terça-feira, dezembro 29, 2009

segunda-feira, dezembro 28, 2009

E uma rádio pública de notícias?

E que sentido faria criar em Portugal uma rádio pública de notícias?
A ideia não é nova (já a tenho ouvido de vários jornalistas da rádio pública) e vem agora na reportagem (que assino) na revista JJ do Clube de Jornalistas. Quem o defende é Ricardo Alexandre, director-adjunto da rádio pública.

Para o jornalista, a criação de uma rádio pública de notícias seria uma solução para a falta de tempo (entenda-se espaço) para os conteúdos de informação na Antena 1 que, apesar de fazer uma visível aposta na informação, é uma emissora generalista e por isso tem que partilhar a antena com a programação. Um canal de informação no serviço público de rádio permitiria também aproveitar os recursos quer humanos, quer materiais da RDP.

Para quem procura alternativas ao nível da informação na rádio, a ideia agrada, mas até que ponto seria exequível?

Em primeiro lugar, é preciso ter a noção de que a criação de mais um canal no universo da rádio pública depende de uma decisão política. Por outro lado, há o aspecto financeiro, sempre relevante nestes.

O contexto da rádio em Portugal também não me parece ser favorável a uma outra rádio de informação. A maior parte dos ouvintes prefere, claramente, estações musicais. O passado recente trouxe-nos o fracasso do formato mais informativo do Rádio Clube Português.

Há ainda a Internet que enquanto plataforma para conteúdos informativos de rádio/áudio demora em afirmar-se. Na realidade, o que a Internet nos dá é muito semelhante ao que encontramos no espaço da rádio hertziana: por um lado, as notícias dos sites da rádio (com raras excepções) já passaram na emissão e por outro o comportamento dos ouvintes é também semelhante, preferindo os conteúdos musicais. Quantas webradios informativas existem em Portugal?

Insisto: a ideia parece-me simpática, mas o contexto não é favorável.

domingo, dezembro 27, 2009

Leituras

No número mais recente da revista Estudos de Comunicação há um artigo sobre webrádios portuguesas da autoria de Nair Prata. Para ler aqui.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Acerto de contas

Outros afazeres têm-me impedido de actualizar o blogue. De tal forma que passei sem dar conta que o Rádio e Jornalismo já existe há 4 anos. Completou-os no dia 3 de Dezembro!!!

Adiante: fiz aqui referência aos Prémios Obciber e agora quero dar os parabéns aos vencedores, em particular aos autores do trabalho Vidas de Silêncio da Renascença.

Ainda em relação às jornadas Obciber quero sublinhar a apresentação de Isabel Reis que tem estudado a utilização do áudio nas peças jornalísticas dos sites das rádios. No evento, a autora apresentou A linguagem radiofónica no áudio das cibernotícias das rádios

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Passam, velozes, os dias...

Já conhecíamos a qualidade do trabalho na versão sonora. Bastava para isso ouvir as maravilhas que fazem, por exemplo, nas reportagens da TSF.

Agora a equipa de produção da estação está uma vez mais de parabéns por este trabalho.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Prémios de ciberjornalismo

À semelhança do ano passado, o Obciber - Observatório de Ciberjornalismo vai distinguir os melhores ciberjornais e trabalhos jornalísticos. A votação decorre até ao dia 2 de Dezembro.

No campo dos sites da rádio, apenas a Renascença está representada.

terça-feira, novembro 17, 2009

quinta-feira, novembro 12, 2009

Utilização de redes sociais em Espanha

Um estudo sobre a utilização de redes sociais na internet em Espanha.



O estudo tem dados muito interessantes e refere-se também à rádio.
Eis alguns dados:
A rádio não é muito procurada pelos utilizadores de redes sociais espanhóis e curiosamente não é vista como um meio actual. É, no entanto, considerado o segundo meio de comunicação mais credível pelos utilizadores de redes sociais, logo a seguir aos jornais digitais.

Via Pediodistas 21

Nova temporada da Reportagem TSF

O programa "Reportagem TSF" regressou hoje com um excelente trabalho sobre os novos pobres da autoria de Guilhermina Sousa e Luís Borges "À Mesa com a Crise".

Estranho não ter visto qualquer referência (antes ou depois da sua emissão)no arquivo ou na grelha de programação do site da estação .

ABC e as redes sociais

A ABC criou regras para o uso das redes sociais por parte dos seus jornalistas. (Via PontoMedia ).

Também a NPR criou recentemente um guia para o mesmo efeito.

quarta-feira, novembro 11, 2009

A rádio que poucos reconhecem

A rádio, há que admiti-lo, sofre de um enorme problema. Ela está tão presente nas nossas vidas que na maior parte dos casos nem damos por ela.

Estará aqui um boa parte da justificação para análises precipitadas acerca, não só do futuro da rádio, como também do seu presente. Aliás, é curioso olhar para a história do meio e perceber que já na década de 50 Lazarsfeld numa intervenção na Sorbonne se referia ao facto de nos Estados Unidos se achar que a rádio tinha acabado.

E tem sido sempre assim: primeiro sofrendo a resistência da imprensa e das agências noticiosas que reivindicavam a exclusividade da informação, depois com a televisão que seduzia com a imagem que a rádio não tem e agora com a Internet.

São redutores os argumentos que dizem que a rádio não tem futuro.
No entanto, a rádio tem, afinal, demonstrado que assim não é. Não são apenas aqueles que de forma mais ou menos apaixonada a defendem, mas os próprios estudos que o revelam e contrariam análises precipitadas, como por exemplo dizer-se sistematicamente que a rádio está a perder ouvintes, pois não será tanto assim como revelam este e mais este artigo . Ou, no quadro da moda mais recente, afirmar-se que a Internet está a matar a rádio.

As transformações sociais, culturais, políticas, tecnológicas têm colocado desafios à rádio, mas o próprio meio tem-se encarregado de mostrar a sua vitalidade, adaptando-se às novas realidades.

Uma vez mais isso sucedeu com a televisão e sucede agora com a Internet. Aliás, é curioso este artigo, que mostra como Internet e rádio andam, afinal, de braços dados.

Tudo isto vem a propósito do artigo de Eduardo Cintra Torres no Público e sobre o qual Rogério Santos e Paula Cordeiro já se pronunciaram. Opiniões que subscrevo.

segunda-feira, novembro 09, 2009

O Muro de Berlim na RR

Que o futuro da rádio está na Internet parece já uma frase redutora de tão dita que tem sido. Mas a realidade portuguesa mostra-nos que, pelo menos no campo da informação, nem sempre esse discurso é acompanhado pelo investimento em recursos humanos, utilização de ferramentas ou até criatividade...

Não me parece ser o caso da Renascença que tem feito uma aposta muito séria na sua presença online.

A reportagem multimédia que assinala os 20 anos da queda do Muro de Berlim é disso um excelente exemplo.

Para ver Muro de Berlim 20 Anos

sexta-feira, novembro 06, 2009

Congresso online

Decorre entre os dias 12 e 19 de Novembro o IV Congreso de la Cibersociedad - Crisis Analógica, futuro digital, organizado pelo Observatorio para la Cibersociedad. O Congresso tema a particularidade de decorrer exclusivamente online.

Foram apresentadas 400 comunicações que já estão disponíveis.

Há algumas sobre rádio.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Práticas de gestão da rádio

Três autores da universidade de Sunderland escreveram um E-book sobre Práticas de Gestão da Rádio. O resultado é um extenso documento que vale a pena ler.

Numa primeira leitura retiro esta ideia interessante sobre a possibilidade das rádios passarem a emitir informação especializada e de acordo com a linha da emissora, em vez de insistirem em boletins de actualidade à hora certa. É uma ideia que fará sentido num contexto de fragmentação das audiências.

While a new service might not feel the urge to provide THE news each hour, listeners expect the radio station to be expert on its own particular field. Listeners to a jazz station could reasonably expect to be kept up-to-date with relevant gigs, new recordings, etc., while any community, local or regional service should strive to become essential listening for anyone wanting to know what is going on in their patch.

terça-feira, novembro 03, 2009

O programa do provedor e a Internet

Agrada-me o programa do provedor do Ouvinte da RDP.

Em comparação com o seu antecessor, José Nuno Martins, Adelino Gomes tem trazido à antena mais temas relacionados com o jornalismo radiofónico e isso, confesso, agrada-me bastante, sobretudo porque contribui para a abordagem de questões jornalísticas no contexto da rádio, que em Portugal pouca atenção têm merecido, até dos próprios jornalistas.

Há, no entanto, um aspecto que gostaria de ver alterado e que tem a ver com a disponibilização do programa do provedor na Internet. Com efeito, este só pode ser escutado via online depois de passar em todas as estações do universo da rádio pública. Ou seja, à terça-feira.

Não entendo.
A Internet é um canal do serviço público de rádio, tal como os restantes. Não é o outro canal. Se o programa está gravado porque não colocá-lo de imediato no site?

Não podemos negligenciar o facto de haver muitos ouvintes (certamente a maioria) que ouve a rádio pública pela via, digamos, tradicional, mas também não nos podemos esquecer que há cada vez mais ouvintes que escutam os programas através da net.

Disponibilizar o programa do Ouvinte no site, sem ter de esperar pela sua difusão em todos os canais da rádio seria, a meu ver, responder a um direito que todos os "ciber-ouvintes" têm de escutar a rádio pública quando e onde desejam, afinal duas vantagens da rádio online.

Aliás, a Internet parece de algum modo secundarizada neste aspecto. Se consultarmos o horário do programa na página do provedor não encontramos qualquer referência ao dia em que o espaço é disponibilizado online.

Vem tudo isto a propósito da intenção deste blogueiro em querer hoje deixar o link para o último programa do provedor, no qual Adelino Gomes abordou o tratamento jornalístico dado aos partidos nas últimas eleições, e não conseguir encontrar o dito programa. É que vale mesmo a pena ouvir.

segunda-feira, novembro 02, 2009

António Sérgio II

António Sérgio não era só um excelente autor de programas de rádio, nem uma voz única. António Sérgio era crítico da própria rádio. Era um observador atento do meio. Era um apaixonado pela rádio.

