quarta-feira, outubro 17, 2012

Rádio e Convergência II

Há no III Congresso Internacional de Ciberjornalismo, universidade do Porto 6 e 7 de dezembro, um painel  preenchido com comunicações dedicadas à rádio.

DIA 7
Convergência e conteúdos I (07/Dez, 10h, Anf. Nobre)

·         “As notícias nos sites de rádio: contributos para a identidade da notícia ciber-radiofónica”, Isabel Reis
·         “O que está na rádio que não é rádio – um estudo sobre os formatos não sonoros nos sites de emissoras de informação portuguesas”, Luís Bonixe
·         “O rádio nos novos meios de comunicação: uma nova forma de ouvir”, Diego Weigelt e Brenda Parmeggiani.


terça-feira, outubro 16, 2012

Rádio e convergência no Brasil

O Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom disponibiliza o e-book O Rádio Brasileiro na Era da Convergência no qual reúne textos de vários autores brasileiros sobre o futuro da rádio naquele país.

quinta-feira, setembro 20, 2012

A vida difícil do provedor do ouvinte da rádio pública


Ao ler a entrevista de Mário Figueiredo, ex-provedor do ouvinte da rádio pública, à revista JJ fica-se com a certeza que muito há a mudar no modo como esta figura é vista dentro da empresa pública de rádio, em particular pelas administrações.
Depois de Adelino Gomes, e em particular José Nuno Martins, ex-provedores do ouvinte, terem tecido fortes críticas à administração da rádio pública, agora é Mário Figueiredo que segue no mesmo caminho.
Mário Figueiredo não tem dúvidas que os casos do fim das emissões em Onda Curta (em que assumiu uma posição totalmente contra) e da extinção da rubrica “Este Tempo” afetaram o seu relacionamento com a administração da rádio pública. Aliás, tal como os seus antecessores, em particular José Nuno Martins, Mário Figueiredo sai em clara discordância com a administração da RTP: “quando o presidente do Conselho de Administração, para justificar a não renovação, me disse discordar de mandatos de provedor superiores a dois anos e alegou que as nossas relações “eram insustentáveis”, estive para lhe perguntar: “Mas que tipo de relações, se não houve relações nenhumas”.
Para Mário Figueiredo a utilidade do Provedor acaba por ficar comprometida: “(…) se a opinião do provedor, que tem de ser justificada e abalizada, oficialmente não tem efeito nenhum junto de quem tem a decisão máxima, é de questionar a existência desta figura”. Tal como José Nuno Martins e Adelino Gomes, também Mário Figueiredo se ficou por apenas um mandato.
Na entrevista concedida à revista JJ, Mário Figueiredo retoma ainda outras críticas enunciadas pelos seus antecessores. Uma delas tem a ver com o programa “Em Nome do Ouvinte” que a seu ver deveria ter outro tipo de tratamento nas antenas da rádio pública para que não fosse escutado apenas por “acaso ou por militância”.

quarta-feira, setembro 12, 2012

Radio Evolution

Já está disponível o e-book que reúne as comunicações apresentadas no Congresso Radio Evolution que decorreu em Braga em setembro de 2011 organizado conjuntamente pelo ECREA e pela Universidade do Minho.

Escrevem no prefácio Madalena Oliveira, Pedro Portela e Luís António Santos, os editores, o seguinte:

"The evolution of radio in the age of Internet is however more than a question of visibility. It involves a
reflection on the way people use media in general and radio in particular, on the expectations of the public and on the challenges multimedia structures represent. This means the evolution of radio is a subject that has to be discussed from diverse points of view".

O download é gratuito aqui.

terça-feira, julho 24, 2012

quinta-feira, julho 19, 2012

Pluralismo nas rádios locais




Não era difícil de perceber que a atual Lei da rádio não augurava nada de bom para o jornalismo radiofónico, em particular nas emissoras locais.

Assim que se retiraram as limitações impostas pela anterior lei no que diz respeito à classificação de rádios  temáticas, era evidente que as empresas de radiodifusão local procurariam mudar a sua classificação para temática musical. Ora, como só estão obrigadas a emitir blocos de informação as rádios locais generalistas ou temáticas informativas, o cenário da informação nas emissoras locais ficou naturalmente mais pobre.

Não era nada que não se previsse, pois já  a anterior lei da rádio tinha aberto essa possibilidade, mas com uma restrição: só poderia mudar de classificação para temática musical, uma rádio localizada num concelho onde a outra emissora se mantivesse generalista. Assim, assegurava-se que pelo menos uma delas teria informação jornalística. A atual lei anulou esta restrição.

