sexta-feira, janeiro 07, 2011

RTP play

A RTP play também para a rádio de serviço público. Melhor arrumação dos sons, um visual mais atractivo. Para conferir aqui.

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Nova revista sobre Rádio

O Grupo de Pesquisa Convergência e Jornalismo (ConJor), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Brasil, acaba de disponibilizar o primeiro número da revista Rádio-Leituras.

Na sua primeira edição, a revista de periodicidade semestral apresenta vários textos sobre a rádio no Brasil e em Portugal.

Contribuo com o artigo Legalização, Concentração E Multimédia: Os Desafios Das Rádios Locais Portuguesas

A revista pode ser consultada aqui

sábado, dezembro 18, 2010

Desafios do Jornalismo

O Obercom acaba de disponibilizar um estudo no qual avalia o modo como os jornalistas vêem a sua profissão em diversos domínios tais como o futuro dos média, a formação, a organização das redacções, etc.

Alguns dados revelados pelo inquérito são muito curiosos, por exemplo a maior parte dos inquiridos concorda que as notícias estão cada vez com mais erros factuais (p.30); e que a concorrência e as audiências impõem-se à relevância dos acontecimentos (p.31).

Relativamente à rádio, não parece ficar muito bem em alguns aspectos. Por exemplo, é o meio a quem os jornalistas menos recorrem quando necessitam de informação (a Internet é o mais procurado, o que não surpreende).

Muito interessante é também o facto da maior parte dos jornalistas considerar como positivo a interacção com os utilizadores nas matérias noticiosas.É curioso porque não encontro muitas provas disso nos sites portugueses.

O relatório completo está aqui.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Notas sobre o congresso de ciberjornalismo

Do congresso de Ciberjornalismo que decorreu nos dias 9 e 10 de Dezembro no Porto, retiro algumas notas:

- Conteúdos: Quando se fala em ciberjornalismo tende-se para um excessivo enfoque no modo como o jornalismo está a aproveitar as potencialidades da Internet, deixando muitas vezes de parte o modo como o faz. Ou seja, olha-se sobretudo para a tecnologia disponível e para o uso que o jornalismo pode fazer dela, mas numa perspectiva meramente técnica: tem vídeos?, tem sons?, tem fotografias?, etc. A preocupação tem sido menor no que diz respeito aos conteúdos: faz sentido ter um vídeo sobre este acontecimento? Este som acrescenta algo de novo? Neste congresso vincou-se por diversas vezes a necessidade de se olhar sobretudo para o essencial e menos para o acessório, sendo que o essencial são os conteúdos.
- Incerteza: nos modelos de negócio. Este consistiu no principal tema do congresso. A questão mantém-se: como fazer do ciberjornalismo uma actividade rentável? A resposta não foi dada, mas todos (ou quase todos) concordaram que (cá está) é nos conteúdos jornalísticos que ela reside. Para se pagar por alguma coisa, é preciso que essa coisa valha mesmo a pena ser paga. Ora, como foi vincado, os sites reproduzem quase todos as mesmas notícias (homogeneização) e por isso não valerá a pena pensar em modelos que impliquem pagamento por parte dos utilizadores enquanto isso não for modificado.
- CGU: as redes sociais são a nova aposta do jornalismo online. Uma nova aposta ou uma nova moda? A questão foi transversal a várias intervenções e abordada de diversos modos: enquanto parte integrante de um modelo de negócio; enquanto modo de disseminação da informação ou enquanto mecanismo de participação. É neste último aspecto que se atribui importância aos conteúdos gerados pelo utilizador (CGU) como forma de participação, partilha e identificação. Falta, como vários intervenientes sublinharam, maior maturidade dos cibermeios para receberem esses mesmos conteúdos evitando a sua guetização (Marcos Palacios) que significa que os ciberjornais permitem comentar, participar com conteúdos nos sites, mas apenas num espaço próprio, separado das notícias. É preciso integrar, defendeu-se.