Do baú, encontrei esta entrevista dada à revista Única, em 2005.
Retiro alguns excertos:

"A rádio foi praticamente o único universo que conheci. (...) O meu pai foi convidado para fundar a Rádio Clube de Bié e, por causa dele, a minha mãe tornou-se locutora. Cresci nesse ambiente. Todo o meu tempo livre era passado ali."

"Mas há qualquer coisa de mágico neste meio. É tão mágico que até é um bocadinho trágico. Quando entro no programa, à meia noite, e me ligo à mesa através dos head-phones, entro na máquina e integro-me nela."

"Quando percebi o marasmo radiofónico que era Portugal, comecei a fazer tudo o que não se fazia em rádio em termos de divulgação musical(...)"

"Repare que são anos e anos a ouvir música e a estar sempre à procura de música nova. Portanto continuo à procura de alguma coisa que ainda me faça sentir um «clic»".

domingo, novembro 01, 2009

António Sérgio

É uma notícia que deixa todos os amantes da rádio muito tristes. António Sérgio fica na história da rádio como uma das melhores vozes de sempre. Aquelas noites à escuta da Hora do Lobo eram magníficas.
Tinha 59 anos.

Para ler mais aqui.

sexta-feira, outubro 30, 2009

Sugestão ou edição?

O que devem ser os espaços da rádio geralmente chamados de "revista de imprensa"?

A questão surge-me em boa parte devido às capas do "24 Horas" cujos temas terão certamente interesse para alguns, mas que estão claramente desadequados à linha editorial das principais emissoras de informação portuguesas.

Por exemplo, ouvir na Antena 1 ou TSF os amores e desamores das figuras públicas não se enquadra editorialmente naquelas emissoras. Nestas situações, a rádio serve unicamente para amplificar acontecimentos de interesse público pouco relevante. E fá-lo apenas porque vem estampado num jornal de cobertura nacional. Sem outra razão!!!

Este tipo de manchetes são lidas porque se encara as "revistas de imprensa" na rádio como um mero espaço de sugestão. E já agora de publicidade aos jornais.

A meu ver, as revistas de imprensa devem ser, à luz dos restantes momentos informativos da rádio, espaços editados e não apenas de exposição sem filtro das capas dos jornais.

Aliás, bem vistas as coisas, verificamos que a própria escolha dos jornais representa já uma acção do jornalista, uma vez que há jornais que são sempre lidos e outros que nunca o são.

Ou seja, se já existe edição ao nível da escolha dos jornais, não vejo razão para que as redacções não optem também por fazer essa selecção ao nível do conteúdo e, se preciso for, não incluir na revista de imprensa num determinado dia o jornal X ou Y, simplesmente porque os temas que escolheu para capa não têm interesse editorial.

segunda-feira, outubro 26, 2009

A função social das rádios locais

O programa "Bom Dia Tio João" completa 20 anos de existência na RBA, Bragança. Pode-se discutir o estilo, mas não se discutirá, certamente, a proximidade e interacção com os ouvintes.

Para ler aqui.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Audiências e investimento na rádio

Audiência acumulada de véspera das rádios portuguesas com mais informação sem grandes novidades. Já o investimento publicitário no meio rádio foi um dos que mais subiu em Setembro, quando comparado com o mês anterior.

sábado, outubro 17, 2009

Petição pela Noar

Já aqui tinha abordado o facto da Rádio Noar estar sem emitir noticiários aos fins-de-semana devido à redução de jornalistas. Agora circula pela net uma petição contestando a medida da administração da rádio que pertence ao grupo Lena também proprietário do jornal "i" e do Jornal do Centro de Viseu.

Lê-se na petição:

Desde o dia 26-09-2009 a Rádio NOAR, a emitir a partir da cidade de Viseu em 106.4 Fm ou www.radionoar.pt, deixou de informar os seus ouvintes aos fins-de-semana e feriados. É claro que, com a compra da Rádio NOAR pelo grupo Lena/Sojormedia, também proprietário do Jornal “i”, poucos, ou talvez ninguém, esperariam que tal fosse fosse acontecer.
(...)
Não vamos deixar morrer as notícias NOAR aos fins-de-semana e feriados! Só pedimos, como viseenses, que o grupo Lena/Sojormedia, proprietário da Rádio NOAR, não deixe morrer um projecto noticioso que muito orgulha a região de Viseu. Antes disso, que o faça crescer.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Entre a ameaça e a esperança

Dois textos (um deles uma notícia). O primeiro fala de 10 Hopeful Thoughts about the Future of Journalism o outro da ameaça que os novos meios representam para os media tradicionais e para os jornalistas que , diz a notícia, tendem a desaparecer.

A nova grelha do Rádio Clube

Da nova grelha do Rádio Clube, que arranca na próxima segunda-feira, sublinho a redução de duração do programa Minuto-a-Minuto, que era justamente a principal aposta informativa da estação. O programa passará a terminar às 10 horas da manhã, coincidindo, afinal de contas, com o que é feito nas outras rádios.

Temo que a medida prejudique aquele espaço que por várias vezes aqui elogiei, tratando-se, a meu ver, de um dos momentos mais apetecíveis da rádio portuguesa no que à informação diz respeito. Veremos, como funciona.

As horas até aqui ocupadas pelo Minuto-a-Minuto serão destinadas a um espaço musical, procurando responder a uma das principais críticas que eram feitas ao Rádio Clube: a de quase não passar música.

Vítor Moura, o director da estação, garantiu ao Meios e Publicidade que a nova grelha não implicará modificações no que respeita à principal aposta da estação, ou seja continuará a ser uma "rádio de palavra, muito focada na informação".

O Público também escreve sobre o assunto.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Ouvir e pensar a rádio

"A Rádio ouvida e pensada" é o título de livro de Vítor Soares que agora está disponível. Trata-se de um conjunto de textos nos quais o autor reflecte sobre o meio radiofónico.

domingo, outubro 04, 2009

Como re-inventar a rádio de informação

1 News is content (topical content with the power to connect with the listener)

2 Consider how news can contribute to your station’s success

3 Use news to get your station noticed

4 Define a unique brief for your news team

5 Resource to best deliver the news brief

6 Topical content can make money

7 Cultivate all rounders

8 Include journalists in station wide decisions

9 Invest in news but expect to return a profit

10 Give your news and topical content the big sell

O texto completo está aqui .

quarta-feira, setembro 30, 2009

Rádio Noar sem emissões ao fim-de-semana

A Rádio Noar, de Viseu, deixou de emitir aos fins-de-semana. A notícia vem no Diário de Notícias e dá conta de que tal se deveu ao despedimento de dois jornalistas. O jornal fala também de críticas feitas à rádio pelo presidente da câmara.

A notícia está aqui.

segunda-feira, setembro 28, 2009

As imagens da rádio na noite eleitoral

Destaco duas iniciativas levadas a cabo pela rádio na cobertura da noite eleitoral e ambas nos sites das emissoras.

A Antena 1, em conjunto com a RTP, voltou a apostar no Mobile Journalism (Mojo), desta vez envolvendo um maior número de recursos, depois de uma primeira experiência realizada nas europeias pelos jornalistas Rita Colaço e Paulo Nuno Vicente.





















A Antena 1 faz um balanço extremamente positivo da iniciativa revelando que a página foi visitada por mais de um milhão e meio de visitantes.

Por outro lado, merece referência a iniciativa da Renascença que, prosseguindo o seu objectivo de transformar o site numa webtv, resolveu fazer um directo "televisivo" da noite eleitoral.



São duas boas iniciativas que podem apontar caminhos para algumas ferramentas e práticas que o jornalismo virá, eventualmente, a utilizar com maior frequência numa plataforma online.

É claro que nesta fase estamos apenas a falar de experiências interessantes, pois há que aperfeiçoar métodos.

Por exemplo, no site da Renascença o que se viu foi verdadeiramente um directo de um programa de rádio. Ou seja, as câmaras estavam lá, mas os protagonistas (jornalistas e convidados em estúdio) fizeram de conta que elas efectivamente não estavam presentes (jornalistas que passam à frente da câmara, convidados que se despedem dos jornalistas em frente à câmara, etc). Mas valeu pela iniciativa.

No caso do mobile journalism da Antena 1 os problemas tiveram mais a ver com a qualidade (ou falta dela) de algumas imagens e sons. Questões que, julgo eu, de momento a tecnologia disponível não resolve.

Valeram as experiências

sexta-feira, setembro 25, 2009

Coisas interessantes da campanha na rádio

Na rádio:

Os Jornais de Campanha da Antena 1 com Maria Flôr Pedroso.
Os Fóruns da TSF com os líderes dos principais partidos.
O Bloco de Notas da Renascença.

Nos sites:
A visão histórica dos resultados das legislativas desde 1975 que a RTP/RDP disponibiliza.

A ideia do MOJO (Mobile Journalism) experimentada nas Europeias e agora levada novamente à prática.

A cobertura multiplataforma da Antena 1 (rádio hertziana, site, MOJO, Twitter, blogues)

A reiterada aposta numa linguagem multimédia nas peças da Renascença (presença de texto, som, fotografia e vídeo).

A campanha em imagens da Renascença.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Pequenos e grandes

A questão volta sempre à ordem do dia em altura de campanha eleitoral. Que cobertura noticiosa é (deve) dada aos chamados pequenos partidos?

Um olhar pela rádio, constatamos duas situações: a primeira que os pequenos partidos são tratados sobretudo com o recurso à entrevista, que tem fundamentalmente o objectivo de dar a conhecer as principais ideias sobre alguns temas. A segunda, que os pequenos partidos aparecem nas notícias apenas quando quebram a rotina.

Em relação a este segundo aspecto, vale a pena recordar o que nos dizem Harvey Molotoch e Marilyn Lester sobre o acesso aos media. Os autores estabelecem três níveis de acesso aos meios de comunicação social.

Recordo dois deles:
“Habitual” quando as práticas de um indivíduo, ou grupo, que ocupa determinada posição coincidem com a produção dos media, conduzindo a que as suas práticas sejam frequentemente noticiadas e “Disruptivo”, quando indivíduos ou grupos para verem as suas realizações nos media, necessitam de perturbar a ordem gerando a surpresa, agitação ou choque.

