domingo, outubro 12, 2008

Nova lei da rádio para o ano, garante Santos Silva

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, garantiu que o Governo irá apresentar no próximo ano à Assembleia da República a nova lei da rádio.

Santos Silva não adiantou os contornos do novo articulado no qual o governo está actualmente a trabalhar, mas sublinhou que a actual lei não foi um impedimento para que o sector progrida apesar da legislação obsoleta.

O ministro falava por ocasião da inauguração das novas instalações da Rádio Vouzela, que não conheço, mas que a avaliar pela notícia do DN fez um forte investimento e está claramente acima da média das rádios locais portuguesas.

Lê-se no DN:

"a rádio passou a dispor de cinco estúdios, para a informação, produção, emissão e entrevistas. Dispõe ainda de um pequeno auditório com capacidade para 70 pessoas e espaços para a administração", frisou o director. Com o aumento do número de estúdios, a VFM "adquiriu novo material informático, novas mesas de mistura e um PA para rentabilizar o auditório com a realização de pequenos concertos e espectáculos"

Notícias do DN e do Público.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Regresso da reportagem TSF

A reportagem TSF regressa hoje.
O trabalho é de Maria Augusta Casaca e tem por título "Doce amargo sal".
O regresso deste espaço da TSF traz uma novidade que comprova uma vez mais a tendência para a complementaridade entre a rádio hertziana e o site da estação. Para além de poder ouvir a reportagem pode-se aceder a uma galeria de fotos.
A reportagem passa na rádio às 19h15.

terça-feira, outubro 07, 2008

Conferência da ERC

A Entidade Reguladora da Comunicação organiza nos próximos dias 16 e 17, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a II Conferência "Por Uma Cultura de Regulação". Do programa destaco, naturalmente, um dos momentos dedicados à rádio:

Às 16h45 decorre a sessão "Impacto Regulatório das Novas Lógicas de Produção Radiofónica. Convergência e web2" com as participações de James Cridland, Head of Future Media and Technology da BBC Audio and Music; Rui Pêgo, Director de Programas da RDP; Arsénio Reis, Director Multimédia da Controlinveste (TSF); Pedro Leal, Responsável pelos Conteúdos Online da R.Renascença e Carlos Marques, Director Multimédia da Media Capital Rádios.
Os comentários estarão a cargo de Francisco José Oliveira, Vice-Presidente da APR.

O programa completo está aqui.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Vozes

Aqui há tempos, alguém me chamava a atenção para o facto de já não haver personalidades no jornalismo radiofónico. Referia-se às vozes.
E perguntava: quem hoje liga a rádio para ouvir as notícias só porque são ditas por um jornalista em concreto? Ninguém. Respondia.
Sena Santos foi o último que chamava ouvintes para a sua rádio. Ouviam-se as notícias de manhã na TSF porque estava lá o Sena. E depois na Antena 1.

Era por causa do estilo, claro está, mas também da informação, obviamente. E era também pela manutenção da mesma voz durante anos. As rádios (informativas) fidelizavam os ouvintes.

Hoje os tempos são outros. As manhãs, período nobre da rádio, e das notícias, conhecem pivots de forma rotativa. Pedro Pinheiro, depois Helena Vieira, depois Pedro Pinheiro e depois... Na Renascença era o Arsénio Reis, depois o José Pedro Frazão. A Antena 1 depois de Sena Santos, José Guerreiro, que era dos que mais tempo ficou, prolongando o estilo do seu mestre.
Agora Eduarda Maio. Ouvi hoje pela primeira vez.
Começou um novo ciclo nas manhãs da rádio pública.
Tenho que ouvir mais vezes.

terça-feira, setembro 23, 2008

José Nuno Martins e a rádio pública

À revista JJ do Clube de Jornalistas o antigo provedor do Ouvinte da RDP, José Nuno Martins, faz um balanço da actividade que desempenhou durante dois anos.