Uma outra nota para a atribuição dos prémios de ciberjornalismo que teve no Jornal de Notícias e na Renascença os grandes vencedores. Ao site da emissora católica foi mesmo atribuído o prémio de Excelência Geral em Ciberjornalismo. Um reconhecimento, a meu ver, justíssimo, já que me parece ser um dos melhores sites de informação em Portugal e seguramente o melhor no campo da rádio.

Uma nota final para o livro de Hélder Bastos Origens e Evolução do Ciberjornalismo em Portugal apresentado no decorrer do congresso e no qual se fazem diversas referências à rádio portuguesa na Internet.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Leituras sobre rádio

Há vários textos sobre rádio recentemente disponibilizados e que aqui deixo como sugestão:

A revista Prisma.com acaba de lançar a sua 12ª edição que reúne algumas das comunicações apresentadas no II Congresso Internacional de Ciberjornalismo que decorre hoje e amanhã no Porto. Entre os artigos destaco dois:

O áudio nas notícias das ciber-rádios: do hipertexto ao hiper-áudio? de Isabel Reis

Usos e desusos da rádio informativa nas redes sociais - o caso da visita de Bento XVI, artigo do qual sou autor.

Na revista JJ do Clube de Jornalistas, Helena de Sousa Freitas assina uma entrevista conjunta aos provedores do audiovisual público, entre eles Adelino Gomes que ocupou o cargo na rádio pública. Na mesma edição, assino um artigo sobre a Conferência dos 75 anos da rádio pública em Portugal que se realizou em Outubro.

terça-feira, novembro 30, 2010

Congresso de Ciberjornalismo no Porto

Decorre nos dias 9 e 10 de Dezembro na Universidade do Porto o II Congresso Internacional de Ciberjornalismo, promovido pelo Observatório do Ciberjornalismo.

O evento contará com as presenças de, entre outros, Steve Doig, Marcos Palacios ou Elvira García de Torres.

Do conjunto de comunicações destaco as três que têm a rádio como tema de estudo:

O áudio nas notícias das ciber-rádios: do hipertexto ao hiper-áudio? – Isabel Reis

A influência da Internet no jornalismo radiofónico português - Helder Bastos / Helena Lima / Isabel Reis / Nuno Moutinho

Usos e desusos da rádio informativa nas redes sociais – o caso da visita de Bento XVI – da qual sou autor.

sábado, novembro 20, 2010

As rádios comunitárias no Reino Unido

O Ofcom acaba de disponibilizar um relatório sobre as rádios comunitárias no Reino Unido.

É um documento muito interessante que traça o estado da arte de um sector que desempenha um papel social muito relevante.

Até pelo facto de ser um cenário inexistente em Portugal, vale a pena espreitar o relatório.

O meu obrigado à Sónia pela dica!

terça-feira, novembro 16, 2010

Rádio Altitude com nova programação

Já aqui o referi por diversas vezes: a Rádio Altitude é do meu ponto de vista um bom exemplo do papel que as rádios locais podem ter no contexto português. Para além do olhar que frequentemente lança sobre as matérias informativas de proximidade, a Rádio Altitude continua a fazer uma aposta muito interessante na sua presença online: criou uma rede social própria e está presente no Facebook. Recentemente iniciou a sua grelha de programação que parece sublinhar esta linha de actuação.

quarta-feira, novembro 10, 2010

A abundância dos media e a democracia

Do conjunto muito interessante de comunicações a que assisti no Seminário de Media, Jornalismo e Democracia destaco a ideia que foi transversal a algumas delas e que tem a ver com a perda de influência do jornalismo enquanto fonte de informação para os indivíduos sobre questões políticas.

Essa perda não tem tanto a ver com o papel que muitos atribuem actualmente à Internet e à emergência de formas de parajornalismo que de algum modo poderiam colocar em causa a utilidade do jornalismo enquanto dispositivo de abertura do mundo aos indivíduos.

