terça-feira, fevereiro 21, 2012

TSF extingue delegações de Évora e Faro

Lê-se no Público que a TSF está a proceder a uma reorganização financeira e que por via disso vai extinguir as delegações de Évora e Faro. Se assim for, há aqui perdas que se devem lamentar. Em primeiro lugar, duas regiões do país que perdem (ainda mais!) expressão mediática e em segundo, (se não for encontrada uma boa solução para os profissionais) dois jornalistas que nos têm dado bons momentos de rádio. Um deles está aqui.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

A rádio na frequência da web

A rádio na frequência da web é o título do nº 20 da revista Comunicação e Sociedade do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade. O número foi coordenado por Madalena Oliveira e Pedro Portela e o índice pode ser consultado aqui.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Dia Mundial da Rádio

Três sons que marcaram a história da rádio:

A Guerra dos Mundos de  Orson Wells, o encerramento da Rádio Alice, um dos símbolos da liberalização do sector radiofónico na Europa e a leitura do comunicado do MFA aos microfones do Rádio Clube Português.

O dia mundial da rádio é assinalado em Portugal no Atmosphere Lounge em Lisboa.
Programa:
16h30 apresentação do documentário de Rádio Energia 2.0: a Rádio Energia 20 anos depois
17h00 a investigação sobre radiodifusão em Portugal
18h00 a rádio como meio social
19h00 tertúlia rádio - passado e presente
19h45 DJ Battle e cocktail

terça-feira, janeiro 24, 2012

A rádio pública, de novo

Escreve o PÚBLICO: Uma crónica crítica em relação a Angola, do jornalista Pedro Rosa Mendes, terá levado a RDP a acabar com o espaço de opinião "Este Tempo", da Antena 1.

Uma rádio pública credível e séria aos olhos dos seus ouvintes dispensa casos como este. Contra ela pendem sempre inúmeras suspeições, e situações como esta não ajudam a clarificar o seu papel insubstituível.

Entre aqueles que nada têm a comentar e os que dizem que já tudo estava decidido há muito tempo o que ficará neste caso, temo, é uma vez mais a ideia generalizada de uma rádio instrumentalizada pelo poder.

Mesmo que assim não seja, a rádio pública voltará a sofrer com isso.

A esperança é que o que aí vem (debates, inquéritos, etc.) nos possa dar alguma luz sobre o que realmente se passou neste caso!

Para já, Raquel Freire despediu-se assim do espaço "Este Tempo".

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Em dois lugares ao mesmo tempo

Os novos caminhos da rádio também passam por isto. Hoje a TSF fez dois directos em simultâneo. Depois das 10 da manhã, nas ondas da rádio escutou-se o Fórum dedicado a Guimarães Capital Europeia da Cultura, enquanto que na Internet era transmitido o debate quinzenal na Assembleia da República.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Radio Evolution na JJ

O nº 48 da revista JJ do Clube de Jornalistas publica um artigo (pp. 6-11) que assino sobre o congresso ECREA "Radio Evolution", realizado em Braga no passado mês de Setembro.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Sonoplastia

Por vezes o trabalho que realizam passa-nos ao lado. Injustamente. Contar a realidade através de sons depende em boa parte daquilo que os sonoplastas fazem. A reportagem da TSF é um excelente exemplo de como a riqueza da linguagem exclusivamente sonora pode ser evidenciada.
Vem isto a propósito de um sublinhado que o João Paulo Meneses, em boa hora, fez em relação a um post meu, relembrando que só em 2011 Luís Borges, sonoplasta da TSF venceu 6 prémios.

Aqui fica a lista e os meus parabéns a Luís Borges e a toda a equipa que com ele trabalha na TSF.

2011
Prémio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha
João Francisco Guerreiro, com sonoplastia de Luís Borges
Missão Haiti

Prémio de Jornalismo Direitos Humanos e Integração – UNESCO
Categoria rádio – menção honrosa
Missão Haiti
João Francisco Guerreiro, com sonoplastia de Luís Borges


Prémio Jornalismo pela Diversidade Cultural - Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural
Menção Honrosa, Categoria rádio
A Vida em Dois Actos
Ana Sofia Freitas, com sonoplastia de Luís Borges


Prémio Gazeta de Rádio – Clube de Jornalistas
A Terra a Quem a Trabalha
Carlos Júlio, com sonoplastia de Luís Borges


Prémio "Galardão da Inclusão» (Centro de Recursos para a Inclusão Social )
Vermelho da Cor do Céu
Ana Catarina Santos e Luís Borges


Prémio Nacional de Jornalismo LPCC/SPMSD 2011 (iniciativa da Liga Portuguesa Contra o Cancro e da Sanofi Pasteur MSD, que distingue o melhor trabalho jornalístico na área da oncologia)
Cristina Lai Men e sonoplastia de Luís Borges
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2086097

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Livros sobre a rádio portuguesa

Lista de publicações sobre a rádio portuguesa (a ordem segue o ano de edição).
Todas as contribuições no sentido de completar esta lista serão muito úteis.

- SANTOS, Rogério (2017) A Emissora Nacional e as mudanças políticas (1968-1975). Edições Minerva.
- SANTOS, Rogério (2017) - Estudos da Rádio em Portugal. Lisboa: Universidade Católica Portuguesa.
- LEITE, Renato (2017). Estratégias Empresariais da Radiodifusão Pública e Privada. Media XXI. 
- COSTA, Pedro (2017) Teias da Rádio: Ensaios e Reflexões sobre as Políticas do Setor. CS Edições.
- MENESES, João Paulo (2016) Jornalismo Radiofónico. Ebook. Disponível aqui.
- OLIVEIRA, M. PRATA, N. (2015) Rádio em Portugal e no Brasil: Trajetória e Cenários. Ebook. Disponível aqui.
REIS, Ana Isabel (2015). O Áudio nas cibernotícias das rádios. Lisboa: Media XXI.
- SANTOS, Rogério, 2014 - Sempre no Ar, Sempre Consigo (1941-1968). Lisboa: Colibri
- CARVALHEIRO, José Ricardo (2014) As Caixas Mudaram o Mundo? Usos femininos dos media no Estado Novo.
- REIS, Ana Isabel, RIBEIRO, Fábio & PORTELA, Pedro (2014). Das Piratas à Internet: 25 anos de Rádios Locais. Disponível aqui.
- SANTOS, Sílvio Correia (2013). Os média de Serviço Público. ebook disponível aqui.
- FERREIRA, Carolina (2013). Os Media na Guerra Colonial - a manipulação da Emissora Nacional como altifalante do regime. Coimbra: Minerva.
ALMEIDA, Carla Aurélia (2012) "A Construção da Ordem Interaccional na Rádio - contributo para uma análise linguística do discurso em interacções verbais". Porto: Edições Afrontamento.
- BONIXE, Luís (2012). A informação radiofónica - rotinas e valores-notícia da reprodução da realidade na rádio portuguesa. Lisboa: Livros Horizonte.
- MENESES, João Paulo (2012). Estudos sobre a rádio - passado, presente e futuro. Porto: Mais Leituras.
- CRESPO,  Magalhães (2012). Os meus 31 anos na Rádio Renascença. Lisboa: Principia Editora.
- PORTELA, Pedro (2011) Rádio na Internet em Portugal. Humus
- QUEIROZ, Sousa, J. (2011). 20 Anos ao Serviço das Rádios Locais - ARIC 1991-2011, Contributos para a história. ARIC.
- RIBEIRO, Nelson (2011) BBC Broadcasts to Portugal in World War II: How Radio Was Used As a Weapon of War. London: Winston Books.
- SALA, António(2011). Memórias da vida e da rádio dos afectos. Lisboa: Oficina do Livro
- LEITE, Renato Costa (2010) Estratégias Empresariais da Radiodifusão Pública e Privada. Media XXI.
- CORDEIRO, Paula (2010) A Rádio e as Indústrias Culturais. Lisboa: Livros Horizonte
- ERC (2009) , Caracterização do sector da radiodifusão local.
- SOARES, Vítor (2009), A Rádio, Ouvida e Pensada. Bubok (ebook).
- AA.VV. (2008), Tão Perto do Mundo – 20 Acontecimentos em 20 anos da rádio que mudou a rádio, Lisboa: Prime Book.
- PINTO, Marcos (2007). No ar : 100 histórias da rádio. Parede: Prime Books
- CRISTO, Dina (2005), A Rádio em Portugal e o Declínio do Regime de Salazar e Caetano (1958-1974), Coimbra: Minerva
- RIBEIRO, Nelson (2005), A Emissora Nacional nos Primeiros Anos do Estado Novo 1933-1945, Lisboa: Quimera Editores.
- SANTOS, Rogério (2005), As Vozes da Rádio 1924-1939, Lisboa: Caminho
- SANTOS, Paula B. (2005) Igreja Católica, Estado e Sociedade, 1968-1975: o Caso Rádio Renascença. Lisboa. Imprensa de Ciências Sociais.
- DUARTE, Feliciano Barreiras (2005) — Informação de Proximidade — Jornais e Rádios. Lisboa: Âncora Editora, 
- CORREIA, Fernando (2004) A Rádio não acontece... faz-se. Lisboa: Sete Caminhos.
- SEQUEIRA, Hélder (2003) O Dever da Memória - Uma Rádio no Sanatório da Montanha. Câmara Municipal da Guarda.
- RIBEIRO, Nelson (2002) “A Rádio Renascença e o 25 de Abril”, Universidade Católica. Editora, Lisboa
- MENESES, João Paulo (2003), Tudo o Que se Passa na TSF, Porto: Jornal de Notícias.
- MELO, Rui (2001), A Rádio e a Sociedade de Informação, Porto: Fundação Fernando Pessoa.
- MAIA, Matos (1999) “Aqui Emissora da Liberdade”, Caminho, Lisboa
- CALDAS, A. Pereira (1999). Para a história da Rádio Renascença (1974-1975) — Um barómetro da revolução. Lisboa: Rádio renascença / Grifo - editores e livreiros, Ldª,
- GONÇALVES, Rui F. M. (1999), Jornalismo e Valores. O Projecto Informativo TSF-Rádio Jornal (1988-1993), Lisboa: Edinova.
- MEDITSCH, Eduardo (1999), A Rádio na Era da Informação, Coimbra: Minerva.
- MIGUEL, Aura (1992), Rádio Renascença: os trabalhos e os dias (1933-1948), Lisboa: Imprensa Nacional.
- AA.VV. (1996), Colóquios sobre Rádio, Lisboa: Publicações Dom Quixote.
- MAIA, Matos (1995), Telefonia, Lisboa: Círculo dos Leitores.
- MARCOS, Luís Humberto (1989), Rádios Locais – A lei e a realidade, Porto: Centro de Formação de Jornalistas.
- AA.VV. (1986), 60 Anos de Rádio Em Portugal, Lisboa: Vega.
- NEVES, Moreira das (1980)  Para a História da Rádio Renascença — Monsenhor Lopes da Cruz e a Emissora Católica Portuguesa — Subsídios e Comentários. Lisboa: Rádio Renascença.
- RIBEIRO, Fernando Curado (1964) Rádio: Produção, Realização, Estética. Lisboa: Arcádia.

