segunda-feira, abril 26, 2010

As legislativas na rádio, segundo a ERC

A cobertura do período eleitoral das Legislativas de 2009 feita pelo Rádio Clube e pela Antena 1 foi considerada negativa por parte do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que analisou o "cumprimento do princípio geral da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas".

O referido órgão considerou que tanto a emissora da Media Capital como o operador público não contemplaram "nos programas de opinião emitidos no período em análise, a presença de representantes de todas as candidaturas, não cumprindo o princípio geral da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas".

Já a TSF e a Renascença, de acordo com a ERC, fizeram uma cobertura positiva no que diz respeito ao principio da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas. O relatório da entidade reguladora sustenta que tanto a rádio informativa como a emissora católica contemplaram "nos programas de opinião emitidos no período em análise a presença de representantes de todas as candidaturas", nomeadamente no espaço de entrevistas da RR e nos Jornais de Campanha e Fórum da TSF.

terça-feira, abril 20, 2010

Tráfego nos sites das rádios

A RFM continua a liderar o número de page-views dos sites das rádios portuguesas. A TSF surge em segundo lugar e a Renascença depois. A rádio católica sublinha no seu site que em Março atingiu a maior audiência de sempre, ultrapassando os três milhões de page-views.
Não se conhecem os números relativos à rádio pública, uma vez que aparecem integrados na RTP.

O ranking está aqui.

terça-feira, abril 13, 2010

Audiências de rádio nos últimos dez anos

A Marktest divulga dados que poderão surpreender alguns no que diz respeito à audiência de rádio em Portugal. Ao contrário do que muitos defendem, a rádio, a avaliar por este estudo, não perdeu audiência nos últimos dez anos. Se considerarmos a audiência acumulada de véspera, o estudo da Marktest mostra que em 2000 se situava nos 56,3% subindo em 2009 para os 57%. A audiência média, no entanto, sofreu uma ligeira quebra, dos 6,4%, em 2000, para os 6,3% em 2009.


quinta-feira, abril 08, 2010

Onde estão as mulheres?

Para quem se interessa pelas questões do género, em particular na rádio, está aqui um bom ponto de partida.

A questão foi levantada pela provedora da NPR e agora mereceu um comentário na Poynter Online.

segunda-feira, março 29, 2010

O provedor da RDP em 2009

Do relatório do provedor do Ouvinte referente a 2009, retiro as seguintes observações:

A Informação foi o tema sobre o qual o provedor recebeu mais mensagens (169), enquanto a Antena 1, tal como já antes sucedia, continuou a ser a rádio com o maior número de queixas recebidas.

No campo da informação, assistiu-se, pois, a um aumento de correspondência da parte dos ouvintes, que, no entanto, não “alterou o sentido geral detectado até agora na forma negativa como os ouvintes apreciam o jornalismo praticado na rádio pública”.
Os ouvintes questionam sobretudo os critérios jornalísticos e o alinhamento dos noticiários bem como a qualidade da informação que, segundo as mensagens que chegaram ao provedor, é sobretudo negativa.

O programa Contraditório e a rubrica matinal Conselho Superior receberam igualmente várias mensagens negativas. Já a Antena Aberta, curiosamente se tivermos em conta o passado recente, quase que divide o número de mensagens entre positivas e negativas.
Tradicionalmente polémico, o desporto voltou a registar um “aumento significativo de correspondência. Em três anos de contabilização, as mensagens para o provedor quase duplicaram. O seu tom foi esmagadoramente negativo. O mais negativo, em termos percentuais, de todas as temáticas de conteúdos consideradas nesta análise”.

Igualmente negativa é a apreciação que os ouvintes fazem do multimédia da rádio pública. Ainda que as mensagens não sejam em grande quantidade, as que chegam são negativas. “Trata-se de resto da única área em que nenhuma das mensagens faz apreciações de carácter positivo em qualquer dos itens considerados: Acesso e navegação, Podcasts, Formatos, e Sugestões e outras questões”.

Adelino Gomes está a terminar o seu mandato, por isso faz uma espécie de despedida antecipada no seu relatório de 2009. Lamenta, por exemplo, que relativamente à Antena 2, apesar da iniciativa que teve em reunir uma série de personalidades que sobre este canal se pronunciassem “nenhuma iniciativa concreta, que eu saiba, foi tomada (com esta ou com qualquer outra configuração) no sentido de discutir a rádio clássica. Tenho pena”.

O Provedor do Ouvinte identifica ainda duas grandes linhas de acção para a rádio pública: “Se for necessário concretizar, direi que este desenho da estação pública que os portugueses têm o direito de exigir passa por dois pressupostos fundamentais: uma política exigente de recrutamento de pessoal e um forte investimento na formação profissional contínua.”

sexta-feira, março 26, 2010

O congresso e o jornalismo radiofónico

Do congresso sobre rádio que se realizou em Lisboa, destaco o debate sobre "A convergência multimédia como um desafio técnico e humano" por ter sido o único em que as questões relacionadas com o jornalismo radiofónico foram abordadas.

Sublinho algumas ideias ali deixadas por João Barreiros (Antena 1), Pedro Leal (Renascença), Arsénio Reis (TSF) e Paulo Querido.

1) a convergência nas redacções da rádio portuguesa é um fim desejável, mas ainda longe de atingir. Ainda assim, têm sido dados alguns passos nesse sentido que encontram, entretanto, algumas resistências ao nível da formação de profissionais, de uma nova forma de encarar a rádio, já não apenas sonora, do emagrecimento das redacções que impede a contratação de novos profissionais e de equipamento não sonoro para a necessária construção multimédia;

2) a rádio, contínua, simultânea e sonora, não vai desaparecer. Haverá, pois, lugar para os dois tipos de escuta: a fragmentada (podcasts, etc) e a contínua (sem interferência do ouvinte).

3) relacionada com a anterior, o jornalista multifunções não existe. Em determinados momentos e perante determinados acontecimentos jornalísticos, é normal que um jornalista recolha sons, imagens (vídeo e fotografia), escreva no blogue e actualize o twitter. Mas essas serão as excepções.

Ideias que ficaram num congresso interessante e útil para a rádio, carente deste tipo de iniciativas. Estão por isso de parabéns os organizadores do evento.

sexta-feira, março 19, 2010

Eventos sobre rádio

Nos próximos dias decorrem três eventos de interesse sobre a rádio:

- Hoje (dia 19 de Março) decorre um debate sobre as Rádios Piratas em Portugal. Mais sobre o evento aqui.

- No Sábado, estreia o programa sobre a história da rádio intitulado "No Ar". Começa às 18:00 na RTP Memória. Segundo o facebook do programa "terá repetição no domingo à noite e a partir de segunda-feira o programa fica igualmente disponível em on-demand (free)".

- Na quinta-feira (dia 25 de Março) decorre no ISCSP o Congresso "Pós-Rádio: R@dio como Media Social?". O Programa da iniciativa está aqui.

segunda-feira, março 15, 2010

Jornadas da Comunicação

Os alunos do curso de Jornalismo e Comunicação da ESE de Portalegre estão a organizar mais uma edição das Jornadas da Comunicação. Este ano há um tema sobre rádio. Será na quarta-feira e tem por título "Webradio: um novo conceito, um novo rumo?" no qual participarei com Elisabete Pato, chefe de redacção do Rádio Clube Português e Mário Mesquita Borges do site Cotonete.

terça-feira, março 09, 2010

A história da rádio na TV

A RTP vai estrear no dia 20 de Março um programa dedicado à História da Rádio. Chama-se "No Ar, a História da Rádio em Portugal" e pretende lançar um olhar pelos 75 anos de emissões no nosso país.
O primeiro programa vai para o ar às 18h00 na RTP Memória e terá como principal convidado um nome incontornável da rádio portuguesa: Artur Agostinho.

É uma notícia que recebo com o maior entusiasmo e que saúdo.
Na página do facebook do programa é lançado um desafio: um "Top 5" dos programas da história da rádio.

Não deixo um top de programas, mas no que à informação diz respeito, deixo três grandes momentos do jornalismo radiofónico português: os noticiários do Rádio Clube Português dos anos 60; o aparecimento da TSF e a legalização das rádios locais portuguesas.

É uma escolha tão arriscada como outra qualquer, mas são três momentos que marcaram a informação radiofónica em Portugal.

Felicidades para o programa.

quinta-feira, março 04, 2010

Radio Merkur

Um som da Rádio Merkur que é apontada como a primeira rádio pirata surgida na Europa.

Começou a emitir em 1958 a partir de um barco na Costa da Dinamarca.

