sexta-feira, maio 08, 2015

A contribuição da rádio para a cidadania, segundo Valquíria Guimarães

O conceito de cidadania é o foco da tese de doutoramento de Valquíria Guimarães. A autora suporta-se de vários autores para seguir o caminho teórico que considera a cidadania como “a dimensão ou capacitação humana que permite intervenção na realidade”. Aliada a esta concepção de cidadania, estão outros conceitos como igualdade e o reconhecimento no outro a existência de “elementos identitários comuns construídos ao longo de muitas gerações”. 
A autora prossegue afirmando que “o exercício da cidadania é a formulação de opiniões sobre assuntos relevantes para a vida dos indíviduos”. E, neste particular, torna-se fundamental perceber qual o papel que os média desempenham nesta equação, enquanto espaços para o confronto de argumentos.
O desafio a que se propõe Valquíria Guimarães é o de perceber qual o papel que a rádio tem neste domínio. Ou seja, em que medida a rádio, ainda hoje, é capaz de representar esse espaço para a discussão da coisa pública.
A autora analisa cinco rádio portuguesas (Renascença, TSF, Antena 1, Cidade e RDP-África) e cinco brasileiras (Rádio Clube FM, Jovem Pan FM, CBN FM, Cultura FM e Canção Nova). Através de grupos de foco, procurou saber se a rádio ainda se apresenta para os seus ouvintes como um espaço para o exercício dessa cidadania. Em simultâneo, analisou a programação das rádios estudadas e entrevistou os diretores de programas das emissoras.
Cruzando os dados obtidos, Valquíria Guimarães chegou à conclusão que a rádio não representa esse espaço para o exercício da cidadania por vários motivos:
1 – Os ouvintes expressaram nos grupos de foco a sua insatisfação perante o facto de a rádio não lhes proporcionar com frequência espaços para participação;
2 – os ouvintes referiram ainda que possuem outras formas de contacto com o mundo, nomeadamente a Internet e que a rádio está a deixar de representar esse papel;
3 – os ouvintes referiram ainda que a rádio se afastou das pessoas, na medida em que não aborda temáticas de interesse para os cidadãos;
4 – em relação a este aspeto, a análise aos conteúdos jornalísticos feita pela autora, revela que temas como a educação, saúde ou meio ambiente são dos menos tratados pelas rádios e que, no entender de Valquíria Guimarães, são proporcionadores de maior proximidade com os ouvintes;

Conclui a autora: a rádio distanciou-se dos seus ouvintes e não representa um espaço de livre expressão dos sujeitos. Não encontrou na programação momentos que pudessem estimular a reflexão dos ouvintes, como debates, reportagens, análises , informações contextualizadas e aprofundadas (p.206).


Leitura: A Contribuição da Rádio para o desenvolvimento da Cidadania: um estudo comparado da atuação de rádios do Brasil e de Portugal (2011-2012), Valquíria Guimarães. UNL.

Timor distingue TSF

Mais um prémio para a TSF: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=4550114&page=-1

Perestrelo

Para recordar:

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=4551612#st_refDomain=www.facebook.com&st_refQuery=/

State of news media 2015 - A rádio

Conclusão: A rádio é cada vez mais multiplataforma. Não há um processo de substituição (a internet não substituiu a rádio) há um processo de multiplicação. Com a Internet, há mais rádio nos nossos dias.
Do relatório State of news media - 2015:
More than half of Americans ages 12 and older have listened to online radio in the past month, according to 2015 survey data from Edison Research – a clear indication that online listening continues to move rapidly into the consumer mainstream. And more of that listening is now being done through mobile devices than through desktops. Traditional AM/FM radio, meanwhile, continues to reach the overwhelming majority of the American public – 91% of Americans ages 12 and older had listened in the week before they were surveyed in 2014, according to a Pew Research Center analysis of Nielsen Media Research data, essentially unchanged from 2013. And Sirius XM – the only satellite radio platform in the U.S. – reported a boost in subscriber numbers of almost 7% from 2013.
Sobre o capítulo dedicado ao áudio:http://www.journalism.org/2015/04/29/audio-fact-sheet/

