Um prémio para o bom jornalismo que se faz. Neste caso na rádio.
A reportagem Missão Haiti foi galardoada com o Prémio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha.
Parabéns aos autores João Francisco Guerreiro e Luís Borges.
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Para quem investiga a rádio
- Chamada de artigos para o nº 20 da revista Comunicação e Sociedade (Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho) até 30 de Abril. Número temático sobre rádio. Para ver aqui.
- Colóquio "Radios libres, 30 ans de FM : la parole libérée ?" promovido pelo Gr0upe de Recherches et d'etudes sur la radio. Call for papers até 22 de Fevereiro. Mais informações aqui.
- Colóquio "Radios libres, 30 ans de FM : la parole libérée ?" promovido pelo Gr0upe de Recherches et d'etudes sur la radio. Call for papers até 22 de Fevereiro. Mais informações aqui.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
A Rede da Rádio
No dia 16, a Antena 1 estreia a Rede da Rádio, da autoria de Madalena Balça. Dela e de todos os que quiserem! O programa está no Facebook e ali convida-se os ciberouvintes a participar no programa.
A Rede da Rádio será construída com recurso à interação permanente com as redes sociais nomeadamente o Facebook, e assumirá um formato onde os seus conteúdos serão ou sugeridos ou produzidos pelos seus ouvintes/amigos.
A Rede da Rádio será construída com recurso à interação permanente com as redes sociais nomeadamente o Facebook, e assumirá um formato onde os seus conteúdos serão ou sugeridos ou produzidos pelos seus ouvintes/amigos.
terça-feira, janeiro 25, 2011
Uma nova rádio de informação em Abril
Trata-se de um projecto liderado por Emídio Rangel e que engloba ainda um site e um semanário. Tudo para estar a funcionar em Abril.
Sobre a rádio, no Público lê-se o seguinte:
Rangel já assinou um contrato com a Rádio Paris-Lisboa (RPL, dos franceses da Radio France International) para transformá-la num canal de informação concorrente da TSF, da qual foi fundador e primeiro director. Como a frequência da RPL só abrange a área da Grande Lisboa, o projecto pretende chegar a outros pontos do país, através de 15 rádios locais.
Sobre a rádio, no Público lê-se o seguinte:
Rangel já assinou um contrato com a Rádio Paris-Lisboa (RPL, dos franceses da Radio France International) para transformá-la num canal de informação concorrente da TSF, da qual foi fundador e primeiro director. Como a frequência da RPL só abrange a área da Grande Lisboa, o projecto pretende chegar a outros pontos do país, através de 15 rádios locais.
terça-feira, janeiro 18, 2011
Cavaco e a rádio de serviço público
Cavaco Silva recusou, ao contrário dos outros candidatos, ser entrevistado na Antena 1. Maria Flor Pedroso, que conduziria a entrevista, colocou a informação no facebook e as reacções estão lá.
sexta-feira, janeiro 14, 2011
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Fábricas Fantasma
Para acompanhar ao longo da semana um conjunto de reportagens multimédia no site da RR intituladas Fábricas Fantasma. A primeira é sobre a Fábrica de papel do Caima (1901-2007).
sexta-feira, janeiro 07, 2011
quinta-feira, dezembro 23, 2010
Nova revista sobre Rádio
O Grupo de Pesquisa Convergência e Jornalismo (ConJor), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Brasil, acaba de disponibilizar o primeiro número da revista Rádio-Leituras.
Na sua primeira edição, a revista de periodicidade semestral apresenta vários textos sobre a rádio no Brasil e em Portugal.
Contribuo com o artigo Legalização, Concentração E Multimédia: Os Desafios Das Rádios Locais Portuguesas
A revista pode ser consultada aqui
Na sua primeira edição, a revista de periodicidade semestral apresenta vários textos sobre a rádio no Brasil e em Portugal.
Contribuo com o artigo Legalização, Concentração E Multimédia: Os Desafios Das Rádios Locais Portuguesas
A revista pode ser consultada aqui
sábado, dezembro 18, 2010
Desafios do Jornalismo
O Obercom acaba de disponibilizar um estudo no qual avalia o modo como os jornalistas vêem a sua profissão em diversos domínios tais como o futuro dos média, a formação, a organização das redacções, etc.