O som está aqui.

segunda-feira, março 01, 2010

As notícias da rádio nos EUA

Do estudo do Pew Research Center retiro a informação de que 54% dos americanos inquiridos revelaram que ouvem notícias pela rádio.

O estudo sublinha a crescente utilização da Internet para a procura de notícias e revela que os jornais em papel estão a perder popularidade em relação à web.

Para ler a notícia do Público

O relatório completo pode ser consultado e descarregado aqui

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

AudioBoo


O AudioBoo é uma ferramenta de micropodcasting que funciona numa lógica que junta o YouTube e o Twitter, só que apenas para áudio.

Munido, por exemplo, de um iphone, o utilizador pode actualizar o conteúdo do seu audioboo construindo para isso pequenas peças sonoras que não devem ultrapassar os cinco minutos. Tal como no twitter, também podemos seguir ou ser seguidos.

Para além de ser uma ferramenta que tem sido associada ao Mobile Journalism, algumas rádios estão também a utilizá-la, como é o caso da BBC.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Reportagem TSF

A reportagem TSF recebeu mais um prémio. Desta vez foi o trabalho de Maria Augusta Casaca e João Félix Pereira intitulado "O Silêncio dos Dias".

O prémio foi atribuído pela Associação Portuguesa de Deficientes.

A reportagem está aqui.

Parabéns aos vencedores.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Audiências de rádio em 2009


Do estudo da Marktest sobre a audiência de rádio em Portugal em 2009, destaco o período do dia em que mais pessoas ouviram rádio. Apesar do chamado horário nobre da rádio ser normalmente considerado entre as 7 e as 10 horas, foi entre as 11h e as 11h15 que a escuta foi superior.



O estudo revela ainda que em 2009 "57.0% dos residentes no Continente com 15 ou mais anos afirmou ter ouvido rádio na véspera".

Mais informações para ler aqui,

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Redes sociais e fontes de informação

Um alerta do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas Portugueses sobre o uso de redes sociais como fonte de informação.

Nestes ou noutros termos, é importante fazer uma reflexão sobre o assunto, sobretudo para evitar os sempre frequentes excessos.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Encontros com o Património

O programa "Encontros com o Património" de Manuel Vilas Boas foi ontem galardoado com o prémio de melhor programa de rádio de 2009 na Gala da Sociedade Portuguesa de Autores.

Trata-se de uma parceria entre a TSF e o IGESPAR.

O programa vai para o ar aos Sábados depois do meio-dia e está disponível aqui

Parabéns ao autor e à TSF.

Congresso de rádio

No dia 25 de Março vai decorrer no ISCSP em Lisboa um Congresso Internacional de Rádio dedicado em particular ao meio radiofónico, música e Internet.

Os pormenores da iniciativa vão sendo conhecidos e no facebook de Paula Cordeiro, que é uma das organizadoras, já está disponível o programa.

Quero destacar o debate 2 por ser aquele que, a avaliar pelos convidados, mais se relaciona com os desafios do jornalismo radiofónico na web.

A convergência multimédia como um desafio técnico e humano.
Case studies da adaptação da rádio à web 2.0
Moderador: António Granado, (FCSH/ Jornal Público)
João Barreiros, Antena 1
Arsénio Reis, TSF
Pedro Leal, Rádio Renascença
Paulo Querido, Jornal Público

A iniciativa é de louvar e vamos aguardando por mais detalhes.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

A rádio no facebook II

TSF, Antena 1 e Rádio Clube, emissoras portuguesas (a par da Renascença) com maior aposta na informação, também estão no facebook.
A utilização que fazem da rede social é sobretudo ao nível das ligações para notícias disponíveis nos respectivos sites. A possibilidade dos utilizadores comentarem as notícias no facebook deve aqui ser assinalada, em particular no caso da rádio pública que não o permite no seu site.

Se é que conta para alguma coisa, a TSF é a emissora com mais fãs, depois a Antena 1 e finalmente o Rádio Clube.



quinta-feira, fevereiro 04, 2010

A rádio no facebook I

A presença da rádio portuguesa no facebook é já um dado adquirido.
Aqui ficam apenas quatro exemplos de emissoras locais com presença nesta rede social: Rádio Campo Maior, Rádio Portalegre, Rádio Nova Era e Rádio Vale do Minho.

A promoção de espaços da emissão hertziana, a colocação de ligações para notícias disponíveis nos sites das rádios ou a sugestão de páginas, vídeos ou áudios são algumas das utilizações mais frequentes.

Um dos aspectos mais interessantes que decorre da presença da rádio nas redes sociais em geral, e no facebook em particular, é o sublinhado que faz do carácter interactivo do meio radiofónico permitindo que os utilizadores comentem e debatam os mais variados temas, incluindo a própria rádio.





quarta-feira, fevereiro 03, 2010

A rádio, o provedor e as novas tecnologias

O Provedor do Ouvinte da RDP iniciou no última semana uma conversa com o director-adjunto de Novos Formatos da RTP, Jorge Alexandre Lopes, sobre o papel da rádio no contexto das novas tecnologias. O primeiro programa está aqui. Adelino Gomes prossegue a conversa que pode ser escuta na sexta-feira em antena.

Já que é de rádio e novas tecnologias que se fala, parece-me adequado que o programa do provedor seja disponibilizado online, mesmo antes de ser ouvido em todos canais da RDP, como actualmente acontece.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Manhãs da Antena 1 renovadas

A Antena 1 iniciou hoje um novo formato no período da manhã.
Entre as novidades, destaca-se naturalmente a presença da dupla António Macedo e Ricardo Alexandre, mas há também um novo Conselho Superior com Paula Teixeira da Cruz, Ana Gomes e Miguel Portas. Mantêm-se Bagão Félix e Octávio Teixeira. A edição dos noticiários mantém-se com Daniel Belo.
As manhãs prolongam-se até às 11 horas. Hoje terminou com o "remix" dos sons da manhã.

Interessante é também o olhar pelas redes sociais feito por Ricardo Alexandre e a conversa que este manterá com cinco novos comentadores: António Granado, Pedro Rosa Mendes, Raquel Freire, Gonçalo Cadilhe e Rita Matos.
É positivo que a renovação das Manhãs da Antena 1 não tenha terminado com a única revista de imprensa que vale mesmo a pena ouvir (com João Paulo Guerra), mas tenho pena que a ronda pelos correspondentes no estrangeiro tenha em definitivo acabado.

Há também novidades na Antena Aberta espaço ao qual regressa Eduarda Maio.

Pode ter sido por ser segunda-feira (as agendas são mais fraquitas) mas os noticiários da manhã foram hoje mais curtos.


A par da renovação na versão hertziana, a Antena 1 começou a apostar também nas redes sociais. Ao twitter, a rádio pública juntou, desde há alguns dias, o Facebook.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

As fotos na rádio

Entre muitas outras coisas, a presença da rádio na Internet trouxe uma série de novos desafios e questões deontológicas aos jornalistas.

A provedora da NPR analisa a colocação de uma fotografia no site da rádio pública norte-americana. A foto foi considerada por uns como desnecessária e por outros como uma mais-valia que ajudou a compreender a informação. Afinal de contas, o problema já se colocava nos jornais e na televisão, agora com a chegada da imagem a esta "nova rádio", os jornalistas da rádio terão também que se preocupar com estas questões.

O texto está aqui.

terça-feira, janeiro 26, 2010

A rádio pública e as notícias no Mundo

Quando apareceram pareceram-me uma excelente ideia. Trazer para antena no espaço dos noticiários da manhã o que é notícia no Mundo pela voz dos vários correspondentes no estrangeiro da Antena 1. Era a possibilidade de escutar outros temas que normalmente não são notícia. A prática coincidiu com a entrada de Eduarda Maio para a edição dos noticiários da manhã da rádio pública. Ultimamente não tenho escutado. Se for em definitivo é um passo atrás.

domingo, janeiro 24, 2010

Novo visual da tsf.pt

A TSF mudou a aparência do seu site e acrescentou-lhe outras funcionalidades. Há agora mais presença de vídeo e no topo surgem os principais temas noticiados, mas agora acompanhados com fotografia.












Uma das principais alterações tem a ver com a possibilidade que os utilizadores têm agora de comentar as notícias. Antes era apenas possível o envio de comentários por mail.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Novas frequências do Rádio Clube e M80

No âmbito do reajustamento das rádios da Media Capital, a M80 e o Rádio Clube mudam, a partir desta quarta-feira, de frequências em algumas zonas do país. A saber:

M80 - Leiria (93,0 FM), Santarém (96,4), Lisboa (104,3 FM), Sines (107,5 FM), Portimão (107,1 FM), Portalegre (106,7 FM), Évora (106,4 FM) e Faro (106,1 FM).
Mantêm-se no Porto (89,5 FM), Coimbra (103,0 FM) e Braga.

