Para o Provedor do Ouvinte da RDP a suspensão das emissões da RDP Internacional em onda curta coloca em causa o conceito de serviço público. As declarações estão aqui:
terça-feira, agosto 30, 2011
Ser jornalista (da rádio) em Portugal
O livro “Ser Jornalista em Portugal – perfis sociológicos” fornece dados muito interessantes sobre a profissão. A obra, coordenada pelo professor José Rebelo, está dividida em duas grandes partes. A primeira na qual são apresentados dados relativos à profissão e a segunda, mais extensa, onde se expõem várias histórias de vida de jornalistas portugueses.
Relativamente aos dados apresentados e em concreto sobre a rádio, sublinho o seguinte:
A importância das rádios locais no que diz respeito ao acesso à profissão. O período em que a rádio recebeu mais profissionais ocorreu entre 1990 e 1997 quando o número de jornalistas mais que duplicou.
Entre 1997 e 2006 a subida é ligeira para decair ligeiramente nos três anos seguintes. Aliás, a rádio que sempre ocupou o segundo lugar em número de jornalistas, perdeu esse posto para a televisão em 2006 muito à custa, sustenta o estudo, do aparecimento de canais temáticos por cabo (p.51). “O número de profissionais de rádio duplicou, de 1988 a 1994; estabilizou, de 1990 a 1996; entrou em queda, em 2002.” (p.70-71)
É também na rádio que existe o menor número de licenciados e bacharéis, predominando os jornalistas com formação apenas ao nível do secundário. Mas a rádio tem também uma baixa percentagem de desempregados e de profissionais em regime livre.
Leitura: Rebelo, José (coord.) (2011). “Ser Jornalista em Portugal – perfis sociológicos”. Gradiva.
Relativamente aos dados apresentados e em concreto sobre a rádio, sublinho o seguinte:
A importância das rádios locais no que diz respeito ao acesso à profissão. O período em que a rádio recebeu mais profissionais ocorreu entre 1990 e 1997 quando o número de jornalistas mais que duplicou.
Entre 1997 e 2006 a subida é ligeira para decair ligeiramente nos três anos seguintes. Aliás, a rádio que sempre ocupou o segundo lugar em número de jornalistas, perdeu esse posto para a televisão em 2006 muito à custa, sustenta o estudo, do aparecimento de canais temáticos por cabo (p.51). “O número de profissionais de rádio duplicou, de 1988 a 1994; estabilizou, de 1990 a 1996; entrou em queda, em 2002.” (p.70-71)
É também na rádio que existe o menor número de licenciados e bacharéis, predominando os jornalistas com formação apenas ao nível do secundário. Mas a rádio tem também uma baixa percentagem de desempregados e de profissionais em regime livre.
Leitura: Rebelo, José (coord.) (2011). “Ser Jornalista em Portugal – perfis sociológicos”. Gradiva.
sexta-feira, julho 08, 2011
Small scale radio
O Ofcom disponibiliza um relatório muito interessante sobre o cenário das "small scale radio" no Reino Unido.
Do documento sublinho as seguintes passagens:
The remaining 350 or so stations can be described as small local stations. They fall into two main categories, according to the way they are licensed.
• Around 140 of them are commercial stations, whose primary aim is to make profits for their shareholders, which they do by selling advertising. They are governed by licence conditions which require them to provide a certain amount of local programming. They also use this local programming to differentiate themselves from their commercial competitors that cover larger areas.
(...)
The remaining 200 or so are community stations. This is a relatively new type of station and almost all have been broadcasting for less than five years. These must be not for profit and must be funded by a diversity of funding sources: there is a limit of 50% on the proportion of their funding that can come from on-air advertising and sponsorship, and many receive funding in the form of grants from public and other bodies.
Sobre a Informação:
Micro-local information was considered unique to small-scale services. It was the kind of information that larger, less local, radio stations could not provide, but which kept small-scale listeners informed and up-to-date about what was going on in their local areas.
News – if there was a news event in their area, listeners would tune in to their small-scale station to find out the details about it and if there were any consequences for themselves as a result.
Listeners of GTFM in Pontypridd described how there had been a fire there during the day which has caused massive traffic jams, and the only place where they could find out what had happened was by tuning it to GTFM.
Do documento sublinho as seguintes passagens:
The remaining 350 or so stations can be described as small local stations. They fall into two main categories, according to the way they are licensed.