Aqui ficam algumas passagens:

Sobre a Informação: "(...) É pena que não haja um jornalismo mais cosmopolita que além de falar do país pequenino que nós somos, e da pequenina política e da pequena saúde, da pequena justiça de todos os dias e do pequeno futebol ou do grande futebol, não saiba apresentar mais do mundo. Do grande mundo, do vasto mundo. O jornalista também precisa de nos levar a regiões que não conhecemos e de que ouvimos cada vez menos".

Sobre a Antena Aberta: "(...) A Antena Aberta é um meio caótico do ponto de vista conceptual e do ponto de vista funcional. Todos os meios caóticos são pouco tratáveis em televisão e em rádio. Há um depuramento que se exige dos profissionais e dos jornalistas. Um depuramento estético também. Isto não é abrir o microfone e digam para aí o que quiserem. Situações que são de impulso e de primarismo, de falta de preparação específica."

Sobre a Antena 2: "(...) Há um erro interpretativo acerca dos desígnios que são atribuídos pelos ouvintes à Antena 2. Há uma carga tradicional na Antena 2, houve uma evolução de públicos. Eu acho que houve impulsos demasiados quando o novo director tomou conta dos destinos da Antena 2. Há deficites grandes na programação da Antena 2 que se prendem, por exemplo, com a divulgação científica, divulgação de experiências de teatro radiofónico, de radioarte. Tudo são coisas desgarradas não há conceptualização nenhuma a esse nível. O que houve foi a vontade de alterar modelos, paradigmas de programação da própria estação. E com isso o que é resulta? Perdeu-se o público."

Sobre a Antena 3: "(...) Isto é, alguma vez você ouviu falar, por exemplo, sobre fiscalidade? Alguma vez ouviu falar sobre o dia cívico? Alguma vez ouviu questionar a ida de soldados portugueses, gente de 19 anos, para a Bósnia, para o Afeganistão? Faz sentido um país aflito estar a gastar o dinheiro que está a gastar? Isto é uma coisa que merece ser discutida ou não? Faz parte ou não, deve fazer parte ou não?
Eu não estou a dizer que se fale de educação sexual só por se falar, só para encher tempo, porque isso afastaria os ouvintes. O que é preciso é descobrir fórmulas que sejam suficientemente cativantes, muito sustentáveis numa programação musical muito específica, em que obviamente a nova música popular portuguesa tem que ter um desempenho muito grande e deixou de o ter também nesse plano. Acabaram com a “Quinta da 3” e não se vê que tenham feito propostas alternativas a isso."

Sobre o seu desempenho: "(...) eu tenho dúvidas de ter sido o provedor de que as pessoas estavam à espera. O que eu não tenho dúvidas é que fui o provedor que fui capaz de ser. Esforcei-me muito, trabalhei muito. Isto foi muito violento. Foi realmente muito violento. Não é que eu não tenha tido na vida momentos e fases em que não tenha trabalhado ainda mais, mas eu não imaginava que isto fosse tão violento. Se calhar porque não fui ambicioso aqui na constituição… "

segunda-feira, setembro 22, 2008

Acerto...

... no regresso das emissões no Rádio e Jornalismo sublinho a rentrée das rádios portuguesas, criando em alguns casos novos programas e noutros mantendo antigas apostas.

O dia de hoje assinalou a nova grelha da TSF que foi explicada recentemente por Paulo Baldaia, o seu director, ao Diário de Notícias. À primeira audição registo como positiva a manutenção da Reportagem TSF, que passa agora para a 5ª feira, em vez de sexta-feira, quando a TSF passará a emitir um novo programa chamado "Governo Sombra", curiosamente à mesma hora a Antena 1 emite o programa de debate e análise política "Contraditório". Num registo de informação útil, parece-me também positivo a continuação e o alargamento de pequenos espaços onde se pretende abordar a saúde (Clínica Geral) ou fiscalidade (Conselho Fiscal).
De negativo: lamento a saída de Denise e Maria Delfina e a não existência, no espaço nocturno, de um programa de análise da actualidade do dia. Negativo também o alargamentodo programa "A Idade da Inocência".

