terça-feira, janeiro 25, 2011
Uma nova rádio de informação em Abril
Sobre a rádio, no Público lê-se o seguinte:
Rangel já assinou um contrato com a Rádio Paris-Lisboa (RPL, dos franceses da Radio France International) para transformá-la num canal de informação concorrente da TSF, da qual foi fundador e primeiro director. Como a frequência da RPL só abrange a área da Grande Lisboa, o projecto pretende chegar a outros pontos do país, através de 15 rádios locais.
sexta-feira, novembro 19, 2010
A rádio na imprensa
As novas caras da rádio no JN.
Rádio Amália: "Todos imitam todos. Nós não" no DN
segunda-feira, dezembro 28, 2009
E uma rádio pública de notícias?
A ideia não é nova (já a tenho ouvido de vários jornalistas da rádio pública) e vem agora na reportagem (que assino) na revista JJ do Clube de Jornalistas. Quem o defende é Ricardo Alexandre, director-adjunto da rádio pública.
Para o jornalista, a criação de uma rádio pública de notícias seria uma solução para a falta de tempo (entenda-se espaço) para os conteúdos de informação na Antena 1 que, apesar de fazer uma visível aposta na informação, é uma emissora generalista e por isso tem que partilhar a antena com a programação. Um canal de informação no serviço público de rádio permitiria também aproveitar os recursos quer humanos, quer materiais da RDP.
Para quem procura alternativas ao nível da informação na rádio, a ideia agrada, mas até que ponto seria exequível?
Em primeiro lugar, é preciso ter a noção de que a criação de mais um canal no universo da rádio pública depende de uma decisão política. Por outro lado, há o aspecto financeiro, sempre relevante nestes.
O contexto da rádio em Portugal também não me parece ser favorável a uma outra rádio de informação. A maior parte dos ouvintes prefere, claramente, estações musicais. O passado recente trouxe-nos o fracasso do formato mais informativo do Rádio Clube Português.
Há ainda a Internet que enquanto plataforma para conteúdos informativos de rádio/áudio demora em afirmar-se. Na realidade, o que a Internet nos dá é muito semelhante ao que encontramos no espaço da rádio hertziana: por um lado, as notícias dos sites da rádio (com raras excepções) já passaram na emissão e por outro o comportamento dos ouvintes é também semelhante, preferindo os conteúdos musicais. Quantas webradios informativas existem em Portugal?
Insisto: a ideia parece-me simpática, mas o contexto não é favorável.
sexta-feira, novembro 28, 2008
O que mudou nas rádios locais…
A autora começa por criar um breve contexto histórico das rádios locais em Portugal, sublinhando os aspectos que marcaram o seu aparecimento e analisando as transformações ocorridas no plano legislativo.
Partindo do pressuposto de que em 19 anos de existência de rádios locais em Portugal, o cenário destas emissoras se modificou, Daniela Silva procura na sua investigação perceber o que realmente mudou e quais as razões para isso.
A investigadora realizou entrevistas a duas personalidades que estiveram ligadas à radiodifusão local portuguesa (António Colaço e José Faustino) e analisa as respostas ao inquérito que submeteu às rádios locais.
Daniela Silva divide a sua investigação em seis grandes itens: Propriedade e Direcção, Recursos Humanos, Condições Técnicas, Audiência, Publicidade e Programação:
Da leitura da sua tese pode-se concluir que as principais transformações ocorridas nas rádios locais portuguesas situam-se ao nível da tecnologia, com destaque para a presença na Internet. Segundo os respondentes, quase todas as rádios estão presentes na rede global, sendo que no “Centro como no Sul, as respostas afirmativas atingiram os 100%”.
No entanto, as potencialidades da Internet parecem não ser totalmente aproveitadas pelas emissoras locais, por exemplo no que diz respeito à disponibilização de programas em podcast. Um dado que a Entidade Reguladora da Comunicação no seu relatório referente a 2007, também tinha notado.