Rádio Clube - Lisboa (96.6 FM) e Santarém (97.7 FM). Mantêm-se no Porto (90.0 FM), Aveiro (94.4 FM), Vila Real (97.4 FM), Coimbra (98.4 FM), Sabugal (96,8 FM) e em Manteigas (104.4 FM).

terça-feira, janeiro 19, 2010

Contar histórias em podcast

Num mundo cada vez mais dominado pela imagem, merece referência este concurso que, entre outras coisas, pode motivar o contacto dos mais jovens com o som.

Via: Literacias e Educação.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Radiofusiòn

Por cá também se tenta que as rádios locais unam esforços como forma de ultrapassar as fraquezas. A realidade, porém, é que se contam pouquíssimos casos de associação entre emissoras locais.

Aqui ao lado, na Galiza, há um site que reúne as várias rádios locais (no caso municipais) daquela região potenciando assim as emissoras, a proximidade com a comunidade e a força da rádio enquanto meio de ligação com a população.

Lê-se no site:
Radiofusiòn é a programación común elaborada polas Emisoras Municipais Galegas desde unha perspectiva local, con vocación pluralista e comprometida con Galiza, que pode ser difundida polas emisoras asociadas a e por calquera entidade ou asociación galega na emigración que estea dentro da zona de cobertura do satélite Hispasat 1C Europa que serve o noso sinal.

domingo, janeiro 10, 2010

Media, Jornalismo e Democracia

O Centro de Investigação Media e Jornalismo vai organizar em Novembro o III Seminário Internacional Media, Jornalismo e Democracia. O call for papers decorre até 31 de Maio.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Prémio da Unesco para a TSF

A reportagem "Os Filhos da Solidão", que aborda a violência sobre os idosos, de Ana Catarina Santos e Mesicles Hélin, da TSF, ganhou uma menção honrosa da Unesco. Já aqui tinha feito referência à excelência deste trabalho.
É uma reportagem diferente, mesmo dentro da diferença que são as reportagens da TSF. A forma como os autores jogam com os sons e as palavras é magnífica. Para quem acha que a linguagem radiofónica é pobre por apenas viver do som, tem que ouvir este trabalho.

Em entrevista que me concedeu para a JJ, Ana Catarina Santos referia o seguinte sobre este seu trabalho: "É daqueles temas que se não temos cuidado resvalamos com facilidade para a lamechice. Acho que consegui evitar isso”. Não só não o fez como resultou num magnífico trabalho de jornalismo radiofónico.

Os meus parabéns aos autores, à TSF e já agora ao João Paulo Baltazar pelo magnífico trabalho que fez enquanto coordenador dos trabalhos de reportagem daquela estação.

A reportagem está aqui.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Nova grelha da Altitude

E que tal participar na definição da grelha de programas da rádio que costuma ouvir? É o que a Rádio Altitude está a solicitar. Através de uma rede social criada pela estação (necessita pois de registo) os cibernautas/ouvintes poderão dar sugestões sobre a nova programação da Altitude que deverá arrancar no dia 1 de Fevereiro.

2009 na rádio

A TSF tem estado a emitir um conjunto de sons sobre o que nos prendeu à rádio em 2009. No site está também disponível em versão vídeo. Fica aqui o último sobre o Internacional

Também a Rádio Altitude disponibiliza no site dois áudios sobre o que considera ter sido o mais importante em 2009

sexta-feira, janeiro 01, 2010

terça-feira, dezembro 29, 2009

segunda-feira, dezembro 28, 2009

E uma rádio pública de notícias?

E que sentido faria criar em Portugal uma rádio pública de notícias?
A ideia não é nova (já a tenho ouvido de vários jornalistas da rádio pública) e vem agora na reportagem (que assino) na revista JJ do Clube de Jornalistas. Quem o defende é Ricardo Alexandre, director-adjunto da rádio pública.

Para o jornalista, a criação de uma rádio pública de notícias seria uma solução para a falta de tempo (entenda-se espaço) para os conteúdos de informação na Antena 1 que, apesar de fazer uma visível aposta na informação, é uma emissora generalista e por isso tem que partilhar a antena com a programação. Um canal de informação no serviço público de rádio permitiria também aproveitar os recursos quer humanos, quer materiais da RDP.

Para quem procura alternativas ao nível da informação na rádio, a ideia agrada, mas até que ponto seria exequível?

Em primeiro lugar, é preciso ter a noção de que a criação de mais um canal no universo da rádio pública depende de uma decisão política. Por outro lado, há o aspecto financeiro, sempre relevante nestes.

O contexto da rádio em Portugal também não me parece ser favorável a uma outra rádio de informação. A maior parte dos ouvintes prefere, claramente, estações musicais. O passado recente trouxe-nos o fracasso do formato mais informativo do Rádio Clube Português.

Há ainda a Internet que enquanto plataforma para conteúdos informativos de rádio/áudio demora em afirmar-se. Na realidade, o que a Internet nos dá é muito semelhante ao que encontramos no espaço da rádio hertziana: por um lado, as notícias dos sites da rádio (com raras excepções) já passaram na emissão e por outro o comportamento dos ouvintes é também semelhante, preferindo os conteúdos musicais. Quantas webradios informativas existem em Portugal?

Insisto: a ideia parece-me simpática, mas o contexto não é favorável.

domingo, dezembro 27, 2009

Leituras

No número mais recente da revista Estudos de Comunicação há um artigo sobre webrádios portuguesas da autoria de Nair Prata. Para ler aqui.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Acerto de contas

Outros afazeres têm-me impedido de actualizar o blogue. De tal forma que passei sem dar conta que o Rádio e Jornalismo já existe há 4 anos. Completou-os no dia 3 de Dezembro!!!

Adiante: fiz aqui referência aos Prémios Obciber e agora quero dar os parabéns aos vencedores, em particular aos autores do trabalho Vidas de Silêncio da Renascença.

Ainda em relação às jornadas Obciber quero sublinhar a apresentação de Isabel Reis que tem estudado a utilização do áudio nas peças jornalísticas dos sites das rádios. No evento, a autora apresentou A linguagem radiofónica no áudio das cibernotícias das rádios

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Passam, velozes, os dias...

Já conhecíamos a qualidade do trabalho na versão sonora. Bastava para isso ouvir as maravilhas que fazem, por exemplo, nas reportagens da TSF.

Agora a equipa de produção da estação está uma vez mais de parabéns por este trabalho.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Prémios de ciberjornalismo

À semelhança do ano passado, o Obciber - Observatório de Ciberjornalismo vai distinguir os melhores ciberjornais e trabalhos jornalísticos. A votação decorre até ao dia 2 de Dezembro.

No campo dos sites da rádio, apenas a Renascença está representada.

terça-feira, novembro 17, 2009

quinta-feira, novembro 12, 2009

Utilização de redes sociais em Espanha

Um estudo sobre a utilização de redes sociais na internet em Espanha.



O estudo tem dados muito interessantes e refere-se também à rádio.
Eis alguns dados:
A rádio não é muito procurada pelos utilizadores de redes sociais espanhóis e curiosamente não é vista como um meio actual. É, no entanto, considerado o segundo meio de comunicação mais credível pelos utilizadores de redes sociais, logo a seguir aos jornais digitais.

Via Pediodistas 21

Nova temporada da Reportagem TSF

O programa "Reportagem TSF" regressou hoje com um excelente trabalho sobre os novos pobres da autoria de Guilhermina Sousa e Luís Borges "À Mesa com a Crise".

Estranho não ter visto qualquer referência (antes ou depois da sua emissão)no arquivo ou na grelha de programação do site da estação .

ABC e as redes sociais

A ABC criou regras para o uso das redes sociais por parte dos seus jornalistas. (Via PontoMedia ).

Também a NPR criou recentemente um guia para o mesmo efeito.

quarta-feira, novembro 11, 2009

A rádio que poucos reconhecem

A rádio, há que admiti-lo, sofre de um enorme problema. Ela está tão presente nas nossas vidas que na maior parte dos casos nem damos por ela.

Estará aqui um boa parte da justificação para análises precipitadas acerca, não só do futuro da rádio, como também do seu presente. Aliás, é curioso olhar para a história do meio e perceber que já na década de 50 Lazarsfeld numa intervenção na Sorbonne se referia ao facto de nos Estados Unidos se achar que a rádio tinha acabado.