O que o professor Thomas Patterson nos veio dizer, numa excelente comunicação, é que a abundância de meios de comunicação nem sempre se tem revelado como positivo para a democracia. O professor de Harvard deu o exemplo: antes da múltipla oferta de canais de televisão e da rádio em FM, havia uma hora em que as pessoas viam notícias na televisão, mas agora a essa mesma hora as pessoas têm muitas outras hipóteses. Ou seja, apesar de continuarmos a ver televisão e a ouvir rádio, os interesses têm-se deslocado mais para os programas de entretenimento e menos para os de informação.
Naturalmente que, apesar do entretenimento também poder ter um valor democrático, como fez questão de referir James Curran, a verdade é que se corre o risco de adquirir menos conhecimento sobre os acontecimentos públicos. Patterson referiu mesmo, relativamente ao caso Americano, que os norte-americanos estão cada vez menos informados sobre a política.

Por outro lado, diversas intervenções destacaram o papel do entretenimento na abordagem das questões políticas, não só em séries televisivas (como referiu Curran), como também em programas de humor (Ana Cabrera) que tratando os assuntos de um modo mais leve, acabam por fazer com que as pessoas falem dessas mesmas questões.
Para Patterson, os media noticiosos tendem cada vez mais para as soft news, abdicando de debates e de um tratamento mais aprofundado das temáticas.

Não é muito difícil identificarmos estes mesmos sintomas na rádio informativa portuguesa. Porque também ela desistiu do debate e da troca de ideias nos seus principais horários e porque começa a haver uma tendência para o tratamento da informação segundo uma lógica do entretenimento e até do humor (ex: Governo Sombra na TSF) e por fim, porque apesar da proliferação de rádios por todo o país, a verdade é que a aposta na informação é muito reduzida.

Leitura: Revista Media&Jornalismo que reúne as principais comunicações do Seminário.

domingo, novembro 07, 2010

Seminário de Jornalismo e Democracia


Decorre esta segunda e terça-feira o III Seminário Internacional de Jornalismo, Media e Democracia organizado pelo Centro de Investigação de Media e Jornalismo.
No evento participam como oradores referências na área dos estudos dos media e do jornalismo como Thomas Patterson, Dan Hallin ou Natalie Fenton.

Da lista de comunicações destaco as duas que têm a rádio como objecto de estudo. “O comentário do público e a distribuição editorial temática nos sites de rádio” da autoria de Helena Lima e Isabel e Reis e A cobertura radiofónica de campanhas eleitorais – do som ao multimédia de minha autoria.
O seminário decorre na FCSH da Universidade Nova de Lisboa.

O programa está aqui.

quarta-feira, novembro 03, 2010

quarta-feira, outubro 27, 2010

Audiências e a alegada perda de ouvintes

Os números sobre as audiências da rádio dão-nos sempre uma ideia diferente daquela que se vai escutando. Por exemplo, no que diz respeito à perda de ouvintes.

Comparadas as 3ª vagas do Bareme Rádio da Marktest desde 2006, temos o seguinte:

2006 - 81.2% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 57.2% ouviram rádio na véspera.

2007 - 77.5% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 53.4% ouviram rádio na véspera.

2008 - 77.4% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 53.9% ouviram rádio na véspera.

2009 - 80.9% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 55.8% ouviram rádio na véspera.

2010 - 78.7% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 54.6% ouviram rádio na véspera.