Há, no entanto, um dado que me surpreende e que tem a ver com a informação: Segundo Daniela Silva, há hoje mais espaço para a informação nas rádios locais, do que há 20 anos. Acredito que sim, mas seria curioso saber que informação: local, nacional …
A investigadora conclui:
“Traçando o perfil das rádios locais actuais, ou seja, das rádios locais 20 anos depois da legalização, podemos dizer que a rádio de âmbito local, pertence a uma cooperativa, não está ligada a grupos media e tem na sua direcção entre quatro a sete pessoas. Remunera, em média, dois jornalistas, dois comerciais, dois técnicos e um director. Continua a existir algum voluntariado e, por isso mesmo, colaboradores não remunerados. As rádios empregam jornalistas com e sem formação académica. As instalações das rádios são instalações próprias e nelas existe, em média, um estúdio. A recolha de som é feita com Mini-disc e Gravador MP3. As rádios locais têm sítio na Internet e emissão Online, com o objectivo de chegar ao maior número de pessoas possível e de conquistar mais anunciantes. O Podcast é ainda muito raro.(…)“
Os meus parabéns à nova mestre e agradeço a Daniela Silva ter-me enviado a sua tese.
Leitura: SILVA, Daniela (2008). As Rádios Locais: o que mudou desde 1989?, Tese de Mestrado. Universidade da Beira Interior.
Orientação: João Canavilhas.
segunda-feira, março 10, 2008
Leituras
Rádio em Portugal: tendências e grupos de comunicação na actualidade de Rogério Santos e
Internet y las nuevas formas de participación de los oyentes en los programas de rádio de Susana Herrera Damas.
sábado, dezembro 29, 2007
Votos para 2008
- Assistiremos à consolidação da aposta da Renascença no multimédia. 2007 marcou o lançamento de iniciativas muito interessantes neste capítulo como são os casos do Pagina Um, da inclusão de reportagens em vídeo e de infografia animada. O Grupo Reanscença anunciou que em 2008 irá lançar canais temáticos online. Ficaremos à espera.
- E a Record FM já começou a emitir em 107.7?
Certamente que estará em cima da mesa um sem-número de propostas de alteração da actual lei. Espera-se uma lei virada para os desafios do online e da digitalização e que dê coerência à tipologia da rádio portuguesa. Não se pode continuar a chamar rádios locais a todas as emissoras que têm uma frequência local. Mas o jornalismo, mesmo nas rádios locais, deve continuar a ser assegurado por jornalistas.
O blogueiro deseja um excelente 2008 para todos.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Record FM
Lê-se na newsletter do Meios&Publicidade:
Record FM é o nome da nova estação de rádio lançada pela TV Record para a região da Grande Lisboa. De carácter generalista, a programação da emissora passa pela música, informação e desporto. Dirigida sobretudo à comunidade de imigrantes brasileiros residentes em Portugal, a Record FM pretende também conquistar ouvintes nacionais, nomeadamente através da aposta nos relatos dos jogos de futebol do Campeonato Português e da Taça da Liga.
A rádio vai ouvir-se em 107.7, frequência pertencente ao concelho de Sintra e que estava a ser utilizada pela Nossa FM.
A notícia não faz referência à data do início das emissões.
segunda-feira, abril 30, 2007
Disponível anuário da comunicação
No sector da rádio assinalo três artigos.
No primeiro, são expostos os dados relativos à audiência de rádio com base no Bareme Rádio da Marktest e o cenário da radiodifsão portuguesa (número de rádios existentes, de postos emissores, rádios por distrito etc). (pp. 104-110).
Destaco também o artigo de Rogério Santos "A Rádio em Portugal - estado da arte em 2006" no qual o autor faz uma retrospectiva do sector e projecta o ano de 2007. Diz Rogério Santos:
"(...)espera-se, para 2007, a realização de concurso para frequências ainda livres para cobertura local. (...) a rádio irá distribuir crescentemente os seus conteúdos áudio pela Internet, aos leitores de mp3, à Mobile TV, ao cabo, em Triple Play e noutras plataformas, em contínua reinvenção de um meio que começou há mais de oitenta anos".
(pp. 220-223)
E por fim, o artigo de João Porto (Grupo Renascença) "Medir o quê? Quando? e para Quê? Como se medem as audiências em Portugal? Como se medirão no futuro?".
Escreve o autor:
"(...) resta esperar e acompanhar de perto as diferentes experiências de implementação do sistema de audimetria PPM, já em curso em diversos países, cuja divulgação nacional permitirá aprender mais e melhor, o caso português. Porque não há dúvida de que, mais cedo ou mais tarde, a evolução para o sistema de audimetria medido por PPM será um facto". (pp. 258-261)