BabyRadio

A Internet é uma oportunidade para a rádio. Também, porque lhe permite chegar a outros públicos, incluindo aqueles que foi deixando para trás. A BabyRadio é uma rádio infantil, a primeira de Espanha. Tive conhecimento dela através de Luis Miguel Pedrero Esteban que a apresentou no âmbito do projeto NetStation..
Para seguir aqui: http://babyradio.es/

segunda-feira, março 24, 2014

Leituras: Benjamin e a rádio


No início dos anos 30 do século passado, Walter Benjamin teve uma interessante passagem pela rádio. Foi produtor e autor de vários programas, incluindo para crianças e jovens. Alguns dos escritos desses programas estão reunidos no livro "Walter Benjamin - ecrits radiophoniques" organizado por Philippe Baudouin. O livro está organizado em três partes. Cada uma delas dá-nos a conhecer a versatilidade de Benjamin. Em "Pour Enfants e Adolescents", encontramos transcrições de programas, muitos deles, realizados com base em histórias infantis; em "Pièces et Modèles Radiophoniques", Benjamin dá-nos a conhecer um conjunto de modelos radiofónicos por si explorados, incluindo uma descoberta dos extra-terrestres, cinco anos antes do famoso programa de Orson Wells. Por fim, a terceira parte "Théorie Fragmentaire de la radio: notes, lettres et articles" é, talvez, a compoenente mais interessante do livro para quem pretende estudar a rádio. Aqui, Benjamin reúne um conjunto de pequenos textos sobre a rádio e o seu futuro. E também ele, tal como Brecht, sublinha a importância de uma rádio para quem a ouve. 


Outras leituras:
- Revista Recherches en Communication, nº 37 (2012) - Radio et Narration de Lénchantement au Réenchantement. Organização de Frédéric Antoine. Reúne textos sobre a narrativa radiofónica, o documentário radiofónico e a rádio e Internet.
- Revista Communication & Langages, nº 165 (2010) - Journalists et Citoyens: qui parle? Organizado por Valérie Croissant e Annelise Touboul. Como o próprio nome indica, reúne artigos sobre a participação dos cidadãos nos conteúdos noticiosos na rádio, mas não só. Também na fotografia e na imprensa

A informação radiofónica na era digital

A informação radiofónica está a passar por profundas mudanças por via da sua migração para a Internet. Alteram-se rotinas, conteúdos e perfis. Ou pelo menos, é isto que se espera que aconteça.
Em Estrasburgo profissionais, investigadores e professores de jornalismo radiofónico reuniram-se durante dois dias (20 e 21 de março) para discutir estas questões, no Colóquio “Informação e Radiojornalismo na era digital” promovido pelo Group de Recherche et d’Etudes sur la Radio (GRER).
Do vasto leque de comunicações apresentadas, sublinho a divulgação dos resultados de um inquérito realizado pelo GRER a jornalistas de rádio em França, Bélgica, Canadá e Madagáscar. O inquérito pretendia, justamente, perceber de que modo estão os jornalistas a encarar a mudança das suas rotinas e práticas profissionais para a Internet. Os resultados são reveladores de que, apesar da capacidade de transformação que a Internet potencia, na realidade encontram-se vários constrangimentos que impedem essas transformações, pelo menos de modo rápido.
O inquérito revelou que a maior parte dos jornalistas da rádio não tem qualquer participação na gestão da componente online da sua rádio. Por outro lado, os jornalistas inquiridos (67%) entendem que escrever para rádio e para a Internet é a mesma coisa. Entre as vantagens de estar presente na Internet encontradas pelos jornalistas respondentes, sublinham-se a rapidez, a autonomia e a qualidade do trabalho, mas é curioso verificar que os jornalistas responderam que as principais vantagens são para as entidades empregadores e menos para os profissionais. Por outro lado, os jornalistas da rádio entendem que a principal desvantagem desta relação entre rádio e Internet é o facto de ser pedido aos jornalistas que possuam capacidades e competências técnicas e tecnológicas que muitos não possuem.
Resultados que acabam por reforçar as conclusões de outras comunicações apresentadas, uma das quais por Josep Marti Marti e Sílvia Espinosa-Mirabet cujo trabalho de investigação pretendeu conhecer as novas práticas jornalísticas no contexto da digitalização, tendo como estudo de caso as rádios na Catalunha. Para os autores, os jornalistas mantêm, no essencial, as mesmas rotinas profissionais que possuíam antes do digital. Ou seja, concluem os autores: a digitalização não provocou grandes mudanças estruturais na produção noticiosa.