A lista de Teses de doutoramento sobre a rádio portuguesa pode ser consultada aqui .

Prémio para a reportagem radiofónica

A reportagem radiofónica está uma vez mais de parabéns. Desta vez foi o trabalho de Jorge Correia, da Antena 1, a receber um prémio.
A reportagem chama-se "Anatomia do Erro" e pode ser escutada aqui

Jorge Correia tem feito um trabalho notável de cobertura de assuntos de saúde na rádio pública.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Tese de doutoramento sobre a rádio portuguesa

Isabel Reis defendeu na quarta-feira, dia 7 de Dezembro, a tese de doutoramento com o título “O Áudio no Jornalismo Radiofónico na Internet” na Universidade do Minho.
A autora parte de duas características centrais e definidoras da rádio – o carácter sonoro e temporal da mensagem – e analisa o modo como os sites da TSF, Renascença, RCp e RDP utilizam o áudio nas principais notícias disponibilizadas online.
O estudo representa um importante contributo para se perceber o estado da arte no que diz respeito ao modo como as rádios de informação estão a fazer a migração para as plataformas digitais.
Das conclusões do estudo sublinho as seguintes:
- Apesar do conjunto de elementos expressivos que o ambiente online oferece, os sites das rádios continuam a privilegiar o áudio, tal como sucede na versão hertziana;
- Os áudios colocados nos sites privilegiam a palavra e a declaração, consequência óbvia – acrescento eu – do facto de os sons colocados nos sites já terem sido emitidos na rádio. As rádios online seguem, assim, a discursividade informativa da rádio hertziana;
- Quanto à temporalidade, conclui Isabel Reis que “ a ciber-rádio herda, ainda, a imediatez e a instantaneidade da rádio tradicional (p. 305).

Os meus parabéns à nova doutora que contribui com mais uma investigação sobre a rádio portuguesa no âmbito de uma tese de doutoramento.

terça-feira, novembro 15, 2011

A rádio pública segundo o Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social

Há muito pouco sobre a rádio no Relatório do Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social coordenado pelo professor João Duque.

As referências que são feitas a este sector do audiovisual público, para além de escassas, são pouco concretas.

a) Sabemos que os relatores consideram "desproporcionada a existência de três canais de rádio nacionais do Estado, em pé de igualdade com o mesmo número de canais nacionais privados".

b) Mas que "o Estado deve ser especialmente cuidadoso em alterações no mercado das rádios, atendendo às condições difíceis do mesmo".

c)O relatório não é claro em relação ao futuro dos canais de rádio do serviço público português. Em relação à televisão não restam dúvidas sobre o que, segundo o GT, deveria ser feito, mas quanto à rádio, as referências são pouco claras.
É dito que um dos canais deve apostar na "divulgação da música e da língua portuguesas, promovendo um trabalho que leve às suas raízes" e que outro "deverá fazer ter como alvo principal a música e cultura eruditas, divulgando sistematicamente recitais e concertos de orquestras e músicos portugueses".
Falta um...

d) Deduz-se que a sugestão feita no sentido de reduzir o tempo dos noticiários também se aplique à rádio: "GT propõe que os conteúdos noticiosos do operador de serviço público de rádio e televisão sejam concentrados em noticiários curtos, sejam limitados ao essencial e recuperem o carácter verdadeiramente informativo, libertos da crescente dimensão subjectiva e opinativa no jornalismo (até para fazer diferença face aos operadores privados)."
Esta coisa de reduzir a dimensão subjectiva e opinativa do jornalismo é tarefa para um milhão de doláres! Não sei como se faz, nem sei se é possível fazer! Por outro lado, vejo esta recomendação como uma ingerência clara na liberdade editorial dos jornalistas. É a eles que deve cumprir a tarefa de fazer noticiários, escolher o que lá colocam e definir a sua duração (porquanto é um critério de noticiabilidade).

e) O relatório parece partir do princípio de que a rádio pública não cumpre as suas funções enquanto serviço público e que se limita a uma estratégia concorrencial. Parece-me injusto. Sem querer fazer a defesa incondicional do serviço público de rádio em Portugal, e em particular na informação, parece-me que há espaços e programas que representam uma alternativa e que apenas os podemos ouvir na rádio pública ("Portugal em Directo", é só um exemplo).

f) O relatório estabelece uma comparação entre o número de canais públicos e rádios nacionais privadas. É bom lembrar que no campo da informação, o universo não é assim tão alargado: Para além da rádio pública, existe a Renascença. A Antena 1 tem hoje um papel importantíssimo no domínio da informação. É bom lembrar, certamente que o GT teve isso em conta, que a TSF não é uma rádio nacional.

Finalmente, assusta-me que alguém ainda pense que a comunicação social possa ser um instrumento político:

"Um serviço internacional público de comunicação social deve ter como função despertar e consolidar o interesse por Portugal e pelo universo da língua portuguesa no mundo. Nesse sentido, consideramos que é um instrumento da política externa, devendo depender a definição do contrato-programa e seu financiamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros."


O relatório completo está aqui

segunda-feira, novembro 07, 2011

Vermelho da cor do céu

Ana Catarina Santos começa a distinguir-se no campo da reportagem radiofónica. Se não me falham as contas, recebe o terceiro prémio neste tipo de trabalhos.

"Vermelho da cor do céu" é uma excelente reportagem, comovente e que joga na perfeição com o que de melhor a rádio tem. Sobre este trabalho, escrevi depois de o ter escutado.

Quem não ouviu, tem mesmo que ouvir.

Os meus parabéns aos autores, Ana Catarina Santos e Luís Borges.

segunda-feira, outubro 03, 2011

Jornalistas da rádio e redes sociais

A Cision e a Canterbury Christ Church University realizaram um inquérito aos jornalistas sobre o modo como percepcionam as redes sociais. Os resultados estão no relatório intitulado Social Journalism Study Perceptions and use of social media among journalists in the UK Report.

Algumas ideias sobre os jornalistas da rádio:

1 - Os jornalistas da rádio são, a par dos que trabalham nas redes sociais, os mais activos no que respeita ao uso do blogue.

2 - 55% dos jornalistas de rádio inquiridos concordam que as redes sociais permitem um maior envolvimento com a audiência;

3 - Entre os inquiridos, são os jornalistas da rádio que vêem como mais positivo o crowdsourcing;

4 - No que respeita à relação entre trabalho e redes sociais, só 20% dos jornalistas da rádio consideram que a produtividade melhorou.

segunda-feira, setembro 26, 2011

RR V+


A Renascença renovou o site .
A principal diferença em relação à versão anterior prende-se com uma maior presença do vídeo. RR V+ é isso mesmo: uma aposta clara da rádio (?!) Católica portuguesa nos conteúdos em vídeo.
O som aparece claramente num segundo plano. A lista de noticiários já emitidos na rádio aparece agora a meio da página e, pelo menos hoje, as notícias são praticamente todas acompanhadas por vídeo ou fotografia. Muitas delas não têm sons.
A possibilidade de partilha de notícias nas redes sociais está também mais acessível para os utilizadores.
No novo site, há uma maior presença de notícias logo na home, ao contrário do que sucedia na versão anterior que privilegiava a programação.
Visualmente, o site é mais atractivo, mas a página é muito "comprida".

sexta-feira, setembro 16, 2011

Radio Evolution II

Armand Balsebre é uma das maiores referências para quem estuda a rádio. No Congresso Radio Evolution que decorreu em Braga de 14 a 16 de Setembro (organização: ECREA/Universidade do Minho) fez a defesa do meio radiofónico sublinhando a importância que o som ainda tem num mundo dominado pela imagem.

