sexta-feira, dezembro 23, 2011

Radio Evolution na JJ

O nº 48 da revista JJ do Clube de Jornalistas publica um artigo (pp. 6-11) que assino sobre o congresso ECREA "Radio Evolution", realizado em Braga no passado mês de Setembro.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Sonoplastia

Por vezes o trabalho que realizam passa-nos ao lado. Injustamente. Contar a realidade através de sons depende em boa parte daquilo que os sonoplastas fazem. A reportagem da TSF é um excelente exemplo de como a riqueza da linguagem exclusivamente sonora pode ser evidenciada.
Vem isto a propósito de um sublinhado que o João Paulo Meneses, em boa hora, fez em relação a um post meu, relembrando que só em 2011 Luís Borges, sonoplasta da TSF venceu 6 prémios.

Aqui fica a lista e os meus parabéns a Luís Borges e a toda a equipa que com ele trabalha na TSF.

2011
Prémio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha
João Francisco Guerreiro, com sonoplastia de Luís Borges
Missão Haiti

Prémio de Jornalismo Direitos Humanos e Integração – UNESCO
Categoria rádio – menção honrosa
Missão Haiti
João Francisco Guerreiro, com sonoplastia de Luís Borges


Prémio Jornalismo pela Diversidade Cultural - Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural
Menção Honrosa, Categoria rádio
A Vida em Dois Actos
Ana Sofia Freitas, com sonoplastia de Luís Borges


Prémio Gazeta de Rádio – Clube de Jornalistas
A Terra a Quem a Trabalha
Carlos Júlio, com sonoplastia de Luís Borges


Prémio "Galardão da Inclusão» (Centro de Recursos para a Inclusão Social )
Vermelho da Cor do Céu
Ana Catarina Santos e Luís Borges


Prémio Nacional de Jornalismo LPCC/SPMSD 2011 (iniciativa da Liga Portuguesa Contra o Cancro e da Sanofi Pasteur MSD, que distingue o melhor trabalho jornalístico na área da oncologia)
Cristina Lai Men e sonoplastia de Luís Borges
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2086097

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Livros sobre a rádio portuguesa

Lista de publicações sobre a rádio portuguesa (a ordem segue o ano de edição).
Todas as contribuições no sentido de completar esta lista serão muito úteis.

