A rádio, há que admiti-lo, sofre de um enorme problema. Ela está tão presente nas nossas vidas que na maior parte dos casos nem damos por ela.
Estará aqui um boa parte da justificação para análises precipitadas acerca, não só do futuro da rádio, como também do seu presente. Aliás, é curioso olhar para a história do meio e perceber que já na década de 50 Lazarsfeld numa intervenção na Sorbonne se referia ao facto de nos Estados Unidos se achar que a rádio tinha acabado.
E tem sido sempre assim: primeiro sofrendo a resistência da imprensa e das agências noticiosas que reivindicavam a exclusividade da informação, depois com a televisão que seduzia com a imagem que a rádio não tem e agora com a Internet.
São redutores os argumentos que dizem que a rádio não tem futuro.
No entanto, a rádio tem, afinal, demonstrado que assim não é. Não são apenas aqueles que de forma mais ou menos apaixonada a defendem, mas os próprios estudos que o revelam e contrariam análises precipitadas, como por exemplo dizer-se sistematicamente que a rádio está a perder ouvintes, pois não será tanto assim como revelam este e mais este artigo . Ou, no quadro da moda mais recente, afirmar-se que a Internet está a matar a rádio.
As transformações sociais, culturais, políticas, tecnológicas têm colocado desafios à rádio, mas o próprio meio tem-se encarregado de mostrar a sua vitalidade, adaptando-se às novas realidades.
Uma vez mais isso sucedeu com a televisão e sucede agora com a Internet. Aliás, é curioso este artigo, que mostra como Internet e rádio andam, afinal, de braços dados.
Tudo isto vem a propósito do artigo de Eduardo Cintra Torres no Público e sobre o qual Rogério Santos e Paula Cordeiro já se pronunciaram. Opiniões que subscrevo.
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quarta-feira, novembro 11, 2009
quarta-feira, novembro 21, 2007
segunda-feira, julho 09, 2007
quarta-feira, julho 04, 2007
A rádio vai morrer? II
É um post de 26 de Junho colocado por Luís Santos no seu blogue Atrium, mas só agora dei por ele. Merece-me relevância a propósito de mais um funeral feito à rádio.
Luís Santos refere-se a um estudo que vem demonstrar que afinal os mais jovens continuam a ser atraídos pela escuta radiofónica.
P.S. - As notícias sobre a morte da rádio surgem com tal frequência que decidi criar uma etiqueta onde agrupar, a partir de agora, esses textos. Assim fica tudo organizadinho !
Luís Santos refere-se a um estudo que vem demonstrar que afinal os mais jovens continuam a ser atraídos pela escuta radiofónica.
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