E tem sido sempre assim: primeiro sofrendo a resistência da imprensa e das agências noticiosas que reivindicavam a exclusividade da informação, depois com a televisão que seduzia com a imagem que a rádio não tem e agora com a Internet.

São redutores os argumentos que dizem que a rádio não tem futuro.
No entanto, a rádio tem, afinal, demonstrado que assim não é. Não são apenas aqueles que de forma mais ou menos apaixonada a defendem, mas os próprios estudos que o revelam e contrariam análises precipitadas, como por exemplo dizer-se sistematicamente que a rádio está a perder ouvintes, pois não será tanto assim como revelam este e mais este artigo . Ou, no quadro da moda mais recente, afirmar-se que a Internet está a matar a rádio.

As transformações sociais, culturais, políticas, tecnológicas têm colocado desafios à rádio, mas o próprio meio tem-se encarregado de mostrar a sua vitalidade, adaptando-se às novas realidades.

Uma vez mais isso sucedeu com a televisão e sucede agora com a Internet. Aliás, é curioso este artigo, que mostra como Internet e rádio andam, afinal, de braços dados.

Tudo isto vem a propósito do artigo de Eduardo Cintra Torres no Público e sobre o qual Rogério Santos e Paula Cordeiro já se pronunciaram. Opiniões que subscrevo.

segunda-feira, novembro 09, 2009

O Muro de Berlim na RR

Que o futuro da rádio está na Internet parece já uma frase redutora de tão dita que tem sido. Mas a realidade portuguesa mostra-nos que, pelo menos no campo da informação, nem sempre esse discurso é acompanhado pelo investimento em recursos humanos, utilização de ferramentas ou até criatividade...

Não me parece ser o caso da Renascença que tem feito uma aposta muito séria na sua presença online.

A reportagem multimédia que assinala os 20 anos da queda do Muro de Berlim é disso um excelente exemplo.

Para ver Muro de Berlim 20 Anos

sexta-feira, novembro 06, 2009

Congresso online

Decorre entre os dias 12 e 19 de Novembro o IV Congreso de la Cibersociedad - Crisis Analógica, futuro digital, organizado pelo Observatorio para la Cibersociedad. O Congresso tema a particularidade de decorrer exclusivamente online.

Foram apresentadas 400 comunicações que já estão disponíveis.

Há algumas sobre rádio.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Práticas de gestão da rádio

Três autores da universidade de Sunderland escreveram um E-book sobre Práticas de Gestão da Rádio. O resultado é um extenso documento que vale a pena ler.

Numa primeira leitura retiro esta ideia interessante sobre a possibilidade das rádios passarem a emitir informação especializada e de acordo com a linha da emissora, em vez de insistirem em boletins de actualidade à hora certa. É uma ideia que fará sentido num contexto de fragmentação das audiências.

While a new service might not feel the urge to provide THE news each hour, listeners expect the radio station to be expert on its own particular field. Listeners to a jazz station could reasonably expect to be kept up-to-date with relevant gigs, new recordings, etc., while any community, local or regional service should strive to become essential listening for anyone wanting to know what is going on in their patch.

terça-feira, novembro 03, 2009

O programa do provedor e a Internet

Agrada-me o programa do provedor do Ouvinte da RDP.

Em comparação com o seu antecessor, José Nuno Martins, Adelino Gomes tem trazido à antena mais temas relacionados com o jornalismo radiofónico e isso, confesso, agrada-me bastante, sobretudo porque contribui para a abordagem de questões jornalísticas no contexto da rádio, que em Portugal pouca atenção têm merecido, até dos próprios jornalistas.

Há, no entanto, um aspecto que gostaria de ver alterado e que tem a ver com a disponibilização do programa do provedor na Internet. Com efeito, este só pode ser escutado via online depois de passar em todas as estações do universo da rádio pública. Ou seja, à terça-feira.

Não entendo.
A Internet é um canal do serviço público de rádio, tal como os restantes. Não é o outro canal. Se o programa está gravado porque não colocá-lo de imediato no site?

Não podemos negligenciar o facto de haver muitos ouvintes (certamente a maioria) que ouve a rádio pública pela via, digamos, tradicional, mas também não nos podemos esquecer que há cada vez mais ouvintes que escutam os programas através da net.

Disponibilizar o programa do Ouvinte no site, sem ter de esperar pela sua difusão em todos os canais da rádio seria, a meu ver, responder a um direito que todos os "ciber-ouvintes" têm de escutar a rádio pública quando e onde desejam, afinal duas vantagens da rádio online.

Aliás, a Internet parece de algum modo secundarizada neste aspecto. Se consultarmos o horário do programa na página do provedor não encontramos qualquer referência ao dia em que o espaço é disponibilizado online.

Vem tudo isto a propósito da intenção deste blogueiro em querer hoje deixar o link para o último programa do provedor, no qual Adelino Gomes abordou o tratamento jornalístico dado aos partidos nas últimas eleições, e não conseguir encontrar o dito programa. É que vale mesmo a pena ouvir.

segunda-feira, novembro 02, 2009

António Sérgio II

António Sérgio não era só um excelente autor de programas de rádio, nem uma voz única. António Sérgio era crítico da própria rádio. Era um observador atento do meio. Era um apaixonado pela rádio.

Do baú, encontrei esta entrevista dada à revista Única, em 2005.
Retiro alguns excertos:

"A rádio foi praticamente o único universo que conheci. (...) O meu pai foi convidado para fundar a Rádio Clube de Bié e, por causa dele, a minha mãe tornou-se locutora. Cresci nesse ambiente. Todo o meu tempo livre era passado ali."

"Mas há qualquer coisa de mágico neste meio. É tão mágico que até é um bocadinho trágico. Quando entro no programa, à meia noite, e me ligo à mesa através dos head-phones, entro na máquina e integro-me nela."

"Quando percebi o marasmo radiofónico que era Portugal, comecei a fazer tudo o que não se fazia em rádio em termos de divulgação musical(...)"

"Repare que são anos e anos a ouvir música e a estar sempre à procura de música nova. Portanto continuo à procura de alguma coisa que ainda me faça sentir um «clic»".

domingo, novembro 01, 2009

António Sérgio

É uma notícia que deixa todos os amantes da rádio muito tristes. António Sérgio fica na história da rádio como uma das melhores vozes de sempre. Aquelas noites à escuta da Hora do Lobo eram magníficas.
Tinha 59 anos.

Para ler mais aqui.

sexta-feira, outubro 30, 2009

Sugestão ou edição?

O que devem ser os espaços da rádio geralmente chamados de "revista de imprensa"?

A questão surge-me em boa parte devido às capas do "24 Horas" cujos temas terão certamente interesse para alguns, mas que estão claramente desadequados à linha editorial das principais emissoras de informação portuguesas.

Por exemplo, ouvir na Antena 1 ou TSF os amores e desamores das figuras públicas não se enquadra editorialmente naquelas emissoras. Nestas situações, a rádio serve unicamente para amplificar acontecimentos de interesse público pouco relevante. E fá-lo apenas porque vem estampado num jornal de cobertura nacional. Sem outra razão!!!

Este tipo de manchetes são lidas porque se encara as "revistas de imprensa" na rádio como um mero espaço de sugestão. E já agora de publicidade aos jornais.

A meu ver, as revistas de imprensa devem ser, à luz dos restantes momentos informativos da rádio, espaços editados e não apenas de exposição sem filtro das capas dos jornais.

Aliás, bem vistas as coisas, verificamos que a própria escolha dos jornais representa já uma acção do jornalista, uma vez que há jornais que são sempre lidos e outros que nunca o são.

Ou seja, se já existe edição ao nível da escolha dos jornais, não vejo razão para que as redacções não optem também por fazer essa selecção ao nível do conteúdo e, se preciso for, não incluir na revista de imprensa num determinado dia o jornal X ou Y, simplesmente porque os temas que escolheu para capa não têm interesse editorial.

segunda-feira, outubro 26, 2009

A função social das rádios locais

O programa "Bom Dia Tio João" completa 20 anos de existência na RBA, Bragança. Pode-se discutir o estilo, mas não se discutirá, certamente, a proximidade e interacção com os ouvintes.

Para ler aqui.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Audiências e investimento na rádio

Audiência acumulada de véspera das rádios portuguesas com mais informação sem grandes novidades. Já o investimento publicitário no meio rádio foi um dos que mais subiu em Setembro, quando comparado com o mês anterior.

sábado, outubro 17, 2009

Petição pela Noar

Já aqui tinha abordado o facto da Rádio Noar estar sem emitir noticiários aos fins-de-semana devido à redução de jornalistas. Agora circula pela net uma petição contestando a medida da administração da rádio que pertence ao grupo Lena também proprietário do jornal "i" e do Jornal do Centro de Viseu.

