É motivo para pensarmos quando o exclusivo se sobrepõe ao interesse e novidade de um acontecimento.
O jornal de Desporto das 12h30 na Antena 1 abriu com veemência e repetido entusiasmo com a declaração perfeitamente esperada e normal num treinador de futebol português afirmando que "gostaria de treinar a selecção portuguesa".
O que é que estas declarações têm de especial para justificarem um tal destaque, mesmo num jornal temático? Só mesmo o facto de serem um exclusivo da estação que as emitiu. Bem vistas as coisas, se a pergunta for feita a qualquer treinador de futebol português, a resposta será inevitavelmente sempre a mesma. A notícia existe quando um deles disser que jamais quererá treinar a selecção de Portugal.
Mas quem ouviu o início do Jornal de Desporto ficou mesmo convencido que o acontecimento era importante!
A revelação está aqui.
sexta-feira, maio 28, 2010
Um prémio para o jornalismo local
Mais um prémio para a rádio.
Desta vez para uma rádio local, coisa rara, e por isso merece um sublinhado especial.
O prémio é do Parlamento Europeu que distinguiu Sónia Sousa, da rádio Antena Minho, pelo trabalho que efectuou com o eurodeputado José Manuel Fernandes.
Desta vez para uma rádio local, coisa rara, e por isso merece um sublinhado especial.
O prémio é do Parlamento Europeu que distinguiu Sónia Sousa, da rádio Antena Minho, pelo trabalho que efectuou com o eurodeputado José Manuel Fernandes.
quarta-feira, maio 26, 2010
TSF vence prémio
A equipa de desporto da TSF recebeu a distinção do Clube Nacional de Imprensa Desportiva para a área da rádio.
segunda-feira, maio 24, 2010
Jornalismo e redes sociais
Um artigo que merece uma leitura por parte de todos os que se interessam pela relação entre jornalismo e redes sociais.
Facebook - una Nueva Narrativa Informativa
Facebook - una Nueva Narrativa Informativa
sexta-feira, maio 21, 2010
sexta-feira, maio 14, 2010
A cobertura da visita de Bento XVI - 4 questões
Terminada a visita de Bento XVI a Portugal, sobram as perguntas de sempre relativamente à forma como os média, e neste caso a rádio, fazem a cobertura jornalística deste tipo de acontecimentos.
- Não terão as rádios exagerado no tempo que dedicaram à cobertura em directo do evento, interrompendo durante quatro dias e várias vezes ao dia a sua programação normal?
- Não terão os jornalistas exagerado na emoção posta em muitos dos relatos feitos a partir dos locais por onde o Papa passou? (Esta manhã ouvia-se na rádio de serviço público: "Tudo neste momento à espera do momento crucial" - o momento crucial era apenas que o helicóptero levantasse voo para transportar Bento XVI de Fátima para o Porto)
- Não terá ficado trabalho por fazer no que respeita ao tratamento/debate de alguns dos assuntos e temas que inquietam os próprios católicos?
- Não terão os média exagerado na forma como se associaram às cerimónias?
E depois da visita Papal, as baterias já estão apontadas para a selecção nacional de futebol...
- Não terão as rádios exagerado no tempo que dedicaram à cobertura em directo do evento, interrompendo durante quatro dias e várias vezes ao dia a sua programação normal?
- Não terão os jornalistas exagerado na emoção posta em muitos dos relatos feitos a partir dos locais por onde o Papa passou? (Esta manhã ouvia-se na rádio de serviço público: "Tudo neste momento à espera do momento crucial" - o momento crucial era apenas que o helicóptero levantasse voo para transportar Bento XVI de Fátima para o Porto)
- Não terá ficado trabalho por fazer no que respeita ao tratamento/debate de alguns dos assuntos e temas que inquietam os próprios católicos?
- Não terão os média exagerado na forma como se associaram às cerimónias?
E depois da visita Papal, as baterias já estão apontadas para a selecção nacional de futebol...
quinta-feira, maio 13, 2010
O futuro das notícias
São leituras indispensáveis para quem se interessa pelo tema.
Autores como Herbert Gans, Mitchell Stephens ou Michael Schudson escrevem sobre o futuro das notícias.
Via: Jornalismo e Comunicação.
Autores como Herbert Gans, Mitchell Stephens ou Michael Schudson escrevem sobre o futuro das notícias.
Via: Jornalismo e Comunicação.
quarta-feira, maio 12, 2010
O Papa nas rádios
As principais rádios de informação portuguesas têm acompanhado, como é natural, a visita de Bento XVI a Portugal.
A cobertura tem sido (e certamente continuará a ser) muito intensiva, implicando alterações na emissão normal das rádios para dar lugar a emissões especiais com o objectivo de acompanhar em directo a visita papal.