- MENESES, João Paulo (2016) Jornalismo Radiofónico. Ebook. Disponível aqui.
- OLIVEIRA, M. PRATA, N. (2015) Rádio em Portugal e no Brasil: Trajetória e Cenários. Ebook. Disponível http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/article/view/2157/2075
REIS, Ana Isabel (2015). O Áudio nas cibernotícias das rádios. Lisboa: Media XXI.
- CARVALHEIRO, José Ricardo (2014) As Caixas Mudaram o Mundo? Usos femininos dos media no Estado Novo.
- REIS, Ana Isabel, RIBEIRO, Fábio & PORTELA, Pedro (2014). Das Piratas à Internet: 25 anos de Rádios Locais. Disponível aqui.
- SANTOS, Sílvio Correia (2013). Os média de Serviço Público. ebook disponível aqui.
- FERREIRA, Carolina (2013). Os Media na Guerra Colonial - a manipulação da Emissora Nacional como altifalante do regime. Coimbra: Minerva.
ALMEIDA, Carla Aurélia (2012) "A Construção da Ordem Interaccional na Rádio - contributo para uma análise linguística do discurso em interacções verbais". Porto: Edições Afrontamento.
- BONIXE, Luís (2012). A informação radiofónica - rotinas e valores-notícia da reprodução da realidade na rádio portuguesa. Lisboa: Livros Horizonte.
- MENESES, João Paulo (2012). Estudos sobre a rádio - passado, presente e futuro. Porto: Mais Leituras.
- CRESPO,  Magalhães (2012). Os meus 31 anos na Rádio Renascença. Lisboa: Principia Editora.
- PORTELA, Pedro (2011) Rádio na Internet em Portugal. Humus
- QUEIROZ, Sousa, J. (2011). 20 Anos ao Serviço das Rádios Locais - ARIC 1991-2011, Contributos para a história. ARIC.
- RIBEIRO, Nelson (2011) BBC Broadcasts to Portugal in World War II: How Radio Was Used As a Weapon of War. London: Winston Books.
- SALA, António(2011). Memórias da vida e da rádio dos afectos. Lisboa: Oficina do Livro
- CORDEIRO, Paula (2010) A Rádio e as Indústrias Culturais. Lisboa: Livros Horizonte
- ERC (2009) , Caracterização do sector da radiodifusão local.
- SOARES, Vítor (2009), A Rádio, Ouvida e Pensada. Bubok (ebook).
- AA.VV. (2008), Tão Perto do Mundo – 20 Acontecimentos em 20 anos da rádio que mudou a rádio, Lisboa: Prime Book.
- PINTO, Marcos (2007). No ar : 100 histórias da rádio. Parede: Prime Books
- CRISTO, Dina (2005), A Rádio em Portugal e o Declínio do Regime de Salazar e Caetano (1958-1974), Coimbra: Minerva
- RIBEIRO, Nelson (2005), A Emissora Nacional nos Primeiros Anos do Estado Novo 1933-1945, Lisboa: Quimera Editores.
- SANTOS, Rogério (2005), As Vozes da Rádio 1924-1939, Lisboa: Caminho
- SANTOS, Paula B. (2005) Igreja Católica, Estado e Sociedade, 1968-1975: o Caso Rádio Renascença. Lisboa. Imprensa de Ciências Sociais.
- SEQUEIRA, Hélder (2003) O Dever da Memória - Uma Rádio no Sanatório da Montanha. Câmara Municipal da Guarda.
- RIBEIRO, Nelson (2002) “A Rádio Renascença e o 25 de Abril”, Universidade Católica. Editora, Lisboa
- MENESES, João Paulo (2003), Tudo o Que se Passa na TSF, Porto: Jornal de Notícias.
- MELO, Rui (2001), A Rádio e a Sociedade de Informação, Porto: Fundação Fernando Pessoa.
- Maia, Matos (1999) “Aqui Emissora da Liberdade”, Caminho, Lisboa
- GONÇALVES, Rui F. M. (1999), Jornalismo e Valores. O Projecto Informativo TSF-Rádio Jornal (1988-1993), Lisboa: Edinova.
- MEDITSCH, Eduardo (1999), A Rádio na Era da Informação, Coimbra: Minerva.
- MIGUEL, Aura (1992), Rádio Renascença: os trabalhos e os dias (1933-1948), Lisboa: Imprensa Nacional.
- AA.VV. (1996), Colóquios sobre Rádio, Lisboa: Publicações Dom Quixote.
- MAIA, Matos (1995), Telefonia, Lisboa: Círculo dos Leitores.
- MARCOS, Luís Humberto (1989), Rádios Locais – A lei e a realidade, Porto: Centro de Formação de Jornalistas.
- AA.VV. (1986), 60 Anos de Rádio Em Portugal, Lisboa: Vega.
- RIBEIRO, Fernando Curado (1964) Rádio: Produção, Realização, Estética. Lisboa: Arcádia.

A lista de Teses de doutoramento sobre a rádio portuguesa pode ser consultada aqui .