• Around 140 of them are commercial stations, whose primary aim is to make profits for their shareholders, which they do by selling advertising. They are governed by licence conditions which require them to provide a certain amount of local programming. They also use this local programming to differentiate themselves from their commercial competitors that cover larger areas.
(...)
The remaining 200 or so are community stations. This is a relatively new type of station and almost all have been broadcasting for less than five years. These must be not for profit and must be funded by a diversity of funding sources: there is a limit of 50% on the proportion of their funding that can come from on-air advertising and sponsorship, and many receive funding in the form of grants from public and other bodies.
Sobre a Informação:
Micro-local information was considered unique to small-scale services. It was the kind of information that larger, less local, radio stations could not provide, but which kept small-scale listeners informed and up-to-date about what was going on in their local areas.
News – if there was a news event in their area, listeners would tune in to their small-scale station to find out the details about it and if there were any consequences for themselves as a result.
Listeners of GTFM in Pontypridd described how there had been a fire there during the day which has caused massive traffic jams, and the only place where they could find out what had happened was by tuning it to GTFM.
segunda-feira, julho 04, 2011
António Jorge Branco
Morreu um dos maiores responsáveis pelo excelente jornalismo radiofónico que por cá se vai fazendo. António Jorge Branco fica ligado à formação de jornalistas da rádio em Portugal e foi um dos símbolos da TSF.
Para quem estuda a rádio, e em particular o jornalismo radiofónico, esta partida significa também um adeus a histórias riquíssimas e a um conhecimento sobre a rádio que poucos terão.
António Jorge Branco foi autor de vários programas, entre eles o "Dicionário da Rádio" cujo arquivo de programas pode ser escutado aqui.
Para quem estuda a rádio, e em particular o jornalismo radiofónico, esta partida significa também um adeus a histórias riquíssimas e a um conhecimento sobre a rádio que poucos terão.
António Jorge Branco foi autor de vários programas, entre eles o "Dicionário da Rádio" cujo arquivo de programas pode ser escutado aqui.
terça-feira, junho 21, 2011
A rádio em rede
O Obercom acaba de disponibilizar o estudo A Rádio em Rede no qual caracteriza o sector radiofónico em Portugal no ano de 2010.
O consumo de rádio via tradicional ou nas novas plataformas, os grupos etários que mais escutam rádio em Portugal, os conteúdos preferidos (música ou informação) são alguns dos aspectos abordados no estudo.
Relativamente à informação radiofónica retiro o seguinte: A rádio permanece, em Portugal, como um foco emissor de confiança em termos informativos. As respostas pendem para o sector positivo da escala, e 44,1% dos homens e 41,5% das mulheres atribuem à informação em rádio o nível quatro numa escala de confiança, entre um (não confio nada) e cinco (confio totalmente).
Note-se que, apesar da elevanda confiança, pelo menos no que respeita à informação, 32,6% dos inquiridos refere ouvir, em 2010, menos rádio do que há cinco anos anteriores. Apenas 13,4% dos inquiridos afirma ouvir mais e, na faixa maioritária, 48,1% referem ouvir o mesmo.
O consumo de rádio via tradicional ou nas novas plataformas, os grupos etários que mais escutam rádio em Portugal, os conteúdos preferidos (música ou informação) são alguns dos aspectos abordados no estudo.
Relativamente à informação radiofónica retiro o seguinte: A rádio permanece, em Portugal, como um foco emissor de confiança em termos informativos. As respostas pendem para o sector positivo da escala, e 44,1% dos homens e 41,5% das mulheres atribuem à informação em rádio o nível quatro numa escala de confiança, entre um (não confio nada) e cinco (confio totalmente).
Note-se que, apesar da elevanda confiança, pelo menos no que respeita à informação, 32,6% dos inquiridos refere ouvir, em 2010, menos rádio do que há cinco anos anteriores. Apenas 13,4% dos inquiridos afirma ouvir mais e, na faixa maioritária, 48,1% referem ouvir o mesmo.
segunda-feira, junho 20, 2011
Os jovens e a rádio
Os jovens e a rádio (em Portugal): Uma geração perdida? é o título de um artigo do número mais recente da OBS assinado por João Paulo Meneses.
Refere o autor:
Perante estes números não é mais possível ignorar que há uma queda nas audiências da rádio entre os mais jovens, em Portugal como nos Estados Unidos.
Foi possível quantificar essa erosão até ao momento, mas é demasiado cedo para perceber como ficará (tal como será necessário perceber progressivamente o que se irá passar com outras faixas etárias).