Renascença, Antena 1 e TSF adoptaram algumas estratégias formais semelhantes:repórteres distribuídos pelos principais pontos de Lisboa por onde o Papa passou ontem, debate em estúdio com convidados que comentam as intervenções do Papa e reflectem sobre temas relacionados com a Igreja Católica. Neste aspecto, a TSF mostrou-se mais irreverente com a introdução de temas que não geram consenso(ordenação das mulheres, aborto, pedofilia).
No acompanhamento online, RR, TSF e Antena 1 criaram páginas dedicadas, mas merece um sublinhado especial a cobertura que a Renascença está a fazer.
A emissora católica aproveita a visita papal para dar um passo mais na sua estratégia multimédia cada vez mais vincada no seu site. Em rr.pt é possível encontrar um alargado número de vídeos sobre os vários acontecimentos da visita de Bento XVI, para além da edição especial do jornal em pdf Página 1.
Mas o que merece um olhar mais atento é a cobertura da visita do Papa que podemos acompanhar no site da Renascença.
A cobertura tem sido (e certamente continuará a ser) muito intensiva, implicando alterações na emissão normal das rádios para dar lugar a emissões especiais com o objectivo de acompanhar em directo a visita papal.
Renascença, Antena 1 e TSF adoptaram algumas estratégias formais semelhantes:repórteres distribuídos pelos principais pontos de Lisboa por onde o Papa passou ontem, debate em estúdio com convidados que comentam as intervenções do Papa e reflectem sobre temas relacionados com a Igreja Católica. Neste aspecto, a TSF mostrou-se mais irreverente com a introdução de temas que não geram consenso(ordenação das mulheres, aborto, pedofilia).
No acompanhamento online, RR, TSF e Antena 1 criaram páginas dedicadas, mas merece um sublinhado especial a cobertura que a Renascença está a fazer.
A emissora católica aproveita a visita papal para dar um passo mais na sua estratégia multimédia cada vez mais vincada no seu site. Em rr.pt é possível encontrar um alargado número de vídeos sobre os vários acontecimentos da visita de Bento XVI, para além da edição especial do jornal em pdf Página 1.
Mas o que merece um olhar mais atento é a cobertura da visita do Papa que podemos acompanhar no site da Renascença.
segunda-feira, maio 10, 2010
quarta-feira, maio 05, 2010
Sobre o jornalismo e a tecnologia
Um dos problemas do discurso sobre o jornalismo e a convivência entre meios tradicionais e digitais é que, nesta fase da migração, domina a ideia que os primeiros serão destruídos de forma automática e rápida pelos segundos, quando deveríamos estar todos preocupados em saber como preparar uma transição que certamente ocorrerá, mas que será, necessariamente, mais lenta que a própria evolução tecnológica.
Take television: who would have thought in the 1950s and 1960s that radio would still be a powerful technological platform several decades later? Imagine the argument: who would want only sound, when you could have both sound and vision?
Take television: who would have thought in the 1950s and 1960s that radio would still be a powerful technological platform several decades later? Imagine the argument: who would want only sound, when you could have both sound and vision?
terça-feira, maio 04, 2010
O mundo visto pelas redes sociais
É uma experiência que já tem um par de meses, mas que vale a pena conhecer (ou recordar). Cinco jornalistas de rádios francófonas decidiram fechar-se numa casa localizada em meio rural e ter acesso ao mundo das notícias apenas via Twitter e Facebook.
Durante aquele período foram actualizando um blogue com as suas reflexões. Algumas muito interessantes.
O projecto chamou-se Huis clos sur le Net.
Durante aquele período foram actualizando um blogue com as suas reflexões. Algumas muito interessantes.
O projecto chamou-se Huis clos sur le Net.
segunda-feira, maio 03, 2010
A rádio em directo
A emoção, a incerteza dos resultados, as interrupções vindas de cada campo onde se jogava e até a confusão gerada com a sobreposição de informações dadas pelos vários repórteres animaram um início de noite na rádio portuguesa.
São momentos cada vez mais raros na rádio, mas que ontem foi possível reviver com o acompanhamento dos vários jogos de futebol marcados para a mesma hora.
É a rádio em directo!
São momentos cada vez mais raros na rádio, mas que ontem foi possível reviver com o acompanhamento dos vários jogos de futebol marcados para a mesma hora.
É a rádio em directo!
terça-feira, abril 27, 2010
segunda-feira, abril 26, 2010
As legislativas na rádio, segundo a ERC
A cobertura do período eleitoral das Legislativas de 2009 feita pelo Rádio Clube e pela Antena 1 foi considerada negativa por parte do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que analisou o "cumprimento do princípio geral da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas".