Numa tentativa de minimizar os prejuízos, a ERC propõe uma diretiva sobre a promoção da diversidade informativa nas rádios. O projeto da diretiva pode ser consultado aqui e estará em discussão pública até 30 setembro.

sexta-feira, julho 06, 2012

Prémio para a Renascença

Um prémio para a rádio portuguesa que melhor tem aproveitado as potencialidades da Internet.
Parabéns à Renascença pelo prémio na categoria "Média e Comunicação" atribuído pela Associação para a Promoção do Multimédia e da Sociedade Digital,

segunda-feira, julho 02, 2012

Prémio Gazeta

José Manuel Rosendo é dos poucos da rádio portuguesa que tem o privilégio de trazer os sons da notícia de zonas em conflito. Agora foi justamente premiado pelo trabalho realizado na Líbia. Venceu o prémio Gazeta de jornalismo na vertente de rádio.

As duas reportagens podem ser escutadas no site da rádio pública.

sexta-feira, junho 29, 2012

Leitura

O actual número da revista da minha escola é dedicada aos "Novos Média, Novas Narrativas". Publicamos uma entrevista a Natalie Fenton na qual a investigadora reflecte sobre as mudanças que as plataformas digitais trouxeram para o jornalismo. Destaco ainda o artigo da professora Soledad Ruano Lopez da Universidad de Extremadura intitulado "Tendencias del audiovisual en la TV digital".

Sobre rádio, escrevo sobre Rádios locais e cidadania – uma perspetiva sobre novas formas de participação dos ouvintes.

O nº32 da Aprender marca a renovação da revista que a partir de agora será apenas editada online.

domingo, junho 24, 2012

Rádió


Depois de duas sessões sobre jornalismo radiofónico que conduzi no King Sigismund College, em Budapeste, foi interessante verificar como a rádio, tal como cá, é na Hungria um meio praticamente esquecido pela investigação académica. Escasseiam as teses, as conferências e investigadores que se interessam pelo tema.
Relativamente ao cenário radiofónico húngaro, merece destaque o peso da rádio pública (Magyar Rádió) consubstanciado quer nas audiências, quer na rede de estações que detém. Um pouco por todo os país proliferam diversas estações locais e outras rádios temáticas dedicadas aos vários estilos musicais. De sublinhar é a quantidade de rádios comunitárias existentes no país (cenário que não encontramos em Portugal).
Dois alunos de Comunicação do Sigismund College prepararam este curto texto sobre a origem das rádio comunitárias na Hungria:
Community radio is a little more than two decades old in Hungary. It started in the city Kaposvár in 1991 with the radio ZÖM (trans. great mass) and with TILOS (trans. Forbidden), which was in the capital city Budapest. The TILOS (as the name says) was a pirate radio lead by its dreamer and creator Vladimir Németh. In those times most of the emcees acted like teachers, placed themselves above the audience. The goal of TILOS was to counteract this mentality by bringing the listeners into the creation of the radio program.
NMHH (National Broadcasting Authority, similar to FCC in the USA) made a rule about the transceiver’s radius, which can be maximum 1km. Another important fact, that these radios are working by non-profit system so they are organized by volunteers. This type of radio started to spread only in 2002. At this time TILOS was already ten years old. There is a media law which says: if there are two commercial radios in an area, the third one (if there is a free frequency) has to be a nonprofit radio. According to NMHH in 2008 there were 69 community radios in Hungary.
One of the biggest and most successful community radios is Rádió Mi (can be translated as Radio We or Radio Us) in Szeged. Szeged is the third biggest city in Hungary with the population of 170.000. Rádió Mi started seven years ago in a garage with nonprofessional equipment, but the enthusiasm and the proficiency soon paid off. Nowadays they meet their audience on monthly basis, where they continue their cultural and social critical discussions in live. These meetings are attended by 50-150 listeners every month. The radio cooperates with the Science University of Szeged.
Translated and summarised by : Gergely Aradi and Csaba Nagy

Nova Provedora da rádio pública


Paula Cordeiro será a nova Provedora do Ouvinte da rádio pública depois do seu nome ter merecido aprovação do Conselho de Opinião (11 votos a favor, 9 contra e 2 abstenções). A escolha recai assim sobre alguém com um perfil distinto dos seus antecessores (José Nuno Martins, Adelino Gomes e Mário Figueiredo), com longas carreiras profissionais na rádio. Paula Cordeiro é investigadora na área da rádio e professora no ISCSP. É autora do livro A rádio e as indústrias culturais. Estratégias de programação na transição para o digital.