E foi muito interessante ouvir dizer que a Internet não é uma ameaça para a rádio, pode isso sim representar uma oportunidade para a qualidade e criatividade sonora. É, afinal isso que Sofia Saldanha, vencedora do prémio Best New Artist Award em 2010, faz. Junta sons, bons sons e com eles conta “estórias” muito boas “estórias”. “The Sleeping Fool” é só uma delas. E premiada ainda por cima.

O Congresso serviu também para perceber que aos investigadores da rádio por esta Europa, e alguns fora dela, interessa a mesma temática: como está a rádio a adaptar-se a um novo ambiente mediático dominado pelas plataformas digitais? Muito bem, disseram uns; muito mal consideraram outros; o possível, asseguraram muitos.

Mas o que se sublinha das muitas comunicações apresentadas é, em primeiro lugar isso mesmo: a quantidade. E muitas delas de autores portugueses. Umas que resultam de teses de mestrado, outras de doutoramento, outras ainda de projectos individuais. A rádio está, também do lado académico, bem viva.

Das rádios comunitárias, às universitárias, passando pelas locais, pelo discurso, pelas narrativas, pelas audiências, pela música (muita música!) e pela informação (pouca!) o congresso serviu também para mostrar como o universo radiofónico é vasto e interessante, quase sempre tendo como pano de fundo o digital e a Internet. E, claro, a ameaça ao meio radiofónico, sempre a ameaça…

Mais sobre o congresso aqui:

O futuro da rádio é digital? Sim, mas não só

Radio Evolution

quarta-feira, setembro 07, 2011

Radio evolution

Decorre na próxima semana, entre 14 e 16 de Setembro, na Universidade do Minho o Congresso Radio Evolution, organizado pelo ECREA.

O programa definitivo já está disponível aqui e dele faz parte um conjunto de sessões com investigadores, professores, profissionais nacionais e estrangeiros que vão abordar diversos assuntos relacionados com a rádio, desde as narrativas e redes sociais, passando pelo jornalismo e pelas audiências.

O programa de comunicações é igualmente interessante e extenso.

Contribuirei com a comunicação: Sharing and retweeting sounds: the relationship between radio journalism and social networks.

terça-feira, agosto 30, 2011

Leituras

A 2ª edição da revista Rádio-Leituras já está disponível.

Mário Figueiredo ameaça demitir-se

Para o Provedor do Ouvinte da RDP a suspensão das emissões da RDP Internacional em onda curta coloca em causa o conceito de serviço público. As declarações estão aqui:

Ser jornalista (da rádio) em Portugal

O livro “Ser Jornalista em Portugal – perfis sociológicos” fornece dados muito interessantes sobre a profissão. A obra, coordenada pelo professor José Rebelo, está dividida em duas grandes partes. A primeira na qual são apresentados dados relativos à profissão e a segunda, mais extensa, onde se expõem várias histórias de vida de jornalistas portugueses.

Relativamente aos dados apresentados e em concreto sobre a rádio, sublinho o seguinte:
A importância das rádios locais no que diz respeito ao acesso à profissão. O período em que a rádio recebeu mais profissionais ocorreu entre 1990 e 1997 quando o número de jornalistas mais que duplicou.
Entre 1997 e 2006 a subida é ligeira para decair ligeiramente nos três anos seguintes. Aliás, a rádio que sempre ocupou o segundo lugar em número de jornalistas, perdeu esse posto para a televisão em 2006 muito à custa, sustenta o estudo, do aparecimento de canais temáticos por cabo (p.51). “O número de profissionais de rádio duplicou, de 1988 a 1994; estabilizou, de 1990 a 1996; entrou em queda, em 2002.” (p.70-71)

É também na rádio que existe o menor número de licenciados e bacharéis, predominando os jornalistas com formação apenas ao nível do secundário. Mas a rádio tem também uma baixa percentagem de desempregados e de profissionais em regime livre.

Leitura: Rebelo, José (coord.) (2011). “Ser Jornalista em Portugal – perfis sociológicos”. Gradiva.

sexta-feira, julho 08, 2011

Small scale radio

O Ofcom disponibiliza um relatório muito interessante sobre o cenário das "small scale radio" no Reino Unido.

Do documento sublinho as seguintes passagens:

The remaining 350 or so stations can be described as small local stations. They fall into two main categories, according to the way they are licensed.
• Around 140 of them are commercial stations, whose primary aim is to make profits for their shareholders, which they do by selling advertising. They are governed by licence conditions which require them to provide a certain amount of local programming. They also use this local programming to differentiate themselves from their commercial competitors that cover larger areas.
(...)
The remaining 200 or so are community stations. This is a relatively new type of station and almost all have been broadcasting for less than five years. These must be not for profit and must be funded by a diversity of funding sources: there is a limit of 50% on the proportion of their funding that can come from on-air advertising and sponsorship, and many receive funding in the form of grants from public and other bodies.

Sobre a Informação:

Micro-local information was considered unique to small-scale services. It was the kind of information that larger, less local, radio stations could not provide, but which kept small-scale listeners informed and up-to-date about what was going on in their local areas.

News – if there was a news event in their area, listeners would tune in to their small-scale station to find out the details about it and if there were any consequences for themselves as a result.
Listeners of GTFM in Pontypridd described how there had been a fire there during the day which has caused massive traffic jams, and the only place where they could find out what had happened was by tuning it to GTFM.

segunda-feira, julho 04, 2011

António Jorge Branco

Morreu um dos maiores responsáveis pelo excelente jornalismo radiofónico que por cá se vai fazendo. António Jorge Branco fica ligado à formação de jornalistas da rádio em Portugal e foi um dos símbolos da TSF.

Para quem estuda a rádio, e em particular o jornalismo radiofónico, esta partida significa também um adeus a histórias riquíssimas e a um conhecimento sobre a rádio que poucos terão.

António Jorge Branco foi autor de vários programas, entre eles o "Dicionário da Rádio" cujo arquivo de programas pode ser escutado aqui.

quinta-feira, junho 16, 2011

Os ciberjornalistas portugueses

Acaba de ser lançado o livro de Hélder Bastos "Ciberjornalistas Portugueses - Práticas, Papéis e Ética".

No blogue do autor pode ler-se o seguinte:
Nesta obra defende-se a tese de que as práticas, os papéis e mesmo os questionamentos de ordem ética dos ciberjornalistas portugueses se encontram limitados devido a um enquadramento histórico, empresarial, profissional e formativo sobremaneira desfavorável.

O livro apresenta os resultados de um inquérito feito a ciberjornalistas portugueses, entre eles os que exercem a sua actividade em duas rádios: TSF e Renascença.

O livro é editado pela Livros Horizonte.

terça-feira, maio 24, 2011

Ainda bem que não há vídeo

Só agora pude escutar o excelente trabalho de reportagem de Ana Catarina Santos, emitida na passada 5ª feira, na TSF (Vantagem da rádio na Internet!).

Ana Catarina Santos tem colocado em prática um estilo próprio que potencia ao máximo os aspectos emocionais do objecto reportado. Tal como em trabalhos anteriores, o resultado final resulta muito positivo.

"Vermelho da Cor do Céu" mostra-nos o mundo de quem não vê e há ali revelações que impressionam pela simplicidade.
- "Sabe qual é a cor dos seus olhos?"
- "Não"
- "Posso dizer-lhe?"

Os trabalhos de reportagem da TSF costumam dar-nos excelentes exemplos da linguagem sonora da rádio. O trabalho de sonoplastia, muitas vezes relegado para segundo plano, é muito bom e isso ajuda a envolver e a transportar o ouvinte para o mundo daquilo que é reportado.

Este trabalho mais recente da Ana Catarina Santos e Luís Borges é mais um contributo para se perceber a riqueza da reportagem radiofónica.

E acho muito bem que desta vez não haja vídeo no site!

Para escutar: aqui

sexta-feira, maio 06, 2011

Relatório intercalar do Provedor do Ouvinte

Disponível o primeiro relatório intercalar de actividade do Provedor do Ouvinte da rádio pública, Mário Figueiredo. Para consultar aqui.

sexta-feira, abril 29, 2011

Sócrates e o Fórum da TSF

José Sócrates esteve no Fórum TSF de ontem. Depois do programa surgiram vários comentários na Internet pelo facto de praticamente todos os ouvintes que participaram terem elogiado o Primeiro-Ministro. Efectivamente, foi impossível não reparar que a José Sócrates não foram colocadas questões, digamos, mais incómodas.
O debate que se seguiu divide-se entre a crítica à TSF e a hipótese de ter sido a máquina socialista a mobilizar-se para participar no programa.

No facebook estão vários comentários e a explicação do director da TSF: Paulo Baldaia

Esta questão volta a trazer o debate, que já não é novo e não se limita ao caso português, sobre este tipo de programas e o modo como funcionam.

Em 2006 quando era provedor da NPR, Jeffrey Dvorkin, partindo de um caso semelhante, abordou o tema e explicou que o programa Talk of the Nation funciona com um ligeiro "atraso" face ao que vai para o ar possibilitando que os editores impeçam que determinadas opiniões cheguem, efectivamente a ser emitidas.

