quarta-feira, junho 09, 2010

Novo provedor da RDP

Mário Figueiredo será o novo Provedor do Ouvinte da RDP, sucedendo a Adelino Gomes que terminou o seu primeiro e único mandato.

Mário Figueiredo é uma excelente escolha. O novo provedor tem no curriculum uma longa experiência enquanto profissional da rádio (e também da televisão) bem como de ensino na área da comunicação.

terça-feira, junho 08, 2010

Proposta de nova Lei da Rádio aprovada em Conselho de Ministros

Do site do Conselho de Ministros retiro este texto sobre a aprovação da proposta da nova Lei da Rádio aprovada em reunião de 8 de Junho. O novo articulado toca sobretudo nas questões da titularidade, propriedade das empresas de radiodifusão e emissão em cadeia.


Proposta de Lei que aprova a Lei da Rádio, revogando a Lei n.º 4/2001, de 23 de Fevereiro

Esta Proposta de Lei, a submeter à Assembleia da República, consiste na criação de condições legais para o desenvolvimento de projectos radiofónicos estruturados e economicamente viáveis, através, entre outros aspectos, da redefinição das regras vigentes sobre a transparência da propriedade e sobre as restrições à titularidade dos operadores radiofónicos, assim como da permissão de formas de colaboração entre operadores de rádio que potenciem o reforço do profissionalismo e a obtenção de ganhos de escala.

São, ainda, definidos critérios para a transparência da propriedade, sujeitando a publicitação nos sítios electrónicos das rádios – ou, supletivamente, a comunicação à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) - a identificação da titularidade e as alterações significativas no capital dos respectivos operadores, bem como a composição dos seus órgãos de gestão e a identidade dos seus directores.

Em matéria de restrições à propriedade das rádios, abandona-se a rigidez do limite à participação de cada pessoa singular ou colectiva em mais de cinco operadores de rádio na totalidade do território nacional. Esta previsão é substituída por um limite de 10% sobre o total das licenças existentes, mais realista e conforme ao desiderato de fomentar o profissionalismo no sector.

No que toca à colaboração entre operadores e projectos de rádio, é alargada a possibilidade de funcionamento de cadeias parciais entre serviços de programas locais ou regionais que apresentem a mesma tipologia (generalistas ou temáticos). Nestas parcerias, as rádios têm de garantir, entre as sete e as 24 horas, seis horas diárias de programação própria que promova os elementos característicos das culturas locais.

É, ainda, abandonada a regra da intransmissibilidade das licenças ou autorizações para o exercício da actividade de rádio de âmbito local, que poderão ser transmitidas juntamente com a universalidade de bens, direitos e obrigações, incluindo as de natureza laboral, afecta ao respectivo serviço de programas, precedendo autorização da ERC, quando se demonstre o benefício daí resultante para a continuidade do projecto aprovado.

Em matéria de prazos das licenças ou autorizações para o exercício da actividade de rádio, é alargada de 10 para 15 anos a sua duração, harmonizando o prazo dos títulos habilitadores da competência da ERC com o prazo dos direitos de utilização de frequências atribuídos pela Anacom.

Com esta Proposta de Lei clarifica-se, também, o regime da responsabilidade pelos conteúdos informativos dos serviços de programas de rádio, de modo a assegurar a independência e autonomia das direcções de informação e dos jornalistas.

São ainda clarificadas as finalidades e as obrigações dos operadores e dos serviços de programas radiofónicos, assim como as condições do exercício do serviço público de rádio. Em relação ao serviço público, as suas obrigações são reforçadas, prevendo-se formas de acompanhamento e fiscalização eficazes do cumprimento do respectivo contrato de concessão, ao mesmo tempo que se assegura o seu financiamento de acordo com estritos critérios de necessidade, adequação e proporcionalidade.

Fernando Alves

Os meus parabéns a Fernando Alves que será condecorado pelo Presidente da República no Dia de Portugal.

É, sem dúvida, um dos maiores jornalistas da rádio portuguesa.

terça-feira, junho 01, 2010

Webrádios e jornalismo

Webrádios e jornalismo parecem andar de costas voltadas. O cenário português oferece-nos um conjunto de rádios exclusivamente online, mas que se dedicam à programação musical. Faltam as de informação.