Ou seja, ou os pequenos partidos irrompem com acções sensacionais, inéditas ou pouco esperadas ou não são notícia. Deste ponto de vista, há que admitir alguma razão aos partidos com menor expressão quando se queixam do tratamento que os media lhes dão, pois na realidade a presença de noticias sobre os seus actos de campanha nos principais espaços informativos da rádio é pouco menos que nula.

Aliás, não deixa de ser curioso verificar que uma das poucas vezes que um pequeno partido (neste caso movimento) apareceu nos principais noticiários da rádio portuguesa foi justamente a propósito das várias acções de contestação levadas a cabo pelo MMS devido, no entendimento do movimento, à falta de equidade no tratamento noticioso.
Tudo o resto que se tem ouvido é atirado, normalmente, para os tais espaços de entrevista (que é pela sua natureza, pontual) ou para os jornais de campanha da rádio, emitidos fora do horário nobre.

Há aqui uma certa, e inevitável, comparação (provocatória, admito). É que, o jornalismo político (pelo menos aquele que se faz em altura de campanha) está mais parecido com o “jornalismo de futebol”. No mundo da bola, por mais que um pequeno clube tenha bons jogadores, ganhe jogos, etc, só será notícia se jogar contra um grande ou se houver salários em atraso. Já no caso dos grandes clubes, bastará um treino bem “esgalhado” para abrir noticiários.

O problema é que o jogo da política não é o mesmo do futebol e deste ponto de vista seria preciso que o jornalismo procurasse uma intervenção mais abrangente e plural, começando, por exemplo, pela multiplicidade de plataformas de que dispõe para o fazer.

Se olharmos para os sites das rádios portuguesas não nos restarão dúvidas de que a diferença, em relação à rádio, do tratamento noticioso nesta matéria se resume à diversidade do uso de ferramentas expressivas que, naturalmente, não existem na rádio dita tradicional (vídeos, fotos, infografias, etc).

O conteúdo dos sites é, com honrosas e raras excepções, o mesmo da rádio e por isso quem aparece nas notícias da versão digital já apareceu ou vai aparecer na hertziana e ainda por cima a dizer as mesmas coisas.

terça-feira, setembro 22, 2009

TSF não passa na RTP?!!

Estranho. No mínimo estranho.

Via A Rádio em Portugal

Super FM já emite

A Super FM começou ontem a emitir em 104.8, regressando assim à Grande Lisboa.

E sobre as notícias (ouvi a síntese das 12h25)? Não sendo o objectivo da rádio, seria de esperar (e confirmou-se) peças curtas, sobre a agenda do dia, sem grandes novidades e sem informação local. Mas não será para ouvir notícias que se sintoniza a Super.

Uma visita ao site permite tirar duas (precipitadas) conclusões: que a aposta nas redes sociais é um forte investimento da rádio e que este é apenas um projecto de um futuro site a sério.

Mais sobre a Super FM . E também aqui.

domingo, setembro 20, 2009

Mais um prémio para o jornalismo radiofónico

A reportagem radiofónica recebeu mais um prémio. Desta vez foi o trabalho de José Milheiro intitulado "Ideias de futuro".

Registo o facto da reportagem de rádio continuar a ser o principal veiculo de promoção do jornalismo radiofónico com a obtenção de vários prémios. Neste campo, a TSF tem-se destacado, mas é também justo sublinhar o esforço que a Antena 1 tem feito nos últimos tempos para a realização de mais trabalhos de fundo.

A reportagem agora premiada pode ser escutada aqui.

Gerações e os media online

Paula Cordeiro levou a cabo um estudo intitulado "Gerações e os media online". No seu blogue deixou algumas das conclusões a que chegou.
Para ver aqui.

Propostas de programas para a Zero

A webradio Zero está a aceitar propostas de programas.

No comunicado que recebi lê-se o seguinte:

A Rádio Zero abriu a época de recepção de maquetes para a escolha de novos programas para a grelha de programação. Qualquer ideia é válida, qualquer programa pode ser feito.

A Rádio Zero é uma rádio baseada em Lisboa, com emissão via web e é uma das fundadoras da rede internacional de rádios RADIA. Tem como objectivos divulgar e promover a exploração do suporte rádio enquanto conteúdo, forma e/ou tecnologia, privilegiando abordagens não ortodoxas e de autor.

Valorizamos o experimentalismo, a originalidade e, acima de tudo, o livre pensamento!

Se tens ideias para montar um programa de rádio, faz da Zero a tua oficina!


As propostas devem ser enviadas para o seguinte mail: programacao@radiozero.pt

terça-feira, setembro 08, 2009

tsf.pt com mais utilizadores


O site da TSF foi o mais visitado no primeiro semestre de 2009, de acordo com a Marktest.

O estudo Netpanel revela-nos que o sítio online da rádio informativa foi o que naquele período registou mais utilizadores únicos e mais tempo despendido na consulta do site. Por sua vez, o site da RFM foi aquele em que se registou o maior número de páginas consultadas.

Entre os sites de rádios com maior aposta na informação, sublinho o site da Renascença (3º com mais utilizadores únicos) e o Rádio Clube (o 8º com mais utilizadores únicos).

Em termos globais o número de utilizadores únicos de sites de rádios portugueses oscilou entre os 604000 de Maio e os 710000 de Abril.

segunda-feira, setembro 07, 2009

20 Anos de Rádios Locais: O argumento da informação (V)

As rádios locais portuguesas começaram a emitir há 20 anos, em 1989, na sequência de um processo legislativo concluído no final de 1988. A liberalização do sector da rádio em Portugal modificou por completo a paisagem radiofónica portuguesa. O Rádio e Jornalismo está a publicar um conjunto de posts sobre a radiodifusão local, com especial enfoque na realidade portuguesa.

As rádios piratas portuguesas, sobretudo pela sua expressão quantitativa, modificaram o jornalismo radiofónico português a vários níveis.
Em primeiro lugar contribuíram, pelo menos no início, para o exercício de um jornalismo de proximidade, trazendo para o cenário radiofónico um olhar sobre os pequenos problemas locais das populações, bem como novos protagonistas que eram frequentemente esquecidos pelas principais rádios do país.
Em segundo lugar, foi no seio das rádios piratas que nasceram bons projectos de jornalismo radiofónico, dos quais se destaca naturalmente a TSF.
As rádios locais constituíram-se como verdadeiras escolas práticas de jornalismo radiofónico espalhadas por todo o país. Foi nas rádios locais que nasceram para a profissão vários jornalistas que mais tarde integrariam as redacções das principais emissoras nacionais.
As emissoras locais utilizaram a informação como um argumento importante para se afirmarem no cenário da radiodifusão portuguesa. Aliás, por várias vezes a prática de um jornalismo de proximidade foi o argumento invocado para pressionar o governo no sentido de obter a desejada legalização.
As rádios piratas seguiram, desde o início, a ideia de que teriam de oferecer serviços de informação local sobre as comunidades onde se inseriam. Mas, apesar da boa vontade, a verdade é que a maior parte das rádios locais portuguesas no período da clandestinidade não apresentava as condições mínimas para o exercício do jornalismo. Poucos são os exemplos de emissoras que colocavam regularmente no ar noticiários. Não o faziam, normalmente, devido à falta de recursos humanos.
Em 1987, das 126 rádios locais referenciadas no estudo do jornal Expresso, 20 não tinham redacção, 59 possuíam, mas não eram compostas por jornalistas profissionais e só 47 redacções de emissoras locais eram coordenadas por jornalistas.
Um dos sectores da informação que mais sobressaiu com o aparecimento das rádios locais foi o desporto local. Foi notório o investimento nesta área, pois tratava-se de um campo pelo qual dificilmente as emissoras nacionais se interessariam. Muitas estações locais passaram a cobrir com regularidade os acontecimentos desportivos da sua área.
De principal argumento quando foi preciso obter a legalização, a informação nas rádios locais portuguesas passou para um plano secundário e nalguns casos (infelizmente não tão raros) deixou pura e simplesmente de existir.

quinta-feira, setembro 03, 2009

O prontuário sonoro da RDP

É sem dúvida uma ideia que merece o meu aplauso: a RDP está a aplicar um Prontuário Sonoro.

A iniciativa, que de momento é acessível apenas aos jornalistas da RDP através da intranet, partiu do fundador do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, José Mário Costa e está a ser colocada em prática por João Alferes Gonçalves e Eduardo Oliveira e Silva. Adelino Gomes, provedor do Ouvinte, dedicará o programa de amanhã Em Nome do Ouvinte ao tema.

Trata-se, efectivamente, de uma excelente ideia que permitirá, espera-se, uniformizar a forma como se pronunciam determinadas palavras na rádio pública.

De facto, há algo que me tem feito alguma confusão na rádio portuguesa: são raros os documentos contendo regras internas como estatutos editoriais, livros de estilo, formas próprias de construção das notícias, entre outros. Também por isso, este Prontuário é muito bem vindo.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Rádio Futura

A Rádio Futura é uma iniciativa que a Rádio Zero levará a cabo entre 14 e 17 de Outubro no Festival Future Places, no Porto.

Lê-se no site da iniciativa:

O estilo de rádio criativo, independente e aberto tem maioritariamente estado ausente de Portugal desde a explosão das rádios piratas nos anos 80. A Radio Futura não é no entanto um exercício de revivalismo, mas quer antes mostrar essa rádio ausente, um meio a ser explorado e usado para fins artísticos e culturais, um instrumento de proximidade e aproximação.

Para isso, os organizadores aceitaram propostas de programas de rádio que deverão ser emitidos durante a iniciativa através do stream da Rádio Zero e, eventualmente, de uma frequência temporária em FM.

terça-feira, setembro 01, 2009

A gripe A e a II guerra mundial

Duas boas iniciativas da rádio de hoje:

A Conferência Internacional «Gripe A: Informar para Agir» que a TSF promove em conjunto com a Direcção Geral de Saúde. Emissão de "serviço público" como Manuel Vilas-Boas fez questão de iniciar a sua intervenção no noticiário das 10 da manhã.