A estratégia pode ser válida quando se trata de evitar que entrem em antena insultos ou expressões menos próprias, mas neste caso do Fórum da TSF talvez não fosse a melhor estratégia a seguir.

terça-feira, abril 26, 2011

Na manhã da rádio...

... um excelente conjunto de pequenas reportagens a partir da aldeia de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro. Uma excelente viagem até ao país real onde a rádio cada vez menos vai. O trabalho é de Virgílio Castelo e ainda pode ser escutado na página da rádio pública.

segunda-feira, abril 04, 2011

Os provedores e o serviço público de rádio

Na última semana decorreu em Sevilha o I Congreso Internacional de Ética de la Comunicación.

O programa do congresso incluiu um conjunto de comunicações relacionadas com o estudo da rádio. Interessante foram as contribuições e testemunhos da rádio enquanto plataforma para a cidadania e educação.

Contribui com uma comunicação intitulada: "A auto-regulação no serviço público de rádio português - o caso do provedor do ouvinte".

Algumas notas:

Com base na análise dos relatórios elaborados pelos dois primeiros provedores da rádio pública portuguesa (José Nuno Martins e Adelino Gomes) verificámos o seguinte:

- O provedor da rádio pública caracteriza-se por ser um provedor de largo espectro. Significa dizer que quem ocupa o cargo debruça-se sobre uma enorme vastidão de temas (programação, informação, questões técnicas, tecnológicas, etc) e de canais de serviço público, incluindo a Internet. Não se trata, pois, de um provedor apenas para a área do jornalismo ou da programação, por exemplo, como sucede noutros países.

- O conceito de serviço público é central enquanto enquadramento para a análise dos temas. Ou seja, quando o provedor recebe uma queixa dos ouvintes em relação a matérias jornalísticas, na resposta, o provedor não invoca com a mesma frequência argumentos sustentados na ética e deontologia do jornalismo, preferindo recorrer às normas que constam do contrato de concessão do serviço público de rádio.

- A acção do provedor, para além de representar um mecanismo de auto-regulação, contribui para a crítica e doutrina sobre o serviço público de rádio. Não raras vezes, o provedor critica o normativo do contrato de concessão sugerindo alterações e propondo outras normas.

- Num ambiente como o português, onde escasseiam estudos académicos sobre a rádio em geral e sobre o serviço público de radiodifusão em particular, o papel do provedor representa um excelente contributo para a discussão e reflexão destas temáticas contribuindo para a compreensão do papel de uma rádio de serviço público.

terça-feira, março 22, 2011

Artur Agostinho

Uma voz inconfundível da rádio portuguesa que parte.

Das inúmeras referências que hoje são feitas na Internet, escolho esta da Antena 1 que recorda um momento de um relato de futebol, género radiofónico em que Artur Agostinho era mestre.

quinta-feira, março 17, 2011

A rádio portuguesa na net

Um novo livro sobre a rádio portuguesa: "Rádio na Internet em Portugal - A abertura à participação num meio de mudança", de Pedro Portela. Editora Húmus.
Da sinopse retiro o seguinte:

Ao longo deste estudo, procurámos perceber de que modo as rádios em Portugal se estão a integrar na internet. Quisemos ainda olhar o seu nível de entendimento e a implementação das configurações abertas por tecnologias que possibilitam novas abordagens, não só em termos de conteúdos como também, fundamentalmente, de interacção com os ouvintes.

TSF e a Internet

Os alunos do curso de Jornalismo e Comunicação da Escola Superior de Educação de Portalegre, no âmbito das XV Jornadas da Comunicação, atribuíram este ano o Tributo de Jornalismo à TSF.

Na cerimónia de entrega Arsénio Reis, director-adjunto da rádio informativa, sobre a TSF e a Internet considerou que é uma das áreas onde "precisamos apostar mais", mas isso "só será possível quando a Internet nos der o retorno financeiro para essa aposta", o que ainda não sucede.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Aniversário da TSF no Facebook

A TSF comemorou hoje 23 anos de existência e assinalou com uma boa iniciativa. Durante uma hora, os ouvintes colocaram no Facebook questões sobre a TSF ao Director, Paulo Baldaia.

A uma pergunta sobre o futuro da TSF, Baldaia respondeu assim:
A rádio continua a fazer muita falta e tem futuro assegurado. A TSF é uma marca em que as pessoas confiam e que ganha força nas redes sociais e nas novas plataformas. Se queremos sobreviver neste mundo da comunicação, vamos ter de saber ser úteis a quem nos ouve.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Revista Rádio-Leituras

A Revista Rádio-Leituras está a aceitar artigos para a próxima edição.
Os artigos podem ser enviados até 31 de Março de 2011.
Mais detalhes aqui.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

... e menção honrosa para a Renascença

À reportagem de Filomena Barros sobre Casos de Sucessos do Rendimento Social de Inserção emitida no programa Espaço Aberto, na Renascença, foi atribuída uma Menção Honrosa do Prémio Paridade, um prémio da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.

Parabéns à autora.

Não deixa de ser curioso que sendo a rádio conotada com informação imediata e em directo, é nos trabalhos de fundo que acaba por ser reconhecida.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Missão Haiti

Um prémio para o bom jornalismo que se faz. Neste caso na rádio.
A reportagem Missão Haiti foi galardoada com o Prémio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha.

Parabéns aos autores João Francisco Guerreiro e Luís Borges.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Para quem investiga a rádio

- Chamada de artigos para o nº 20 da revista Comunicação e Sociedade (Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho) até 30 de Abril. Número temático sobre rádio. Para ver aqui.

- Colóquio "Radios libres, 30 ans de FM : la parole libérée ?" promovido pelo Gr0upe de Recherches et d'etudes sur la radio. Call for papers até 22 de Fevereiro. Mais informações aqui.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

A Rede da Rádio

No dia 16, a Antena 1 estreia a Rede da Rádio, da autoria de Madalena Balça. Dela e de todos os que quiserem! O programa está no Facebook e ali convida-se os ciberouvintes a participar no programa.

A Rede da Rádio será construída com recurso à interação permanente com as redes sociais nomeadamente o Facebook, e assumirá um formato onde os seus conteúdos serão ou sugeridos ou produzidos pelos seus ouvintes/amigos.

terça-feira, janeiro 18, 2011

Cavaco e a rádio de serviço público

Cavaco Silva recusou, ao contrário dos outros candidatos, ser entrevistado na Antena 1. Maria Flor Pedroso, que conduziria a entrevista, colocou a informação no facebook e as reacções estão lá.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Fábricas Fantasma

Para acompanhar ao longo da semana um conjunto de reportagens multimédia no site da RR intituladas Fábricas Fantasma. A primeira é sobre a Fábrica de papel do Caima (1901-2007).

sexta-feira, janeiro 07, 2011

RTP play

A RTP play também para a rádio de serviço público. Melhor arrumação dos sons, um visual mais atractivo. Para conferir aqui.

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Nova revista sobre Rádio

O Grupo de Pesquisa Convergência e Jornalismo (ConJor), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Brasil, acaba de disponibilizar o primeiro número da revista Rádio-Leituras.

Na sua primeira edição, a revista de periodicidade semestral apresenta vários textos sobre a rádio no Brasil e em Portugal.

Contribuo com o artigo Legalização, Concentração E Multimédia: Os Desafios Das Rádios Locais Portuguesas

A revista pode ser consultada aqui

sábado, dezembro 18, 2010

Desafios do Jornalismo

O Obercom acaba de disponibilizar um estudo no qual avalia o modo como os jornalistas vêem a sua profissão em diversos domínios tais como o futuro dos média, a formação, a organização das redacções, etc.

Alguns dados revelados pelo inquérito são muito curiosos, por exemplo a maior parte dos inquiridos concorda que as notícias estão cada vez com mais erros factuais (p.30); e que a concorrência e as audiências impõem-se à relevância dos acontecimentos (p.31).

Relativamente à rádio, não parece ficar muito bem em alguns aspectos. Por exemplo, é o meio a quem os jornalistas menos recorrem quando necessitam de informação (a Internet é o mais procurado, o que não surpreende).

Muito interessante é também o facto da maior parte dos jornalistas considerar como positivo a interacção com os utilizadores nas matérias noticiosas.É curioso porque não encontro muitas provas disso nos sites portugueses.

