terça-feira, dezembro 29, 2009

segunda-feira, dezembro 28, 2009

E uma rádio pública de notícias?

E que sentido faria criar em Portugal uma rádio pública de notícias?
A ideia não é nova (já a tenho ouvido de vários jornalistas da rádio pública) e vem agora na reportagem (que assino) na revista JJ do Clube de Jornalistas. Quem o defende é Ricardo Alexandre, director-adjunto da rádio pública.

Para o jornalista, a criação de uma rádio pública de notícias seria uma solução para a falta de tempo (entenda-se espaço) para os conteúdos de informação na Antena 1 que, apesar de fazer uma visível aposta na informação, é uma emissora generalista e por isso tem que partilhar a antena com a programação. Um canal de informação no serviço público de rádio permitiria também aproveitar os recursos quer humanos, quer materiais da RDP.

Para quem procura alternativas ao nível da informação na rádio, a ideia agrada, mas até que ponto seria exequível?

Em primeiro lugar, é preciso ter a noção de que a criação de mais um canal no universo da rádio pública depende de uma decisão política. Por outro lado, há o aspecto financeiro, sempre relevante nestes.

O contexto da rádio em Portugal também não me parece ser favorável a uma outra rádio de informação. A maior parte dos ouvintes prefere, claramente, estações musicais. O passado recente trouxe-nos o fracasso do formato mais informativo do Rádio Clube Português.

Há ainda a Internet que enquanto plataforma para conteúdos informativos de rádio/áudio demora em afirmar-se. Na realidade, o que a Internet nos dá é muito semelhante ao que encontramos no espaço da rádio hertziana: por um lado, as notícias dos sites da rádio (com raras excepções) já passaram na emissão e por outro o comportamento dos ouvintes é também semelhante, preferindo os conteúdos musicais. Quantas webradios informativas existem em Portugal?

Insisto: a ideia parece-me simpática, mas o contexto não é favorável.

domingo, dezembro 27, 2009

Leituras

No número mais recente da revista Estudos de Comunicação há um artigo sobre webrádios portuguesas da autoria de Nair Prata. Para ler aqui.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Acerto de contas

Outros afazeres têm-me impedido de actualizar o blogue. De tal forma que passei sem dar conta que o Rádio e Jornalismo já existe há 4 anos. Completou-os no dia 3 de Dezembro!!!

Adiante: fiz aqui referência aos Prémios Obciber e agora quero dar os parabéns aos vencedores, em particular aos autores do trabalho Vidas de Silêncio da Renascença.

Ainda em relação às jornadas Obciber quero sublinhar a apresentação de Isabel Reis que tem estudado a utilização do áudio nas peças jornalísticas dos sites das rádios. No evento, a autora apresentou A linguagem radiofónica no áudio das cibernotícias das rádios

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Passam, velozes, os dias...

Já conhecíamos a qualidade do trabalho na versão sonora. Bastava para isso ouvir as maravilhas que fazem, por exemplo, nas reportagens da TSF.

Agora a equipa de produção da estação está uma vez mais de parabéns por este trabalho.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Prémios de ciberjornalismo

À semelhança do ano passado, o Obciber - Observatório de Ciberjornalismo vai distinguir os melhores ciberjornais e trabalhos jornalísticos. A votação decorre até ao dia 2 de Dezembro.

No campo dos sites da rádio, apenas a Renascença está representada.

terça-feira, novembro 17, 2009

quinta-feira, novembro 12, 2009

Utilização de redes sociais em Espanha

Um estudo sobre a utilização de redes sociais na internet em Espanha.



O estudo tem dados muito interessantes e refere-se também à rádio.
Eis alguns dados:
A rádio não é muito procurada pelos utilizadores de redes sociais espanhóis e curiosamente não é vista como um meio actual. É, no entanto, considerado o segundo meio de comunicação mais credível pelos utilizadores de redes sociais, logo a seguir aos jornais digitais.

Via Pediodistas 21

Nova temporada da Reportagem TSF

O programa "Reportagem TSF" regressou hoje com um excelente trabalho sobre os novos pobres da autoria de Guilhermina Sousa e Luís Borges "À Mesa com a Crise".