O referido órgão considerou que tanto a emissora da Media Capital como o operador público não contemplaram "nos programas de opinião emitidos no período em análise, a presença de representantes de todas as candidaturas, não cumprindo o princípio geral da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas".
Já a TSF e a Renascença, de acordo com a ERC, fizeram uma cobertura positiva no que diz respeito ao principio da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas. O relatório da entidade reguladora sustenta que tanto a rádio informativa como a emissora católica contemplaram "nos programas de opinião emitidos no período em análise a presença de representantes de todas as candidaturas", nomeadamente no espaço de entrevistas da RR e nos Jornais de Campanha e Fórum da TSF.
O referido órgão considerou que tanto a emissora da Media Capital como o operador público não contemplaram "nos programas de opinião emitidos no período em análise, a presença de representantes de todas as candidaturas, não cumprindo o princípio geral da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas".
Já a TSF e a Renascença, de acordo com a ERC, fizeram uma cobertura positiva no que diz respeito ao principio da igualdade de oportunidades das diferentes candidaturas. O relatório da entidade reguladora sustenta que tanto a rádio informativa como a emissora católica contemplaram "nos programas de opinião emitidos no período em análise a presença de representantes de todas as candidaturas", nomeadamente no espaço de entrevistas da RR e nos Jornais de Campanha e Fórum da TSF.
terça-feira, abril 20, 2010
Tráfego nos sites das rádios
A RFM continua a liderar o número de page-views dos sites das rádios portuguesas. A TSF surge em segundo lugar e a Renascença depois. A rádio católica sublinha no seu site que em Março atingiu a maior audiência de sempre, ultrapassando os três milhões de page-views.
Não se conhecem os números relativos à rádio pública, uma vez que aparecem integrados na RTP.
O ranking está aqui.
Não se conhecem os números relativos à rádio pública, uma vez que aparecem integrados na RTP.
O ranking está aqui.
terça-feira, abril 13, 2010
Audiências de rádio nos últimos dez anos
A Marktest divulga dados que poderão surpreender alguns no que diz respeito à audiência de rádio em Portugal. Ao contrário do que muitos defendem, a rádio, a avaliar por este estudo, não perdeu audiência nos últimos dez anos. Se considerarmos a audiência acumulada de véspera, o estudo da Marktest mostra que em 2000 se situava nos 56,3% subindo em 2009 para os 57%. A audiência média, no entanto, sofreu uma ligeira quebra, dos 6,4%, em 2000, para os 6,3% em 2009.
quinta-feira, abril 08, 2010
Onde estão as mulheres?
Para quem se interessa pelas questões do género, em particular na rádio, está aqui um bom ponto de partida.
A questão foi levantada pela provedora da NPR e agora mereceu um comentário na Poynter Online.
A questão foi levantada pela provedora da NPR e agora mereceu um comentário na Poynter Online.
segunda-feira, abril 05, 2010
Para que serve um provedor?
É uma questão recorrente: para que serve um provedor?
A provedora da NPR viu neste caso um exemplo da utilidade das funções que exerce:
Last week, I wrote a post about how NPR identifies people who support or oppose abortion. It engendered a lively debate inside and outside NPR. Today, some top editors got together to review the 2005 policy and decided to no longer use "pro-choice" or "pro-life.
A provedora da NPR viu neste caso um exemplo da utilidade das funções que exerce:
Last week, I wrote a post about how NPR identifies people who support or oppose abortion. It engendered a lively debate inside and outside NPR. Today, some top editors got together to review the 2005 policy and decided to no longer use "pro-choice" or "pro-life.
quarta-feira, março 31, 2010
Informação local, rádio e multimédia
Uma excelente iniciativa que combina multimédia, rádio e informação local.
CPB is funding the creation of seven Local Journalism Centers (LJCs), combining CPB and participating stations' resources for a ground-breaking new approach to newsgathering and its distribution. The Centers will form teams of multimedia journalists, who will focus on issues of particular relevance to each region; their in-depth reports will be presented regionally and nationally via digital platforms, community engagement programs and radio and television broadcasts.
CPB is funding the creation of seven Local Journalism Centers (LJCs), combining CPB and participating stations' resources for a ground-breaking new approach to newsgathering and its distribution. The Centers will form teams of multimedia journalists, who will focus on issues of particular relevance to each region; their in-depth reports will be presented regionally and nationally via digital platforms, community engagement programs and radio and television broadcasts.
segunda-feira, março 29, 2010
O provedor da RDP em 2009
Do relatório do provedor do Ouvinte referente a 2009, retiro as seguintes observações:
A Informação foi o tema sobre o qual o provedor recebeu mais mensagens (169), enquanto a Antena 1, tal como já antes sucedia, continuou a ser a rádio com o maior número de queixas recebidas.