II

Um dos temas mais abordados no colóquio foi o das rádios comunitárias.
Sobre isso, o que sublinho é a enorme amplitude do conceito. Em Portugal não existem rádios comunitárias, mas bem que poderiam existir se as nossas locais fossem encaradas como na Colômbia. Erica Guevara explicou que por lá as rádios comunitárias têm uma implantação local, emitem normalmente 24 horas por dia (embora nem todas), têm publicidade e informação. Em França, o conceito é o de rádios associativas e muitas delas têm igualmente jornalistas profissionais, muito diferente daquilo que se passa na Indonésia. Iman Abdurrahman explicou que as rádios comunitárias atravessam tempos muito difíceis, pois muitas delas não têm autorização para emitir. Estão, por isso, ilegais e os motivos para isso são vários. Retive este: as ondas das rádios poderiam interferir com o tráfego aéreo! Na Indonésia, uma das preocupações das rádios comunitários é a luta contra a corrupção, tema que ocupa espaço em muitas emissoras do género.
Outras temáticas do congresso versaram sobre os novos modelos de participação na rádio decorrentes da criação de sites e da presença nas redes sociais, em particular o Facebook. Este foi, alias, tema da minha comunicação (análise das ferramentas online para participação na TSF, Antena 1 e RR entre 2009 e 2013). Webrádios, redes sociais, plataformas móveis e rádios universitárias foram outros temas abordados nas comunicações apresentadas de autores franceses, belgas, brasileiros, portugueses, espanhóis, ingleses, entre outros.

sábado, dezembro 28, 2013

A interacção verbal na rádio em livro

Neste livro, a autora analisa as interacções verbais entre ouvintes e locutores de cinco programas de phone-in da rádio portuguesa - Boa Noite, Clube da Madrugada, Bancada Central, Tempo de Antena e Estação de Serviço -.
Escreve a autora: "O desenho das relações interactivas e interlocutivas em emissões radiofónicas esboça um retrato de comunicação triangular: o locutor de rádio, gestor das trocas, os ouvintes que telefonam e o auditório (...) Tanto os locutores de rádio como os ouvintes que telefonam para as emissões que analisámos realizam um repertório de práticas discursivas específicas deste contexto institucional e desempenham, no e através do discurso interactivo, papéis instanciados em vozes autorizadas e ratificadas interaccionalmente" (p. 236)

É um contributo importante para o estudo da rádio e das suas potencialidades comunicativas enquanto meio de interacção.

Leitura: ALMEIDA, Carla Aurélia (2012) "A Construção da Ordem Interaccional na Rádio - contributo para uma análise linguística do discurso em interacções verbais". Porto: Edições Afrontamento.

A lista de livro sobre a rádio portuguesa está  aqui.



sexta-feira, novembro 15, 2013

Emissão para surdos na rádio pública



A Antena 1 assinalou hoje o dia da Língua Gestual Portuguesa (LGP) com a tradução de parte do programa da manhã. Tratou-se da segunda experiência do género feita pelas rádios portuguesas. Em 2005, a TSF, aproveitando a Feira das Capacidades, emitiu 14 horas em direto com tradução para LGP. A emissão incluiu a tradução dos conteúdos informativos (noticiários, Fórum TSF, o relato de futebol Sporting-Newcastle), mas excluiu os temas musicais. A tradução da emissão da rádio pôde ser acompanhada através de um site criado para o efeito.
A experiência levada a cabo esta manhã pela rádio pública foi diferente. Desde logo, a duração da emissão com pouco mais de uma hora (estava previsto começar às 9 da manhã, mas problemas técnicos atrasaram o início. Terminou às 11h). Incluiu a tradução para LGP dos noticiários, das informações de trânsito, intervenções do locutor, entrevistas realizadas em estúdio, reportagem em direto. Ao contrário da TSF, na Antena 1 a música foi também traduzida para LGP. A emissão com a tradução para LGP foi acompanhada através da RTPPlay.
Não se conhecem muitas experiências do género e, também por isso, a Antena 1 (até por ser a rádio pública e como tal com responsabilidades acrescidas ao nível da inclusão) está de parabéns, tal como a TSF esteve há 8 anos. Para a rádio, são caminhos que se abrem num novo contexto mediático. A comunidade surda deixou esta manhã o desafio: “foi uma iniciativa importante, mas era bom que não fosse apenas hoje, mas todos os dias”. 