sexta-feira, outubro 08, 2010

A rádio em Portugal e o seu Futuro

A Conferência sobre os 75 Anos da Rádio em Portugal, que decorreu esta quinta-feira em Lisboa, mostrou que o futuro da rádio continua a merecer as mais variadas previsões.
O evento, organizado pela RTP e pela Universidade Lusófona, contou com a participação de vários investigadores e profissionais do meio que, pelo menos num ponto, parecem convergir: o futuro da rádio existe e passará pela Internet. Já quanto aos modelos a seguir, é que as intervenções não coincidiram.
Gerd Leonhard, media futurologista, anunciou a tempestade para a rádio, que para construir moinhos de vento e não conchas (como referiu) terá que modificar o seu modelo comunicacional o que implica, a seu ver, olhar para as redes sociais e sobretudo para a Internet móvel. O telemóvel tem aqui um papel importante para o futuro da rádio. Uma ideia que me pareceu importante, e que mostra como os hábitos de consumo são altamente oscilantes quando se trata de novas tecnologias, é que, segundo Gerd, o download de músicas já não é o mais relevante, mas sim aceder a elas directamente a partir da Internet, através da criação de bookmarks.
Diferente, muito diferente, foi a intervenção de Mário Figueiredo, o novo Provedor da rádio pública. Na sua comunicação, olhou para o passado da rádio, acreditando que modelos como o de programas de autor, o predomínio do som e da estética radiofónica exclusivamente sonora, podem ser ainda armas que o meio poderá usar no futuro.
Os directores de informação das três principais rádios portuguesas com notícias e ainda Emídio Rangel acabaram por protagonizar o debate mais animado a propósito do futuro da informação na rádio.
As intervenções centralizaram-se naquilo que é hoje a relação entre a rádio dita tradicional e a sua presença online no que diz respeito à informação. A rádio é ainda dominante, pois as notícias dos sites são sobretudo as que já passaram na emissão, disse Paulo Baldaia, director da TSF; o consumo de rádio faz hoje parte de um leque variado de opções no campo dos média – ao mesmo tempo que estamos a trabalhar no computador também ouvimos rádio, vincou João Barreiros, director de Informação da Antena 1. Já Graça Franco, directora da Renascença, enfatizou o trabalho que a sua rádio já faz no site: infografias, directos em vídeo, jornal em pdf, sublinhando que a rádio é também tudo isto. Opinião que Emídio Rangel não partilhou, preferindo vincar as características genéticas do meio rádio (rapidez, imediatismo, etc) para referir que se trata de um média que por definição é informativo e que a Internet não tem capacidade para o substituir.
Numa Conferência sobre o Futuro da rádio, teríamos todos ganho com a participação da Média Capital e do sub-sector das rádios locais.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Radiomorphosis

O Obercom acaba de disponibilizar um interessante relatório sobre os novos caminhos da rádio. De uma primeira leitura retiro uma das principais conclusões do trabalho:

"Neste relatório identificámos três sulcos por onde estão a fluir boa parte das experiências contemporâneas:
As possibilidades de explosão de segmentos são imensas, numa via de desenvolvimento que apelidámos de narrowcasting (a coexistência do analógico com o digital, a difusão da banda larga e a sofisticação dos terminais móveis de comunicação multiplicam a criação de oportunidades diversas de acesso à audiência ao mesmo tempo que reduz o custo conjunto de criação de ofertas diferenciadas);
- Outro perfil evolutivo é cada ouvinte escolher a sua emissão pessoal a partir de uma listagem de músicas o que vai construindo um perfil de dados que vai sendo usado para produzir novas sugestões ao seu consumo e estender as suas preferências
– chamámos Drone station a esta trajectória de futuro (a rádio transfigura-se numa página pessoal em interacção sonâmbula/semiautomática como o seu ouvinte-editor).
- Estes caminhos de transformação são complementados pelo paradigma cloud radio, já que a rádio se encastra num cada vez maior número de dispositivos para além do equipamento tradicional criando um ambiente onde o acesso à rádio é cada vez mais possível num crescente número de espaços e circunstâncias (a rádio não vai connosco, está onde estivermos)."

O relatório pode ser descarregado aqui.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Em Nome do Ouvinte

O programa do novo provedor da RDP, Mário Figueiredo, estreou na passada sexta-feira e está agora disponível para escutar online.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Conferência sobre o futuro da rádio

Para assinalar os 75 anos da Rádio Pública em Portugal, a RTP vai organizar no dia 7 de Outubro uma conferência Internacional sobre a "Rádio em Portugal e o seu Futuro", que decorrerá na Universidade Lusófona.

Do programa, destaco o painel destinado a debater o "Futuro da Informação na Rádio" que contará com as participações de João Barreiros, Director de Informação de Rádio da RTP; Graça Franco, Directora de Informação da Renascença; Paulo Baldaia, Director de Informação da TSF e Emídio Rangel.