E o destaque que a Renascença está a dar à efeméride que assinala os 70 anos do início da II Guerra Mundial. No site da emissora católica estão dois trabalhos ( texto e em vídeo) que interessa ver e que pretendem lançar um olhar sobre a rádio naquele conflito.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Super FM regressa em Setembro

Segundo a Meios e Publicidade, a Super FM iniciará as suas emissões a partir do próximo mês, utilizando a frequência de 104.8, antes atribuída à ECO FM, uma rádio local de Alcochete.
Sobre a Super FM já aqui escrevi.

sexta-feira, julho 31, 2009

quinta-feira, julho 30, 2009

Os novos tempos da informação !!!

Ora aqui está alguém que não usa as palavras "notícias" nem "jornalismo" e que se informa através do twitter!!!!

O editor da Wired, Chris Anderson, em entrevista.

quarta-feira, julho 29, 2009

Vítor Moura dirige Rádio Clube

Há mais novidades no Rádio Clube: Vítor Moura, que apresentava o Grande Jornal à hora do almoço, passa a assumir a direcção da estação e Miguel Gil, administrador da Media Capital, nega que o Rádio Clube vá mudar o seu formato, passando a dar mais peso aos conteúdos musicais.

terça-feira, julho 28, 2009

NPR com novo site

A National Public Radio renovou o seu site.

Está mais atraente do ponto de vista gráfico, mais moderno e de fácil consulta.

Quero assinalar duas opções da NPR que me parecem acertadas e que não vejo na maior parte dos sites de rádios de informação em Portugal.

Em primeiro lugar uma aposta na interactividade com os cibernautas permitindo, por exemplo, que as notícias possam ser comentadas.

Em segundo lugar, uma visão que, se considerarmos as visões mais apaixonadas sobre a relação entre rádio e Internet, me parece arrojada. A NPR não faz vídeos só porque sim. A aposta da emissora é no som, mesmo no site, e isso parece-me relevante. Não que o vídeo não seja importante, mas é melhor não o fazer do que fazê-lo só porque está na moda.

Para ler sobre as alterações no site da NPR:

Vivian Schiller à Newsweek: Radio is our core, our heart and soul. It's where most of our audience is. But we have to make sure that we serve the audience wherever they want it. Of course, there's traditional radio with massive, massive audience. But where else is audio listening going? We need to own that space. We're the No. 1 most downloaded podcast in news and information.

Nota da NPR: On the new site, you should find it easier to combine listening and reading, to follow breaking news, to comment on our work and share it, and easier to find programming from your NPR station.

segunda-feira, julho 27, 2009

Osório sai do Rádio Clube

Luís Osório deixa o Rádio Clube.

Não se pode dizer que seja uma medida inesperada. As audiências do Rádio Clube nunca foram as desejadas (e prometidas por Osório) e mais grave ainda, a rádio esteve sempre inconstante no que diz respeito à definição de uma programação.

Com excepção das manhãs informativas, a programação do Rádio Clube andou desde 2007 sempre à procura do melhor modelo.

Dois anos e meio mostraram que o projecto não era assim tão sólido como se poderia pensar motivando a saída de várias apostas da estação (Adelino Faria, Ana Sousa Dias, Artur Cassiano são alguns exemplos).

Aguardemos, pois, por mais desenvolvimentos.

A saída de Osório no Público.

Ecos da Super (IV)

As rádios locais portuguesas começaram a emitir há 20 anos, em 1989, na sequência de um processo legislativo concluído no final de 1988. A liberalização do sector da rádio em Portugal modificou por completo a paisagem radiofónica portuguesa. O Rádio e Jornalismo está a publicar um conjunto de posts sobre a radiodifusão local, com especial enfoque na realidade portuguesa.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social aprovou a alteração da denominação da Rádio Eco, que agora passa a chamar-se Super FM.

Já há algum tempo que não dava por uma notícia destas que significa o fim de mais uma rádio local na Grande Lisboa.

Esta alteração representa o regresso às proximidades de Lisboa de uma rádio que originalmente começou por emitir nos anos 90 no Montijo e que assentava numa programação de música Rock. Passou depois por algumas mudanças que implicaram a sua ida para o Algarve, depois para o Barreiro (embora com estúdios nas Amoreiras, em Lisboa).

Agora regressa a Lisboa ocupando uma frequência (a única existente) no concelho de Alcochete.

O que mais me interessa neste caso, como noutros, é o caminho (inevitável ?!!) que as rádios locais portuguesas estão a tomar, desvirtuando-se de forma clara dos seus princípios: proximidade com as comunidades onde estão inseridas.

De facto, ninguém acredita que a Super FM, com uma programação estereotipada e assente em êxitos músicais, vá ter como preocupação "a produção e difusão de uma programação destinada especificamente à audiência do espaço geográfico a que corresponde a licença ou autorização"(lei da Rádio, artº 9, ponto 2).

É que, utilizando a única frequência de Alcochete, a Super FM será necessariamente classificada como rádio generalista local (Lei da Rádio, artº 27) e assim obrigada a difundir serviços noticiosos respeitantes à sua área geográfica (lei da rádio, artº 39).
Aguardemos, pois!

É claro que este é mais um exemplo de como o conceito de rádios locais em Portugal faliu. Se é verdade que a Super FM, regressando à Grande Lisboa, será obrigada por lei a cumprir disposições que nada têm a ver com os seus objectivos e que deste modo se perde um meio de comunicação local, não é menos verdade que a situação da Rádio Eco era insustentável há pelo menos cinco ou seis anos e que este cenário (ou outro ainda pior) seria inevitável.

Na Margem Sul do Tejo, para além de Alcochete, também Palmela, Barreiro, Almada e Moita deixaram de ter rádios locais pois nas suas frequências estão a ser emitidas rádios com outros objectivos.

Na mesma área geográfica restam: Rádio Popular FM (Montijo); Rádio Baia e RDS (Seixal) e Rádio Santiago (Sesimbra). A Pal FM (em Palmela) emite durante algumas horas a Rádio SIM (da Renascença).

quinta-feira, julho 23, 2009

E quando a marca nos troca as voltas...

Do ponto de vista das notícias que passam na rádio, um dos aspectos que acho mais interessantes na relação entre a rádio e a sua presença na net, é a questão relacionada com "o que é notícia?"

Em tempos, um professor meu dizia que a rádio não tem faits-divers. O que pretendia dizer é que o tempo em rádio é escasso e que por essa razão, a tendência era para condensar a informação em 10 ou 15 minutos e que por isso as "coisas menores", "o engraçadito" não cabiam na rádio. Até porque a rádio não tem imagem e muitos desses "happenings" vivem, sabemos bem, da força da sua imagem.

E com a net?

A imagem passou a fazer parte do universo expressivo dos jornalistas das empresas radiofónicas. Que implicações tem isso? Muitas, uma delas é que passámos a ver coisas nos sites das rádios que não esperamos escutar na rádio.

Por exemplo, uma notícia sobre um cowboy nú que quer ganhar Nova Iorque.

Relevante? Duvido. A TSF, como os apaniguados da convergência gostam de sublinhar, é uma marca e como tal transmite-nos uma determinada imagem. E esta notícia, como outras que surgem no espaço de vídeo do site da TSF, dificilmente entraria num noticiário da rádio.

segunda-feira, julho 20, 2009

Doutoramentos sobre a rádio portuguesa

Lista de teses de doutoramento sobre a rádio portuguesa:


WEIGELT, Diego (2016) A rádio e os jovens na cultura contemporânea: usos e hábitos em Portugal e Brasil. UNL.

Carvalho, Paulo Cezar Lepetri (2015)  “A Radiodifusão no Brasil e em Portugal e a invasão dos brasucas: uma nova linguagem”.  Universidade do Minho.

DAVID, Maria Inês Pereira Torcato (2015) "On and off air: an ethnographic exploration of minority radio in Portugal". Universidade Nova de Lisboa

GUIMARÃES, Valquíria (2015) "A Contribuição da Rádio para o desenvolvimento da Cidadania: um estudo comparado da atuação de rádios do Brasil e de Portugal (2011-2012)". UNL.

PORTELA, Pedro (2015) "A Voz do Utilizador na Mediamorfose da Rádio: A Interactividade e os Consumos Radiofónicos no início do século XXI". Universidade do Minho.

SANTOS, Susana (2012) "O processo de liberalização das emissões de rádio em Portugal entre estado, igreja católica e mercado". ISCTE.

REIS, Isabel (2011) "O Áudio no Jornalismo Radiofónico na Internet". Universidade do Minho.

SANTOS, Sílvio (2011) "Serviço Público de Radiodifusão em Portugal: do controlo ideológico ao fim da representatividade social". Universidade de Coimbra.

MOURA, Fernando (2010) A Construção da Identidade de uma comunidade imigrante portuguesa na Argentina (Escobar) e a comunicação social". Universidade Nova de Lisboa.

RIBEIRO, Nelson (2009) "Radio broadcasting in Portugal during War II". Universidade de Lincoln.

BONIXE, Luís (2009) "A Informação Radiofónica: rotinas e valores-notícia da reprodução da realidade na rádio portuguesa. A Internet como cenário emergente". Universidade Nova de Lisboa.

MENEZES, João Paulo (2008) “O consumo activo dos novos utilizadores na Internet: ameaças e oportunidades para a rádio musical (digitalizada)”. Universidad de Vigo.

CORDEIRO, Paula (2007) "Estratégias de programação na rádio em Portugal: o caso da RFM na transição para o digital". Universidade Nova de Lisboa.

REIS, Filipe (2006) "Comunidades radiofónicas: um estudo etnográfico sobre a radiodifusão local em Portugal". ISCTE.

MELO, Rui de. "O Digital Audio Broadcasting e as implicações nos conteúdos radiofónicos". Universidad Pontificia de Salamanca. Publicado pela Universidade Fernando Pessoa sob o título "A Rádio e a Sociedade de Informação" (2001).

MEDITSCH, Eduardo (1996) "A especificidade do rádio informativo: um estudo da construção, discurso e objectivação da informação jornalística no rádio, a partir de emissoras especializadas de Portugal e do Brasil em meados da década de 90". Universidade Nova de Lisboa - Publicada pela Minerva (1998) sob o título "A Rádio na Era da Informação".

Tese de doutoramento em rádo

Nelson Ribeiro defendeu no dia 16 na Universidade de Lincoln a sua tese de doutoramento intitulada "Radio broadcasting in Portugal during War II".

O autor, que é o director de programas da Renascença, explica aqui quais são os principais objectivos do seu trabalho.