Alguns dados revelados pelo inquérito são muito curiosos, por exemplo a maior parte dos inquiridos concorda que as notícias estão cada vez com mais erros factuais (p.30); e que a concorrência e as audiências impõem-se à relevância dos acontecimentos (p.31).
Relativamente à rádio, não parece ficar muito bem em alguns aspectos. Por exemplo, é o meio a quem os jornalistas menos recorrem quando necessitam de informação (a Internet é o mais procurado, o que não surpreende).
Muito interessante é também o facto da maior parte dos jornalistas considerar como positivo a interacção com os utilizadores nas matérias noticiosas.É curioso porque não encontro muitas provas disso nos sites portugueses.
O relatório completo está aqui.
Alguns dados revelados pelo inquérito são muito curiosos, por exemplo a maior parte dos inquiridos concorda que as notícias estão cada vez com mais erros factuais (p.30); e que a concorrência e as audiências impõem-se à relevância dos acontecimentos (p.31).
Relativamente à rádio, não parece ficar muito bem em alguns aspectos. Por exemplo, é o meio a quem os jornalistas menos recorrem quando necessitam de informação (a Internet é o mais procurado, o que não surpreende).
Muito interessante é também o facto da maior parte dos jornalistas considerar como positivo a interacção com os utilizadores nas matérias noticiosas.É curioso porque não encontro muitas provas disso nos sites portugueses.
O relatório completo está aqui.
segunda-feira, dezembro 13, 2010
Notas sobre o congresso de ciberjornalismo
Do congresso de Ciberjornalismo que decorreu nos dias 9 e 10 de Dezembro no Porto, retiro algumas notas:
- Conteúdos: Quando se fala em ciberjornalismo tende-se para um excessivo enfoque no modo como o jornalismo está a aproveitar as potencialidades da Internet, deixando muitas vezes de parte o modo como o faz. Ou seja, olha-se sobretudo para a tecnologia disponível e para o uso que o jornalismo pode fazer dela, mas numa perspectiva meramente técnica: tem vídeos?, tem sons?, tem fotografias?, etc. A preocupação tem sido menor no que diz respeito aos conteúdos: faz sentido ter um vídeo sobre este acontecimento? Este som acrescenta algo de novo? Neste congresso vincou-se por diversas vezes a necessidade de se olhar sobretudo para o essencial e menos para o acessório, sendo que o essencial são os conteúdos.
- Incerteza: nos modelos de negócio. Este consistiu no principal tema do congresso. A questão mantém-se: como fazer do ciberjornalismo uma actividade rentável? A resposta não foi dada, mas todos (ou quase todos) concordaram que (cá está) é nos conteúdos jornalísticos que ela reside. Para se pagar por alguma coisa, é preciso que essa coisa valha mesmo a pena ser paga. Ora, como foi vincado, os sites reproduzem quase todos as mesmas notícias (homogeneização) e por isso não valerá a pena pensar em modelos que impliquem pagamento por parte dos utilizadores enquanto isso não for modificado.
- CGU: as redes sociais são a nova aposta do jornalismo online. Uma nova aposta ou uma nova moda? A questão foi transversal a várias intervenções e abordada de diversos modos: enquanto parte integrante de um modelo de negócio; enquanto modo de disseminação da informação ou enquanto mecanismo de participação. É neste último aspecto que se atribui importância aos conteúdos gerados pelo utilizador (CGU) como forma de participação, partilha e identificação. Falta, como vários intervenientes sublinharam, maior maturidade dos cibermeios para receberem esses mesmos conteúdos evitando a sua guetização (Marcos Palacios) que significa que os ciberjornais permitem comentar, participar com conteúdos nos sites, mas apenas num espaço próprio, separado das notícias. É preciso integrar, defendeu-se.
Uma outra nota para a atribuição dos prémios de ciberjornalismo que teve no Jornal de Notícias e na Renascença os grandes vencedores. Ao site da emissora católica foi mesmo atribuído o prémio de Excelência Geral em Ciberjornalismo. Um reconhecimento, a meu ver, justíssimo, já que me parece ser um dos melhores sites de informação em Portugal e seguramente o melhor no campo da rádio.
Uma nota final para o livro de Hélder Bastos Origens e Evolução do Ciberjornalismo em Portugal apresentado no decorrer do congresso e no qual se fazem diversas referências à rádio portuguesa na Internet.