Prémio para a reportagem radiofónica

A reportagem radiofónica está uma vez mais de parabéns. Desta vez foi o trabalho de Jorge Correia, da Antena 1, a receber um prémio.
A reportagem chama-se "Anatomia do Erro" e pode ser escutada aqui

Jorge Correia tem feito um trabalho notável de cobertura de assuntos de saúde na rádio pública.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Tese de doutoramento sobre a rádio portuguesa

Isabel Reis defendeu na quarta-feira, dia 7 de Dezembro, a tese de doutoramento com o título “O Áudio no Jornalismo Radiofónico na Internet” na Universidade do Minho.
A autora parte de duas características centrais e definidoras da rádio – o carácter sonoro e temporal da mensagem – e analisa o modo como os sites da TSF, Renascença, RCp e RDP utilizam o áudio nas principais notícias disponibilizadas online.
O estudo representa um importante contributo para se perceber o estado da arte no que diz respeito ao modo como as rádios de informação estão a fazer a migração para as plataformas digitais.
Das conclusões do estudo sublinho as seguintes:
- Apesar do conjunto de elementos expressivos que o ambiente online oferece, os sites das rádios continuam a privilegiar o áudio, tal como sucede na versão hertziana;
- Os áudios colocados nos sites privilegiam a palavra e a declaração, consequência óbvia – acrescento eu – do facto de os sons colocados nos sites já terem sido emitidos na rádio. As rádios online seguem, assim, a discursividade informativa da rádio hertziana;
- Quanto à temporalidade, conclui Isabel Reis que “ a ciber-rádio herda, ainda, a imediatez e a instantaneidade da rádio tradicional (p. 305).

Os meus parabéns à nova doutora que contribui com mais uma investigação sobre a rádio portuguesa no âmbito de uma tese de doutoramento.

terça-feira, novembro 15, 2011

A rádio pública segundo o Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social

Há muito pouco sobre a rádio no Relatório do Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social coordenado pelo professor João Duque.

As referências que são feitas a este sector do audiovisual público, para além de escassas, são pouco concretas.

a) Sabemos que os relatores consideram "desproporcionada a existência de três canais de rádio nacionais do Estado, em pé de igualdade com o mesmo número de canais nacionais privados".

b) Mas que "o Estado deve ser especialmente cuidadoso em alterações no mercado das rádios, atendendo às condições difíceis do mesmo".

c)O relatório não é claro em relação ao futuro dos canais de rádio do serviço público português. Em relação à televisão não restam dúvidas sobre o que, segundo o GT, deveria ser feito, mas quanto à rádio, as referências são pouco claras.
É dito que um dos canais deve apostar na "divulgação da música e da língua portuguesas, promovendo um trabalho que leve às suas raízes" e que outro "deverá fazer ter como alvo principal a música e cultura eruditas, divulgando sistematicamente recitais e concertos de orquestras e músicos portugueses".
Falta um...

d) Deduz-se que a sugestão feita no sentido de reduzir o tempo dos noticiários também se aplique à rádio: "GT propõe que os conteúdos noticiosos do operador de serviço público de rádio e televisão sejam concentrados em noticiários curtos, sejam limitados ao essencial e recuperem o carácter verdadeiramente informativo, libertos da crescente dimensão subjectiva e opinativa no jornalismo (até para fazer diferença face aos operadores privados)."
Esta coisa de reduzir a dimensão subjectiva e opinativa do jornalismo é tarefa para um milhão de doláres! Não sei como se faz, nem sei se é possível fazer! Por outro lado, vejo esta recomendação como uma ingerência clara na liberdade editorial dos jornalistas. É a eles que deve cumprir a tarefa de fazer noticiários, escolher o que lá colocam e definir a sua duração (porquanto é um critério de noticiabilidade).

e) O relatório parece partir do princípio de que a rádio pública não cumpre as suas funções enquanto serviço público e que se limita a uma estratégia concorrencial. Parece-me injusto. Sem querer fazer a defesa incondicional do serviço público de rádio em Portugal, e em particular na informação, parece-me que há espaços e programas que representam uma alternativa e que apenas os podemos ouvir na rádio pública ("Portugal em Directo", é só um exemplo).

f) O relatório estabelece uma comparação entre o número de canais públicos e rádios nacionais privadas. É bom lembrar que no campo da informação, o universo não é assim tão alargado: Para além da rádio pública, existe a Renascença. A Antena 1 tem hoje um papel importantíssimo no domínio da informação. É bom lembrar, certamente que o GT teve isso em conta, que a TSF não é uma rádio nacional.