quinta-feira, maio 03, 2012

Um dia com os média na RR

Das várias iniciativas para assinalar o dia da Liberdade de Imprensa e de Expressão, sublinho a que a Renascença levou a cabo no seu site, abrindo um espaço para que os ouvintes coloquem questões sobre o processo noticioso. E houve respostas. Boa ideia.

segunda-feira, abril 23, 2012

Jornalismo de proximidade e participação

Foi muito interessante o Encontro sobre média proximidade e participação que decorreu no final da semana passada na Universidade da Beira Interior.
A ideia foi juntar jornalistas, académicos e estudantes para discutir os conceitos e as práticas do jornalismo de proximidade e a participação dos cidadãos. O interesse residiu, para começar, na reflexão produzida sobre as próprias ideias de proximidade (o que significa o termo quando aplicado ao jornalismo?) e participação (questão complexa que remete para diversas formas e levanta uma outra problemática: até onde deve ir essa participação dos cidadãos?)

A comunicação que apresentei "Internet e participação – o renascimento da rádio local como espaço de debate público" pretendeu cruzar três aspectos: os princípios fundadores da ideia de rádio local, a tradição da rádio enquanto promotora de participação e a migração para a Internet aí adquirindo novas formas de interacção e participação. Em que medida, novas ferramentas para a participação dos cidadãos nos conteúdos disponibilizados pelas rádios locais portuguesas nos seus sites estão de facto a ser utilizadas para a promoção do debate sobre as matérias noticiosas de interesse local?

Sobre isto, três notas:
1ª as rádios locais continuam, tal como as emissoras nacionais, a privilegiar a participação em programas emitidos na rádio tradicional;
2º em ambiente online, a participação está a ser canalizada para as redes sociais, em particular o Facebook. Nos sites, as ferramentas para essa participação são quase inexistentes.
3º a participação dos cidadãos quer no site quer nas redes sociais das rádios locais é sobretudo ao nível da função fática. O debate argumentativo, fundamentado... é praticamente inexistente.

segunda-feira, abril 09, 2012

Ordem de Mérito para a RR

A Renascença recebe a Ordem de Mérito do Presidente da República.
A propósito dos 75 anos de vida da emissora, amanhã a programação é especial.
Para acompanhar.

quarta-feira, março 28, 2012

Um livro sobre rádios locais

A Associação de Rádios de Inspiração Cristã (ARIC) tem desenvolvido um importante papel na radiodifusão portuguesa. J. Sousa Queiroz fez um levantamento muito interessante de documentos, testemunhos e reuniu tudo no livro "20 Anos ao serviço das Rádios Locais - Aric 1991-2011, contributos para a história".

Efectivamente, é de sublinhar o assinalável trabalho de reunião de documentação que está compilada nos anexos do livro e que podem ser um auxílio muito importante para futuras investigações. Não há sobre as rádios locais portuguesas muitas publicações e também por isso esta merece uma leitura atenta.
O prefácio é de Alberto Arons de Carvalho.

Leitura: QUEIROZ, Sousa, J. (2011) 20 Anos ao serviço das Rádios Locais - Aric 19991-2011, ARIC.

terça-feira, março 06, 2012

Novo livro sobre a rádio em Portugal

Uma rádio em profunda mudança, de tal modo que é já com dificuldade que reconhecemos o mesmo meio sobre o qual Bertold Brecht teorizou nos anos 30 do século passado. João Paulo Meneses é o autor de
"Estudos sobre a rádio - passado, presente e futuro" um livro que fala de uma rádio em crise, mesmo antes da Internet, e que procura a sua reivenção (ou substituição) através das várias plataformas e instrumentos digitais.

O livro reúne textos do autor, também jornalista da TSF e professor de comunicação, nos quais se encontram reflexões sobre a rádio generalista (ou a sua inexistência), o podcasting, o papel que a rádio (ainda) tem no consumo de música e a relação entre os jovens e o meio radiofónico...

É mais um livro sobre rádio em 2012 (a juntar ao de Magalhães Crespo) e que vale a pena ler.


Leitura: Meneses, João Paulo (2012). "Estudos sobre a rádio - passado, presente e futuro". Porto: Mais Leituras.


Consultar livros sobre a rádio portuguesa.