocadinho.
Falar de milagre, quando o Fátima jogou com o FC Porto (e acabou por ganhar); falar de "estudantes" e da "lição bem estudada" quando joga a Académica. E o que dizer dos "velhos do Restelo" quando algo corre mal com o Belenenses ?!

2 - Carlsberg - O jornalismo (e os jornalistas) são excelentes veículos de publicidade. As empresas agradecem. Por estes dias tem-se ouvido falar muito em Taça da Liga - Carlsberg Cup. E de há muito que se fala em Liga BWin. Perder-se-ia rigor informativo se se falasse apenas em Taça da Liga e em Primeira Liga de futebol ?
Com excepção do ciclismo, onde o nome da maior parte das equipas é o da empresa patrocinadora (ex. Bom Petisco Tavira) noutros casos a opção deveria passar por não referir a marca comercial.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Mourinho e também Scolari

Quem ainda duvidasse do peso do futebol na agenda mediática portuguesa certamente que a "Operação Mourinho - Scolari" contribui para os esclarecer.

Primeiro Mourinho e depois Scolari preencheram a maior parte do tempo dos principais noticiários da TSF, Antena 1 e Rádio Clube. A Renascença, apesar de não ter ignorado o assunto, longe disso, foi mais contida.

A manhã começou com a notícia que já não era novidade em Inglaterra. Como durante a manhã não houve desenvolvimentos sobre o tema “Mourinho”, as rádios foram a reboque da imprensa e das televisões inglesas. E também da CNN.

Ficou demostrada a dimensão mundial do evento.

Para além das constantes notícias em forma de revista de imprensa internacional, recorreu-se à história (Mourinho ganhador. Mourinho arrogante. Mourinho conflituoso) e à Futurologia (Mourinho no Real Madrid. Mourinho na selecção. Mourinho de férias!). E construíram-se cenários: Mourinho foi despedido. Mourinho despediu-se.

Não havia factos, mas havia que preencher os noticiários. E houve opinião. Muita opinião. Demasiada opinião.

Os programas com participação dos ouvintes acentuaram ainda mais o carácter de tema do dia. A Antena Aberta e Fórum TSF convidaram os ouvintes a falar do assunto. Alguns recusaram-se. “Há mais com que o país se deve preocupar”, disseram.

Mas o tema do dia foi mesmo “Mourinho”. Em exclusivo. Até à chegada, por volta das 11h30, da notícia do castigo a Scolari.


segunda-feira, setembro 10, 2007

Mudanças no Rádio Clube

Artur Cassiano é o novo director de informação do Rádio Clube. Luís Osório manter-se-á como director da estação.

Via Meios e Publicidade.

quinta-feira, setembro 06, 2007

O Rádio Clube quer mais 100 mil ouvintes

O Rádio Clube e Luís Osório voltam a colocar a fasquia alta. Segundo o Meios e Publicidade, o director da estação afirma que pretende conquistar num ano, até Setembro de 2008, mais 100 mil ouvintes.

Diz Osório: "No mínimo dos mínimos queremos ser ouvidos por 220 mil ouvintes todos os dias".

Para atingir a meta, o Rádio Clube aposta em nomes conhecidos do grande público, como Maria João Avillez e Ana Sousa Dias, e na ideia de uma rádio de proximidade com uma forte aposta na informação local.

De acordo com o Meios e Publicidade, estão a ser equacionados "dois ou três nomes" para o cargo de director de informação, que é actualmente ocupado por Luís Osório. João Adelino Faria manter-se-á como sub-director de informação. No desporto, a aposta vai para o acompanhamento dos três grandes na liga portuguesa de futebol e na Liga dos Campeões, bem como dos jogos da selecção nacional.

Congresso SOPCOM

Decorre até Sábado na Universidade do Minho o 5º SOPCOM.
Eis a lista de comunicações sobre rádio:

A Rádio na Internet em Portugal: A Ausência de Participação num Meio em Mudança
Pedro Portela, Universidade do Minho

Jornalismo Público: possibilidades e limites de atuação em uma rádio educativa
Tacyana Karinna Arce Rodrigués, Centro Universitário de Belo Horizonte e Universidade Federal de Minas Gerais

A publicidade radiofónica como elemento de resgate da cidadania
Luciana Panke, Universidade Federal do Paraná

Rádio-Escola: a comunicação como prática educativa
Alessandra Oliveira Araújo, Universidade Federal do Ceará

Radio: nuevas experiencias para la educación en comunicación audiovisual
Juan José Perona Páez, Mariluz Barbeito Veloso, Anna Fajula Payet, Universidade Autónoma de Barcelona

Edição online da RTP – Rádio e Televisão de Portugal: um serviço público digital ou o público à espera do serviço?
Ricardo Nunes, Escola Superior de Educação de Setúbal

Resultados de pesquisa da rede digital de comunicação e intercâmbio – RedeIFES uma infovia para rádio e televisão pública
Carlos Alberto Martins da Rocha e João Somma Neto, Universidade Federal do Paraná


O Congresso pode ser acompanhado na Internet. Está também disponível um blogue com diversas informações sobre o encontro.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Sons búlgaros


O tempo era de descanso mas, mesmo assim, deu para escutar alguma coisa (pelo menos o que era perceptível) da rádio que se faz na Bulgária.
A passagem para um regime democrático e a recente adesão à União Europeia provocaram mudanças no país e no cenário mediático búlgaro. Prova disso é o aparecimento da FM+, a primeira rádio privada da Bulgária, criada em 1992.

A Radio Nacional da Bulgária continua a ser uma das mais populares do país onde existem diversas estações privadas, algumas delas com apostas em determinados géneros musicais como é o caso da Jazz FM ou da Classic FM.
Os hits da pop britânica e norte-americana prevalencem na maior parte das estações, muitas delas bastante recentes, como é o caso da Radio Fresh.

Sobre os noticiários é que não há nada a dizer. O búlgaro é, para o blogueiro, imperceptível.

segunda-feira, setembro 03, 2007

A Antena 1 sabe

Três notas breves para assinalar o regresso, depois de um período de férias. Todas da rádio que se ouviu neste 3 de Setembro.

A primeira - o uso e abuso que a Antena 1 faz da expressão "A Antena 1 sabe..." nos noticiários da estação. A propósito do assalto à dependência do BPI em Viseu, soube-se que eram três e não dois os assaltantes. Soube-se porque a Rádio no Ar de Viseu sabia, a TSF sabia e provavelmente outras rádios também sabiam, mas a Antena 1 não abdicou de referir que "A Antena 1 sabe que são três ...". A expressão dá a entender aos ouvintes que se trata de uma informação em exclusivo, (ou em primeira-mão) o que não correspondeu, pelo menos neste caso, à realidade. A Antena 1 fá-lo com frequência.

Segunda - O triunfo da rádios locais. Foi curioso verificar que TSF e Antena 1 colocaram no ar intervenções do mesmo repórter da Rádio no Ar de Viseu que acompanhava o caso do assalto à dependência do BPI.
A TSF recorreu ainda à Rádio Jornal do Fundão para obter as declarações de Marques Mendes a propósito de outro tema.

Terceira - Apreciei ouvir o Jornal de Desporto da Antena 1 às 18h e picos. Abrir com o Marítimo, mesmo num jornal temático, é coisa que vê (ouve) pouco. Raramente se escapa ao triângulo dos três grandes.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Prisa compra no Chile

A Prisa acaba de adquirir uma das mais importantes estações de rádio do Chile. O grupo, que detém várias emissoras também em Portugal, alarga assim a sua rede da qual já fazem parte cerca de 1200 rádios.

(ViaMeios e Publicidade)