Finalmente, assusta-me que alguém ainda pense que a comunicação social possa ser um instrumento político:

"Um serviço internacional público de comunicação social deve ter como função despertar e consolidar o interesse por Portugal e pelo universo da língua portuguesa no mundo. Nesse sentido, consideramos que é um instrumento da política externa, devendo depender a definição do contrato-programa e seu financiamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros."


O relatório completo está aqui

segunda-feira, novembro 07, 2011

Vermelho da cor do céu

Ana Catarina Santos começa a distinguir-se no campo da reportagem radiofónica. Se não me falham as contas, recebe o terceiro prémio neste tipo de trabalhos.

"Vermelho da cor do céu" é uma excelente reportagem, comovente e que joga na perfeição com o que de melhor a rádio tem. Sobre este trabalho, escrevi depois de o ter escutado.

Quem não ouviu, tem mesmo que ouvir.

Os meus parabéns aos autores, Ana Catarina Santos e Luís Borges.

segunda-feira, outubro 03, 2011

Jornalistas da rádio e redes sociais

A Cision e a Canterbury Christ Church University realizaram um inquérito aos jornalistas sobre o modo como percepcionam as redes sociais. Os resultados estão no relatório intitulado Social Journalism Study Perceptions and use of social media among journalists in the UK Report.

Algumas ideias sobre os jornalistas da rádio:

1 - Os jornalistas da rádio são, a par dos que trabalham nas redes sociais, os mais activos no que respeita ao uso do blogue.

2 - 55% dos jornalistas de rádio inquiridos concordam que as redes sociais permitem um maior envolvimento com a audiência;

3 - Entre os inquiridos, são os jornalistas da rádio que vêem como mais positivo o crowdsourcing;

4 - No que respeita à relação entre trabalho e redes sociais, só 20% dos jornalistas da rádio consideram que a produtividade melhorou.

segunda-feira, setembro 26, 2011

RR V+


A Renascença renovou o site .
A principal diferença em relação à versão anterior prende-se com uma maior presença do vídeo. RR V+ é isso mesmo: uma aposta clara da rádio (?!) Católica portuguesa nos conteúdos em vídeo.
O som aparece claramente num segundo plano. A lista de noticiários já emitidos na rádio aparece agora a meio da página e, pelo menos hoje, as notícias são praticamente todas acompanhadas por vídeo ou fotografia. Muitas delas não têm sons.
A possibilidade de partilha de notícias nas redes sociais está também mais acessível para os utilizadores.
No novo site, há uma maior presença de notícias logo na home, ao contrário do que sucedia na versão anterior que privilegiava a programação.
Visualmente, o site é mais atractivo, mas a página é muito "comprida".

sexta-feira, setembro 16, 2011

Radio Evolution II

Armand Balsebre é uma das maiores referências para quem estuda a rádio. No Congresso Radio Evolution que decorreu em Braga de 14 a 16 de Setembro (organização: ECREA/Universidade do Minho) fez a defesa do meio radiofónico sublinhando a importância que o som ainda tem num mundo dominado pela imagem.

E foi muito interessante ouvir dizer que a Internet não é uma ameaça para a rádio, pode isso sim representar uma oportunidade para a qualidade e criatividade sonora. É, afinal isso que Sofia Saldanha, vencedora do prémio Best New Artist Award em 2010, faz. Junta sons, bons sons e com eles conta “estórias” muito boas “estórias”. “The Sleeping Fool” é só uma delas. E premiada ainda por cima.

O Congresso serviu também para perceber que aos investigadores da rádio por esta Europa, e alguns fora dela, interessa a mesma temática: como está a rádio a adaptar-se a um novo ambiente mediático dominado pelas plataformas digitais? Muito bem, disseram uns; muito mal consideraram outros; o possível, asseguraram muitos.