Mas, perante estes números, são cada vez mais os que se questionam sobre se haverá futuro para a relação entre os jovens e a rádio, havendo mesmo quem chegue ao ponto de falar numa «geração perdida para a rádio», como se lê em Berry ou Colliano.
Refere o autor:
Perante estes números não é mais possível ignorar que há uma queda nas audiências da rádio entre os mais jovens, em Portugal como nos Estados Unidos.
Foi possível quantificar essa erosão até ao momento, mas é demasiado cedo para perceber como ficará (tal como será necessário perceber progressivamente o que se irá passar com outras faixas etárias).
Mas, perante estes números, são cada vez mais os que se questionam sobre se haverá futuro para a relação entre os jovens e a rádio, havendo mesmo quem chegue ao ponto de falar numa «geração perdida para a rádio», como se lê em Berry ou Colliano.
quinta-feira, junho 16, 2011
Os ciberjornalistas portugueses
Acaba de ser lançado o livro de Hélder Bastos "Ciberjornalistas Portugueses - Práticas, Papéis e Ética".
No blogue do autor pode ler-se o seguinte:
Nesta obra defende-se a tese de que as práticas, os papéis e mesmo os questionamentos de ordem ética dos ciberjornalistas portugueses se encontram limitados devido a um enquadramento histórico, empresarial, profissional e formativo sobremaneira desfavorável.
O livro apresenta os resultados de um inquérito feito a ciberjornalistas portugueses, entre eles os que exercem a sua actividade em duas rádios: TSF e Renascença.
O livro é editado pela Livros Horizonte.
No blogue do autor pode ler-se o seguinte:
Nesta obra defende-se a tese de que as práticas, os papéis e mesmo os questionamentos de ordem ética dos ciberjornalistas portugueses se encontram limitados devido a um enquadramento histórico, empresarial, profissional e formativo sobremaneira desfavorável.
O livro apresenta os resultados de um inquérito feito a ciberjornalistas portugueses, entre eles os que exercem a sua actividade em duas rádios: TSF e Renascença.
O livro é editado pela Livros Horizonte.
terça-feira, maio 24, 2011
Ainda bem que não há vídeo
Só agora pude escutar o excelente trabalho de reportagem de Ana Catarina Santos, emitida na passada 5ª feira, na TSF (Vantagem da rádio na Internet!).
Ana Catarina Santos tem colocado em prática um estilo próprio que potencia ao máximo os aspectos emocionais do objecto reportado. Tal como em trabalhos anteriores, o resultado final resulta muito positivo.
"Vermelho da Cor do Céu" mostra-nos o mundo de quem não vê e há ali revelações que impressionam pela simplicidade.
- "Sabe qual é a cor dos seus olhos?"
- "Não"
- "Posso dizer-lhe?"
Os trabalhos de reportagem da TSF costumam dar-nos excelentes exemplos da linguagem sonora da rádio. O trabalho de sonoplastia, muitas vezes relegado para segundo plano, é muito bom e isso ajuda a envolver e a transportar o ouvinte para o mundo daquilo que é reportado.
Este trabalho mais recente da Ana Catarina Santos e Luís Borges é mais um contributo para se perceber a riqueza da reportagem radiofónica.
E acho muito bem que desta vez não haja vídeo no site!
Para escutar: aqui
Ana Catarina Santos tem colocado em prática um estilo próprio que potencia ao máximo os aspectos emocionais do objecto reportado. Tal como em trabalhos anteriores, o resultado final resulta muito positivo.
"Vermelho da Cor do Céu" mostra-nos o mundo de quem não vê e há ali revelações que impressionam pela simplicidade.
- "Sabe qual é a cor dos seus olhos?"
- "Não"
- "Posso dizer-lhe?"
Os trabalhos de reportagem da TSF costumam dar-nos excelentes exemplos da linguagem sonora da rádio. O trabalho de sonoplastia, muitas vezes relegado para segundo plano, é muito bom e isso ajuda a envolver e a transportar o ouvinte para o mundo daquilo que é reportado.
Este trabalho mais recente da Ana Catarina Santos e Luís Borges é mais um contributo para se perceber a riqueza da reportagem radiofónica.
E acho muito bem que desta vez não haja vídeo no site!
Para escutar: aqui
quinta-feira, maio 12, 2011
O que se ouvia há 41 anos
Do blogue Indústrias Culturais, de Rogério Santos, retiro este oportuno e interessante texto sobre as audiências dos meios de difusão em Portugal em 1970.