Outras leituras:



quinta-feira, maio 23, 2013

Livros sobre a rádio portuguesa

Assinalo mais duas publicações sobre a rádio portuguesa:

- O ebook "Os Media de Serviço Público" da autoria de Sílvio Correia Santos que pode ser descarregado aqui
 e "Os Media na Guerra Colonial - a manipulação da Emissora Nacional como altifalante do regime" da autoria de Carolina Ferreira (edições Minerva).

A lista de livros sobre a rádio em Portugal pode ser consultada aqui.

segunda-feira, maio 06, 2013

Som, rádio e infância





Este programa foi realizado no âmbito da iniciativa SeteDias com os Média que decorre entre os dias 3 e 9 de maio de 2013.

O objetivo do programa foi estimular a aproximação de crianças em idade pré-escolar com a rádio. Dar a conhecer a importância do som na nossa vida, e em particular no quotidiano das crianças. Promover a rádio enquanto meio de comunicação e contribuir para entender o seu modo de funcionamento. Estimular o processo criativo das crianças utilizando o som.

Desenvolvimento da atividade:
O programa foi gravado com 26 crianças entre os 3 e os 6 anos de idade da sala B do Jardim-de-Infância do Atalaião, Portalegre, no estúdio de rádio da Escola Superior de Educação de Portalegre.
Pretendia-se que as crianças se deslocassem aos estúdios para aí tomarem contacto com todo o cenário que envolve a produção de um programa de rádio.
As crianças foram divididas em 4 grupos. Cada grupo entrou para o estúdio acompanhado pela educadora da sala, pelo professor de rádio e por um aluno de Jornalismo e Comunicação da ESEP. Sempre com os microfones abertos, as crianças foram estimuladas a conversar sobre a rádio: o que é?, o que ouvem? Quando ouvem? Desta conversa foram retirados excertos e incluídos no programa. Numa segunda fase, as crianças propuseram conteúdos para o programa: cantaram canções da sua escola, descreveram o jardim-de-infância que frequentam, inventaram histórias, sugeriram músicas para incluir no programa, etc. Nesta fase, o papel da educadora foi fundamental, pois permitiu relembrar às crianças as atividades e a rotina do jardim-de-infância para que assim elas pudessem verbalizar.
No final da gravação, as vozes das crianças foram reproduzidas o que motivou reações de espanto e entusiasmo ao identificarem a sua voz. Era objetivo da iniciativa que apenas as vozes das crianças entrassem no programa.
A edição do programa foi realizada pelo professor de rádio e pelos alunos de Jornalismo e Comunicação da ESEP.

Ficha Técnica:
Vozes - Crianças da sala B do Jardim-de-Infância do Atalaião, Portalegre. Afonso  Santos; Afonso  Rosa; Afonso  Lopes; Carlos  Gouveia; Daniel Ferreira; Daniela Ferreira; Diogo Ceia; Dinis Freire; Diana Lopes; Duarte Barroqueiro; Francisco  Gargaté; Francisco  Silva; Gabriel Alferes; Gabriela dos Santos; João Salgueiro; Leonor  Baptista; Leonor  Magno; Leonor  Póvoas; Madalena  Gouveia; Madalena  Mirão; Maria Paixão; Pedro Rolo; Rafael Carvalho; Rita Lopez; Rodrigo Guerra e Sara Grave.
Ana Borges (Educadora de Infância) e Isabel Alfaia (Assistente operacional).

Edição - Alunos de Jornalismo e Comunicação da ESEP: Ana Catarina Silva, Carina Coelho, Francisca Cabedo, Daniela Senra e Tiago Silva.