O relatório completo está aqui.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Notas sobre o congresso de ciberjornalismo

Do congresso de Ciberjornalismo que decorreu nos dias 9 e 10 de Dezembro no Porto, retiro algumas notas:

- Conteúdos: Quando se fala em ciberjornalismo tende-se para um excessivo enfoque no modo como o jornalismo está a aproveitar as potencialidades da Internet, deixando muitas vezes de parte o modo como o faz. Ou seja, olha-se sobretudo para a tecnologia disponível e para o uso que o jornalismo pode fazer dela, mas numa perspectiva meramente técnica: tem vídeos?, tem sons?, tem fotografias?, etc. A preocupação tem sido menor no que diz respeito aos conteúdos: faz sentido ter um vídeo sobre este acontecimento? Este som acrescenta algo de novo? Neste congresso vincou-se por diversas vezes a necessidade de se olhar sobretudo para o essencial e menos para o acessório, sendo que o essencial são os conteúdos.
- Incerteza: nos modelos de negócio. Este consistiu no principal tema do congresso. A questão mantém-se: como fazer do ciberjornalismo uma actividade rentável? A resposta não foi dada, mas todos (ou quase todos) concordaram que (cá está) é nos conteúdos jornalísticos que ela reside. Para se pagar por alguma coisa, é preciso que essa coisa valha mesmo a pena ser paga. Ora, como foi vincado, os sites reproduzem quase todos as mesmas notícias (homogeneização) e por isso não valerá a pena pensar em modelos que impliquem pagamento por parte dos utilizadores enquanto isso não for modificado.
- CGU: as redes sociais são a nova aposta do jornalismo online. Uma nova aposta ou uma nova moda? A questão foi transversal a várias intervenções e abordada de diversos modos: enquanto parte integrante de um modelo de negócio; enquanto modo de disseminação da informação ou enquanto mecanismo de participação. É neste último aspecto que se atribui importância aos conteúdos gerados pelo utilizador (CGU) como forma de participação, partilha e identificação. Falta, como vários intervenientes sublinharam, maior maturidade dos cibermeios para receberem esses mesmos conteúdos evitando a sua guetização (Marcos Palacios) que significa que os ciberjornais permitem comentar, participar com conteúdos nos sites, mas apenas num espaço próprio, separado das notícias. É preciso integrar, defendeu-se.

Uma outra nota para a atribuição dos prémios de ciberjornalismo que teve no Jornal de Notícias e na Renascença os grandes vencedores. Ao site da emissora católica foi mesmo atribuído o prémio de Excelência Geral em Ciberjornalismo. Um reconhecimento, a meu ver, justíssimo, já que me parece ser um dos melhores sites de informação em Portugal e seguramente o melhor no campo da rádio.

Uma nota final para o livro de Hélder Bastos Origens e Evolução do Ciberjornalismo em Portugal apresentado no decorrer do congresso e no qual se fazem diversas referências à rádio portuguesa na Internet.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Leituras sobre rádio

Há vários textos sobre rádio recentemente disponibilizados e que aqui deixo como sugestão:

A revista Prisma.com acaba de lançar a sua 12ª edição que reúne algumas das comunicações apresentadas no II Congresso Internacional de Ciberjornalismo que decorre hoje e amanhã no Porto. Entre os artigos destaco dois:

O áudio nas notícias das ciber-rádios: do hipertexto ao hiper-áudio? de Isabel Reis

Usos e desusos da rádio informativa nas redes sociais - o caso da visita de Bento XVI, artigo do qual sou autor.

Na revista JJ do Clube de Jornalistas, Helena de Sousa Freitas assina uma entrevista conjunta aos provedores do audiovisual público, entre eles Adelino Gomes que ocupou o cargo na rádio pública. Na mesma edição, assino um artigo sobre a Conferência dos 75 anos da rádio pública em Portugal que se realizou em Outubro.

terça-feira, novembro 30, 2010

Congresso de Ciberjornalismo no Porto

Decorre nos dias 9 e 10 de Dezembro na Universidade do Porto o II Congresso Internacional de Ciberjornalismo, promovido pelo Observatório do Ciberjornalismo.

O evento contará com as presenças de, entre outros, Steve Doig, Marcos Palacios ou Elvira García de Torres.

Do conjunto de comunicações destaco as três que têm a rádio como tema de estudo:

O áudio nas notícias das ciber-rádios: do hipertexto ao hiper-áudio? – Isabel Reis

A influência da Internet no jornalismo radiofónico português - Helder Bastos / Helena Lima / Isabel Reis / Nuno Moutinho

Usos e desusos da rádio informativa nas redes sociais – o caso da visita de Bento XVI – da qual sou autor.

sábado, novembro 20, 2010

As rádios comunitárias no Reino Unido

O Ofcom acaba de disponibilizar um relatório sobre as rádios comunitárias no Reino Unido.

É um documento muito interessante que traça o estado da arte de um sector que desempenha um papel social muito relevante.

Até pelo facto de ser um cenário inexistente em Portugal, vale a pena espreitar o relatório.

O meu obrigado à Sónia pela dica!

terça-feira, novembro 16, 2010

Rádio Altitude com nova programação

Já aqui o referi por diversas vezes: a Rádio Altitude é do meu ponto de vista um bom exemplo do papel que as rádios locais podem ter no contexto português. Para além do olhar que frequentemente lança sobre as matérias informativas de proximidade, a Rádio Altitude continua a fazer uma aposta muito interessante na sua presença online: criou uma rede social própria e está presente no Facebook. Recentemente iniciou a sua grelha de programação que parece sublinhar esta linha de actuação.

quarta-feira, novembro 10, 2010

A abundância dos media e a democracia

Do conjunto muito interessante de comunicações a que assisti no Seminário de Media, Jornalismo e Democracia destaco a ideia que foi transversal a algumas delas e que tem a ver com a perda de influência do jornalismo enquanto fonte de informação para os indivíduos sobre questões políticas.

Essa perda não tem tanto a ver com o papel que muitos atribuem actualmente à Internet e à emergência de formas de parajornalismo que de algum modo poderiam colocar em causa a utilidade do jornalismo enquanto dispositivo de abertura do mundo aos indivíduos.

O que o professor Thomas Patterson nos veio dizer, numa excelente comunicação, é que a abundância de meios de comunicação nem sempre se tem revelado como positivo para a democracia. O professor de Harvard deu o exemplo: antes da múltipla oferta de canais de televisão e da rádio em FM, havia uma hora em que as pessoas viam notícias na televisão, mas agora a essa mesma hora as pessoas têm muitas outras hipóteses. Ou seja, apesar de continuarmos a ver televisão e a ouvir rádio, os interesses têm-se deslocado mais para os programas de entretenimento e menos para os de informação.
Naturalmente que, apesar do entretenimento também poder ter um valor democrático, como fez questão de referir James Curran, a verdade é que se corre o risco de adquirir menos conhecimento sobre os acontecimentos públicos. Patterson referiu mesmo, relativamente ao caso Americano, que os norte-americanos estão cada vez menos informados sobre a política.

Por outro lado, diversas intervenções destacaram o papel do entretenimento na abordagem das questões políticas, não só em séries televisivas (como referiu Curran), como também em programas de humor (Ana Cabrera) que tratando os assuntos de um modo mais leve, acabam por fazer com que as pessoas falem dessas mesmas questões.
Para Patterson, os media noticiosos tendem cada vez mais para as soft news, abdicando de debates e de um tratamento mais aprofundado das temáticas.

Não é muito difícil identificarmos estes mesmos sintomas na rádio informativa portuguesa. Porque também ela desistiu do debate e da troca de ideias nos seus principais horários e porque começa a haver uma tendência para o tratamento da informação segundo uma lógica do entretenimento e até do humor (ex: Governo Sombra na TSF) e por fim, porque apesar da proliferação de rádios por todo o país, a verdade é que a aposta na informação é muito reduzida.

Leitura: Revista Media&Jornalismo que reúne as principais comunicações do Seminário.

domingo, novembro 07, 2010

Seminário de Jornalismo e Democracia


Decorre esta segunda e terça-feira o III Seminário Internacional de Jornalismo, Media e Democracia organizado pelo Centro de Investigação de Media e Jornalismo.
No evento participam como oradores referências na área dos estudos dos media e do jornalismo como Thomas Patterson, Dan Hallin ou Natalie Fenton.

Da lista de comunicações destaco as duas que têm a rádio como objecto de estudo. “O comentário do público e a distribuição editorial temática nos sites de rádio” da autoria de Helena Lima e Isabel e Reis e A cobertura radiofónica de campanhas eleitorais – do som ao multimédia de minha autoria.
O seminário decorre na FCSH da Universidade Nova de Lisboa.

O programa está aqui.

quarta-feira, novembro 03, 2010

quarta-feira, outubro 27, 2010

Audiências e a alegada perda de ouvintes

Os números sobre as audiências da rádio dão-nos sempre uma ideia diferente daquela que se vai escutando. Por exemplo, no que diz respeito à perda de ouvintes.

Comparadas as 3ª vagas do Bareme Rádio da Marktest desde 2006, temos o seguinte:

2006 - 81.2% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 57.2% ouviram rádio na véspera.

2007 - 77.5% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 53.4% ouviram rádio na véspera.

2008 - 77.4% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 53.9% ouviram rádio na véspera.

2009 - 80.9% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 55.8% ouviram rádio na véspera.