No campo da informação, assistiu-se, pois, a um aumento de correspondência da parte dos ouvintes, que, no entanto, não “alterou o sentido geral detectado até agora na forma negativa como os ouvintes apreciam o jornalismo praticado na rádio pública”.
Os ouvintes questionam sobretudo os critérios jornalísticos e o alinhamento dos noticiários bem como a qualidade da informação que, segundo as mensagens que chegaram ao provedor, é sobretudo negativa.
O programa Contraditório e a rubrica matinal Conselho Superior receberam igualmente várias mensagens negativas. Já a Antena Aberta, curiosamente se tivermos em conta o passado recente, quase que divide o número de mensagens entre positivas e negativas.
Tradicionalmente polémico, o desporto voltou a registar um “aumento significativo de correspondência. Em três anos de contabilização, as mensagens para o provedor quase duplicaram. O seu tom foi esmagadoramente negativo. O mais negativo, em termos percentuais, de todas as temáticas de conteúdos consideradas nesta análise”.
Igualmente negativa é a apreciação que os ouvintes fazem do multimédia da rádio pública. Ainda que as mensagens não sejam em grande quantidade, as que chegam são negativas. “Trata-se de resto da única área em que nenhuma das mensagens faz apreciações de carácter positivo em qualquer dos itens considerados: Acesso e navegação, Podcasts, Formatos, e Sugestões e outras questões”.
Adelino Gomes está a terminar o seu mandato, por isso faz uma espécie de despedida antecipada no seu relatório de 2009. Lamenta, por exemplo, que relativamente à Antena 2, apesar da iniciativa que teve em reunir uma série de personalidades que sobre este canal se pronunciassem “nenhuma iniciativa concreta, que eu saiba, foi tomada (com esta ou com qualquer outra configuração) no sentido de discutir a rádio clássica. Tenho pena”.
O Provedor do Ouvinte identifica ainda duas grandes linhas de acção para a rádio pública: “Se for necessário concretizar, direi que este desenho da estação pública que os portugueses têm o direito de exigir passa por dois pressupostos fundamentais: uma política exigente de recrutamento de pessoal e um forte investimento na formação profissional contínua.”
A Informação foi o tema sobre o qual o provedor recebeu mais mensagens (169), enquanto a Antena 1, tal como já antes sucedia, continuou a ser a rádio com o maior número de queixas recebidas.
No campo da informação, assistiu-se, pois, a um aumento de correspondência da parte dos ouvintes, que, no entanto, não “alterou o sentido geral detectado até agora na forma negativa como os ouvintes apreciam o jornalismo praticado na rádio pública”.
Os ouvintes questionam sobretudo os critérios jornalísticos e o alinhamento dos noticiários bem como a qualidade da informação que, segundo as mensagens que chegaram ao provedor, é sobretudo negativa.
O programa Contraditório e a rubrica matinal Conselho Superior receberam igualmente várias mensagens negativas. Já a Antena Aberta, curiosamente se tivermos em conta o passado recente, quase que divide o número de mensagens entre positivas e negativas.
Tradicionalmente polémico, o desporto voltou a registar um “aumento significativo de correspondência. Em três anos de contabilização, as mensagens para o provedor quase duplicaram. O seu tom foi esmagadoramente negativo. O mais negativo, em termos percentuais, de todas as temáticas de conteúdos consideradas nesta análise”.
Igualmente negativa é a apreciação que os ouvintes fazem do multimédia da rádio pública. Ainda que as mensagens não sejam em grande quantidade, as que chegam são negativas. “Trata-se de resto da única área em que nenhuma das mensagens faz apreciações de carácter positivo em qualquer dos itens considerados: Acesso e navegação, Podcasts, Formatos, e Sugestões e outras questões”.
Adelino Gomes está a terminar o seu mandato, por isso faz uma espécie de despedida antecipada no seu relatório de 2009. Lamenta, por exemplo, que relativamente à Antena 2, apesar da iniciativa que teve em reunir uma série de personalidades que sobre este canal se pronunciassem “nenhuma iniciativa concreta, que eu saiba, foi tomada (com esta ou com qualquer outra configuração) no sentido de discutir a rádio clássica. Tenho pena”.
O Provedor do Ouvinte identifica ainda duas grandes linhas de acção para a rádio pública: “Se for necessário concretizar, direi que este desenho da estação pública que os portugueses têm o direito de exigir passa por dois pressupostos fundamentais: uma política exigente de recrutamento de pessoal e um forte investimento na formação profissional contínua.”
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