O arranque da nova programação do Rádio Clube aconteceu já há uns dias atrás e vem explicada em entrevista de Luís Osório ao Correio da Manhã. Destaco duas situações e ambas positivas: a parceria do Rádio Clube com o CM, que à semelhança de idêntico cenário entre TSF e DN, avançou com um programa de grande entrevista que é emitida na rádio e publicada na imprensa. Registo ainda as alterações (inevitáveis) no programa Janela Aberta. Dentro do estilo de uma espécie de informação e entretenimento que o Rádio Clube insiste em manter nas tardes, o par Teresa Gonçalves e Aurélio Gomes parece-me o mais adequado.

Na tentativa de acertar com a actualidade radiofónica nacional, registo ainda como muito positiva a série de programas levada a cabo pelo novo provedor do Ouvinte da RDP. O último desta série será dedicado a um "balanço das críticas dos seus convidados, a quem perguntou também o que faz mais falta na Rádio pública de hoje".


A série de programas pode ser escutada aqui.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Interrupção na emissão...

... voltamos em Setembro.

O Chiado e a TSF

Às oito da manhã, toda a redacção da TSF em Lisboa está nos lugares da notícia. Todos cultivam o hábito de ouvir logo a partir da manhã as notícias na sua rádio, que ainda nem tem seis meses de vida, e todos avançaram à primeira notícia do incêndio. Os que estavam de férias em lugares mais longe trataram de aparecer em Lisboa o mais depressa que conseguiram.

Franscisco Sena Santos (2008) in "Tão Perto do Mundo – 20 Acontecimentos em 20 anos da Rádio que mudou a rádio"




Para o jornalismo radiofónico, o incêndio do Chiado cujos 20 anos hoje se assinalaram, marca um ponto de viragem, em especial devido à cobertura que a TSF fez do acontecimento.

Foi o primeiro teste real para os então jovens jornalistas da rádio de Lisboa, chegados de um curso único em Portugal que partiu da iniciativa de Emidio Rangel e que foi pensado e coordenado por Adelino Gomes. Curso, aliás, inspirado nas ideias deixadas em Portugal por Edouard Guibert, do Institut National de l'audiovisuel francês.

O curso, tal como a própria TSF o viria a ser, tinha como bandeira a ideia de uma rádio feita em directo. Uma rádio dita e não lida e foi isso que os jornalistas da TSF souberam interpretar naquele dia 25 de Agosto de 1988.

Vinte anos depois, a TSF não esqueceu a data e colocou no ar, para além dos normais trabalhos que recolocam o problema da baixa lisboeta no século XXI, alguns dos sons que se escutaram na altura.

terça-feira, agosto 12, 2008

Provedor do ouvinte regressa no final de Agosto

Em Nome do Ouvinte, o programa do provedor da RDP, vai regressar no próximo dia 29 de Agosto. Adelino Gomes, o novo provedor, decidiu fazer, antes de começar a responder aos ouvintes, um conjunto de programas destinados a abordar as vozes que fizeram história na rádio portuguesa. Oportunidade, portanto, para recordar, ou ouvir pela primeira vez, episódios que marcaram a radiodifusão em Portugal. O capítulo da informação terá seguramente um espaço nesta série de programas.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Actas do V Congresso da Sopcom

Já estão disponíveis online as actas do V Congresso da Sopcom, que se realizou em Setembro do ano passado. Há várias comunicações sobre rádio.