Mas o que se sublinha das muitas comunicações apresentadas é, em primeiro lugar isso mesmo: a quantidade. E muitas delas de autores portugueses. Umas que resultam de teses de mestrado, outras de doutoramento, outras ainda de projectos individuais. A rádio está, também do lado académico, bem viva.

Das rádios comunitárias, às universitárias, passando pelas locais, pelo discurso, pelas narrativas, pelas audiências, pela música (muita música!) e pela informação (pouca!) o congresso serviu também para mostrar como o universo radiofónico é vasto e interessante, quase sempre tendo como pano de fundo o digital e a Internet. E, claro, a ameaça ao meio radiofónico, sempre a ameaça…

Mais sobre o congresso aqui:

O futuro da rádio é digital? Sim, mas não só

Radio Evolution

quarta-feira, setembro 07, 2011

Radio evolution

Decorre na próxima semana, entre 14 e 16 de Setembro, na Universidade do Minho o Congresso Radio Evolution, organizado pelo ECREA.

O programa definitivo já está disponível aqui e dele faz parte um conjunto de sessões com investigadores, professores, profissionais nacionais e estrangeiros que vão abordar diversos assuntos relacionados com a rádio, desde as narrativas e redes sociais, passando pelo jornalismo e pelas audiências.

O programa de comunicações é igualmente interessante e extenso.

Contribuirei com a comunicação: Sharing and retweeting sounds: the relationship between radio journalism and social networks.

terça-feira, agosto 30, 2011

Leituras

A 2ª edição da revista Rádio-Leituras já está disponível.

Mário Figueiredo ameaça demitir-se

Para o Provedor do Ouvinte da RDP a suspensão das emissões da RDP Internacional em onda curta coloca em causa o conceito de serviço público. As declarações estão aqui:

Ser jornalista (da rádio) em Portugal

O livro “Ser Jornalista em Portugal – perfis sociológicos” fornece dados muito interessantes sobre a profissão. A obra, coordenada pelo professor José Rebelo, está dividida em duas grandes partes. A primeira na qual são apresentados dados relativos à profissão e a segunda, mais extensa, onde se expõem várias histórias de vida de jornalistas portugueses.

Relativamente aos dados apresentados e em concreto sobre a rádio, sublinho o seguinte:
A importância das rádios locais no que diz respeito ao acesso à profissão. O período em que a rádio recebeu mais profissionais ocorreu entre 1990 e 1997 quando o número de jornalistas mais que duplicou.
Entre 1997 e 2006 a subida é ligeira para decair ligeiramente nos três anos seguintes. Aliás, a rádio que sempre ocupou o segundo lugar em número de jornalistas, perdeu esse posto para a televisão em 2006 muito à custa, sustenta o estudo, do aparecimento de canais temáticos por cabo (p.51). “O número de profissionais de rádio duplicou, de 1988 a 1994; estabilizou, de 1990 a 1996; entrou em queda, em 2002.” (p.70-71)

É também na rádio que existe o menor número de licenciados e bacharéis, predominando os jornalistas com formação apenas ao nível do secundário. Mas a rádio tem também uma baixa percentagem de desempregados e de profissionais em regime livre.

Leitura: Rebelo, José (coord.) (2011). “Ser Jornalista em Portugal – perfis sociológicos”. Gradiva.

sexta-feira, julho 08, 2011

Small scale radio

O Ofcom disponibiliza um relatório muito interessante sobre o cenário das "small scale radio" no Reino Unido.

Do documento sublinho as seguintes passagens:

The remaining 350 or so stations can be described as small local stations. They fall into two main categories, according to the way they are licensed.
• Around 140 of them are commercial stations, whose primary aim is to make profits for their shareholders, which they do by selling advertising. They are governed by licence conditions which require them to provide a certain amount of local programming. They also use this local programming to differentiate themselves from their commercial competitors that cover larger areas.
(...)
The remaining 200 or so are community stations. This is a relatively new type of station and almost all have been broadcasting for less than five years. These must be not for profit and must be funded by a diversity of funding sources: there is a limit of 50% on the proportion of their funding that can come from on-air advertising and sponsorship, and many receive funding in the form of grants from public and other bodies.