- Conteúdos: Quando se fala em ciberjornalismo tende-se para um excessivo enfoque no modo como o jornalismo está a aproveitar as potencialidades da Internet, deixando muitas vezes de parte o modo como o faz. Ou seja, olha-se sobretudo para a tecnologia disponível e para o uso que o jornalismo pode fazer dela, mas numa perspectiva meramente técnica: tem vídeos?, tem sons?, tem fotografias?, etc. A preocupação tem sido menor no que diz respeito aos conteúdos: faz sentido ter um vídeo sobre este acontecimento? Este som acrescenta algo de novo? Neste congresso vincou-se por diversas vezes a necessidade de se olhar sobretudo para o essencial e menos para o acessório, sendo que o essencial são os conteúdos.
- Incerteza: nos modelos de negócio. Este consistiu no principal tema do congresso. A questão mantém-se: como fazer do ciberjornalismo uma actividade rentável? A resposta não foi dada, mas todos (ou quase todos) concordaram que (cá está) é nos conteúdos jornalísticos que ela reside. Para se pagar por alguma coisa, é preciso que essa coisa valha mesmo a pena ser paga. Ora, como foi vincado, os sites reproduzem quase todos as mesmas notícias (homogeneização) e por isso não valerá a pena pensar em modelos que impliquem pagamento por parte dos utilizadores enquanto isso não for modificado.
- CGU: as redes sociais são a nova aposta do jornalismo online. Uma nova aposta ou uma nova moda? A questão foi transversal a várias intervenções e abordada de diversos modos: enquanto parte integrante de um modelo de negócio; enquanto modo de disseminação da informação ou enquanto mecanismo de participação. É neste último aspecto que se atribui importância aos conteúdos gerados pelo utilizador (CGU) como forma de participação, partilha e identificação. Falta, como vários intervenientes sublinharam, maior maturidade dos cibermeios para receberem esses mesmos conteúdos evitando a sua guetização (Marcos Palacios) que significa que os ciberjornais permitem comentar, participar com conteúdos nos sites, mas apenas num espaço próprio, separado das notícias. É preciso integrar, defendeu-se.
Uma outra nota para a atribuição dos prémios de ciberjornalismo que teve no Jornal de Notícias e na Renascença os grandes vencedores. Ao site da emissora católica foi mesmo atribuído o prémio de Excelência Geral em Ciberjornalismo. Um reconhecimento, a meu ver, justíssimo, já que me parece ser um dos melhores sites de informação em Portugal e seguramente o melhor no campo da rádio.
Uma nota final para o livro de Hélder Bastos Origens e Evolução do Ciberjornalismo em Portugal apresentado no decorrer do congresso e no qual se fazem diversas referências à rádio portuguesa na Internet.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
Leituras sobre rádio
Há vários textos sobre rádio recentemente disponibilizados e que aqui deixo como sugestão:
A revista Prisma.com acaba de lançar a sua 12ª edição que reúne algumas das comunicações apresentadas no II Congresso Internacional de Ciberjornalismo que decorre hoje e amanhã no Porto. Entre os artigos destaco dois:
O áudio nas notícias das ciber-rádios: do hipertexto ao hiper-áudio? de Isabel Reis
Usos e desusos da rádio informativa nas redes sociais - o caso da visita de Bento XVI, artigo do qual sou autor.
Na revista JJ do Clube de Jornalistas, Helena de Sousa Freitas assina uma entrevista conjunta aos provedores do audiovisual público, entre eles Adelino Gomes que ocupou o cargo na rádio pública. Na mesma edição, assino um artigo sobre a Conferência dos 75 anos da rádio pública em Portugal que se realizou em Outubro.
A revista Prisma.com acaba de lançar a sua 12ª edição que reúne algumas das comunicações apresentadas no II Congresso Internacional de Ciberjornalismo que decorre hoje e amanhã no Porto. Entre os artigos destaco dois:
O áudio nas notícias das ciber-rádios: do hipertexto ao hiper-áudio? de Isabel Reis
Usos e desusos da rádio informativa nas redes sociais - o caso da visita de Bento XVI, artigo do qual sou autor.