Agradecimentos: Amélia Marchão, Alexandre Espinho, Carlos Silva, Cristina Santos, Jorge Santos, Maria Sousa, Mariana Gameiro e Sónia Pacheco.

Coordenação: Luís Bonixe

sábado, abril 20, 2013

Jornalismo e jornalistas das rádios locais portuguesas



Partilho um resumo dos dados recolhidos a partir de um inquérito a jornalistas de rádios locais portuguesas cujos resultados foram apresentados no encontro realizado em Portalegre no dia 18 de abril.
Segundo o inquérito, o jornalista das rádios locais portuguesas tem menos de 40 anos de idade, possui formação superior na área das ciências da comunicação e a maior parte dos inquiridos trabalha na mesma rádio há menos de 5 anos. O vencimento de 46 por cento dos respondentes situa-se entre o ordenado mínimo nacional e os 650 €, mas apesar disso os jornalistas inquiridos veem a sua atividade como uma “realização pessoal” e um “emprego desejado”.
Os jornalistas inquiridos revelaram ainda um sentido crítico relativamente à política editorial da sua rádio considerando que deveria haver sobretudo mais espaço para reportagem, para debate e para noticiários.
Se nos primeiros anos da radiodifusão local em Portugal, a insuficiência de recursos materiais era uma realidade, atualmente o cenário parece ter sofrido algumas alterações. Os inquiridos consideraram que o que mais afeta a sua atividade não é a falta de meios técnicos, mas a escassez de recursos humanos. Das rádios que aceitaram responder a este inquérito, a maior redação tem 4 jornalistas e a menor apenas 1.
Sobre a Internet, a esmagadora maioria dos inquiridos considera “muito importante” que as rádios locais estejam online. A rede global é para os jornalistas das emissoras locais a principal fonte de informação e a sua consulta uma atividade “muito frequente”.
Para o inquérito foram contactadas 30 rádios locais portuguesas. 19 acederam positivamente, tendo sido inquiridos 28 jornalistas que exercem atividade nos distritos de Évora, Beja, Porto, Braga, Viseu, Castelo Branco, Portalegre; Santarém e Setúbal.

Inquéritos aplicados pelos alunos do curso de jornalismo e Comunicação da ESEP: Ana Cristina Gargaté, Alexandre Espinho, Andreia Coelho, Andreia Claro, Ana Catarina, Carina Coelho, Catarina Martins, Daniela Senra, Daniela Sequeira, Dulce Batista, Francisca de Cabedo, Jaime Janeiro, Jorge Grenho, Jorge Relvas, Maria Sousa, Mariana Gameiro, Patrícia Pinto, Rui Alves, Tiago Silva.  Coordenação: Luís Bonixe

sábado, fevereiro 16, 2013

Criado grupo de investigadores de rádio



Com o objetivo de promover o desenvolvimento dos estudos de rádio em Portugal, um grupo de investigadores de vários centros de pesquisa em comunicação (de Braga, Coimbra e Lisboa), criou esta sexta-feira uma rede de Estudos de Rádio. Reunidos na Universidade Nova de Lisboa, simbolicamente na semana em que se assinalou o Dia Mundial da Rádio, os fundadores deste grupo pretendem dinamizar os estudos sobre meios sonoros e os novos modelos de produção radiofónica.
A reunião desta sexta-feira, dia 15 de fevereiro, teve o intuito de mobilizar os investigadores que têm desenvolvido algum trabalho científico nesta área para a criação de uma rede nacional que possa constituir-se como interlocutora de outros grupos similares de âmbito internacional. O programa de ações a médio prazo incluirá a organização regular de eventos científicos, a publicação de uma série de livros e o desenvolvimento de projetos de investigação que fomentem a cooperação entre grupos nacionais e internacionais.
Esta reunião de reflexão contou com a participação de Adelino Gomes, convidado para emprestar a sua experiência profissional neste meio à definição de linhas estratégicas de investigação. Um novo encontro ficou já agendado para o final de setembro. Até lá, o grupo conta lançar uma plataforma online para publicar notícias, criar redes de contacto e divulgar a produção bibliográfica dos investigadores portugueses. 

Para ver o vídeo com Madalena Oliveira  (via Indústrias Culturais)

segunda-feira, fevereiro 04, 2013