Estranho não ter visto qualquer referência (antes ou depois da sua emissão)no arquivo ou na grelha de programação do site da estação .

ABC e as redes sociais

A ABC criou regras para o uso das redes sociais por parte dos seus jornalistas. (Via PontoMedia ).

Também a NPR criou recentemente um guia para o mesmo efeito.

quarta-feira, novembro 11, 2009

A rádio que poucos reconhecem

A rádio, há que admiti-lo, sofre de um enorme problema. Ela está tão presente nas nossas vidas que na maior parte dos casos nem damos por ela.

Estará aqui um boa parte da justificação para análises precipitadas acerca, não só do futuro da rádio, como também do seu presente. Aliás, é curioso olhar para a história do meio e perceber que já na década de 50 Lazarsfeld numa intervenção na Sorbonne se referia ao facto de nos Estados Unidos se achar que a rádio tinha acabado.

E tem sido sempre assim: primeiro sofrendo a resistência da imprensa e das agências noticiosas que reivindicavam a exclusividade da informação, depois com a televisão que seduzia com a imagem que a rádio não tem e agora com a Internet.

São redutores os argumentos que dizem que a rádio não tem futuro.
No entanto, a rádio tem, afinal, demonstrado que assim não é. Não são apenas aqueles que de forma mais ou menos apaixonada a defendem, mas os próprios estudos que o revelam e contrariam análises precipitadas, como por exemplo dizer-se sistematicamente que a rádio está a perder ouvintes, pois não será tanto assim como revelam este e mais este artigo . Ou, no quadro da moda mais recente, afirmar-se que a Internet está a matar a rádio.

As transformações sociais, culturais, políticas, tecnológicas têm colocado desafios à rádio, mas o próprio meio tem-se encarregado de mostrar a sua vitalidade, adaptando-se às novas realidades.

Uma vez mais isso sucedeu com a televisão e sucede agora com a Internet. Aliás, é curioso este artigo, que mostra como Internet e rádio andam, afinal, de braços dados.

Tudo isto vem a propósito do artigo de Eduardo Cintra Torres no Público e sobre o qual Rogério Santos e Paula Cordeiro já se pronunciaram. Opiniões que subscrevo.

segunda-feira, novembro 09, 2009

O Muro de Berlim na RR

Que o futuro da rádio está na Internet parece já uma frase redutora de tão dita que tem sido. Mas a realidade portuguesa mostra-nos que, pelo menos no campo da informação, nem sempre esse discurso é acompanhado pelo investimento em recursos humanos, utilização de ferramentas ou até criatividade...

Não me parece ser o caso da Renascença que tem feito uma aposta muito séria na sua presença online.

A reportagem multimédia que assinala os 20 anos da queda do Muro de Berlim é disso um excelente exemplo.

Para ver Muro de Berlim 20 Anos

sexta-feira, novembro 06, 2009

Congresso online

Decorre entre os dias 12 e 19 de Novembro o IV Congreso de la Cibersociedad - Crisis Analógica, futuro digital, organizado pelo Observatorio para la Cibersociedad. O Congresso tema a particularidade de decorrer exclusivamente online.

Foram apresentadas 400 comunicações que já estão disponíveis.

Há algumas sobre rádio.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Práticas de gestão da rádio

Três autores da universidade de Sunderland escreveram um E-book sobre Práticas de Gestão da Rádio. O resultado é um extenso documento que vale a pena ler.

Numa primeira leitura retiro esta ideia interessante sobre a possibilidade das rádios passarem a emitir informação especializada e de acordo com a linha da emissora, em vez de insistirem em boletins de actualidade à hora certa. É uma ideia que fará sentido num contexto de fragmentação das audiências.

While a new service might not feel the urge to provide THE news each hour, listeners expect the radio station to be expert on its own particular field. Listeners to a jazz station could reasonably expect to be kept up-to-date with relevant gigs, new recordings, etc., while any community, local or regional service should strive to become essential listening for anyone wanting to know what is going on in their patch.