Na revista JJ do Clube de Jornalistas, Helena de Sousa Freitas assina uma entrevista conjunta aos provedores do audiovisual público, entre eles Adelino Gomes que ocupou o cargo na rádio pública. Na mesma edição, assino um artigo sobre a Conferência dos 75 anos da rádio pública em Portugal que se realizou em Outubro.
terça-feira, novembro 30, 2010
Congresso de Ciberjornalismo no Porto
Decorre nos dias 9 e 10 de Dezembro na Universidade do Porto o II Congresso Internacional de Ciberjornalismo, promovido pelo Observatório do Ciberjornalismo.
O evento contará com as presenças de, entre outros, Steve Doig, Marcos Palacios ou Elvira García de Torres.
Do conjunto de comunicações destaco as três que têm a rádio como tema de estudo:
O áudio nas notícias das ciber-rádios: do hipertexto ao hiper-áudio? – Isabel Reis
A influência da Internet no jornalismo radiofónico português - Helder Bastos / Helena Lima / Isabel Reis / Nuno Moutinho
Usos e desusos da rádio informativa nas redes sociais – o caso da visita de Bento XVI – da qual sou autor.
O evento contará com as presenças de, entre outros, Steve Doig, Marcos Palacios ou Elvira García de Torres.
Do conjunto de comunicações destaco as três que têm a rádio como tema de estudo:
O áudio nas notícias das ciber-rádios: do hipertexto ao hiper-áudio? – Isabel Reis
A influência da Internet no jornalismo radiofónico português - Helder Bastos / Helena Lima / Isabel Reis / Nuno Moutinho
Usos e desusos da rádio informativa nas redes sociais – o caso da visita de Bento XVI – da qual sou autor.
sábado, novembro 20, 2010
As rádios comunitárias no Reino Unido
O Ofcom acaba de disponibilizar um relatório sobre as rádios comunitárias no Reino Unido.
É um documento muito interessante que traça o estado da arte de um sector que desempenha um papel social muito relevante.
Até pelo facto de ser um cenário inexistente em Portugal, vale a pena espreitar o relatório.
O meu obrigado à Sónia pela dica!
É um documento muito interessante que traça o estado da arte de um sector que desempenha um papel social muito relevante.
Até pelo facto de ser um cenário inexistente em Portugal, vale a pena espreitar o relatório.
O meu obrigado à Sónia pela dica!
sexta-feira, novembro 19, 2010
A rádio na imprensa
A rádio está nos jornais. Coisa rara, por isso vale a pena o sublinhado:
As novas caras da rádio no JN.
Rádio Amália: "Todos imitam todos. Nós não" no DN
As novas caras da rádio no JN.
Rádio Amália: "Todos imitam todos. Nós não" no DN
terça-feira, novembro 16, 2010
Rádio Altitude com nova programação
Já aqui o referi por diversas vezes: a Rádio Altitude é do meu ponto de vista um bom exemplo do papel que as rádios locais podem ter no contexto português. Para além do olhar que frequentemente lança sobre as matérias informativas de proximidade, a Rádio Altitude continua a fazer uma aposta muito interessante na sua presença online: criou uma rede social própria e está presente no Facebook. Recentemente iniciou a sua grelha de programação que parece sublinhar esta linha de actuação.
sexta-feira, novembro 12, 2010
Rádio informativa e Internet
Revista de Estudos em Jornalismo e Mídia: A rádio informativa portuguesa na Internet - O estado da arte.
quarta-feira, novembro 10, 2010
A abundância dos media e a democracia
Do conjunto muito interessante de comunicações a que assisti no Seminário de Media, Jornalismo e Democracia destaco a ideia que foi transversal a algumas delas e que tem a ver com a perda de influência do jornalismo enquanto fonte de informação para os indivíduos sobre questões políticas.
Essa perda não tem tanto a ver com o papel que muitos atribuem actualmente à Internet e à emergência de formas de parajornalismo que de algum modo poderiam colocar em causa a utilidade do jornalismo enquanto dispositivo de abertura do mundo aos indivíduos.
O que o professor Thomas Patterson nos veio dizer, numa excelente comunicação, é que a abundância de meios de comunicação nem sempre se tem revelado como positivo para a democracia. O professor de Harvard deu o exemplo: antes da múltipla oferta de canais de televisão e da rádio em FM, havia uma hora em que as pessoas viam notícias na televisão, mas agora a essa mesma hora as pessoas têm muitas outras hipóteses. Ou seja, apesar de continuarmos a ver televisão e a ouvir rádio, os interesses têm-se deslocado mais para os programas de entretenimento e menos para os de informação.