No que diz respeito à rádio, Rogério Santos, partindo do texto de Oliveira e Castro, escreve o seguinte: Na rádio, a líder era a Emissora Nacional, programa 1 (35,3%), seguida do Rádio Clube Português da Parede (30,6%), do Rádio Clube Português de Miramar (23,7%), da Renascença de Lisboa (12,4%), da Renascença do Porto (11,1%), da Rádio Graça (6,9%) e dos Emissores Norte Reunidos (5,6%). As mulheres ouviam mais que os homens a Emissora Nacional, programa 1, o Rádio Clube Português e a Renascença. O que mais gostavam de ouvir eram programas de noticiário, teatro, discos pedidos, música portuguesa e fados. Só depois vinham os programas desportivos.
No que diz respeito à rádio, Rogério Santos, partindo do texto de Oliveira e Castro, escreve o seguinte: Na rádio, a líder era a Emissora Nacional, programa 1 (35,3%), seguida do Rádio Clube Português da Parede (30,6%), do Rádio Clube Português de Miramar (23,7%), da Renascença de Lisboa (12,4%), da Renascença do Porto (11,1%), da Rádio Graça (6,9%) e dos Emissores Norte Reunidos (5,6%). As mulheres ouviam mais que os homens a Emissora Nacional, programa 1, o Rádio Clube Português e a Renascença. O que mais gostavam de ouvir eram programas de noticiário, teatro, discos pedidos, música portuguesa e fados. Só depois vinham os programas desportivos.
sexta-feira, maio 06, 2011
Relatório intercalar do Provedor do Ouvinte
Disponível o primeiro relatório intercalar de actividade do Provedor do Ouvinte da rádio pública, Mário Figueiredo. Para consultar aqui.
sexta-feira, abril 29, 2011
Sócrates e o Fórum da TSF
José Sócrates esteve no Fórum TSF de ontem. Depois do programa surgiram vários comentários na Internet pelo facto de praticamente todos os ouvintes que participaram terem elogiado o Primeiro-Ministro. Efectivamente, foi impossível não reparar que a José Sócrates não foram colocadas questões, digamos, mais incómodas.
O debate que se seguiu divide-se entre a crítica à TSF e a hipótese de ter sido a máquina socialista a mobilizar-se para participar no programa.
No facebook estão vários comentários e a explicação do director da TSF: Paulo Baldaia
Esta questão volta a trazer o debate, que já não é novo e não se limita ao caso português, sobre este tipo de programas e o modo como funcionam.
Em 2006 quando era provedor da NPR, Jeffrey Dvorkin, partindo de um caso semelhante, abordou o tema e explicou que o programa Talk of the Nation funciona com um ligeiro "atraso" face ao que vai para o ar possibilitando que os editores impeçam que determinadas opiniões cheguem, efectivamente a ser emitidas.
A estratégia pode ser válida quando se trata de evitar que entrem em antena insultos ou expressões menos próprias, mas neste caso do Fórum da TSF talvez não fosse a melhor estratégia a seguir.
O debate que se seguiu divide-se entre a crítica à TSF e a hipótese de ter sido a máquina socialista a mobilizar-se para participar no programa.
No facebook estão vários comentários e a explicação do director da TSF: Paulo Baldaia
Esta questão volta a trazer o debate, que já não é novo e não se limita ao caso português, sobre este tipo de programas e o modo como funcionam.
Em 2006 quando era provedor da NPR, Jeffrey Dvorkin, partindo de um caso semelhante, abordou o tema e explicou que o programa Talk of the Nation funciona com um ligeiro "atraso" face ao que vai para o ar possibilitando que os editores impeçam que determinadas opiniões cheguem, efectivamente a ser emitidas.
A estratégia pode ser válida quando se trata de evitar que entrem em antena insultos ou expressões menos próprias, mas neste caso do Fórum da TSF talvez não fosse a melhor estratégia a seguir.
terça-feira, abril 26, 2011
Na manhã da rádio...
... um excelente conjunto de pequenas reportagens a partir da aldeia de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro. Uma excelente viagem até ao país real onde a rádio cada vez menos vai. O trabalho é de Virgílio Castelo e ainda pode ser escutado na página da rádio pública.
segunda-feira, abril 04, 2011
Os provedores e o serviço público de rádio
Na última semana decorreu em Sevilha o I Congreso Internacional de Ética de la Comunicación.
O programa do congresso incluiu um conjunto de comunicações relacionadas com o estudo da rádio. Interessante foram as contribuições e testemunhos da rádio enquanto plataforma para a cidadania e educação.