Lê-se na petição:

Desde o dia 26-09-2009 a Rádio NOAR, a emitir a partir da cidade de Viseu em 106.4 Fm ou www.radionoar.pt, deixou de informar os seus ouvintes aos fins-de-semana e feriados. É claro que, com a compra da Rádio NOAR pelo grupo Lena/Sojormedia, também proprietário do Jornal “i”, poucos, ou talvez ninguém, esperariam que tal fosse fosse acontecer.
(...)
Não vamos deixar morrer as notícias NOAR aos fins-de-semana e feriados! Só pedimos, como viseenses, que o grupo Lena/Sojormedia, proprietário da Rádio NOAR, não deixe morrer um projecto noticioso que muito orgulha a região de Viseu. Antes disso, que o faça crescer.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Entre a ameaça e a esperança

Dois textos (um deles uma notícia). O primeiro fala de 10 Hopeful Thoughts about the Future of Journalism o outro da ameaça que os novos meios representam para os media tradicionais e para os jornalistas que , diz a notícia, tendem a desaparecer.

A nova grelha do Rádio Clube

Da nova grelha do Rádio Clube, que arranca na próxima segunda-feira, sublinho a redução de duração do programa Minuto-a-Minuto, que era justamente a principal aposta informativa da estação. O programa passará a terminar às 10 horas da manhã, coincidindo, afinal de contas, com o que é feito nas outras rádios.

Temo que a medida prejudique aquele espaço que por várias vezes aqui elogiei, tratando-se, a meu ver, de um dos momentos mais apetecíveis da rádio portuguesa no que à informação diz respeito. Veremos, como funciona.

As horas até aqui ocupadas pelo Minuto-a-Minuto serão destinadas a um espaço musical, procurando responder a uma das principais críticas que eram feitas ao Rádio Clube: a de quase não passar música.

Vítor Moura, o director da estação, garantiu ao Meios e Publicidade que a nova grelha não implicará modificações no que respeita à principal aposta da estação, ou seja continuará a ser uma "rádio de palavra, muito focada na informação".

O Público também escreve sobre o assunto.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Ouvir e pensar a rádio

"A Rádio ouvida e pensada" é o título de livro de Vítor Soares que agora está disponível. Trata-se de um conjunto de textos nos quais o autor reflecte sobre o meio radiofónico.

domingo, outubro 04, 2009

Como re-inventar a rádio de informação

1 News is content (topical content with the power to connect with the listener)

2 Consider how news can contribute to your station’s success

3 Use news to get your station noticed

4 Define a unique brief for your news team

5 Resource to best deliver the news brief

6 Topical content can make money

7 Cultivate all rounders

8 Include journalists in station wide decisions

9 Invest in news but expect to return a profit

10 Give your news and topical content the big sell

O texto completo está aqui .

quarta-feira, setembro 30, 2009

Rádio Noar sem emissões ao fim-de-semana

A Rádio Noar, de Viseu, deixou de emitir aos fins-de-semana. A notícia vem no Diário de Notícias e dá conta de que tal se deveu ao despedimento de dois jornalistas. O jornal fala também de críticas feitas à rádio pelo presidente da câmara.

A notícia está aqui.

segunda-feira, setembro 28, 2009

As imagens da rádio na noite eleitoral

Destaco duas iniciativas levadas a cabo pela rádio na cobertura da noite eleitoral e ambas nos sites das emissoras.

A Antena 1, em conjunto com a RTP, voltou a apostar no Mobile Journalism (Mojo), desta vez envolvendo um maior número de recursos, depois de uma primeira experiência realizada nas europeias pelos jornalistas Rita Colaço e Paulo Nuno Vicente.





















A Antena 1 faz um balanço extremamente positivo da iniciativa revelando que a página foi visitada por mais de um milhão e meio de visitantes.

Por outro lado, merece referência a iniciativa da Renascença que, prosseguindo o seu objectivo de transformar o site numa webtv, resolveu fazer um directo "televisivo" da noite eleitoral.



São duas boas iniciativas que podem apontar caminhos para algumas ferramentas e práticas que o jornalismo virá, eventualmente, a utilizar com maior frequência numa plataforma online.

É claro que nesta fase estamos apenas a falar de experiências interessantes, pois há que aperfeiçoar métodos.

Por exemplo, no site da Renascença o que se viu foi verdadeiramente um directo de um programa de rádio. Ou seja, as câmaras estavam lá, mas os protagonistas (jornalistas e convidados em estúdio) fizeram de conta que elas efectivamente não estavam presentes (jornalistas que passam à frente da câmara, convidados que se despedem dos jornalistas em frente à câmara, etc). Mas valeu pela iniciativa.

No caso do mobile journalism da Antena 1 os problemas tiveram mais a ver com a qualidade (ou falta dela) de algumas imagens e sons. Questões que, julgo eu, de momento a tecnologia disponível não resolve.

Valeram as experiências

sexta-feira, setembro 25, 2009

Coisas interessantes da campanha na rádio

Na rádio:

Os Jornais de Campanha da Antena 1 com Maria Flôr Pedroso.
Os Fóruns da TSF com os líderes dos principais partidos.
O Bloco de Notas da Renascença.

Nos sites:
A visão histórica dos resultados das legislativas desde 1975 que a RTP/RDP disponibiliza.

A ideia do MOJO (Mobile Journalism) experimentada nas Europeias e agora levada novamente à prática.

A cobertura multiplataforma da Antena 1 (rádio hertziana, site, MOJO, Twitter, blogues)

A reiterada aposta numa linguagem multimédia nas peças da Renascença (presença de texto, som, fotografia e vídeo).

A campanha em imagens da Renascença.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Pequenos e grandes

A questão volta sempre à ordem do dia em altura de campanha eleitoral. Que cobertura noticiosa é (deve) dada aos chamados pequenos partidos?

Um olhar pela rádio, constatamos duas situações: a primeira que os pequenos partidos são tratados sobretudo com o recurso à entrevista, que tem fundamentalmente o objectivo de dar a conhecer as principais ideias sobre alguns temas. A segunda, que os pequenos partidos aparecem nas notícias apenas quando quebram a rotina.

Em relação a este segundo aspecto, vale a pena recordar o que nos dizem Harvey Molotoch e Marilyn Lester sobre o acesso aos media. Os autores estabelecem três níveis de acesso aos meios de comunicação social.

Recordo dois deles:
“Habitual” quando as práticas de um indivíduo, ou grupo, que ocupa determinada posição coincidem com a produção dos media, conduzindo a que as suas práticas sejam frequentemente noticiadas e “Disruptivo”, quando indivíduos ou grupos para verem as suas realizações nos media, necessitam de perturbar a ordem gerando a surpresa, agitação ou choque.

Ou seja, ou os pequenos partidos irrompem com acções sensacionais, inéditas ou pouco esperadas ou não são notícia. Deste ponto de vista, há que admitir alguma razão aos partidos com menor expressão quando se queixam do tratamento que os media lhes dão, pois na realidade a presença de noticias sobre os seus actos de campanha nos principais espaços informativos da rádio é pouco menos que nula.

Aliás, não deixa de ser curioso verificar que uma das poucas vezes que um pequeno partido (neste caso movimento) apareceu nos principais noticiários da rádio portuguesa foi justamente a propósito das várias acções de contestação levadas a cabo pelo MMS devido, no entendimento do movimento, à falta de equidade no tratamento noticioso.
Tudo o resto que se tem ouvido é atirado, normalmente, para os tais espaços de entrevista (que é pela sua natureza, pontual) ou para os jornais de campanha da rádio, emitidos fora do horário nobre.

Há aqui uma certa, e inevitável, comparação (provocatória, admito). É que, o jornalismo político (pelo menos aquele que se faz em altura de campanha) está mais parecido com o “jornalismo de futebol”. No mundo da bola, por mais que um pequeno clube tenha bons jogadores, ganhe jogos, etc, só será notícia se jogar contra um grande ou se houver salários em atraso. Já no caso dos grandes clubes, bastará um treino bem “esgalhado” para abrir noticiários.

O problema é que o jogo da política não é o mesmo do futebol e deste ponto de vista seria preciso que o jornalismo procurasse uma intervenção mais abrangente e plural, começando, por exemplo, pela multiplicidade de plataformas de que dispõe para o fazer.

Se olharmos para os sites das rádios portuguesas não nos restarão dúvidas de que a diferença, em relação à rádio, do tratamento noticioso nesta matéria se resume à diversidade do uso de ferramentas expressivas que, naturalmente, não existem na rádio dita tradicional (vídeos, fotos, infografias, etc).