Via Indústrias Culturais.

quarta-feira, julho 15, 2009

A voz da economia

Os jornais radiofónicos de economia (e suas variações: negócios, financeiros, etc) são em regra pouco atractivos do ponto de vista da expressividade radiofónica. Raramente há sons de protagonistas, os géneros utilizados são quase sempre os mesmos e as notícias resumem-se, em muitos casos, a informações das empresas e dos grandes negócios.

Aliás, é estranho que, tendo a temática "economia" cada vez mais peso nas notícias, o número de jornalistas da rádio portuguesa ocupados em exclusivo dessa área seja, por vezes, resídual.

É preciso ir um pouco mais longe.

Lembrei-me disto depois de ouvir esta manhã o Negócios e Empresas da TSF. Não sei se foi um acaso, ou se a agenda do dia o proporcionou,mas as notícias foram complementadas com sons dos protagonistas e houve peças com desenvolvimento dado por um segundo jornalista, aproveitando o "jogo de vozes" que a rádio pode proporcionar.

O conteúdo até pode ser o mesmo mas assim, em rádio, funciona muito melhor.

sábado, julho 11, 2009

Sobre o jornalismo radiofónico

Algumas leituras:


- BOURGADE, Frédéric (2006), L’Info Rádio … Recto Verso, Paris: L’ Harmattan

- CEBRIÁN HERREROS, Mariano (1992), Generos Informativos Audiovisuales, Madrid: Editorial Ciencia.

- CROOK, Tim (1998), International Radio Journalism, Routledge: New York.

- FAUS BELAU, Angel (1981), La Radio – Introduccion a un Medio Desconocido, Madrid: Editorial Latina.

- GOLDING, Peter & ELLIOT, Phillip (1979), Making the News, London: Longman.

- MARTINEZ-COSTA, Maria del Pilar (2002), “El proceso de escritura de la información radiofónica”, in MARTINEZ-COSTA, Maria del Pilar (coord.), Información Radiofónica, Barcelona: Ariel, pp. 97-120.

- MERAYO PÉREZ, Arturo(2002), “La Construcción del relato informativo radiofónico”, in MARTINEZ-COSTA, Maria del Pilar (coord.), Información Radiofónica, Barcelona: Ariel, pp. 59-96.

- SOENGAS, Xosé (2003), Informativos Radiofónicos, Madrid: Cátedra.

- STEPHENS, Mitchell (1980), Broadcast News - Radio Journalism and an Introduction to television, New York: Holt, Rinehart and Winston.

- VILLAFAÑÉ, J. et al. (1987), Fabricar Noticias – las rutinas productivas en radio y televisión, Barcelona: Editorial Mitre.

E sobre o caso português:

- CASSIANO, Artur (2005), “Time-Setting: Estudo de Caso sobre a TSF Rádio-Notícias”, in CARDOSO, Gustavo e ESPANHA, Rita (Orgs.), Comunicação e Jornalismo na Era da Informação, Lisboa: Campo das Letras, pp. 273-302.

- GONÇALVES, Rui Fernando Mendes (1999), Jornalismo e Valores. O Projecto Informativo TSF-Rádio Jornal (1988-1993), Lisboa: Edinova.

- MEDITSCH, Eduardo (1999), A Rádio na Era da Informação, Coimbra: Minerva.

- MENESES, João Paulo (2003), Tudo o Que se Passa na TSF, Porto: Jornal de Notícias.

- PROENÇA, Luís (2005), “A rádio porta-estandarte: a TSF e o pós-referendo em Timor Leste”, in CARDOSO, Gustavo e ESPANHA, Rita (Orgs.), Comunicação e Jornalismo na Era da Informação, Lisboa: Campo das Letras, pp. 237-271.

terça-feira, julho 07, 2009

Rádios livres – a tipologia de Cazenave (III)

As rádios locais portuguesas começaram a emitir há 20 anos, em 1989, na sequência de um processo legislativo concluído no final de 1988. A liberalização do sector da rádio em Portugal modificou por completo a paisagem radiofónica portuguesa. O Rádio e Jornalismo está a publicar um conjunto de posts sobre a radiodifusão local, com especial enfoque na realidade portuguesa.

A Europa viu nascer um sem-número de rádios piratas a partir da década de 60, cenário que se prolongou nos anos seguintes. Em Itália, Espanha, Portugal (já no final dos anos 70) e em França, o fenómeno atingiu um nível que deve ser assinalado porquanto acarretou consequências ao nível social, cultural e político.
O entusiasmo verificado impede o rigor na determinação do número de rádios livres surgidas na Europa. Uma certa anarquia do movimento impossibilita uma caracterização concreta dos vários projectos criados.

François Cazenave, no seu livro Les Radios Libres, de 1984, propõe uma tipologia a partir do caso francês, mas que, com as devidas adaptações, pode enquadrar também os vários cenários europeus.

Cazenave sublinhou o carácter de passa-palavra (porte-parole) das rádios livres. E, com base nesse pressuposto, determinou a seguinte tipologia das rádios livres francesas:

- Rádios passa-palavra das lutas sociais: aquelas que apareceram ligadas a grupos com determinados interesses, desde a luta dos homossexuais, dos emigrantes ou dos ecologistas.

- Rádios passa-palavra de lutas políticas: Foram as que apareceram em maior número em França. Cazenave adverte que se tratam de estações que podem ter uma vida efémera e que isso torna difícil determinar com exactidão o seu número, a sua audiência e a duração das suas emissões. O exemplo dado pelo autor é o da Rádio Sorbonne que foi criada por estudantes universitários em Maio de 1968 e que servia para difundir a voz dos alunos. O autor enquadra ainda nesta categoria as rádios livres ligadas a grupos de ecologistas, que utilizam o meio radiofónico para mobilizar militantes, por exemplo na luta contra a proliferação de centrais nucleares. A rádio mais conhecida e que se pode enquadrar nesta classificação é a Rádio- Verte-Fessenheim, na Álsácia francesa. Em França surgiram ainda rádios eleitorais, que apareceram em 1979 aquando das eleições para o Parlamento Europeu. Esta emissora servia para que os pequenos partidos se pudessem expressar. Não faltam ainda rádios ligadas ao partido socialista, ao comunista e a uma ala apelidada de “giscardienne”.

- Rádio pela rádio. Esta terceira categoria engloba, segundo o autor, todas as emissoras que se dedicam quase em exclusivo a passar música. Aparentemente, nada move os criadores destas rádios a não ser o prazer de fazer mais uma rádio. O conteúdo da sua programação é ocupado 100% por música. Seja ela jazz, pop ou outro estilo musical qualquer. O que interessa verdadeiramente é passar música.

terça-feira, junho 30, 2009

Três momentos das notícias em rr.pt

Primeiro momento – Antes da “Boa Onda da Rádio”. As notícias da Renascença têm presença na net recorrendo ao texto, a algumas fotos e sons. O site é aproveitado para propor dossiers temáticos, como é o caso daquele que aparece na imagem, sobre a morte do Papa João Paulo II.
















Um segundo momento marca uma viragem significativa no que diz respeito à política informativa da estação. A “Boa Onda da Rádio” representou uma clara aposta no online e menor investimento no campo da informação na emissão tradicional. Nesta fase, a RR foi pioneira na introdução de algumas funcionalidades aplicadas às notícias disponibilizadas em sites da rádio. O uso do vídeo, com produção própria, passou a ser mais frequente bem como a utilização da infografia animada. Foi também nesta fase que a componente multimédia no seio da redacção da RR cresceu mais e foi lançado outro projecto inédito em Portugal: o jornal em pdf “Página Um”.













Por fim, um terceiro momento que teve início recentemente com a reformulação do site da Renascença. Diria que se trata de um aperfeiçoamento da “Boa Onda da Rádio” no qual é visível uma ainda maior aposta no vídeo e a reformulação de espaços de Opinião, por exemplo.
Registo o passo dado pela RR em matéria de interacção com os utilizadores.
Já é possível comentar as notícias e, em alguns textos disponibilizados no site, os utilizadores podem contactar com os jornalistas de forma personalizada. Não sucede em todos e em particular (o que me parece pouco coerente) não acontece em relação à opinião, justamente o campo mais susceptível de gerar debate.
Curioso é verificar que remodelação após remodelação dos sites, as rádios continuam sem aderir à “moda” do Jornalismo do Cidadão, precisamente uma das bandeiras de outros media com presença na net.


sexta-feira, junho 26, 2009

Jackson

Invariavelmente, os noticiários da manhã das rádios abriram e destacaram a morte de Michael Jackson. O acontecimento proporcionou momentos diferentes nos noticários da rádio: uma natural maior presença da música, menor diversidade temática (Jackson eclipsou o resto da actualidade), maior presença do comentário (o recurso a críticos de música foi utilizado pela Antena 1, TSF e RR).

Globalmente, o acontecimento foi tratado do mesmo modo: a notícia do sucedido(Jackson morreu); a vida polémica (acusação de pedofilia); o sucesso comercial (milhões de discos vendidos) e as reacções à morte.

Nos sites, o tema merece igualmente atenção nesta manhã. Mais pobre o tratamento no Rádio Clube (destaque na home e ligação para três vídeos do You Tube) e na Antena 1 (notícia da Lusa e som da rádio). Mais rico na TSF (Texto, foto, sons do jornalista autor da peça e de críticos embora já tudo tenha sido emitido na rádio, vídeo do You Tube) e na RR (sons da rádio, vídeo do You Tube, e texto mais atractivo com o destaque de citações que é agora prática da RR desde a recente refornulação do site).

Interessante o recurso ao You Tube como solução de última hora nos sites. O acontecimento proporcionava isso.

terça-feira, junho 23, 2009

As notícias na rádio portuguesa

Defendi no dia 22 de Junho a minha tese de doutoramento. O trabalho tem por título "A Informação Radiofónica: rotinas e valores-notícia da reprodução da realidade na rádio portuguesa. A Internet como cenário emergente" e nele analiso as notícias na rádio procurando a sua compreensão a partir de dois quadros teóricos de referência.