Porque são raras fica esta: Voz Desportiva, que como o próprio nome indica dedica-se à informação desportiva. Pena que para lhe aceder seja necessário utilizar o Internet Explorer (o Mozilla costuma dar erro).

sexta-feira, maio 28, 2010

Quando o exclusivo se sobrepõe ao interesse

É motivo para pensarmos quando o exclusivo se sobrepõe ao interesse e novidade de um acontecimento.

O jornal de Desporto das 12h30 na Antena 1 abriu com veemência e repetido entusiasmo com a declaração perfeitamente esperada e normal num treinador de futebol português afirmando que "gostaria de treinar a selecção portuguesa".

O que é que estas declarações têm de especial para justificarem um tal destaque, mesmo num jornal temático? Só mesmo o facto de serem um exclusivo da estação que as emitiu. Bem vistas as coisas, se a pergunta for feita a qualquer treinador de futebol português, a resposta será inevitavelmente sempre a mesma. A notícia existe quando um deles disser que jamais quererá treinar a selecção de Portugal.

Mas quem ouviu o início do Jornal de Desporto ficou mesmo convencido que o acontecimento era importante!

A revelação está aqui.

Um prémio para o jornalismo local

Mais um prémio para a rádio.

Desta vez para uma rádio local, coisa rara, e por isso merece um sublinhado especial.

O prémio é do Parlamento Europeu que distinguiu Sónia Sousa, da rádio Antena Minho, pelo trabalho que efectuou com o eurodeputado José Manuel Fernandes.

quarta-feira, maio 26, 2010

TSF vence prémio

A equipa de desporto da TSF recebeu a distinção do Clube Nacional de Imprensa Desportiva para a área da rádio.

segunda-feira, maio 24, 2010

sexta-feira, maio 14, 2010

A cobertura da visita de Bento XVI - 4 questões

Terminada a visita de Bento XVI a Portugal, sobram as perguntas de sempre relativamente à forma como os média, e neste caso a rádio, fazem a cobertura jornalística deste tipo de acontecimentos.

- Não terão as rádios exagerado no tempo que dedicaram à cobertura em directo do evento, interrompendo durante quatro dias e várias vezes ao dia a sua programação normal?
- Não terão os jornalistas exagerado na emoção posta em muitos dos relatos feitos a partir dos locais por onde o Papa passou? (Esta manhã ouvia-se na rádio de serviço público: "Tudo neste momento à espera do momento crucial" - o momento crucial era apenas que o helicóptero levantasse voo para transportar Bento XVI de Fátima para o Porto)
- Não terá ficado trabalho por fazer no que respeita ao tratamento/debate de alguns dos assuntos e temas que inquietam os próprios católicos?
- Não terão os média exagerado na forma como se associaram às cerimónias?

E depois da visita Papal, as baterias já estão apontadas para a selecção nacional de futebol...

quinta-feira, maio 13, 2010

O futuro das notícias

São leituras indispensáveis para quem se interessa pelo tema.
Autores como Herbert Gans, Mitchell Stephens ou Michael Schudson escrevem sobre o futuro das notícias.

Via: Jornalismo e Comunicação.

quarta-feira, maio 12, 2010

O Papa nas rádios

As principais rádios de informação portuguesas têm acompanhado, como é natural, a visita de Bento XVI a Portugal.
A cobertura tem sido (e certamente continuará a ser) muito intensiva, implicando alterações na emissão normal das rádios para dar lugar a emissões especiais com o objectivo de acompanhar em directo a visita papal.

Renascença, Antena 1 e TSF adoptaram algumas estratégias formais semelhantes:repórteres distribuídos pelos principais pontos de Lisboa por onde o Papa passou ontem, debate em estúdio com convidados que comentam as intervenções do Papa e reflectem sobre temas relacionados com a Igreja Católica. Neste aspecto, a TSF mostrou-se mais irreverente com a introdução de temas que não geram consenso(ordenação das mulheres, aborto, pedofilia).