Sobre a Informação:

Micro-local information was considered unique to small-scale services. It was the kind of information that larger, less local, radio stations could not provide, but which kept small-scale listeners informed and up-to-date about what was going on in their local areas.

News – if there was a news event in their area, listeners would tune in to their small-scale station to find out the details about it and if there were any consequences for themselves as a result.
Listeners of GTFM in Pontypridd described how there had been a fire there during the day which has caused massive traffic jams, and the only place where they could find out what had happened was by tuning it to GTFM.

segunda-feira, julho 04, 2011

António Jorge Branco

Morreu um dos maiores responsáveis pelo excelente jornalismo radiofónico que por cá se vai fazendo. António Jorge Branco fica ligado à formação de jornalistas da rádio em Portugal e foi um dos símbolos da TSF.

Para quem estuda a rádio, e em particular o jornalismo radiofónico, esta partida significa também um adeus a histórias riquíssimas e a um conhecimento sobre a rádio que poucos terão.

António Jorge Branco foi autor de vários programas, entre eles o "Dicionário da Rádio" cujo arquivo de programas pode ser escutado aqui.

quinta-feira, junho 16, 2011

Os ciberjornalistas portugueses

Acaba de ser lançado o livro de Hélder Bastos "Ciberjornalistas Portugueses - Práticas, Papéis e Ética".

No blogue do autor pode ler-se o seguinte:
Nesta obra defende-se a tese de que as práticas, os papéis e mesmo os questionamentos de ordem ética dos ciberjornalistas portugueses se encontram limitados devido a um enquadramento histórico, empresarial, profissional e formativo sobremaneira desfavorável.

O livro apresenta os resultados de um inquérito feito a ciberjornalistas portugueses, entre eles os que exercem a sua actividade em duas rádios: TSF e Renascença.

O livro é editado pela Livros Horizonte.

terça-feira, maio 24, 2011

Ainda bem que não há vídeo

Só agora pude escutar o excelente trabalho de reportagem de Ana Catarina Santos, emitida na passada 5ª feira, na TSF (Vantagem da rádio na Internet!).

Ana Catarina Santos tem colocado em prática um estilo próprio que potencia ao máximo os aspectos emocionais do objecto reportado. Tal como em trabalhos anteriores, o resultado final resulta muito positivo.

"Vermelho da Cor do Céu" mostra-nos o mundo de quem não vê e há ali revelações que impressionam pela simplicidade.
- "Sabe qual é a cor dos seus olhos?"
- "Não"
- "Posso dizer-lhe?"

Os trabalhos de reportagem da TSF costumam dar-nos excelentes exemplos da linguagem sonora da rádio. O trabalho de sonoplastia, muitas vezes relegado para segundo plano, é muito bom e isso ajuda a envolver e a transportar o ouvinte para o mundo daquilo que é reportado.

Este trabalho mais recente da Ana Catarina Santos e Luís Borges é mais um contributo para se perceber a riqueza da reportagem radiofónica.

E acho muito bem que desta vez não haja vídeo no site!

Para escutar: aqui

sexta-feira, maio 06, 2011

Relatório intercalar do Provedor do Ouvinte

Disponível o primeiro relatório intercalar de actividade do Provedor do Ouvinte da rádio pública, Mário Figueiredo. Para consultar aqui.

sexta-feira, abril 29, 2011

Sócrates e o Fórum da TSF

José Sócrates esteve no Fórum TSF de ontem. Depois do programa surgiram vários comentários na Internet pelo facto de praticamente todos os ouvintes que participaram terem elogiado o Primeiro-Ministro. Efectivamente, foi impossível não reparar que a José Sócrates não foram colocadas questões, digamos, mais incómodas.
O debate que se seguiu divide-se entre a crítica à TSF e a hipótese de ter sido a máquina socialista a mobilizar-se para participar no programa.