2010 - 78.7% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 54.6% ouviram rádio na véspera.

sexta-feira, outubro 08, 2010

A rádio em Portugal e o seu Futuro

A Conferência sobre os 75 Anos da Rádio em Portugal, que decorreu esta quinta-feira em Lisboa, mostrou que o futuro da rádio continua a merecer as mais variadas previsões.
O evento, organizado pela RTP e pela Universidade Lusófona, contou com a participação de vários investigadores e profissionais do meio que, pelo menos num ponto, parecem convergir: o futuro da rádio existe e passará pela Internet. Já quanto aos modelos a seguir, é que as intervenções não coincidiram.
Gerd Leonhard, media futurologista, anunciou a tempestade para a rádio, que para construir moinhos de vento e não conchas (como referiu) terá que modificar o seu modelo comunicacional o que implica, a seu ver, olhar para as redes sociais e sobretudo para a Internet móvel. O telemóvel tem aqui um papel importante para o futuro da rádio. Uma ideia que me pareceu importante, e que mostra como os hábitos de consumo são altamente oscilantes quando se trata de novas tecnologias, é que, segundo Gerd, o download de músicas já não é o mais relevante, mas sim aceder a elas directamente a partir da Internet, através da criação de bookmarks.
Diferente, muito diferente, foi a intervenção de Mário Figueiredo, o novo Provedor da rádio pública. Na sua comunicação, olhou para o passado da rádio, acreditando que modelos como o de programas de autor, o predomínio do som e da estética radiofónica exclusivamente sonora, podem ser ainda armas que o meio poderá usar no futuro.
Os directores de informação das três principais rádios portuguesas com notícias e ainda Emídio Rangel acabaram por protagonizar o debate mais animado a propósito do futuro da informação na rádio.
As intervenções centralizaram-se naquilo que é hoje a relação entre a rádio dita tradicional e a sua presença online no que diz respeito à informação. A rádio é ainda dominante, pois as notícias dos sites são sobretudo as que já passaram na emissão, disse Paulo Baldaia, director da TSF; o consumo de rádio faz hoje parte de um leque variado de opções no campo dos média – ao mesmo tempo que estamos a trabalhar no computador também ouvimos rádio, vincou João Barreiros, director de Informação da Antena 1. Já Graça Franco, directora da Renascença, enfatizou o trabalho que a sua rádio já faz no site: infografias, directos em vídeo, jornal em pdf, sublinhando que a rádio é também tudo isto. Opinião que Emídio Rangel não partilhou, preferindo vincar as características genéticas do meio rádio (rapidez, imediatismo, etc) para referir que se trata de um média que por definição é informativo e que a Internet não tem capacidade para o substituir.
Numa Conferência sobre o Futuro da rádio, teríamos todos ganho com a participação da Média Capital e do sub-sector das rádios locais.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Radiomorphosis

O Obercom acaba de disponibilizar um interessante relatório sobre os novos caminhos da rádio. De uma primeira leitura retiro uma das principais conclusões do trabalho:

"Neste relatório identificámos três sulcos por onde estão a fluir boa parte das experiências contemporâneas:
As possibilidades de explosão de segmentos são imensas, numa via de desenvolvimento que apelidámos de narrowcasting (a coexistência do analógico com o digital, a difusão da banda larga e a sofisticação dos terminais móveis de comunicação multiplicam a criação de oportunidades diversas de acesso à audiência ao mesmo tempo que reduz o custo conjunto de criação de ofertas diferenciadas);
- Outro perfil evolutivo é cada ouvinte escolher a sua emissão pessoal a partir de uma listagem de músicas o que vai construindo um perfil de dados que vai sendo usado para produzir novas sugestões ao seu consumo e estender as suas preferências
– chamámos Drone station a esta trajectória de futuro (a rádio transfigura-se numa página pessoal em interacção sonâmbula/semiautomática como o seu ouvinte-editor).
- Estes caminhos de transformação são complementados pelo paradigma cloud radio, já que a rádio se encastra num cada vez maior número de dispositivos para além do equipamento tradicional criando um ambiente onde o acesso à rádio é cada vez mais possível num crescente número de espaços e circunstâncias (a rádio não vai connosco, está onde estivermos)."

O relatório pode ser descarregado aqui.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Em Nome do Ouvinte

O programa do novo provedor da RDP, Mário Figueiredo, estreou na passada sexta-feira e está agora disponível para escutar online.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Conferência sobre o futuro da rádio

Para assinalar os 75 anos da Rádio Pública em Portugal, a RTP vai organizar no dia 7 de Outubro uma conferência Internacional sobre a "Rádio em Portugal e o seu Futuro", que decorrerá na Universidade Lusófona.

Do programa, destaco o painel destinado a debater o "Futuro da Informação na Rádio" que contará com as participações de João Barreiros, Director de Informação de Rádio da RTP; Graça Franco, Directora de Informação da Renascença; Paulo Baldaia, Director de Informação da TSF e Emídio Rangel.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Tese sobre rádios locais

É mais um contributo para o estudo das rádios locais portuguesas. Fica a ligação para a tese de mestrado da autoria de Maria José Teixeira Santana, com o título: As rádios locais no Norte de Portugal e na Galiza Dificuldades e desafios em ambos os lados da fronteira defendida na Universidade de Coimbra (2009).

sexta-feira, setembro 03, 2010

Cadeia de rádios locais

No regresso de outras ondas (que não as hertzianas), registo duas notas: a primeira que Nuno Domingues, uma das principais vozes da informação do Rádio Clube Português, estará agora na TSF. A outra nota retive-a do blogue Diário da Rádio e diz respeito a um projecto que começou a emitir recentemente. Trata-se da Cadeia Metropolitana de Rádios (CMR) que é constituída pelas rádios Lidador, Maia, 94.3, Voz de Santo Tirso, 98.4, Trofa, 107.8, Póvoa de Varzim, 89.0 e Aveiro FM, 96.5. A CMR vai emitir 13 horas de emissão em cadeia e 9 horas de emissão local, com a produção própria de sete noticiários locais / regionais, além de uma atenção especial ao desporto e à economia. A CMR também está online .

Estranhamente, há poucos projectos semelhantes a este entre as rádios locais portuguesas. Face às dificuldades crónicas que atravessam, seria uma excelente forma de gerar sinergias entre elas, continuando a oferecer informação e programação genuinamente locais.

Saúdo, por isso, este projecto.

quarta-feira, agosto 04, 2010

Sobre o jornalismo desportivo

Quando penso em jornalismo desportivo não posso deixar de notar como são estranhos os critérios de noticiabilidade. Neste regresso às lides do futebol época 2010-2011 houve um jogo, um único jogo que teve verdadeiramente interesse desportivo - Celtic-Braga. No entanto, o destaque que lhe foi dado foi quase residual, rádios incluídas.

Em Portugal, um jogo do Benfica, Sporting ou FC Porto "a feijões" têm invariavelmente maior destaque do que qualquer outro encontro que envolva outro clube, mesmo que seja do 2º classificado do campeonato português, que seja para a Liga dos Campeões e contra um dos maiores clubes de futebol da Europa.

O jornalismo desportivo português tem os seus valores-notícia, mas o interesse não é seguramente um deles.

75 anos de rádio pública

A Antena 1 dedica esta quarta-feira 12 horas de emissão destinadas a assinalar 75 anos de rádio pública em Portugal. Para além da emissão radiofónica, a programação especial pode ser acompanhada no site e na página do facebook.

Esta emissão é o corolário de uma série de rubricas assinadas por José Nuno Martins e que trazem à antena momentos da história da rádio pública portuguesa.

sexta-feira, julho 30, 2010

Tony

António Feio foi também um grande homem da rádio.

Para recordar Ugly Kid Tony

Rádio Altitude

A Rádio Altitude completou 62 anos de vida.

Os meus parabéns para a rádio local portuguesa mais antiga.
O meu sublinhado vai para o trabalho que tem vindo a ser feito pelos responsáveis da emissora no que diz respeito às plataformas digitais. Para além de uma rede social própria, a Rádio Altitude tem aberto a discussão aos ouvintes sobre o seu próprio trabalho, abrindo espaço para que estes sugiram programas e apontem falhas na programação.

Numa altura em que se fala tanto numa participação mais activa dos cidadãos, participação essa motivada pelo uso das novas tecnologias, não pode deixar de merecer um sublinhado especial esta abertura da Rádio Altitude.

terça-feira, julho 20, 2010

Leituras

O Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) lançou recentemente o e-book "E o rádio? Novos horizontes midiáticos". O download gratuito pode ser feito aqui.

quarta-feira, julho 14, 2010

Ascensão e queda do Rádio Clube


Rádio Clube aposta forte nas notícias

Em meados de Janeiro, a Rádio Clube Português (RCP), da Media Capital Rádios (MCR), vai passar a ser uma rádio-notícias, na linha do que a TSF já faz, apurou o JN.
Para tal estão a ser contratados jornalistas (alguns oriundos do jornal Público) e editores, estando já em obras as instalações daquela rádio na Rua Sampaio e Pina, em Lisboa, assim como também estão a ser totalmente reformulados os sistemas informáticos de edição e montagem.
(JN, 5 de Outubro de 2006)


Rádio Clube comemora 75 anos
O director começou por reforçar a ideia de que o Rádio Clube será uma rádio "generalista, mas com muita informação". A estação terá a partir do início do próximo ano, "um grande programa da manhã" que Osório classificou como sendo "um programa jornalístico, com debate e polémica".
No decorrer do programa comemorativo dos 75 anos de vida do RCP, o director da estação não quis, contudo, avançar com o nome de quem vai ser o coordenador das manhãs da estação. "Será uma figura de referência no jornalismo".
(Rádio e Jornalismo, 22 de Novembro de 2006).