Por um lado, a questão das notícias enquanto construção social da realidade e por outro relacionando esta construção com a expressividade sonora da rádio.
Ou seja, a hipótese colocada foi a de que a rádio, com as suas características enquanto meio de comunicação social, nos dá uma determinada percepção do Mundo, uma vez que as suas especificidades condicionam as opções editoriais dos jornalistas em relação à cobertura temática, à presença de protagonistas e a estratégias de valorização da informação.

O meu estudo passou pela análise de conteúdo das peças jornalísticas emitidas nos noticiários das 9 horas das três principais rádios de informação em Portugal: TSF, Antena 1 e RR e são estes alguns dos dados apurados:

a)Predomínio dos temas de política nas três emissoras estudadas;
b) Predomínio do recurso aos protagonistas com voz nas notícias oriundos do mundo da política e do sindicalismo;
c)Tratamento da informação na rádio portuguesa de acordo com a visão da esfera de decisão. Reduzida presença dos cidadãos nas notícias e circunscrita ao desempenho dos papéis de “vítima” ou “testemunha”.
d)Organização da redacção e rotinas produtivas dos jornalistas orientadas em função do acompanhamento do “dia noticioso” e determinadas pelas características do meio rádio;
e)Contexto de concorrência entre rádios, com expressão prática na uniformização dos principais temas difundidos pelas três emissoras.


No meu estudo tentei igualmente perceber qual a relação entre as notícias emitidas nos noticiários da rádio dita tradicional e as que são disponibilizadas nos sites da Antena 1, TSF e RR.
Em relação a esta matéria, destaco os seguintes aspectos:


a)Os sites dependem da matéria noticiosa inicialmente difundida nos noticiários da rádio, em particular no que diz respeito aos temas abordados e aos protagonistas das notícias;
b)Os sites apresentam, no entanto, um tratamento das notícias distinto daquele que é feito na rádio. Ou seja, apesar dos temas e dos protagonistas das notícias serem os mesmos da rádio, os sites apresentam a informação recorrendo a recursos expressivos (fotografia, vídeos, hiperligações, etc) que não fazem parte da rádio tradicional (que vive só do som).
c)Dinamismo dos sites das rádios TSF, RR e Antena 1 consubstanciado na reformulação das páginas e introdução de novas ferramentas. (ex: entre 2006 e 2008, RR e TSF reformularam os seus sites. Já em 2009 Antena 1 e RR levaram a cabo profundas modificações)

Outras teses de doutoramento sobre a rádio portuguesa.

quinta-feira, junho 18, 2009

A propósito do Irão...

... o renovado site da Renascença disponibiliza alguns trabalhos sobre o Irão da autoria do jornalista José Pedro Frazão. Aqui e também aqui

terça-feira, junho 16, 2009

Os Filhos da Solidão

Mesmo sem o prémio era já uma reportagem a não perder. Os Filhos da Solidão, de Ana Catarina Santos e Mésicles Helin é um excelente trabalho jornalístico de rádio, daqueles que apetece ouvir e voltar a ouvir.

Com este trabalho, Ana Catarina Santos sublinha, a meu ver, um estilo próprio que aplica muito bem nos seus trabalhos de reportagem na rádio. Gosto de escutar, de vez em quando, uma outra reportagem, também premiada, da mesma autora, sobre o ensino recorrente numa localidade do interior do Alentejo. Já lá vão uns anitos... mas é interessante observar os sons, a locução e a ilustração que os testemunhos emprestam ao trabalho.

Parabéns aos autores.

A reportagem agora premiada pela AMI está aqui: Os Filhos da Solidão

segunda-feira, junho 15, 2009

RR com novo site

A Renascença renovou o site.
É preciso navegar mais para perceber melhor as diferenças, mas há claras modificações ao nível do grafismo e do multimédia, campo no qual, aliás, a RR tinha já uma presença forte se comparada com outros sítios de rádios informativas.

O que há de novo segundo a própria Renascença.

Hei-de voltar ao tema.

quinta-feira, junho 11, 2009

Novo site da Europa-Lisboa

A Rádio Europa Lisboa renovou o seu site.
Quem o visita encontra um sítio que não vai ao encontro daquilo que tem sido o modelo seguido por outras rádios portuguesas. O site está diferente e a meu ver não potencia a presença da rádio na net. Predomina a palavra escrita, não encontramos sons, vídeos, imagens...

O site da Europa Lisboa é sobretudo de promoção da própria rádio e dos programas que nela passam. Há alguns podcasts e ligações várias. por exemplo para blogues.

Como este é um blogue que pretende olhar sobretudo para a vertente informativa da rádio (e do seu prolongamento nos sites) destaco dois aspectos que me parecem relevantes e pouco comuns nos sites das rádios portuguesa no que à informação diz respeito. O primeiro é a existência de e-mails dos próprios jornalistas permitindo deste modo que os possamos contactar directamente e não para um mail geral da redacção ou da direcção. O seu aspecto parece-me verdadeiramente excepcional: a Rádio Europa disponibiliza o seu Estatuto Editorial.

quarta-feira, junho 03, 2009

Reestruturação na TSF

De acordo com o Meios e Publicidade aproxima-se um período de reestruturação na TSF que pode implicar a redução de postos de trabalho.

terça-feira, junho 02, 2009

O tempo da notícia

Tivesse o segundo caso de gripe A em Portugal sido confirmado há três ou quatro semanas e não haveria noticiário que não abrisse com o tema, fórum que não discutisse o que o vírus anda a fazer, especialistas que não interviessem com prós e contras.

Assim, a divulgação da confirmação pela ministra, ontem, mereceu a presença da notícia, provavelmente mais adequada, no meio/fim dos noticiários. É certo que o dia foi fértil: Qimonda, General Motors e especialmente o avião desaparecido entre o Rio de Janeiro e Paris (aliás, terá sido a azáfama informativa que fez com que a TSF passasse a manhã a dizer que o avião tinha desaparecido e que era esperado no Rio de Janeiro. A correcção veio às 14h).

Mas é interessante ver como as notícias, independentemente da sua importância, têm sobretudo um tempo.

quinta-feira, maio 28, 2009

A campanha lá fora

Aqui ficam três propostas de como as rádios, através do online, estão a acompanhar os primeiros dias de campanha.

Na France Info um dos destaques de hoje foi para uma sondagem que dá ao PS francês 20% das intenções de voto: Le PS sous la barre des 20% dans les intentions de votes. C’est le résultat d’un sondage Tns-Sofres-Logica pour France Info. Pour Emmanuel Rivière, directeur du département stratégie d’opinions TNS-Sofrès, à dix jours du scrutin européen, le PS ne parvient pas à se faire reconnaître comme le principal parti d’opposition.

No site da RTVE recupero um tema abordado no início da campanha e que também por cá se falou: Por quê no interesan las elecciones europeas?

A resposta à pergunta da rádio espanhola pode estar no vídeo que a RTBF (Bélgica) disponibiliza online: Comment faire campagne pour des matières européennes difficiles ?

terça-feira, maio 26, 2009

As europeias na rr.pt

Um útil trabalho da Renascença sobre a União Europeia e o que está em causa nestas eleições. É um conjunto de trabalhos em vários suportes que merecem ser vistos. Pela quantidade de informação útil e pela reduzida utilização nos sites das rádios nacionais, destaco justamente a infografia que a emissora católica preparou.

segunda-feira, maio 25, 2009

A campanha na rádio (e online)

Começou hoje a Campanha para as Eleições Europeias. Do ponto de vista da rádio é, a meu ver, um dos momentos mais interessantes no que diz respeito ao aproveitamento das potencialidades sonoras da informação radiofónica. Durante as próximas duas semanas vamos certamente ouvir uma série de reportagens que para além do conteúdo informativo dito pela palavra, vão encher os espaços noticiosos com sons de ambiente, músicas, etc.

As campanhas políticas, enquanto terrenos férteis em termos informativos, mobilizam as redacções e modificam grelhas de programação.
Neste primeiro dia de campanha as quatro principais rádios de informação portuguesas já nos propuseram vários momentos.

Para além das notícias nos noticiários regulares da estação, a TSF dedicou hoje o Fórum ao tema com a presença de Miguel Portas (BE) em estúdio para responder às questões colocadas pelos ouvintes e cibernautas. A TSF tem também um Jornal de Campanha (julgo que às 19 horas, pois não encontro referência no site)

A Antena 1, pela voz de Maria Flor Pedroso, emitiu às 10 horas a primeira edição do Jornal de Campanha que tem nova edição às 17h30. No online, a Antena 1 disponibiliza várias informações em Política 2009.

A aposta da Renascença nesta matéria vai, tal como noutros temas da actualidade, para o seu site. A emissora católica propõe-se a colocar diariamente online um vídeo com as linhas principais dos candidatos. O primeiro é de Ilda Figueiredo.

Também o Rádio Clube dedicou parte do "Minuto-a-Minuto" à campanha para as europeias, nomeadamente com o editorial de Nuno Domingues e a opinião de Adão e Silva e Pedro Marques Lopes.

terça-feira, maio 19, 2009

APR discute Rádios de Proximidade

A Associação Portuguesa de Radiodifusão vai iniciar uma série de encontros para discutir as Rádios de Proximidade. O primeiro tem lugar no dia 26 no Funchal.
Seguem-se os seguintes: Porto Santo (16 de Junho), Porto (23 de Junho), Lisboa (25 de Junho), Fundão (30 de Junho) e Faro (2 de Julho).

Via Meios e Publicidade.

quinta-feira, maio 14, 2009

Jornalismo: o acesso democrático à profissão (II)

As rádios locais portuguesas começaram a emitir há 20 anos, em 1989, na sequência de um processo legislativo concluído no final de 1988. A liberalização do sector da rádio em Portugal modificou por completo a paisagem radiofónica portuguesa. O Rádio e Jornalismo está a publicar um conjunto de posts sobre a radiodifusão local, com especial enfoque na realidade portuguesa.


Uma das particularidades do fenómeno das rádios locais em Portugal reside no facto destas pequenas emissoras terem dado a possibilidade de fazer rádio a pessoas das mais variadas origens profissionais.

Em 1987 o Jornal Expresso publicava uma reportagem sobre as rádios locais portuguesas. Numa das passagens do texto, esta origem diversificada de quem fazia rádio nas emissoras locais fica bem clara.