No facebook estão vários comentários e a explicação do director da TSF: Paulo Baldaia

Esta questão volta a trazer o debate, que já não é novo e não se limita ao caso português, sobre este tipo de programas e o modo como funcionam.

Em 2006 quando era provedor da NPR, Jeffrey Dvorkin, partindo de um caso semelhante, abordou o tema e explicou que o programa Talk of the Nation funciona com um ligeiro "atraso" face ao que vai para o ar possibilitando que os editores impeçam que determinadas opiniões cheguem, efectivamente a ser emitidas.

A estratégia pode ser válida quando se trata de evitar que entrem em antena insultos ou expressões menos próprias, mas neste caso do Fórum da TSF talvez não fosse a melhor estratégia a seguir.

terça-feira, abril 26, 2011

Na manhã da rádio...

... um excelente conjunto de pequenas reportagens a partir da aldeia de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro. Uma excelente viagem até ao país real onde a rádio cada vez menos vai. O trabalho é de Virgílio Castelo e ainda pode ser escutado na página da rádio pública.

segunda-feira, abril 04, 2011

Os provedores e o serviço público de rádio

Na última semana decorreu em Sevilha o I Congreso Internacional de Ética de la Comunicación.

O programa do congresso incluiu um conjunto de comunicações relacionadas com o estudo da rádio. Interessante foram as contribuições e testemunhos da rádio enquanto plataforma para a cidadania e educação.

Contribui com uma comunicação intitulada: "A auto-regulação no serviço público de rádio português - o caso do provedor do ouvinte".

Algumas notas:

Com base na análise dos relatórios elaborados pelos dois primeiros provedores da rádio pública portuguesa (José Nuno Martins e Adelino Gomes) verificámos o seguinte:

- O provedor da rádio pública caracteriza-se por ser um provedor de largo espectro. Significa dizer que quem ocupa o cargo debruça-se sobre uma enorme vastidão de temas (programação, informação, questões técnicas, tecnológicas, etc) e de canais de serviço público, incluindo a Internet. Não se trata, pois, de um provedor apenas para a área do jornalismo ou da programação, por exemplo, como sucede noutros países.

- O conceito de serviço público é central enquanto enquadramento para a análise dos temas. Ou seja, quando o provedor recebe uma queixa dos ouvintes em relação a matérias jornalísticas, na resposta, o provedor não invoca com a mesma frequência argumentos sustentados na ética e deontologia do jornalismo, preferindo recorrer às normas que constam do contrato de concessão do serviço público de rádio.

- A acção do provedor, para além de representar um mecanismo de auto-regulação, contribui para a crítica e doutrina sobre o serviço público de rádio. Não raras vezes, o provedor critica o normativo do contrato de concessão sugerindo alterações e propondo outras normas.

- Num ambiente como o português, onde escasseiam estudos académicos sobre a rádio em geral e sobre o serviço público de radiodifusão em particular, o papel do provedor representa um excelente contributo para a discussão e reflexão destas temáticas contribuindo para a compreensão do papel de uma rádio de serviço público.

terça-feira, março 22, 2011

Artur Agostinho

Uma voz inconfundível da rádio portuguesa que parte.

Das inúmeras referências que hoje são feitas na Internet, escolho esta da Antena 1 que recorda um momento de um relato de futebol, género radiofónico em que Artur Agostinho era mestre.

quinta-feira, março 17, 2011

A rádio portuguesa na net

Um novo livro sobre a rádio portuguesa: "Rádio na Internet em Portugal - A abertura à participação num meio de mudança", de Pedro Portela. Editora Húmus.
Da sinopse retiro o seguinte:

Ao longo deste estudo, procurámos perceber de que modo as rádios em Portugal se estão a integrar na internet. Quisemos ainda olhar o seu nível de entendimento e a implementação das configurações abertas por tecnologias que possibilitam novas abordagens, não só em termos de conteúdos como também, fundamentalmente, de interacção com os ouvintes.