Mais sobre o Rádio Clube

No programa Clube de Jornalistas, Luís Osório, director da estação, para além de ter adiantado o nome do pivot das manhãs informativas, João Adelino Faria, que será também director-adjunto, anunciou que já foi contratado outro jornalista para as noites, que Osório pretende que sejam "um espaço nobre e de culto na rádio em Portugal".
(Blogue Rádio e Jornalismo, 7 de Dezembro de 2006)


… foi desta
A nova programação do Rádio Clube arrancou hoje.
Tenho estado a ouvir desde as 9h30 da manhã. Num primeiro dia noto uma manhã dinâmica, com debate, pontos de vista (embora com as vozes de sempre) e opinião.
O tema do dia no Rádio Clube não surpreende, a um dia do início da campanha para o referendo ao aborto. Trataram o tema com a realização de um inquérito aos deputados e com isso quiseram marcar a agenda. A reportagem “Uma viagem a Badajoz para abortar” serviu de fio condutor a uma série de debates.
(Blogue Rádio e Jornalismo, 29 de Janeiro de 2007)


O Rádio Clube, um ano depois
A mais-valia – As manhãs. São dinâmicas e informativas e que ficaram a ganhar com a entrada de Ana Bernardino. João Adelino Faria fica mais ‘solto’ para fazer o que realmente sabe fazer muito bem: conversar e entrevistar. As manhãs do Rádio Clube oferecem realmente uma agenda diferente da concorrência. Não vale a pena discutir se marcam ou não a agenda dos outros media, mas possibilitam outros olhares e isso, parece-me, é positivo.
As manhãs do Rádio Clube têm ainda um bónus: uma revista da imprensa internacional.
O Minuto-a-Minuto está centralizado na figura de João Adelino Faria, mas seria injusto não destacar o excelente papel desempenhado diariamente por Nuno Domingues.

A desilusão – As Noites. Luís Osório chegou a dizer que pretendia que as noites fossem um “espaço nobre e de culto na rádio em Portugal". Tem razão. Esperava-se (espera eu, pelo menos) que ele oferecesse esse novo dinamismo. Não me parece que tal suceda. É verdade que as noites na rádio não interessam a quem gere a rádio. Não dá lucro. A televisão é uma forte concorrente. O horário radiofónico das 20 horas não é aliciante, mas faz mesmo falta um programa de informação que organize a velocidade do dia radiofónico. Só encontro isso na Renascença. O Rádio Clube oferece-nos, no fundo, uma escuta renovada da Bancada Central.
(Blogue Rádio e Jornalismo, 29 de Janeiro de 2008)


Reunião dá lugar a discurso no RCP
João Adelino Faria, subdirector de Informação, apesar de estar de férias, esteve durante alguns minutos na rádio para conversar com Luís Osório. Mas o ex-pivô da SIC Notícias, que se prepara para trocar o RCP pela RTP-N, não assistiu ao discurso do director. 'Entrou e saiu cinco minutos depois', diz ao nosso jornal fonte próxima. O director de Informação, Artur Cassiano, e a jornalista Ana Cristina Gaspar serão os próximos a abandonar o RCP, tal como o CM revelou na edição de ontem. Recentemente, Ana Sousa Dias, Alexandra Ferreira e Isilda Félix saíram da estação por 'estarem saturados'.
As rádios da Media Capital, segundo o relatório e contas apresentado esta semana à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, quase duplicaram os prejuízos em relação ao ano passado.
(CM, 17 de Julho de 2008)



Director do Rádio Clube Português afastado pela administração

O director do Rádio Clube Português, Luís Osório, deixa amanhã o cargo, depois de ter sido afastado pela administração da rádio na sequência de uma “redefinição dos objectivos” do grupo que a detém.
(Público, 27 de Julho de 2009)


Vítor Moura assume direcção do Rádio Clube
Vitor Moura, jornalista do Rádio Clube, onde editava o Grande Jornal, o jornal alargado da hora de almoço, assume a partir de hoje a direcção do Rádio Clube. A estação da Media Capital rádios estava sem director desde segunda-feira depois da saída de Luís Osório, fundador do projecto com dois anos e meio.
(Público, 29 de Julho de 2009)


Rádio Clube Português com nova grelha
A partir da próxima segunda-feira o Rádio Clube Português RCP vai ter no ar uma nova grelha. Esta pretende dar forma a um “upgrade do conceito”, embora se mantenha uma “rádio de palavra, muito focada na informação”, explica Vítor Moura, director da estação desde o final de Julho
(Meios&Publicidade, 9 de Outubro de 2009)



Rádio Clube Português vai fechar

O Rádio Clube Português, do grupo Media Capital Rádios (MCR), vai fechar domingo e a decisão foi comunicada hoje aos colaboradores, apurou o PÚBLICO. Fonte do grupo confirmou que “o produto Rádio Clube Português vai ser descontinuado”.
(Público, 8 de Julho de 2010)

sexta-feira, julho 09, 2010

Ainda o Rádio Clube

Na página do Rádio Clube no Facebook lê-se: O Rádio Clube Português, tal como é hoje, desaparece este domingo, às 23h59. A Direcção e a Equipa agradecem a fidelidade, o apoio e o entusiasmo dos milhares ouvintes que nos acompanharam ao longo destes anos, todos os dias, de manhã à noite. A Rádio foi, é e será sempre um imenso Rádio Clube.

Como comecei por referir, o desfecho deste curto reaparecimento do Rádio Clube não surpreende. Desde o início que o projecto levantava dúvidas. Pela ambição pouco realista, com a contratação de profissionais de renome; pela fasquia das audiências colocada a um nível muito elevado; pelo modelo adoptado pouco adequado à realidade portuguesa.
O resultado começou a ver-se pouco tempo depois: saída dos principais nomes (jornalistas e comentadores), audiências muito longe do discurso inicial.
As remodelações na grelha de programas indiciaram que o caminho afinal não era o de uma rádio de palavra, mas sim de música. Depois os despedimentos de jornalistas e outros profissionais e a passagem para uma frequência local foram sinais evidentes de que o que acabou por suceder era inevitável.

O que fica de tudo isto é o trabalho de bons jornalistas que aqui e ali conseguiram colocar no ar algum refrescamento da informação radiofónica, ainda que ficando longe da prometida agenda alternativa (que convenhamos é difícil de concretizar, pois não depende de projectos isolados, a questão é muito mais profunda).

Recordo o Minuto-a-Minuto como um dos melhores momentos deste curto Rádio Clube.

No final ficam dois lamentos:
O primeiro para os 36 profissionais que perderão o seu emprego e o segundo para o facto do principal grupo de rádios português ainda não ter encontrado a fórmula para fazer uma aposta firme e sólida no jornalismo radiofónico, que poderia passar por uma convergência de grupo.

quinta-feira, julho 01, 2010

Relatório do Ofcom

Disponível o relatório anual do Ofcom correspondente a 2009/2010 (até Março).

Para consultar aqui.

quarta-feira, junho 09, 2010

Novo provedor da RDP

Mário Figueiredo será o novo Provedor do Ouvinte da RDP, sucedendo a Adelino Gomes que terminou o seu primeiro e único mandato.

Mário Figueiredo é uma excelente escolha. O novo provedor tem no curriculum uma longa experiência enquanto profissional da rádio (e também da televisão) bem como de ensino na área da comunicação.

terça-feira, junho 08, 2010

Proposta de nova Lei da Rádio aprovada em Conselho de Ministros

Do site do Conselho de Ministros retiro este texto sobre a aprovação da proposta da nova Lei da Rádio aprovada em reunião de 8 de Junho. O novo articulado toca sobretudo nas questões da titularidade, propriedade das empresas de radiodifusão e emissão em cadeia.


Proposta de Lei que aprova a Lei da Rádio, revogando a Lei n.º 4/2001, de 23 de Fevereiro

Esta Proposta de Lei, a submeter à Assembleia da República, consiste na criação de condições legais para o desenvolvimento de projectos radiofónicos estruturados e economicamente viáveis, através, entre outros aspectos, da redefinição das regras vigentes sobre a transparência da propriedade e sobre as restrições à titularidade dos operadores radiofónicos, assim como da permissão de formas de colaboração entre operadores de rádio que potenciem o reforço do profissionalismo e a obtenção de ganhos de escala.

São, ainda, definidos critérios para a transparência da propriedade, sujeitando a publicitação nos sítios electrónicos das rádios – ou, supletivamente, a comunicação à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) - a identificação da titularidade e as alterações significativas no capital dos respectivos operadores, bem como a composição dos seus órgãos de gestão e a identidade dos seus directores.

Em matéria de restrições à propriedade das rádios, abandona-se a rigidez do limite à participação de cada pessoa singular ou colectiva em mais de cinco operadores de rádio na totalidade do território nacional. Esta previsão é substituída por um limite de 10% sobre o total das licenças existentes, mais realista e conforme ao desiderato de fomentar o profissionalismo no sector.

No que toca à colaboração entre operadores e projectos de rádio, é alargada a possibilidade de funcionamento de cadeias parciais entre serviços de programas locais ou regionais que apresentem a mesma tipologia (generalistas ou temáticos). Nestas parcerias, as rádios têm de garantir, entre as sete e as 24 horas, seis horas diárias de programação própria que promova os elementos característicos das culturas locais.

É, ainda, abandonada a regra da intransmissibilidade das licenças ou autorizações para o exercício da actividade de rádio de âmbito local, que poderão ser transmitidas juntamente com a universalidade de bens, direitos e obrigações, incluindo as de natureza laboral, afecta ao respectivo serviço de programas, precedendo autorização da ERC, quando se demonstre o benefício daí resultante para a continuidade do projecto aprovado.

Em matéria de prazos das licenças ou autorizações para o exercício da actividade de rádio, é alargada de 10 para 15 anos a sua duração, harmonizando o prazo dos títulos habilitadores da competência da ERC com o prazo dos direitos de utilização de frequências atribuídos pela Anacom.

