Decorreu no início da semana o II seminário Internacional de Jornalismo e Actos de Democracia, promovido pelo Centro de Investigação Media e Jornalismo.
Das inúmeras comunicações ali apresentadas retiro a conclusão (talvez arriscada dada a diversidade de perspectivas ali postas a discussão) de um aligeiramento do tratamento jornalístico de actos de democracia como campanhas eleitorais, congressos partidários ou fins de mandato, próximo do registo do entretenimento, enfatizando o espectáculo e a dramatização do discurso.
Os campos da mediatização da política ali analisados situaram-se sobretudo na imprensa e na televisão. A rádio, de que se fala neste blogue, foi pouco abordada. Eu apresentei uma comunicação com o título Os sons da campanha presidencial de 2006 – Uma análise ao discurso jornalístico da cobertura radiofónica cujas ideias principais colocarei num dos próximos posts.
Sugiro ainda a leitura do artigo de Mágda Rodrigues Cunha intitulado Campanhas políticas e tecnologias digitais publicado na revista Comunicação e Cultura nº2 da Universidade Católica e que foi apresentada numa das sessões do seminário. A autora refere-se com frequência ao papel da rádio na comunicação política.
Dada a escassez de rádio no encontro, o blogueiro fica-se por aqui, mas sugere o blogue Indústrias Culturais, no qual Rogério Santos (que apresentou uma excelente comunicação sobre a cobertura de congressos partidários) disponibiliza uma série de vídeos sobre o seminário.
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1 comentário:
muito bom o texto. gostei realmente do que vc escreveu, principalmente a critica quando vc sugeriu a leitura de Rogerio. se possivel passe lah em meu blog fauabreu.blogspot.com
valeu
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