Lê-se no Expresso: “Do padeiro ao barman, do polícia ao magistrado, do militar ao funcionário municipal, do teólogo ao filósofo, passando pelo químico, pelo fotógrafo, pelo cabeleireiro. E por aqui nos ficamos.”

Não se tratou, efectivamente, de uma originalidade portuguesa. Noutras latitudes, por exemplo em Espanha, as rádios livres tiveram também o contributo de pessoas oriundas de várias profissões. Pela Europa fora as rádios livres foram aproveitadas para que grupos sociais e políticos, considerados minoritários, se expressassem através de um meio de comunicação.

Para além da origem profissional, um dos aspectos mais importantes e que, a meu ver, caracterizou a génese das rádios locais em Portugal foi a juventude de quem nelas participava.

Com a rádio centralizada em Lisboa, as emissoras locais representaram um palco importante para que muitos jovens dessem aí os primeiros passos no jornalismo radiofónico.

Para muitos, as emissoras locais representaram uma escola prática de jornalismo e indiciaram a descentralização das possibilidades de emprego na área da comunicação social.

Segundo o jornal Expresso, a média de idades dos “trabalhadores” das rádios piratas no final da década de 80 era de 17 anos, e poucos ultrapassavam os 20 anos de idade.
Ainda segundo o mesmo periódico, as idades daqueles que estiveram na origem da iniciativa oscilavam entre os 9 e os 86 anos, mas os que a passaram à prática – leia-se, faziam programas – tinham entre 21 e 65 anos.

Se olharmos hoje para as principais redacções da rádio portuguesa encontramos um conjunto assinalável de profissionais que iniciaram a sua actividade em pequenas emissoras espalhadas pelo país.
E isso deve-se às rádios locais.

segunda-feira, maio 11, 2009

Fórum TSF também online

Só hoje dei por isso (por aquilo que percebo é uma iniciativa recente), o Fórum TSF alargou-se à Internet permitindo aos cibernautas a colocação de comentários sobre o tema que está em debate na antena.

Tanto quanto me recordo, é a segunda vez que a TSF tem esta iniciativa. Há vários anos atrás era também possível participar no programa através da Internet.

Agora a TSF volta a apostar neste modelo e assim alarga o leque de participações no debate o que, havendo moderação de comentários, me parece uma boa ideia, ainda que a leitura dos comentários em antena quebre, a meu ver, a dinâmica do programa.

Com esta forma de participação nos conteúdos da rádio através da net, a TSF dá um passo importante no sentido de potenciar a interactividade entre os utilizadores/ouvintes e a rádio. É que, estranhamente, apesar de historicamente a rádio ser um meio que procura potenciar a interacção com os seus ouvintes, a sua presença na Internet, que permite outras formas de participação, tem sido subaproveitada pelas rádios, pelo menos as de informação. Por exemplo, das principais emissoras,só o Rádio Clube permite comentários às notícias.

quinta-feira, maio 07, 2009

Cacofonias

Desde que o novo vírus da gripe passou a ser designado de A que ouvir notícias na rádio sobre a dita cuja tem sido uma experiência "cacofónica". Não soa bem e de vez em quando os jornalistas lá se referem à "gripe mexicana" e, agora menos frequente, à "gripe suína".

A questão também merece comentários noutras latitudes.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a Provedora da National Public Radio já se pronunciou sobre o assunto partindo de uma queixa apresentada por uma ouvinte.

Para ler aqui.

terça-feira, abril 28, 2009

Novo site da Antena 1

Depois de ter introduzido no início do ano novas funcionalidades, a Antena 1 apresenta-se agora com um site totalmente renovado.

sexta-feira, abril 24, 2009

20 anos de rádios locais - Liberdade e radiodifusão local (I)

As rádios locais portuguesas começaram a emitir há 20 anos, em 1989, na sequência de um processo legislativo concluído no final de 1988. A liberalização do sector da rádio em Portugal modificou por completo a paisagem radiofónica portuguesa. O Rádio e Jornalismo inicia hoje um conjunto de posts sobre a radiodifusão local, com especial enfoque na realidade portuguesa.
O 25 de Abril de 1974 é o mote para o primeiro texto.



A conquista da liberdade em Portugal foi a pedra de toque para as transformações ocorridas nos vários campos da sociedade portuguesa, e a rádio não é excepção.
O movimento das rádios locais em Portugal está intimamente relacionado com o próprio 25 de Abril, desde logo por ter criado as necessárias condições políticas para que centenas de rádios piratas aparecessem um pouco por todo o país. De facto, as rádios piratas apareceram num período pós-revolucionário quando a sede de liberdade de expressão ainda estava bem viva.
Do que se conhece, a primeira rádio pirata portuguesa apareceu na Grande Lisboa em 1977: a Rádio Juventude. Foi a primeira experiência de centenas que se seguiriam nos dez anos seguintes.
O sentimento de liberdade adquirido com o 25 de Abril foi fundamental na motivação sentida pelos impulsionadores das rádios piratas portuguesas que viam agora a oportunidade para transportar para Portugal as inúmeras experiências que chegavam da Europa, em particular de Itália e França, onde as rádios Livres começavam a adquirir uma importância que já não podia ser menosprezada pelo poder político.
É bom notar que não foi só em Portugal que a conquista da liberdade representou a alavanca para o aparecimento de rádios locais. O caso espanhol é, nesse sentido, semelhante ao português. Como nota Emili Prado (1982) a queda de Franco foi fundamental para a emergência deste tipo de emissoras em Espanha e acabou com a rádio que tinha por objectivo “entreter e embrutecer”.
A conquista da liberdade criou, por isso, o contexto para o florescimento das rádios locais em Portugal. Por outro lado, o movimento das rádios locais tinha na sua genética um profundo desejo, pelo menos no início, de conceder às regiões e às populações locais espaço nos meios de comunicação social.
O carácter revolucionário e de desejo de corte com o cenário de então da rádio em Portugal, demasiado centralizado em Lisboa, pode também ser visto à luz de um certo sentimento de liberdade que invadiu os impulsionadores das rádios locais portuguesas.
Rádio Delírio, Rádio Caos ou Rádio Livre são algumas das designações adoptadas pelas emissoras piratas numa clara associação do fenómeno a um desejo de agitação no sector.
De forma mais óbvia, o 25 de Abril foi associado ao movimento quando a Rádio Livre Internacional escolheu a data em 1983 para iniciar as suas emissões piratas com um debate sobre as rádios livres em França e na Polónia (Jornal Sete, 1983).

quinta-feira, abril 23, 2009

Sena Santos

Francisco Sena Santos foi outro dos entrevistados do espaço da Antena 1 "Jornalismo depois de Abril".

Trata-se de um nome incontornável do jornalismo radiofónico no pós 1974 e por isso é fundamental ouvi-lo nesta entrevista.

Sena Santos diz sobre o jornalismo: "Há reacções por tudo e por nada e começa a faltar tempo para ouvir as pessoas".

Para ouvir aqui .

quarta-feira, abril 22, 2009

A moda Gil

Registo como positiva a cobertura que tem sido dada ao tenista português Frederico Gil, não apenas agora como no torneio de Miami. Mas não nos enganemos, trata-se de uma moda que tem um nome. O interesse é pelo desportista e não pela modalidade.
Como todas as modas, esta também passará e em breve o ténis ocupará o lugar que tem tido no jornalismo desportivo português: na prateleira ao lado do atletismo, do andebol, do basquetebol etc.
Em breve, os jornais de "desporto" da rádio voltarão a dedicar 99% do seu espaço ao futebol e, dentro deste, aos três clubes do costume.

terça-feira, abril 21, 2009

TSF lidera no online

O site da TSF foi, entre os sítios online de rádios , o mais visitado no mês de Março segundo dados do Netscope agora conhecidos.

Circunscrevendo este post apenas às rádios com maior aposta na informação, temos que o site da Renascença é o segundo mais visitado e o do Rádio Clube o terceiro.

Há que referir que a Antena 1, por estar no site da RTP, acaba por sair prejudicada neste tipo de avaliação, pois os dados dizem respeito a visitas no site do audiovisual público no seu conjunto (rádio e televisão).

Para a história do jornalismo

Vale a pena ouvir a entrevista a Emídio Rangel que a Antena 1 passou ontem no âmbito de um novo espaço destinado a percorrer os caminhos do jornalismo português nos últimos 35 anos. O espaço pretende assinalar mais um aniversário do 25 de Abril de 1974.

Emídio Rangel é uma figura central no jornalismo português e em particular no jornalismo radiofónico, cenário no qual emerge, como é natural, a criação da TSF.

Rangel fala na entrevista do período anterior à liberalização do sector da rádio, que permitiria o surgimento da TSF, do que representou para o jornalismo português o início das suas emissões, da mudança do “tempo noticioso” em função do aparecimento de uma rádio em directo, da SIC e também da Zon.

Para escutar aqui.

Camilo

Na Antena Aberta desta manhã ouviram-se comentários de Camilo Lourenço. No Rádio Clube durante a semana ouve-se Camilo Lourenço. Para além da rádio, ouve-se na RTP Camilo Lourenço.

Têm razão os que defendem que o pluralismo nos media deve ser visto para além das questões políticas, alargando-se o conceito a outras esferas da vida pública.

sábado, abril 18, 2009

Do silêncio, do jornalismo e da rádio

Do congresso da SOPCOM/LUSOCOM que decorreu na semana passada destaco três comunicações das várias a que assisti.

Gostei da perspectiva levantada por Manuel Pinto no texto Do Silêncio e do Silenciamento no Jornalismo. O autor propõe uma análise do jornalismo, não a partir da enunciação que este faz da realidade, mas do silêncio e do silenciamento que acaba acontecer como resultado do facto do jornalismo olhar para determinados acontecimentos e não outros.

Apesar de ser um trabalho ainda em progresso, como o autor fez questão de sublinhar, Manuel Pinto apresentou algumas ideias muito interessantes acerca desta perspectiva. Por exemplo, quando defendeu que o jornalismo, contra aquilo que se poderia esperar, é promotor de silêncios. O campo académico, referiu Manuel Pinto, também se deixou ir pelo mesmo caminho na medida em que tende a estudar o que é dito e não o que fica por dizer.
Ora é essa a proposta de Manuel Pinto: estudar o que não é dito.