Contribui com uma comunicação intitulada: "A auto-regulação no serviço público de rádio português - o caso do provedor do ouvinte".
Algumas notas:
Com base na análise dos relatórios elaborados pelos dois primeiros provedores da rádio pública portuguesa (José Nuno Martins e Adelino Gomes) verificámos o seguinte:
- O provedor da rádio pública caracteriza-se por ser um provedor de largo espectro. Significa dizer que quem ocupa o cargo debruça-se sobre uma enorme vastidão de temas (programação, informação, questões técnicas, tecnológicas, etc) e de canais de serviço público, incluindo a Internet. Não se trata, pois, de um provedor apenas para a área do jornalismo ou da programação, por exemplo, como sucede noutros países.
- O conceito de serviço público é central enquanto enquadramento para a análise dos temas. Ou seja, quando o provedor recebe uma queixa dos ouvintes em relação a matérias jornalísticas, na resposta, o provedor não invoca com a mesma frequência argumentos sustentados na ética e deontologia do jornalismo, preferindo recorrer às normas que constam do contrato de concessão do serviço público de rádio.
- A acção do provedor, para além de representar um mecanismo de auto-regulação, contribui para a crítica e doutrina sobre o serviço público de rádio. Não raras vezes, o provedor critica o normativo do contrato de concessão sugerindo alterações e propondo outras normas.
- Num ambiente como o português, onde escasseiam estudos académicos sobre a rádio em geral e sobre o serviço público de radiodifusão em particular, o papel do provedor representa um excelente contributo para a discussão e reflexão destas temáticas contribuindo para a compreensão do papel de uma rádio de serviço público.
O programa do congresso incluiu um conjunto de comunicações relacionadas com o estudo da rádio. Interessante foram as contribuições e testemunhos da rádio enquanto plataforma para a cidadania e educação.
Contribui com uma comunicação intitulada: "A auto-regulação no serviço público de rádio português - o caso do provedor do ouvinte".
Algumas notas:
Com base na análise dos relatórios elaborados pelos dois primeiros provedores da rádio pública portuguesa (José Nuno Martins e Adelino Gomes) verificámos o seguinte:
- O provedor da rádio pública caracteriza-se por ser um provedor de largo espectro. Significa dizer que quem ocupa o cargo debruça-se sobre uma enorme vastidão de temas (programação, informação, questões técnicas, tecnológicas, etc) e de canais de serviço público, incluindo a Internet. Não se trata, pois, de um provedor apenas para a área do jornalismo ou da programação, por exemplo, como sucede noutros países.
- O conceito de serviço público é central enquanto enquadramento para a análise dos temas. Ou seja, quando o provedor recebe uma queixa dos ouvintes em relação a matérias jornalísticas, na resposta, o provedor não invoca com a mesma frequência argumentos sustentados na ética e deontologia do jornalismo, preferindo recorrer às normas que constam do contrato de concessão do serviço público de rádio.
- A acção do provedor, para além de representar um mecanismo de auto-regulação, contribui para a crítica e doutrina sobre o serviço público de rádio. Não raras vezes, o provedor critica o normativo do contrato de concessão sugerindo alterações e propondo outras normas.
- Num ambiente como o português, onde escasseiam estudos académicos sobre a rádio em geral e sobre o serviço público de radiodifusão em particular, o papel do provedor representa um excelente contributo para a discussão e reflexão destas temáticas contribuindo para a compreensão do papel de uma rádio de serviço público.
terça-feira, março 22, 2011
Artur Agostinho
Uma voz inconfundível da rádio portuguesa que parte.
Das inúmeras referências que hoje são feitas na Internet, escolho esta da Antena 1 que recorda um momento de um relato de futebol, género radiofónico em que Artur Agostinho era mestre.
Das inúmeras referências que hoje são feitas na Internet, escolho esta da Antena 1 que recorda um momento de um relato de futebol, género radiofónico em que Artur Agostinho era mestre.
quinta-feira, março 17, 2011
A rádio portuguesa na net
Um novo livro sobre a rádio portuguesa: "Rádio na Internet em Portugal - A abertura à participação num meio de mudança", de Pedro Portela. Editora Húmus.
Da sinopse retiro o seguinte:
Ao longo deste estudo, procurámos perceber de que modo as rádios em Portugal se estão a integrar na internet. Quisemos ainda olhar o seu nível de entendimento e a implementação das configurações abertas por tecnologias que possibilitam novas abordagens, não só em termos de conteúdos como também, fundamentalmente, de interacção com os ouvintes.