O conteúdo dos sites é, com honrosas e raras excepções, o mesmo da rádio e por isso quem aparece nas notícias da versão digital já apareceu ou vai aparecer na hertziana e ainda por cima a dizer as mesmas coisas.

terça-feira, setembro 22, 2009

TSF não passa na RTP?!!

Estranho. No mínimo estranho.

Via A Rádio em Portugal

Super FM já emite

A Super FM começou ontem a emitir em 104.8, regressando assim à Grande Lisboa.

E sobre as notícias (ouvi a síntese das 12h25)? Não sendo o objectivo da rádio, seria de esperar (e confirmou-se) peças curtas, sobre a agenda do dia, sem grandes novidades e sem informação local. Mas não será para ouvir notícias que se sintoniza a Super.

Uma visita ao site permite tirar duas (precipitadas) conclusões: que a aposta nas redes sociais é um forte investimento da rádio e que este é apenas um projecto de um futuro site a sério.

Mais sobre a Super FM . E também aqui.

domingo, setembro 20, 2009

Mais um prémio para o jornalismo radiofónico

A reportagem radiofónica recebeu mais um prémio. Desta vez foi o trabalho de José Milheiro intitulado "Ideias de futuro".

Registo o facto da reportagem de rádio continuar a ser o principal veiculo de promoção do jornalismo radiofónico com a obtenção de vários prémios. Neste campo, a TSF tem-se destacado, mas é também justo sublinhar o esforço que a Antena 1 tem feito nos últimos tempos para a realização de mais trabalhos de fundo.

A reportagem agora premiada pode ser escutada aqui.

Gerações e os media online

Paula Cordeiro levou a cabo um estudo intitulado "Gerações e os media online". No seu blogue deixou algumas das conclusões a que chegou.
Para ver aqui.

Propostas de programas para a Zero

A webradio Zero está a aceitar propostas de programas.

No comunicado que recebi lê-se o seguinte:

A Rádio Zero abriu a época de recepção de maquetes para a escolha de novos programas para a grelha de programação. Qualquer ideia é válida, qualquer programa pode ser feito.

A Rádio Zero é uma rádio baseada em Lisboa, com emissão via web e é uma das fundadoras da rede internacional de rádios RADIA. Tem como objectivos divulgar e promover a exploração do suporte rádio enquanto conteúdo, forma e/ou tecnologia, privilegiando abordagens não ortodoxas e de autor.

Valorizamos o experimentalismo, a originalidade e, acima de tudo, o livre pensamento!

Se tens ideias para montar um programa de rádio, faz da Zero a tua oficina!


As propostas devem ser enviadas para o seguinte mail: programacao@radiozero.pt

terça-feira, setembro 08, 2009

tsf.pt com mais utilizadores


O site da TSF foi o mais visitado no primeiro semestre de 2009, de acordo com a Marktest.

O estudo Netpanel revela-nos que o sítio online da rádio informativa foi o que naquele período registou mais utilizadores únicos e mais tempo despendido na consulta do site. Por sua vez, o site da RFM foi aquele em que se registou o maior número de páginas consultadas.

Entre os sites de rádios com maior aposta na informação, sublinho o site da Renascença (3º com mais utilizadores únicos) e o Rádio Clube (o 8º com mais utilizadores únicos).

Em termos globais o número de utilizadores únicos de sites de rádios portugueses oscilou entre os 604000 de Maio e os 710000 de Abril.

segunda-feira, setembro 07, 2009

20 Anos de Rádios Locais: O argumento da informação (V)

As rádios locais portuguesas começaram a emitir há 20 anos, em 1989, na sequência de um processo legislativo concluído no final de 1988. A liberalização do sector da rádio em Portugal modificou por completo a paisagem radiofónica portuguesa. O Rádio e Jornalismo está a publicar um conjunto de posts sobre a radiodifusão local, com especial enfoque na realidade portuguesa.

As rádios piratas portuguesas, sobretudo pela sua expressão quantitativa, modificaram o jornalismo radiofónico português a vários níveis.
Em primeiro lugar contribuíram, pelo menos no início, para o exercício de um jornalismo de proximidade, trazendo para o cenário radiofónico um olhar sobre os pequenos problemas locais das populações, bem como novos protagonistas que eram frequentemente esquecidos pelas principais rádios do país.
Em segundo lugar, foi no seio das rádios piratas que nasceram bons projectos de jornalismo radiofónico, dos quais se destaca naturalmente a TSF.
As rádios locais constituíram-se como verdadeiras escolas práticas de jornalismo radiofónico espalhadas por todo o país. Foi nas rádios locais que nasceram para a profissão vários jornalistas que mais tarde integrariam as redacções das principais emissoras nacionais.
As emissoras locais utilizaram a informação como um argumento importante para se afirmarem no cenário da radiodifusão portuguesa. Aliás, por várias vezes a prática de um jornalismo de proximidade foi o argumento invocado para pressionar o governo no sentido de obter a desejada legalização.
As rádios piratas seguiram, desde o início, a ideia de que teriam de oferecer serviços de informação local sobre as comunidades onde se inseriam. Mas, apesar da boa vontade, a verdade é que a maior parte das rádios locais portuguesas no período da clandestinidade não apresentava as condições mínimas para o exercício do jornalismo. Poucos são os exemplos de emissoras que colocavam regularmente no ar noticiários. Não o faziam, normalmente, devido à falta de recursos humanos.
Em 1987, das 126 rádios locais referenciadas no estudo do jornal Expresso, 20 não tinham redacção, 59 possuíam, mas não eram compostas por jornalistas profissionais e só 47 redacções de emissoras locais eram coordenadas por jornalistas.
Um dos sectores da informação que mais sobressaiu com o aparecimento das rádios locais foi o desporto local. Foi notório o investimento nesta área, pois tratava-se de um campo pelo qual dificilmente as emissoras nacionais se interessariam. Muitas estações locais passaram a cobrir com regularidade os acontecimentos desportivos da sua área.
De principal argumento quando foi preciso obter a legalização, a informação nas rádios locais portuguesas passou para um plano secundário e nalguns casos (infelizmente não tão raros) deixou pura e simplesmente de existir.

quinta-feira, setembro 03, 2009

O prontuário sonoro da RDP

É sem dúvida uma ideia que merece o meu aplauso: a RDP está a aplicar um Prontuário Sonoro.

A iniciativa, que de momento é acessível apenas aos jornalistas da RDP através da intranet, partiu do fundador do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, José Mário Costa e está a ser colocada em prática por João Alferes Gonçalves e Eduardo Oliveira e Silva. Adelino Gomes, provedor do Ouvinte, dedicará o programa de amanhã Em Nome do Ouvinte ao tema.

Trata-se, efectivamente, de uma excelente ideia que permitirá, espera-se, uniformizar a forma como se pronunciam determinadas palavras na rádio pública.

De facto, há algo que me tem feito alguma confusão na rádio portuguesa: são raros os documentos contendo regras internas como estatutos editoriais, livros de estilo, formas próprias de construção das notícias, entre outros. Também por isso, este Prontuário é muito bem vindo.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Rádio Futura

A Rádio Futura é uma iniciativa que a Rádio Zero levará a cabo entre 14 e 17 de Outubro no Festival Future Places, no Porto.

Lê-se no site da iniciativa:

O estilo de rádio criativo, independente e aberto tem maioritariamente estado ausente de Portugal desde a explosão das rádios piratas nos anos 80. A Radio Futura não é no entanto um exercício de revivalismo, mas quer antes mostrar essa rádio ausente, um meio a ser explorado e usado para fins artísticos e culturais, um instrumento de proximidade e aproximação.

Para isso, os organizadores aceitaram propostas de programas de rádio que deverão ser emitidos durante a iniciativa através do stream da Rádio Zero e, eventualmente, de uma frequência temporária em FM.

terça-feira, setembro 01, 2009

A gripe A e a II guerra mundial

Duas boas iniciativas da rádio de hoje:

A Conferência Internacional «Gripe A: Informar para Agir» que a TSF promove em conjunto com a Direcção Geral de Saúde. Emissão de "serviço público" como Manuel Vilas-Boas fez questão de iniciar a sua intervenção no noticiário das 10 da manhã.