Também na rádio, o silêncio tem um papel que passa ao lado da maior parte dos estudos. Na realidade toma-se o meio radiofónico como um dispositivo comunicacional sonoro, esquecendo-se que da sua linguagem faz também parte o silêncio.

Como lembra Armand Balsebre (2004), o silêncio é um dos elementos expressivos da rádio, mas o problema é que raramente é visto como fazendo parte da sua linguagem, desde logo porque a ausência de som numa emissão de rádio é vista como um acto negativo.

Tito Cardoso e Cunha (2005) reforça esta mesma ideia sublinhando que nas sociedades mediadas tecnologicamente, o silêncio é olhado como a negação da linguagem e da enunciação.

Na verdade, a meu ver, o silêncio faz parte da própria construção da realidade feita pelos próprios media, na medida em que tanto se constrói dizendo como não dizendo. O não dito nos media, e em particular no jornalismo, representa uma categoria de edição. Escolhe-se para dizer o que se considera mais importante ao mesmo tempo que se escolhe para não dizer o que se considera menos relevante.

Não tão distante da comunicação de Manuel Pinto, a proposta de José Luís Garcia e Sara Meireles Graça O jornalismo e os jornalistas no contexto das tendências recentes do capitalismo jornalístico vê o jornalismo como prática distinta e que deve, nesse sentido, ser distinguida da comunicação, da informação e dos media. “Jornalismo é outra palavra para democracia”, defendem os autores.

Para Garcia e Graça passámos de um capitalismo jornalístico para um capitalismo informacional transição na qual as novas tecnologias têm um papel relevante.
Falar-se em “Marca”, dizem os autores, confunde com jornalismo a informação distribuída nas várias plataformas. As notícias são, deste modo, seleccionadas em função de uma lógica de convergência e em alinhamento com os valores do mercado.

O texto de Luís Garcia e Sara Meireles Graça convoca, a meu ver, formas de jornalismo que devem (deveriam?) assumir-se como alavancas de uma percepção do mundo capaz de escapar aos valores do mercado. O serviço público seria uma dessas alternativas.
Será isso possível?
Nem a propósito e estabelecendo a ponte coma rádio: No último programa do provedor do Ouvinte, Paulo Sérgio, subdirector da RDP para o Desporto admitiu a necessidade da Antena 1, perante as recorrentes queixas dos ouvintes em relação ao excesso de futebol na emissora pública, ter de responder também à concorrência.

Por fim, sublinho a comunicação de Rogério Santos, A Relação das Tecnologias de Informação e dos Media nos Últimos 40 Anos, a única que pude assistir e que teve a rádio como objecto principal. Santos apresentou algumas das linhas que vão conduzir o seu trabalho de estudo sobre o papel da tecnologia nos próprios media.
A linha de investigação do autor parte de vários conceitos, dos quais destaco a remediação, que significa que os novos media tornam melhores e rectificam os media precedentes.
O autor deixou no seu blogue algumas referências a essa comunicação que vale a pena consultar.

quinta-feira, abril 16, 2009

Audiências


Não há grandes novidades em relação às audiências de rádio, agora disponibilizadas pelo Bareme da Marktest e referentes ao primeiro trimestre de 2009.

O grupo Renascença continua líder, seguindo-se a Media Capital.
Em relação às rádios com maior aposta na informação também não há novidades. A Renascença é a mais ouvida, seguindo-se a Antena 1 que parece consolidar-se na segunda posição remetendo a TSF para terceiro. A rádio informativa foi, aliás, uma das que desceu comparativamente ao mesmo período de 2008.
O Rádio Clube continua abaixo dos 2 por cento de audiência.

segunda-feira, abril 13, 2009

A rádio no SOPCOM

Entre os dias 14 e 18 de Abril decorre em Lisboa o VI SOPCOM/VIII LUSOCOM na Universidade Lusófona em Lisboa.

Há várias comunicações que têm a rádio como tema principal. Tentarei dar conta de algumas delas nos próximos dias.

O evento pode ser seguido através do site, do blogue e do twitter.

domingo, abril 05, 2009

NPR com mais audiência

A National Public Radio (NPR) obteve no último ano a maior audiência de sempre, apesar da crise e da ameaça das novas tecnologias.
Os números atingidos pela rádio pública norte-americana revelam o interesse que os ouvintes demonstraram no acompanhamento da eleição presidencial do último ano.

News organizations expect a bump in interest when big stories break, and NPR — like others — saw a spike during last year's presidential election that helped drive the news audience to a record 21 million listeners per week. But NPR President and CEO Vivian Schiller says last year's 9 percent increase is part of a long-term steady trend up."

A propósito desta notícia, a provedora do ouvinte, Alicia C. Shepard reflecte sobre a forma como a NPR deve dar notícias sobre a própria rádio. Para ler: How Should NPR Cover Itself?

terça-feira, março 31, 2009

Jornalismo de Ciência e Ambiente


O jornalismo de Ciência e de Ambiente vai estar amanhã em debate na Universidade do Minho. A iniciativa é do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade e da Associação de Repórteres de Ciência e Ambiente.

Também se falará de rádio com José Pedro Frazão, editor da Rádio Renascença.

Via Jornalismo e Comunicação.

segunda-feira, março 30, 2009

A Antena 1 e a saúde offline

Uma nota positiva, e quanto a mim merecida, para a secção de saúde da Antena 1 e em particular para Jorge Correia. É na rádio pública que encontro maior cobertura noticiosa de assuntos de saúde fora do âmbito das políticas do governo para o sector.
Hoje de manhã ouviu-se um estudo, realizado em Portugal, sobre a relação entre o vírus herpes e o linfoma.

Uma nota negativa: estranhamente não encontro essa notícia no menu que o site da Antena 1 disponibiliza. Aliás, nem essa nem muitas outras que ouvimos nos noticiários da rádio.

Assim cai por terra a proposta da rádio pública para que possamos fazer o nosso próprio noticiário. No online é importante disponibilizar as ferramentas, mas também os conteúdos.

Act: 15h06. Agora a peça já lá está.

quarta-feira, março 25, 2009

Rádio no Twitter II

Depois da TSF e do Rádio Clube, há mais rádio no twitter:

94FM e a rádio pública: Antena 1; 2 e 3.

E ainda a Renascença e a
RFM que criaram contas, mas que não são actualizadas.

Se o número de rádios é ainda reduzido, a quantidade de jornalistas de rádio presentes no twitter é significativo, incluindo aqueles que utilizam esta plataforma para a divulgação dos programas que têm em antena.

Alguns exemplos: José Pedro Frazão; Carlos Vaz Marques; João Paulo Meneses; Nuno Domingues.
Há efectivamente um gosto especial pelo twitter que não encontramos nos blogues e muito menos nos podcasts.

Alguém um dia há-de estudar isto.

sábado, março 21, 2009

O anúncio da Antena 1

Já foi tudo dito sobre o anúncio da Antena 1. Apenas registo o meu acordo com a posição dos provedores da RDP e da RTP e congratulo-me por este caso demonstrar a utilidade das suas funções.

Sobre o anúncio em si, a intenção até pode ter sido a melhor, mas que caiu mal, caiu.

terça-feira, março 17, 2009

Museu da rádio

Já dei uma volta pelo Museu Virtual da Rádio. É interessante e vale a pena uma visita. Mas como tem sido assinalado noutros blogues, falta o Museu em espaço real.

domingo, março 08, 2009

Moçambique

Uma excelente janela que Rui Tukayana nos abriu sobre Moçambique. As reportagens passaram na rádio na semana passada. Quem não ouviu pode escutá-las no site da TSF. E como a rádio já não é só som, vale a pena espreitar as fotos.

quarta-feira, março 04, 2009

Noticiário à la carte na rádio pública

O site da RTP, no qual está a página da rádio pública, foi remodelado. É agora possível encontrar, de forma mais organizada e atractiva do ponto de vista gráfico, os sons da rádio.

Há uma inovação que é a possibilidade de o utilizador fazer o seu próprio noticiário, escolhendo os temas que considera mais interessantes e assim criar uma espécie de playlist de notícias.

A experimentar.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

O provedor da RDP em 2008

Já está disponível o relatório de actividade de 2008 do Provedor do Ouvinte da RDP. Do documento sublinho as considerações feitas a propósito da informação.

Adelino Gomes recebeu 116 mensagens que abordam questões relacionadas com a informação. A Antena 1, tal como já sucedera com o seu antecessor, foi a estação mais visada pelos ouvintes, seguindo-se a Antena 2.

Apesar de no total ter recebido menos queixas dos ouvintes, a área da informação registou uma subida de 10 por cento em relação ao ano anterior.

A maior parte das mensagens recebidas pelo Provedor em relação à informação teve a ver com o alinhamento e critérios jornalísticos utilizados. Este item recebeu sobretudo queixas negativas. O mesmo sucedeu com a qualidade da informação.
"O alinhamento dos noticiários e a qualidade da informação em geral estão no centro de quase metade das mensagens recebidas nesta área temática" (p.42).

O programa Antena Aberta recebeu várias mensagens “a maioria com apreciações negativas mas mais de um terço com elogios” (p.42). Este programa, com a participação dos ouvintes, volta a estar no centro da actuação do provedor, tal como já tinha sucedido com José Nuno Martins. Adelino Gomes, nas suas reflexões finais dedica-lhe algum espaço e recorda a interpelação feita por um elemento do Conselho de Opinião da RDP:


“O mesmo conselheiro quis saber de mim se iria defender ou não o fim de programas do género da Antena Aberta, sobre o qual teceu considerações frontalmente desfavoráveis. Aproveitei esta questão polémica para lhe responder que, pelo contrário, considerava este tipo de programa como o perfeito exemplo de empowerment da cidadania propiciado pela rádio e cuja manutenção (com as ressalvas óbvias em relação a vulnerabilidades conhecidas mas evitáveis do modelo) eu defenderia com grande convicção” (p.69).


O programa Contraditório recebeu mais mensagens negativas do que positivas enquanto que o Conselho Superior recebeu “mais elogios do que manifestações de desagrado”.
O programa de informação local “Portugal em Directo” só recebeu mensagens positivas.


Leitura: Relatório do Provedor do Ouvinte.