Da sinopse retiro o seguinte:
Ao longo deste estudo, procurámos perceber de que modo as rádios em Portugal se estão a integrar na internet. Quisemos ainda olhar o seu nível de entendimento e a implementação das configurações abertas por tecnologias que possibilitam novas abordagens, não só em termos de conteúdos como também, fundamentalmente, de interacção com os ouvintes.
TSF e a Internet
Os alunos do curso de Jornalismo e Comunicação da Escola Superior de Educação de Portalegre, no âmbito das XV Jornadas da Comunicação, atribuíram este ano o Tributo de Jornalismo à TSF.
Na cerimónia de entrega Arsénio Reis, director-adjunto da rádio informativa, sobre a TSF e a Internet considerou que é uma das áreas onde "precisamos apostar mais", mas isso "só será possível quando a Internet nos der o retorno financeiro para essa aposta", o que ainda não sucede.
Na cerimónia de entrega Arsénio Reis, director-adjunto da rádio informativa, sobre a TSF e a Internet considerou que é uma das áreas onde "precisamos apostar mais", mas isso "só será possível quando a Internet nos der o retorno financeiro para essa aposta", o que ainda não sucede.
segunda-feira, março 14, 2011
The state of the news media
Está disponível o relatório anual do Pew Project for Excellence in Journalism. Do capítulo referente ao Áudio retiro o seguinte:
In 2010, a third of Americans (34%) said they received some news through the radio “yesterday,” according to the Pew Research Center For The People & the Press’ biennial media consumption survey. This is down just slightly from 35% in 2008, but it continues a gradual decline over the last ten years. In 2000, the number was 43%. Other alternatives are rising. Internet news users have now caught up (34%), and television use remains well ahead (58% watched television news “yesterday”). Radio now outpaces newspapers, however, which have seen a much sharper decline. Just 31% of Americans reported reading a newspaper “yesterday” in 2010, down from 34% in 2008, though there is some substitution here with people accessing newspaper websites
In 2010, a third of Americans (34%) said they received some news through the radio “yesterday,” according to the Pew Research Center For The People & the Press’ biennial media consumption survey. This is down just slightly from 35% in 2008, but it continues a gradual decline over the last ten years. In 2000, the number was 43%. Other alternatives are rising. Internet news users have now caught up (34%), and television use remains well ahead (58% watched television news “yesterday”). Radio now outpaces newspapers, however, which have seen a much sharper decline. Just 31% of Americans reported reading a newspaper “yesterday” in 2010, down from 34% in 2008, though there is some substitution here with people accessing newspaper websites
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Aniversário da TSF no Facebook
A TSF comemorou hoje 23 anos de existência e assinalou com uma boa iniciativa. Durante uma hora, os ouvintes colocaram no Facebook questões sobre a TSF ao Director, Paulo Baldaia.
A uma pergunta sobre o futuro da TSF, Baldaia respondeu assim:
A rádio continua a fazer muita falta e tem futuro assegurado. A TSF é uma marca em que as pessoas confiam e que ganha força nas redes sociais e nas novas plataformas. Se queremos sobreviver neste mundo da comunicação, vamos ter de saber ser úteis a quem nos ouve.
A uma pergunta sobre o futuro da TSF, Baldaia respondeu assim:
A rádio continua a fazer muita falta e tem futuro assegurado. A TSF é uma marca em que as pessoas confiam e que ganha força nas redes sociais e nas novas plataformas. Se queremos sobreviver neste mundo da comunicação, vamos ter de saber ser úteis a quem nos ouve.
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Revista Rádio-Leituras
A Revista Rádio-Leituras está a aceitar artigos para a próxima edição.
Os artigos podem ser enviados até 31 de Março de 2011.
Mais detalhes aqui.
Os artigos podem ser enviados até 31 de Março de 2011.
Mais detalhes aqui.
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
... e menção honrosa para a Renascença
À reportagem de Filomena Barros sobre Casos de Sucessos do Rendimento Social de Inserção emitida no programa Espaço Aberto, na Renascença, foi atribuída uma Menção Honrosa do Prémio Paridade, um prémio da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.
Parabéns à autora.
Não deixa de ser curioso que sendo a rádio conotada com informação imediata e em directo, é nos trabalhos de fundo que acaba por ser reconhecida.
Parabéns à autora.
Não deixa de ser curioso que sendo a rádio conotada com informação imediata e em directo, é nos trabalhos de fundo que acaba por ser reconhecida.
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