E o destaque que a Renascença está a dar à efeméride que assinala os 70 anos do início da II Guerra Mundial. No site da emissora católica estão dois trabalhos ( texto e em vídeo) que interessa ver e que pretendem lançar um olhar sobre a rádio naquele conflito.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Super FM regressa em Setembro

Segundo a Meios e Publicidade, a Super FM iniciará as suas emissões a partir do próximo mês, utilizando a frequência de 104.8, antes atribuída à ECO FM, uma rádio local de Alcochete.
Sobre a Super FM já aqui escrevi.

sexta-feira, julho 31, 2009

quinta-feira, julho 30, 2009

Os novos tempos da informação !!!

Ora aqui está alguém que não usa as palavras "notícias" nem "jornalismo" e que se informa através do twitter!!!!

O editor da Wired, Chris Anderson, em entrevista.

quarta-feira, julho 29, 2009

Vítor Moura dirige Rádio Clube

Há mais novidades no Rádio Clube: Vítor Moura, que apresentava o Grande Jornal à hora do almoço, passa a assumir a direcção da estação e Miguel Gil, administrador da Media Capital, nega que o Rádio Clube vá mudar o seu formato, passando a dar mais peso aos conteúdos musicais.

terça-feira, julho 28, 2009

NPR com novo site

A National Public Radio renovou o seu site.

Está mais atraente do ponto de vista gráfico, mais moderno e de fácil consulta.

Quero assinalar duas opções da NPR que me parecem acertadas e que não vejo na maior parte dos sites de rádios de informação em Portugal.

Em primeiro lugar uma aposta na interactividade com os cibernautas permitindo, por exemplo, que as notícias possam ser comentadas.

Em segundo lugar, uma visão que, se considerarmos as visões mais apaixonadas sobre a relação entre rádio e Internet, me parece arrojada. A NPR não faz vídeos só porque sim. A aposta da emissora é no som, mesmo no site, e isso parece-me relevante. Não que o vídeo não seja importante, mas é melhor não o fazer do que fazê-lo só porque está na moda.

Para ler sobre as alterações no site da NPR:

Vivian Schiller à Newsweek: Radio is our core, our heart and soul. It's where most of our audience is. But we have to make sure that we serve the audience wherever they want it. Of course, there's traditional radio with massive, massive audience. But where else is audio listening going? We need to own that space. We're the No. 1 most downloaded podcast in news and information.

Nota da NPR: On the new site, you should find it easier to combine listening and reading, to follow breaking news, to comment on our work and share it, and easier to find programming from your NPR station.

segunda-feira, julho 27, 2009

Osório sai do Rádio Clube

Luís Osório deixa o Rádio Clube.

Não se pode dizer que seja uma medida inesperada. As audiências do Rádio Clube nunca foram as desejadas (e prometidas por Osório) e mais grave ainda, a rádio esteve sempre inconstante no que diz respeito à definição de uma programação.

Com excepção das manhãs informativas, a programação do Rádio Clube andou desde 2007 sempre à procura do melhor modelo.

Dois anos e meio mostraram que o projecto não era assim tão sólido como se poderia pensar motivando a saída de várias apostas da estação (Adelino Faria, Ana Sousa Dias, Artur Cassiano são alguns exemplos).

Aguardemos, pois, por mais desenvolvimentos.

A saída de Osório no Público.

Ecos da Super (IV)

As rádios locais portuguesas começaram a emitir há 20 anos, em 1989, na sequência de um processo legislativo concluído no final de 1988. A liberalização do sector da rádio em Portugal modificou por completo a paisagem radiofónica portuguesa. O Rádio e Jornalismo está a publicar um conjunto de posts sobre a radiodifusão local, com especial enfoque na realidade portuguesa.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social aprovou a alteração da denominação da Rádio Eco, que agora passa a chamar-se Super FM.

Já há algum tempo que não dava por uma notícia destas que significa o fim de mais uma rádio local na Grande Lisboa.

Esta alteração representa o regresso às proximidades de Lisboa de uma rádio que originalmente começou por emitir nos anos 90 no Montijo e que assentava numa programação de música Rock. Passou depois por algumas mudanças que implicaram a sua ida para o Algarve, depois para o Barreiro (embora com estúdios nas Amoreiras, em Lisboa).

Agora regressa a Lisboa ocupando uma frequência (a única existente) no concelho de Alcochete.

O que mais me interessa neste caso, como noutros, é o caminho (inevitável ?!!) que as rádios locais portuguesas estão a tomar, desvirtuando-se de forma clara dos seus princípios: proximidade com as comunidades onde estão inseridas.

De facto, ninguém acredita que a Super FM, com uma programação estereotipada e assente em êxitos músicais, vá ter como preocupação "a produção e difusão de uma programação destinada especificamente à audiência do espaço geográfico a que corresponde a licença ou autorização"(lei da Rádio, artº 9, ponto 2).

É que, utilizando a única frequência de Alcochete, a Super FM será necessariamente classificada como rádio generalista local (Lei da Rádio, artº 27) e assim obrigada a difundir serviços noticiosos respeitantes à sua área geográfica (lei da rádio, artº 39).
Aguardemos, pois!

É claro que este é mais um exemplo de como o conceito de rádios locais em Portugal faliu. Se é verdade que a Super FM, regressando à Grande Lisboa, será obrigada por lei a cumprir disposições que nada têm a ver com os seus objectivos e que deste modo se perde um meio de comunicação local, não é menos verdade que a situação da Rádio Eco era insustentável há pelo menos cinco ou seis anos e que este cenário (ou outro ainda pior) seria inevitável.

Na Margem Sul do Tejo, para além de Alcochete, também Palmela, Barreiro, Almada e Moita deixaram de ter rádios locais pois nas suas frequências estão a ser emitidas rádios com outros objectivos.

Na mesma área geográfica restam: Rádio Popular FM (Montijo); Rádio Baia e RDS (Seixal) e Rádio Santiago (Sesimbra). A Pal FM (em Palmela) emite durante algumas horas a Rádio SIM (da Renascença).

quinta-feira, julho 23, 2009

E quando a marca nos troca as voltas...

Do ponto de vista das notícias que passam na rádio, um dos aspectos que acho mais interessantes na relação entre a rádio e a sua presença na net, é a questão relacionada com "o que é notícia?"

Em tempos, um professor meu dizia que a rádio não tem faits-divers. O que pretendia dizer é que o tempo em rádio é escasso e que por essa razão, a tendência era para condensar a informação em 10 ou 15 minutos e que por isso as "coisas menores", "o engraçadito" não cabiam na rádio. Até porque a rádio não tem imagem e muitos desses "happenings" vivem, sabemos bem, da força da sua imagem.

E com a net?

A imagem passou a fazer parte do universo expressivo dos jornalistas das empresas radiofónicas. Que implicações tem isso? Muitas, uma delas é que passámos a ver coisas nos sites das rádios que não esperamos escutar na rádio.

Por exemplo, uma notícia sobre um cowboy nú que quer ganhar Nova Iorque.

Relevante? Duvido. A TSF, como os apaniguados da convergência gostam de sublinhar, é uma marca e como tal transmite-nos uma determinada imagem. E esta notícia, como outras que surgem no espaço de vídeo do site da TSF, dificilmente entraria num noticiário da rádio.

segunda-feira, julho 20, 2009

Doutoramentos sobre a rádio portuguesa

Lista de teses de doutoramento sobre a rádio portuguesa:


ALVES, Teresa (2017) Os sons da Lusofonia: contextos multiculturais do serviço público de rádio em Portugal e no Brasil. Universidade do Minho.

LEITE, Renato (2017. Antecedentes da Lealdade no Sector da Radiodifusão. ISEG. 

WEIGELT, Diego (2016) A rádio e os jovens na cultura contemporânea: usos e hábitos em Portugal e Brasil. UNL.

Carvalho, Paulo Cezar Lepetri (2015)  “A Radiodifusão no Brasil e em Portugal e a invasão dos brasucas: uma nova linguagem”.  Universidade do Minho.

DAVID, Maria Inês Pereira Torcato (2015) "On and off air: an ethnographic exploration of minority radio in Portugal". Universidade Nova de Lisboa

GUIMARÃES, Valquíria (2015) "A Contribuição da Rádio para o desenvolvimento da Cidadania: um estudo comparado da atuação de rádios do Brasil e de Portugal (2011-2012)". UNL.

PORTELA, Pedro (2015) "A Voz do Utilizador na Mediamorfose da Rádio: A Interactividade e os Consumos Radiofónicos no início do século XXI". Universidade do Minho.

SANTOS, Susana (2012) "O processo de liberalização das emissões de rádio em Portugal entre estado, igreja católica e mercado". ISCTE.

REIS, Isabel (2011) "O Áudio no Jornalismo Radiofónico na Internet". Universidade do Minho.