TSF e a Internet

Os alunos do curso de Jornalismo e Comunicação da Escola Superior de Educação de Portalegre, no âmbito das XV Jornadas da Comunicação, atribuíram este ano o Tributo de Jornalismo à TSF.

Na cerimónia de entrega Arsénio Reis, director-adjunto da rádio informativa, sobre a TSF e a Internet considerou que é uma das áreas onde "precisamos apostar mais", mas isso "só será possível quando a Internet nos der o retorno financeiro para essa aposta", o que ainda não sucede.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Aniversário da TSF no Facebook

A TSF comemorou hoje 23 anos de existência e assinalou com uma boa iniciativa. Durante uma hora, os ouvintes colocaram no Facebook questões sobre a TSF ao Director, Paulo Baldaia.

A uma pergunta sobre o futuro da TSF, Baldaia respondeu assim:
A rádio continua a fazer muita falta e tem futuro assegurado. A TSF é uma marca em que as pessoas confiam e que ganha força nas redes sociais e nas novas plataformas. Se queremos sobreviver neste mundo da comunicação, vamos ter de saber ser úteis a quem nos ouve.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Revista Rádio-Leituras

A Revista Rádio-Leituras está a aceitar artigos para a próxima edição.
Os artigos podem ser enviados até 31 de Março de 2011.
Mais detalhes aqui.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

... e menção honrosa para a Renascença

À reportagem de Filomena Barros sobre Casos de Sucessos do Rendimento Social de Inserção emitida no programa Espaço Aberto, na Renascença, foi atribuída uma Menção Honrosa do Prémio Paridade, um prémio da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.

Parabéns à autora.

Não deixa de ser curioso que sendo a rádio conotada com informação imediata e em directo, é nos trabalhos de fundo que acaba por ser reconhecida.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Missão Haiti

Um prémio para o bom jornalismo que se faz. Neste caso na rádio.
A reportagem Missão Haiti foi galardoada com o Prémio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha.

Parabéns aos autores João Francisco Guerreiro e Luís Borges.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Para quem investiga a rádio

- Chamada de artigos para o nº 20 da revista Comunicação e Sociedade (Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho) até 30 de Abril. Número temático sobre rádio. Para ver aqui.

- Colóquio "Radios libres, 30 ans de FM : la parole libérée ?" promovido pelo Gr0upe de Recherches et d'etudes sur la radio. Call for papers até 22 de Fevereiro. Mais informações aqui.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

A Rede da Rádio

No dia 16, a Antena 1 estreia a Rede da Rádio, da autoria de Madalena Balça. Dela e de todos os que quiserem! O programa está no Facebook e ali convida-se os ciberouvintes a participar no programa.

A Rede da Rádio será construída com recurso à interação permanente com as redes sociais nomeadamente o Facebook, e assumirá um formato onde os seus conteúdos serão ou sugeridos ou produzidos pelos seus ouvintes/amigos.

terça-feira, janeiro 18, 2011

Cavaco e a rádio de serviço público

Cavaco Silva recusou, ao contrário dos outros candidatos, ser entrevistado na Antena 1. Maria Flor Pedroso, que conduziria a entrevista, colocou a informação no facebook e as reacções estão lá.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Fábricas Fantasma

Para acompanhar ao longo da semana um conjunto de reportagens multimédia no site da RR intituladas Fábricas Fantasma. A primeira é sobre a Fábrica de papel do Caima (1901-2007).

sexta-feira, janeiro 07, 2011

RTP play

A RTP play também para a rádio de serviço público. Melhor arrumação dos sons, um visual mais atractivo. Para conferir aqui.