A lista de todas as comunicações está aqui.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Aniversário da Altitude

A Rádio Altitude comemorou mais um ano de emissões. Parabéns, embora com algum atraso pois foi a 29 de Julho, à rádio local mais antiga de Portugal.

quinta-feira, julho 24, 2008

Maus ventos no Rádio Clube - parte II

O jornalista Artur Cassiano deixou o Rádio Clube. A notícia é do Meios&Publicidade que cita Luís Osório: "Confirmo que Artur Cassiano apresentou a demissão e que esta foi aceite".
A direcção de informação do RCP será agora assegurada por Luís Osório que diz estar a preparar a nova temporada e que continua a contar com João Adelino Faria.

sexta-feira, julho 18, 2008

A memória da rádio

Os caminhos da investigação que me encontro a desenvolver sobre o jornalismo radiofónico conduziram-me a algumas personalidades, jornalistas que marcaram (e marcam) a história da informação radiofónica portuguesa.
Entre conversas e "estórias" sobressai uma inquetação: onde páram os noticiários dos anos 60 do Rádio Clube Português? E os da RR do início dos anos 70?

A rádio vai ficando sem memória!

quinta-feira, julho 17, 2008

Maus ventos no Rádio Clube

As notícias do Meios&Publicidade e do Correio da Manhã sobre a reacção de Luís Osório à eventual saída de dois jornalistas do Rádio Clube - João Adelino Faria e Artur Cassiano - denuncia aquilo que do lado de cá já nos tínhamos apercebido: que no RC as coisas não vão bem.

Se o período da manhã continua a cumprir os objectivos a que se propôs, informar e proporcionar espaços interessantes de debate e de análise, já no resto do dia são notórias as dificuldades para a estação se impor como uma alternativa no panorama radiofónico português. Desde a saída de Ana Sousa Dias as coisas ainda ficaram pior. Se é certo que lhe podem ser atribuídas algumas responsabilidades naquilo que Luís Osório chama de "uma falta de adaptação notória ao meio rádio", a verdade é que no Janela Aberta não faltavam conversas interessantes, com perguntas inteligentes. Era um final de tarde que, apesar de tudo, continha momentos agradáveis de escuta.

O Verão terá que ser bom conselheiro para o Rádio Clube. Parece óbvio ao lado de lá (quem faz a rádio) e ao lado de cá (quem a ouve) que urge repensar o modelo.

sábado, julho 12, 2008

Ana Sousa Dias ainda no Janela Aberta

A rádio é mesmo o meio mais rápido. Ainda há quem duvide,mas é.
Já aqui tinha feito referência à falta de actualização dos sites das rádios no que diz respeito a várias matérias, mas em particular à programação. É que com os jornais de costas voltadas para a rádio resta-nos (a nós ouvintes) a net para saber o que está a dar na rádio.

O Rádio Clube continua a insistir no programa Janela Aberta com Ana Sousa Dias, quando a jornalista já lá não está há algum tempo !!!

quinta-feira, julho 03, 2008

Provedor do ouvinte na net

Já está disponível no site da RTP (e também da RDP) informação sobre o novo provedor do Ouvinte, Adelino Gomes. Depois de ter assumido a função no dia 26 de Junho, falta agora saber quando regressará o programa do ombudsman da rádio pública que segundo a emissora manterá o título "Em Nome do Ouvinte".

quarta-feira, julho 02, 2008

Critérios

Não ouvi nos noticiários do final da tarde de hoje do Rádio Clube, nem li no site, qualquer referência à Operação Furacão.
O tema mereceu tratamento jornalístico, pelo menos a concorrência (TSF e RR), deu-lhe alguma relevância.

Programas de rádio na net

Há programas de rádio que se complementam na net. A lista vai sendo actualizada.
As primeiras duas propostas:
Mundo Digital
Mais Cedo ou Mais Tarde

terça-feira, julho 01, 2008

E chegaram as férias...

... noticiários ligeiramente mais curtos. Espaços/rubricas suspensas. Mais música em antena. Mais rádio igual entre si. Fruto do esvaziamento temporário das redacções.
Para quem escuta resta a oportunidade para voltar a ouvir vozes menos frequentes no éter. Boas vozes. Como na TSF. João Paulo Baltazar e Carlos Vaz Marques nas manhãs da rádio fazem recordar outros tempos. Bons tempos.