Com esta Proposta de Lei clarifica-se, também, o regime da responsabilidade pelos conteúdos informativos dos serviços de programas de rádio, de modo a assegurar a independência e autonomia das direcções de informação e dos jornalistas.

São ainda clarificadas as finalidades e as obrigações dos operadores e dos serviços de programas radiofónicos, assim como as condições do exercício do serviço público de rádio. Em relação ao serviço público, as suas obrigações são reforçadas, prevendo-se formas de acompanhamento e fiscalização eficazes do cumprimento do respectivo contrato de concessão, ao mesmo tempo que se assegura o seu financiamento de acordo com estritos critérios de necessidade, adequação e proporcionalidade.

Fernando Alves

Os meus parabéns a Fernando Alves que será condecorado pelo Presidente da República no Dia de Portugal.

É, sem dúvida, um dos maiores jornalistas da rádio portuguesa.

terça-feira, junho 01, 2010

Webrádios e jornalismo

Webrádios e jornalismo parecem andar de costas voltadas. O cenário português oferece-nos um conjunto de rádios exclusivamente online, mas que se dedicam à programação musical. Faltam as de informação.

Porque são raras fica esta: Voz Desportiva, que como o próprio nome indica dedica-se à informação desportiva. Pena que para lhe aceder seja necessário utilizar o Internet Explorer (o Mozilla costuma dar erro).

sexta-feira, maio 28, 2010

Quando o exclusivo se sobrepõe ao interesse

É motivo para pensarmos quando o exclusivo se sobrepõe ao interesse e novidade de um acontecimento.

O jornal de Desporto das 12h30 na Antena 1 abriu com veemência e repetido entusiasmo com a declaração perfeitamente esperada e normal num treinador de futebol português afirmando que "gostaria de treinar a selecção portuguesa".

O que é que estas declarações têm de especial para justificarem um tal destaque, mesmo num jornal temático? Só mesmo o facto de serem um exclusivo da estação que as emitiu. Bem vistas as coisas, se a pergunta for feita a qualquer treinador de futebol português, a resposta será inevitavelmente sempre a mesma. A notícia existe quando um deles disser que jamais quererá treinar a selecção de Portugal.

Mas quem ouviu o início do Jornal de Desporto ficou mesmo convencido que o acontecimento era importante!

A revelação está aqui.

Um prémio para o jornalismo local

Mais um prémio para a rádio.

Desta vez para uma rádio local, coisa rara, e por isso merece um sublinhado especial.

O prémio é do Parlamento Europeu que distinguiu Sónia Sousa, da rádio Antena Minho, pelo trabalho que efectuou com o eurodeputado José Manuel Fernandes.

quarta-feira, maio 26, 2010

TSF vence prémio

A equipa de desporto da TSF recebeu a distinção do Clube Nacional de Imprensa Desportiva para a área da rádio.

segunda-feira, maio 24, 2010

sexta-feira, maio 14, 2010

A cobertura da visita de Bento XVI - 4 questões

Terminada a visita de Bento XVI a Portugal, sobram as perguntas de sempre relativamente à forma como os média, e neste caso a rádio, fazem a cobertura jornalística deste tipo de acontecimentos.

- Não terão as rádios exagerado no tempo que dedicaram à cobertura em directo do evento, interrompendo durante quatro dias e várias vezes ao dia a sua programação normal?
- Não terão os jornalistas exagerado na emoção posta em muitos dos relatos feitos a partir dos locais por onde o Papa passou? (Esta manhã ouvia-se na rádio de serviço público: "Tudo neste momento à espera do momento crucial" - o momento crucial era apenas que o helicóptero levantasse voo para transportar Bento XVI de Fátima para o Porto)
- Não terá ficado trabalho por fazer no que respeita ao tratamento/debate de alguns dos assuntos e temas que inquietam os próprios católicos?
- Não terão os média exagerado na forma como se associaram às cerimónias?

E depois da visita Papal, as baterias já estão apontadas para a selecção nacional de futebol...

quinta-feira, maio 13, 2010

O futuro das notícias

São leituras indispensáveis para quem se interessa pelo tema.
Autores como Herbert Gans, Mitchell Stephens ou Michael Schudson escrevem sobre o futuro das notícias.

Via: Jornalismo e Comunicação.

quarta-feira, maio 12, 2010

O Papa nas rádios

As principais rádios de informação portuguesas têm acompanhado, como é natural, a visita de Bento XVI a Portugal.
A cobertura tem sido (e certamente continuará a ser) muito intensiva, implicando alterações na emissão normal das rádios para dar lugar a emissões especiais com o objectivo de acompanhar em directo a visita papal.

Renascença, Antena 1 e TSF adoptaram algumas estratégias formais semelhantes:repórteres distribuídos pelos principais pontos de Lisboa por onde o Papa passou ontem, debate em estúdio com convidados que comentam as intervenções do Papa e reflectem sobre temas relacionados com a Igreja Católica. Neste aspecto, a TSF mostrou-se mais irreverente com a introdução de temas que não geram consenso(ordenação das mulheres, aborto, pedofilia).

No acompanhamento online, RR, TSF e Antena 1 criaram páginas dedicadas, mas merece um sublinhado especial a cobertura que a Renascença está a fazer.
A emissora católica aproveita a visita papal para dar um passo mais na sua estratégia multimédia cada vez mais vincada no seu site. Em rr.pt é possível encontrar um alargado número de vídeos sobre os vários acontecimentos da visita de Bento XVI, para além da edição especial do jornal em pdf Página 1.
Mas o que merece um olhar mais atento é a cobertura da visita do Papa que podemos acompanhar no site da Renascença.

segunda-feira, maio 10, 2010

quarta-feira, maio 05, 2010

Sobre o jornalismo e a tecnologia

Um dos problemas do discurso sobre o jornalismo e a convivência entre meios tradicionais e digitais é que, nesta fase da migração, domina a ideia que os primeiros serão destruídos de forma automática e rápida pelos segundos, quando deveríamos estar todos preocupados em saber como preparar uma transição que certamente ocorrerá, mas que será, necessariamente, mais lenta que a própria evolução tecnológica.

Take television: who would have thought in the 1950s and 1960s that radio would still be a powerful technological platform several decades later? Imagine the argument: who would want only sound, when you could have both sound and vision?

terça-feira, maio 04, 2010

O mundo visto pelas redes sociais

É uma experiência que já tem um par de meses, mas que vale a pena conhecer (ou recordar). Cinco jornalistas de rádios francófonas decidiram fechar-se numa casa localizada em meio rural e ter acesso ao mundo das notícias apenas via Twitter e Facebook.

Durante aquele período foram actualizando um blogue com as suas reflexões. Algumas muito interessantes.

O projecto chamou-se Huis clos sur le Net.

segunda-feira, maio 03, 2010

A rádio em directo

A emoção, a incerteza dos resultados, as interrupções vindas de cada campo onde se jogava e até a confusão gerada com a sobreposição de informações dadas pelos vários repórteres animaram um início de noite na rádio portuguesa.

São momentos cada vez mais raros na rádio, mas que ontem foi possível reviver com o acompanhamento dos vários jogos de futebol marcados para a mesma hora.

É a rádio em directo!

segunda-feira, abril 26, 2010

As legislativas na rádio, segundo a ERC

A cobertura do período eleitoral das Legislativas de 2009 feita pelo Rádio Clube e pela Antena 1 foi considerada negativa por parte do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que analisou o "cumprimento do princípio geral da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas".

O referido órgão considerou que tanto a emissora da Media Capital como o operador público não contemplaram "nos programas de opinião emitidos no período em análise, a presença de representantes de todas as candidaturas, não cumprindo o princípio geral da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas".

Já a TSF e a Renascença, de acordo com a ERC, fizeram uma cobertura positiva no que diz respeito ao principio da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas. O relatório da entidade reguladora sustenta que tanto a rádio informativa como a emissora católica contemplaram "nos programas de opinião emitidos no período em análise a presença de representantes de todas as candidaturas", nomeadamente no espaço de entrevistas da RR e nos Jornais de Campanha e Fórum da TSF.

terça-feira, abril 20, 2010

Tráfego nos sites das rádios

A RFM continua a liderar o número de page-views dos sites das rádios portuguesas. A TSF surge em segundo lugar e a Renascença depois. A rádio católica sublinha no seu site que em Março atingiu a maior audiência de sempre, ultrapassando os três milhões de page-views.
Não se conhecem os números relativos à rádio pública, uma vez que aparecem integrados na RTP.

O ranking está aqui.

terça-feira, abril 13, 2010

Audiências de rádio nos últimos dez anos

A Marktest divulga dados que poderão surpreender alguns no que diz respeito à audiência de rádio em Portugal. Ao contrário do que muitos defendem, a rádio, a avaliar por este estudo, não perdeu audiência nos últimos dez anos. Se considerarmos a audiência acumulada de véspera, o estudo da Marktest mostra que em 2000 se situava nos 56,3% subindo em 2009 para os 57%. A audiência média, no entanto, sofreu uma ligeira quebra, dos 6,4%, em 2000, para os 6,3% em 2009.


quinta-feira, abril 08, 2010

Onde estão as mulheres?

Para quem se interessa pelas questões do género, em particular na rádio, está aqui um bom ponto de partida.

A questão foi levantada pela provedora da NPR e agora mereceu um comentário na Poynter Online.