Naturalmente que, apesar do entretenimento também poder ter um valor democrático, como fez questão de referir James Curran, a verdade é que se corre o risco de adquirir menos conhecimento sobre os acontecimentos públicos. Patterson referiu mesmo, relativamente ao caso Americano, que os norte-americanos estão cada vez menos informados sobre a política.
Por outro lado, diversas intervenções destacaram o papel do entretenimento na abordagem das questões políticas, não só em séries televisivas (como referiu Curran), como também em programas de humor (Ana Cabrera) que tratando os assuntos de um modo mais leve, acabam por fazer com que as pessoas falem dessas mesmas questões.
Para Patterson, os media noticiosos tendem cada vez mais para as soft news, abdicando de debates e de um tratamento mais aprofundado das temáticas.
Não é muito difícil identificarmos estes mesmos sintomas na rádio informativa portuguesa. Porque também ela desistiu do debate e da troca de ideias nos seus principais horários e porque começa a haver uma tendência para o tratamento da informação segundo uma lógica do entretenimento e até do humor (ex: Governo Sombra na TSF) e por fim, porque apesar da proliferação de rádios por todo o país, a verdade é que a aposta na informação é muito reduzida.
Leitura: Revista Media&Jornalismo que reúne as principais comunicações do Seminário.
Essa perda não tem tanto a ver com o papel que muitos atribuem actualmente à Internet e à emergência de formas de parajornalismo que de algum modo poderiam colocar em causa a utilidade do jornalismo enquanto dispositivo de abertura do mundo aos indivíduos.
O que o professor Thomas Patterson nos veio dizer, numa excelente comunicação, é que a abundância de meios de comunicação nem sempre se tem revelado como positivo para a democracia. O professor de Harvard deu o exemplo: antes da múltipla oferta de canais de televisão e da rádio em FM, havia uma hora em que as pessoas viam notícias na televisão, mas agora a essa mesma hora as pessoas têm muitas outras hipóteses. Ou seja, apesar de continuarmos a ver televisão e a ouvir rádio, os interesses têm-se deslocado mais para os programas de entretenimento e menos para os de informação.
Naturalmente que, apesar do entretenimento também poder ter um valor democrático, como fez questão de referir James Curran, a verdade é que se corre o risco de adquirir menos conhecimento sobre os acontecimentos públicos. Patterson referiu mesmo, relativamente ao caso Americano, que os norte-americanos estão cada vez menos informados sobre a política.
Por outro lado, diversas intervenções destacaram o papel do entretenimento na abordagem das questões políticas, não só em séries televisivas (como referiu Curran), como também em programas de humor (Ana Cabrera) que tratando os assuntos de um modo mais leve, acabam por fazer com que as pessoas falem dessas mesmas questões.
Para Patterson, os media noticiosos tendem cada vez mais para as soft news, abdicando de debates e de um tratamento mais aprofundado das temáticas.
Não é muito difícil identificarmos estes mesmos sintomas na rádio informativa portuguesa. Porque também ela desistiu do debate e da troca de ideias nos seus principais horários e porque começa a haver uma tendência para o tratamento da informação segundo uma lógica do entretenimento e até do humor (ex: Governo Sombra na TSF) e por fim, porque apesar da proliferação de rádios por todo o país, a verdade é que a aposta na informação é muito reduzida.
Leitura: Revista Media&Jornalismo que reúne as principais comunicações do Seminário.
domingo, novembro 07, 2010
Seminário de Jornalismo e Democracia

Decorre esta segunda e terça-feira o III Seminário Internacional de Jornalismo, Media e Democracia organizado pelo Centro de Investigação de Media e Jornalismo.
No evento participam como oradores referências na área dos estudos dos media e do jornalismo como Thomas Patterson, Dan Hallin ou Natalie Fenton.
Da lista de comunicações destaco as duas que têm a rádio como objecto de estudo. “O comentário do público e a distribuição editorial temática nos sites de rádio” da autoria de Helena Lima e Isabel e Reis e A cobertura radiofónica de campanhas eleitorais – do som ao multimédia de minha autoria.
O seminário decorre na FCSH da Universidade Nova de Lisboa.
O programa está aqui.
quarta-feira, novembro 03, 2010
Jornalismo e Internet
Está aqui a conclusão de uma série de artigos, que tenho vindo a acompanhar, sobre o jornalismo e as novas tecnologias.
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