SANTOS, Sílvio (2011) "Serviço Público de Radiodifusão em Portugal: do controlo ideológico ao fim da representatividade social". Universidade de Coimbra.

MOURA, Fernando (2010) A Construção da Identidade de uma comunidade imigrante portuguesa na Argentina (Escobar) e a comunicação social". Universidade Nova de Lisboa.

RIBEIRO, Nelson (2009) "Radio broadcasting in Portugal during War II". Universidade de Lincoln.

BONIXE, Luís (2009) "A Informação Radiofónica: rotinas e valores-notícia da reprodução da realidade na rádio portuguesa. A Internet como cenário emergente". Universidade Nova de Lisboa.

MENEZES, João Paulo (2008) “O consumo activo dos novos utilizadores na Internet: ameaças e oportunidades para a rádio musical (digitalizada)”. Universidad de Vigo.

CORDEIRO, Paula (2007) "Estratégias de programação na rádio em Portugal: o caso da RFM na transição para o digital". Universidade Nova de Lisboa.

REIS, Filipe (2006) "Comunidades radiofónicas: um estudo etnográfico sobre a radiodifusão local em Portugal". ISCTE.

MELO, Rui de. "O Digital Audio Broadcasting e as implicações nos conteúdos radiofónicos". Universidad Pontificia de Salamanca. Publicado pela Universidade Fernando Pessoa sob o título "A Rádio e a Sociedade de Informação" (2001).

MEDITSCH, Eduardo (1996) "A especificidade do rádio informativo: um estudo da construção, discurso e objectivação da informação jornalística no rádio, a partir de emissoras especializadas de Portugal e do Brasil em meados da década de 90". Universidade Nova de Lisboa - Publicada pela Minerva (1998) sob o título "A Rádio na Era da Informação".

Tese de doutoramento em rádo

Nelson Ribeiro defendeu no dia 16 na Universidade de Lincoln a sua tese de doutoramento intitulada "Radio broadcasting in Portugal during War II".

O autor, que é o director de programas da Renascença, explica aqui quais são os principais objectivos do seu trabalho.

Via Indústrias Culturais.

quarta-feira, julho 15, 2009

A voz da economia

Os jornais radiofónicos de economia (e suas variações: negócios, financeiros, etc) são em regra pouco atractivos do ponto de vista da expressividade radiofónica. Raramente há sons de protagonistas, os géneros utilizados são quase sempre os mesmos e as notícias resumem-se, em muitos casos, a informações das empresas e dos grandes negócios.

Aliás, é estranho que, tendo a temática "economia" cada vez mais peso nas notícias, o número de jornalistas da rádio portuguesa ocupados em exclusivo dessa área seja, por vezes, resídual.

É preciso ir um pouco mais longe.

Lembrei-me disto depois de ouvir esta manhã o Negócios e Empresas da TSF. Não sei se foi um acaso, ou se a agenda do dia o proporcionou,mas as notícias foram complementadas com sons dos protagonistas e houve peças com desenvolvimento dado por um segundo jornalista, aproveitando o "jogo de vozes" que a rádio pode proporcionar.

O conteúdo até pode ser o mesmo mas assim, em rádio, funciona muito melhor.

sábado, julho 11, 2009

Sobre o jornalismo radiofónico

Algumas leituras:


- BOURGADE, Frédéric (2006), L’Info Rádio … Recto Verso, Paris: L’ Harmattan

- CEBRIÁN HERREROS, Mariano (1992), Generos Informativos Audiovisuales, Madrid: Editorial Ciencia.

- CROOK, Tim (1998), International Radio Journalism, Routledge: New York.

- FAUS BELAU, Angel (1981), La Radio – Introduccion a un Medio Desconocido, Madrid: Editorial Latina.

- GOLDING, Peter & ELLIOT, Phillip (1979), Making the News, London: Longman.

- MARTINEZ-COSTA, Maria del Pilar (2002), “El proceso de escritura de la información radiofónica”, in MARTINEZ-COSTA, Maria del Pilar (coord.), Información Radiofónica, Barcelona: Ariel, pp. 97-120.

- MERAYO PÉREZ, Arturo(2002), “La Construcción del relato informativo radiofónico”, in MARTINEZ-COSTA, Maria del Pilar (coord.), Información Radiofónica, Barcelona: Ariel, pp. 59-96.

- SOENGAS, Xosé (2003), Informativos Radiofónicos, Madrid: Cátedra.

- STEPHENS, Mitchell (1980), Broadcast News - Radio Journalism and an Introduction to television, New York: Holt, Rinehart and Winston.

- VILLAFAÑÉ, J. et al. (1987), Fabricar Noticias – las rutinas productivas en radio y televisión, Barcelona: Editorial Mitre.

E sobre o caso português:

- CASSIANO, Artur (2005), “Time-Setting: Estudo de Caso sobre a TSF Rádio-Notícias”, in CARDOSO, Gustavo e ESPANHA, Rita (Orgs.), Comunicação e Jornalismo na Era da Informação, Lisboa: Campo das Letras, pp. 273-302.

- GONÇALVES, Rui Fernando Mendes (1999), Jornalismo e Valores. O Projecto Informativo TSF-Rádio Jornal (1988-1993), Lisboa: Edinova.

- MEDITSCH, Eduardo (1999), A Rádio na Era da Informação, Coimbra: Minerva.

- MENESES, João Paulo (2003), Tudo o Que se Passa na TSF, Porto: Jornal de Notícias.

- PROENÇA, Luís (2005), “A rádio porta-estandarte: a TSF e o pós-referendo em Timor Leste”, in CARDOSO, Gustavo e ESPANHA, Rita (Orgs.), Comunicação e Jornalismo na Era da Informação, Lisboa: Campo das Letras, pp. 237-271.

terça-feira, julho 07, 2009

Rádios livres – a tipologia de Cazenave (III)

As rádios locais portuguesas começaram a emitir há 20 anos, em 1989, na sequência de um processo legislativo concluído no final de 1988. A liberalização do sector da rádio em Portugal modificou por completo a paisagem radiofónica portuguesa. O Rádio e Jornalismo está a publicar um conjunto de posts sobre a radiodifusão local, com especial enfoque na realidade portuguesa.

A Europa viu nascer um sem-número de rádios piratas a partir da década de 60, cenário que se prolongou nos anos seguintes. Em Itália, Espanha, Portugal (já no final dos anos 70) e em França, o fenómeno atingiu um nível que deve ser assinalado porquanto acarretou consequências ao nível social, cultural e político.
O entusiasmo verificado impede o rigor na determinação do número de rádios livres surgidas na Europa. Uma certa anarquia do movimento impossibilita uma caracterização concreta dos vários projectos criados.

François Cazenave, no seu livro Les Radios Libres, de 1984, propõe uma tipologia a partir do caso francês, mas que, com as devidas adaptações, pode enquadrar também os vários cenários europeus.

Cazenave sublinhou o carácter de passa-palavra (porte-parole) das rádios livres. E, com base nesse pressuposto, determinou a seguinte tipologia das rádios livres francesas:

- Rádios passa-palavra das lutas sociais: aquelas que apareceram ligadas a grupos com determinados interesses, desde a luta dos homossexuais, dos emigrantes ou dos ecologistas.

- Rádios passa-palavra de lutas políticas: Foram as que apareceram em maior número em França. Cazenave adverte que se tratam de estações que podem ter uma vida efémera e que isso torna difícil determinar com exactidão o seu número, a sua audiência e a duração das suas emissões. O exemplo dado pelo autor é o da Rádio Sorbonne que foi criada por estudantes universitários em Maio de 1968 e que servia para difundir a voz dos alunos. O autor enquadra ainda nesta categoria as rádios livres ligadas a grupos de ecologistas, que utilizam o meio radiofónico para mobilizar militantes, por exemplo na luta contra a proliferação de centrais nucleares. A rádio mais conhecida e que se pode enquadrar nesta classificação é a Rádio- Verte-Fessenheim, na Álsácia francesa. Em França surgiram ainda rádios eleitorais, que apareceram em 1979 aquando das eleições para o Parlamento Europeu. Esta emissora servia para que os pequenos partidos se pudessem expressar. Não faltam ainda rádios ligadas ao partido socialista, ao comunista e a uma ala apelidada de “giscardienne”.

- Rádio pela rádio. Esta terceira categoria engloba, segundo o autor, todas as emissoras que se dedicam quase em exclusivo a passar música. Aparentemente, nada move os criadores destas rádios a não ser o prazer de fazer mais uma rádio. O conteúdo da sua programação é ocupado 100% por música. Seja ela jazz, pop ou outro estilo musical qualquer. O que interessa verdadeiramente é passar música.