No acompanhamento online, RR, TSF e Antena 1 criaram páginas dedicadas, mas merece um sublinhado especial a cobertura que a Renascença está a fazer.
A emissora católica aproveita a visita papal para dar um passo mais na sua estratégia multimédia cada vez mais vincada no seu site. Em rr.pt é possível encontrar um alargado número de vídeos sobre os vários acontecimentos da visita de Bento XVI, para além da edição especial do jornal em pdf Página 1.
Mas o que merece um olhar mais atento é a cobertura da visita do Papa que podemos acompanhar no site da Renascença.

segunda-feira, maio 10, 2010

quarta-feira, maio 05, 2010

Sobre o jornalismo e a tecnologia

Um dos problemas do discurso sobre o jornalismo e a convivência entre meios tradicionais e digitais é que, nesta fase da migração, domina a ideia que os primeiros serão destruídos de forma automática e rápida pelos segundos, quando deveríamos estar todos preocupados em saber como preparar uma transição que certamente ocorrerá, mas que será, necessariamente, mais lenta que a própria evolução tecnológica.

Take television: who would have thought in the 1950s and 1960s that radio would still be a powerful technological platform several decades later? Imagine the argument: who would want only sound, when you could have both sound and vision?

terça-feira, maio 04, 2010

O mundo visto pelas redes sociais

É uma experiência que já tem um par de meses, mas que vale a pena conhecer (ou recordar). Cinco jornalistas de rádios francófonas decidiram fechar-se numa casa localizada em meio rural e ter acesso ao mundo das notícias apenas via Twitter e Facebook.

Durante aquele período foram actualizando um blogue com as suas reflexões. Algumas muito interessantes.

O projecto chamou-se Huis clos sur le Net.

segunda-feira, maio 03, 2010

A rádio em directo

A emoção, a incerteza dos resultados, as interrupções vindas de cada campo onde se jogava e até a confusão gerada com a sobreposição de informações dadas pelos vários repórteres animaram um início de noite na rádio portuguesa.

São momentos cada vez mais raros na rádio, mas que ontem foi possível reviver com o acompanhamento dos vários jogos de futebol marcados para a mesma hora.

É a rádio em directo!

segunda-feira, abril 26, 2010

As legislativas na rádio, segundo a ERC

A cobertura do período eleitoral das Legislativas de 2009 feita pelo Rádio Clube e pela Antena 1 foi considerada negativa por parte do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que analisou o "cumprimento do princípio geral da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas".

O referido órgão considerou que tanto a emissora da Media Capital como o operador público não contemplaram "nos programas de opinião emitidos no período em análise, a presença de representantes de todas as candidaturas, não cumprindo o princípio geral da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas".

Já a TSF e a Renascença, de acordo com a ERC, fizeram uma cobertura positiva no que diz respeito ao principio da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas. O relatório da entidade reguladora sustenta que tanto a rádio informativa como a emissora católica contemplaram "nos programas de opinião emitidos no período em análise a presença de representantes de todas as candidaturas", nomeadamente no espaço de entrevistas da RR e nos Jornais de Campanha e Fórum da TSF.

terça-feira, abril 20, 2010

Tráfego nos sites das rádios

A RFM continua a liderar o número de page-views dos sites das rádios portuguesas. A TSF surge em segundo lugar e a Renascença depois. A rádio católica sublinha no seu site que em Março atingiu a maior audiência de sempre, ultrapassando os três milhões de page-views.
Não se conhecem os números relativos à rádio pública, uma vez que aparecem integrados na RTP.

O ranking está aqui.

terça-feira, abril 13, 2010

Audiências de rádio nos últimos dez anos

A Marktest divulga dados que poderão surpreender alguns no que diz respeito à audiência de rádio em Portugal. Ao contrário do que muitos defendem, a rádio, a avaliar por este estudo, não perdeu audiência nos últimos dez anos. Se considerarmos a audiência acumulada de véspera, o estudo da Marktest mostra que em 2000 se situava nos 56,3% subindo em 2009 para os 57%. A audiência média, no entanto, sofreu uma ligeira quebra, dos 6,4%, em 2000, para os 6,3% em 2009.